"Salazar é a sua tia!"

Isso existe em algum partido?

Realmente numas legislativas é mais complicado conseguir separar o trigo do joio, sendo que a maioria é joio [:D], e nas ultimas 2 legislativas o meu voto foi para um certo partido, não porque ache que tenha capacidade de fazer algo devido à sua pequena dimensão/projecção mas sim como forma de protesto, demonstrar o meu descontentamento com a (má) conduta política dos partidos do costume (PS/PSD).

Numas autárquicas é possível analisar melhor os candidatos e atentar a essas qualidades que referi. Dou 2 exemplos que são os que conheço mais de perto, os presidentes das câmaras municipais de Peniche e Portimão. São 2 senhores de uma ala política que, pessoalmente não vai de encontro com as minhas convicções, mas se vivesse numa destas cidades teriam o meu voto sem pensar 2 vezes. Acho que são pessoas com capacidade e têm feito um bom trabalho, o que, no fim, é o que conta mais!
 
Não vou discutir se o Salazar era ilustre ou não, ou se a esquerda destruiu o tecido empresarial em poucos meses. O acontecimento aqui foi o verniz que estalou num debate. E não pude deixar de fazer a associação:
«Manso é a tua tia» foi uma resposta ao Louçã.
Os cornos que o Manuel Pinho fez foram a resposta a uma boca do Bernardino Soares.
E agora o Rosas a dizer que o outro parece o Salazar.

Faz-me lembrar o ditado «não discutas com um imbecil; ele reduz-te ao nível dele e vence-te com a sua experiência». Aí estão 3 provocações bem sucedidas.
 
Também já houve insultos de "palhaço", por parte da Maria José Nogueira Pinto. Pior dos que os insultos ditos oralmente, devem ser os ditos mentalmente =D

Qualquer que seja a conversa/discussão/debate sobre política, seja aqui ou nos media, haverá sempre insultos, bocas e vozes a subir de tom. E a cada dia que passa isso aumenta. No meu post apenas defendi o crescimento económico, foi um comentário superficial, claro que haveria muito mais a dizer sobre Salazar e as suas políticas, mas como assunto polémico que é achei melhor não me esticar muito.
 
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O que mais me dá gosto ler são os posts de pseudo democratas que nem sequer respeitam a liberdade de expressão e opinião dos outros. Basta alguém elogiar António de Oliveira Salazar para começarem logo a apelidá-lo de palhaço, tirano, bicho, etc.

Se são assim tão democratas respeitem a liberdade de expressão dos outros. Eu até posso achar que a democracia é uma forma de governação fracassada mas não me pronuncio sobre isso.

Acima de tudo o debate político deve reger-se por regras de respeito e urbanidade.
 
Haverá sempre censura de opiniões de um lado pelos elementos do outro lado (não estou a dizer que aqui há censura, estou a dizer no geral). Se todos gostássemos do mesmo ou tivéssemos as mesmas opiniões o mundo seria chato e aborrecido.

Vivemos num país livre e com liberdade de expressão, não vivemos? Então vamos respeitar essa liberdade desde que não se caia em libertinagens ