Suícidio. Porquê?

bem...ouvi 1 miudo 1 vez dizer qqer coisa do género..."o amanhã é um desafio, o hoje é uma dádiva.. por isso lhe chamamos presente..."

A ideacção suicida é algo que decerto não passa pela cabeça de nenhuma criança... por muito miserável que seja a sua vida.. já pensaram nisso?..Falamos da interacção/integração social ou nos danos infligidos pela sociedade, crescimento, responsabilização, maturação?..

Em relação à classificação de Durkheim ou , se quiserem, à inclusão do suicídas associados ao fundamentalismo político-religioso, julgo que quando discutimos aqui o suicídio nos referimos claramente, apenas, ao acto de desespero, à anomia. Esse, continuo a dizê-lo, não se adjectiva de corajoso ou cobarde.É uma "complicação" de patologias psiquiátricas.
 
Porque é que os polícias se suicidam?...

Porque é que os polícias se suicidam?...

Sim, parece ser um problema que os afecta muito e que a nós, cidadãos que deles necessitamos, nos deve deixar apreensivos...:

Um militar, segundo a versão oficial, terá colocado termo à vida, no interior daquelas instalações policiais, com um tiro na têmpora. Recorreu à arma de serviço, uma pistola de calibre 7,65 milímetros e com mais de dez anos. Mas vários populares asseguraram que ouviram dois disparos já depois dos bombeiros terem chegado ao local. Curiosamente, ninguém terá ouvido o tiro que o Comando-Geral da GNR diz estar na origem da morte do militar Hélder Costa, que completaria em breve 26 anos.

Dúvidas populares que não terão fundamento. Segundo o Correio da Manhã apurou junto de fontes policiais, o militar terá mesmo cometido suicídio, por razões ainda desconhecidas, mas que não terão qualquer relação com a sua actividade profissional. “Ele andava com problemas familiares e pessoais já há alguns meses. Pode não ter conseguido aguentar a pressão e cometer esta loucura”, disse um amigo do falecido Hélder Costa.

O major Costa Lima, responsável da GNR, confirmou que se tratou do suicídio de um militar que se encontrava na instituição há três anos e tinha sido colocado no posto de Lever – junto à sua residência (Penafiel) – em Janeiro do corrente ano. Adiantou ainda que este foi o primeiro caso de suicídio registado na Guarda nos últimos dois anos.

“Temos uma baixa taxa de suicídios, mas basta uma situação para nos deixar preocupados. A família já está a ser acompanhada por psicólogos e a Guarda tudo fará para auxiliar a mulher e o filho [um bebé de 17 meses]”, acrescentou o major Costa Lima, esclarecendo que os dois tiros ouvidos pelos populares foram feitos por peritos chamados ao local e em local seguro, porque o invólucro da bala que vitimou o militar ficou encravado na pistola. A vítima é hoje autopsiada.

REACÇÕES

"DEFENDEMOS OS GABINETES DE APOIO": Paulo Rodrigues, Ass. Sind. Prof. PSP

“A questão dos suicídios não se baseia só na profissão. Os problemas começam no foro familiar, e trabalhar nas forças de segurança acentua esses problemas. Nós, ASPP, sempre defendemos os gabinetes de apoio psicológico, e a proximidade que eles devem ter, não só dos agentes da PSP, mas também dos militares da GNR. O problema dos suicídios veio para ficar, e carece de atenção redobrada.”

"RESPONSABILIZAMOS O MINISTÉRIO": José Alho, Asso. Soc. Prof. Ind. da GNR

“Responsabilizamos o Ministério da Administração Interna por muita da tristeza vivida no seio da GNR. Falta-nos um horário de referência, como há muito nos tem vindo a ser prometido. É algo de fundamental para se evitar mais suicídios na GNR. Os problemas de saúde no efectivo continuam a alastrar, e com os problemas do trabalho diário, eles tendem mesmo é a aumentar cada vez mais.”

...
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=256402&idselect=10&idCanal=10&p=200

Porque será, então?...
 
Se calhar o acesso a uma arma facilita as coisas...


Acredito também que um polícia que seja aquilo que consideramos ser "uma boa pessoa" e que foi para as forças de segurança por convicção de prestar serviço em prol da justiça e bem estar das pessoas não tenha estômago para aguentar aquilo que vê, ouve e sabe todos os dias. Da depressão ao suicídio é um passo...
 
Pé Leve
Os casos de suicídio nas forças de autoridade são um "caso de estudo".

Há diversas teses, mas há diversos aspectos que influenciam muito estas ocorrências, a saber:


- As condições de serviço -

Quando deslocados e longe da família não existem alojamentos, refeitórios.

Pressão psicológica a nível do "prestar serviço", influencido pela crescente desautorização e desadequação de leis que façam respeitar a "figura policial" da autoridade, em suma do homem que enverga o uniforme.


- Remuneração -

A questão da remuneração muitas vezes está directamente ligada à deslocação do agente, pagar quarto e alimentação e ter ainda uma família algures para sustentar é de elevada pressão e carga psicológica.

O agente tem ainda de suportar os custos do seu fardamento.


- Apoio -

Lacunas a nível do acompanhamento psicológico dos agentes deslocados (e não só)


Podemos ver por exemplos noticias variadas como esta

Suicídio na Polícia - 36 casos registados desde 1984

18 polícias suicidaram-se desde 2001


É preocupante, e por cada suicídio que é concluído, outro potencial suicida revê-se também nesse acto, potenciando a prática de novo acto semelhante.

Há que ir fundo na resolução, e isso compete a toda a cadeia de comando, legislação mais adequada e incentivadora para os agentes, e adequar instalações para que os agentes deslocados tenham uma efectiva base de apoio.
 
Uma questão de equilíbrio emocional é mais importante.

Pode não ter a arma de serviço, mas tem acesso facilitado a arma pessoal, por isso, não é por ai.
[;)]

Bom, espero que tb tenhas lido a segunda parte do meu primeiro post...


Quanto ao acesso fácil a uma arma por inerência de profissão, acho sim que é um factor potenciador.

Muita gente não tem uma arma de fogo pessoal (eu incluído), logo se fosse um GNR, por exemplo, teria um acesso muito mais fácil ao objecto. E acredito que no poço de um momento de depressão isso faça a diferença.
 
Sem conhecer o caso em concreto e correndo o risco de dizer alguma falsidade, parecem-me as declarações da associação sócio-profissional da GNR algo despropositadas. A inexistência de um horário de referência é causa de suicídios? Ainda por cima num agente que ainda nem tinha feito 26 anos?...

Entendo que haja situações complicadas, algumas até graves e que o apoio psicológico dentro da instituição deveria ser uma realidade, até pela especificidade da profissão, mas não me parecem que por si só constituam motivo para suicídio.

Mais coerente parece-me a declaração da Associação Sindical da PSP, quando diz que a questão dos suicidios não se baseia só na profissão.
 
Bom, espero que tb tenhas lido a segunda parte do meu primeiro post...

Acredito também que um polícia que seja aquilo que consideramos ser "uma boa pessoa" e que foi para as forças de segurança por convicção de prestar serviço em prol da justiça e bem estar das pessoas não tenha estômago para aguentar aquilo que vê, ouve e sabe todos os dias. Da depressão ao suicídio é um passo...


Sim li !

E concordo em pleno.

[;)]
 
Tem que lhes dar bisnagas em vez de pistolas a sério ... ou armas maiores que nao dê para um gajo se suicidar ...

Se tivessem espingardas de 1.50m nao conseguiam por o dedo no gatilho.
 
Tem que lhes dar bisnagas em vez de pistolas a sério ... ou armas maiores que nao dê para um gajo se suicidar ...

Se tivessem espingardas de 1.50m nao conseguiam por o dedo no gatilho.


Não tomes o que vou dizer como uma critica. [;)]

Talvez por verem as coisas com demasiada ligeireza, é que a situação dos suicídios, ocorra tantas vezes.

[;)]
 
Pé Leve
Os casos de suicídio nas forças de autoridade são um "caso de estudo".

Há diversas teses, mas há diversos aspectos que influenciam muito estas ocorrências, a saber:


- As condições de serviço -

Quando deslocados e longe da família não existem alojamentos, refeitórios.

Pressão psicológica a nível do "prestar serviço", influencido pela crescente desautorização e desadequação de leis que façam respeitar a "figura policial" da autoridade, em suma do homem que enverga o uniforme.


- Remuneração -

A questão da remuneração muitas vezes está directamente ligada à deslocação do agente, pagar quarto e alimentação e ter ainda uma família algures para sustentar é de elevada pressão e carga psicológica.

O agente tem ainda de suportar os custos do seu fardamento.


- Apoio -

Lacunas a nível do acompanhamento psicológico dos agentes deslocados (e não só)


Podemos ver por exemplos noticias variadas como esta

Suicídio na Polícia - 36 casos registados desde 1984

18 polícias suicidaram-se desde 2001


É preocupante, e por cada suicídio que é concluído, outro potencial suicida revê-se também nesse acto, potenciando a prática de novo acto semelhante.

Há que ir fundo na resolução, e isso compete a toda a cadeia de comando, legislação mais adequada e incentivadora para os agentes, e adequar instalações para que os agentes deslocados tenham uma efectiva base de apoio.
Concordo.

Quanto à questão do acesso as armas como potenciar desta situação, creio que é inconcebível num meio onde a criminalidade aumenta e se torna cada vez mais perigosa, não haver armas distribuídas.

Depois pela questão psicológica das más condições em que se trabalha bem como o excesso de horas e a falta de acompanhamento especializado, desde a legislação que chega a ser factor de risco acrescido para os policias bem como para os seus familiares, as questão das chefias que gerem forças policiais com se de forças militares se tratassem e finalmente pelos vencimentos que ridicularizam o esforço, o risco e a quantidade de trabalho feito.
 
Tem que lhes dar bisnagas em vez de pistolas a sério ... ou armas maiores que nao dê para um gajo se suicidar ...

Se tivessem espingardas de 1.50m nao conseguiam por o dedo no gatilho.


agarras na espingarda caçadeira e sentas-te numa cadeira. carregas a espingarda com um cartuxo e armas o cão. Pões a arma no chão virada com o cano para ti, flectes a barriga e metes a boca no cano. Tiras o sapato direito e a meia também. Com o dedo polegar carregas no gatilho e voilá . Prueba superada, acabaste de te suicidar...
 
Pé Leve
Os casos de suicídio nas forças de autoridade são um "caso de estudo".

Há diversas teses, mas há diversos aspectos que influenciam muito estas ocorrências, a saber:


- As condições de serviço -

Quando deslocados e longe da família não existem alojamentos, refeitórios.

Pressão psicológica a nível do "prestar serviço", influencido pela crescente desautorização e desadequação de leis que façam respeitar a "figura policial" da autoridade, em suma do homem que enverga o uniforme.


- Remuneração -

A questão da remuneração muitas vezes está directamente ligada à deslocação do agente, pagar quarto e alimentação e ter ainda uma família algures para sustentar é de elevada pressão e carga psicológica.

O agente tem ainda de suportar os custos do seu fardamento.


- Apoio -

Lacunas a nível do acompanhamento psicológico dos agentes deslocados (e não só)


Podemos ver por exemplos noticias variadas como esta

Suicídio na Polícia - 36 casos registados desde 1984

18 polícias suicidaram-se desde 2001


É preocupante, e por cada suicídio que é concluído, outro potencial suicida revê-se também nesse acto, potenciando a prática de novo acto semelhante.

Há que ir fundo na resolução, e isso compete a toda a cadeia de comando, legislação mais adequada e incentivadora para os agentes, e adequar instalações para que os agentes deslocados tenham uma efectiva base de apoio.
Concordo inteiramente!
 
As pessoas podem suicidar-se. Os polícias são pessoas. Os polícias podem suicidar-se.
Sim, mas o problema é o perigo que representa haverem pessoas com tendências suicidas armadas...

Eu explico. É claro que as polícias têm de andar armadas, evidentemente. É certo, porém, que se tratam de profissões de grande confronto com realidades brutais e trágicas, do dia a dia, e do risco permanente que eles atravessam, diverso do nosso, cidadãos "comuns"!...

Não me parece que se deva olhar o tema com a ligeireza do, "Matam-se? E depois?", porque, num ápice, passa do matam-se ao matam...

O que fazer? Olhar o problema de frente e rever as condições de vida que eles levam, profissionais e pessoais. O que auferem, as horas que trabalham, os sinais de desvio (alcoolismo, actividades extra, etc...) e, depois de sinalizar, intervir!

Como? Diagnosticando permanentemente e adaptando quem faz o quê em função do seu "equilíbrio" psicológico! Estabilizar, sobretudo remunerando mais condignamente! Reformar mais cedo, pois de uma profissão de efectivo desgaste rápido se trata, com todo o significado que isso tem!

Esquecer, ou não querer ver, esses sinais é desprezar a nossa segurança enquanto cidadãos deixando que andem nas ruas polícias que podem não estar bem (...) até ao momento em que isso interfira com a nossa vida, ou, pelo menos, com as vidas deles!...
 
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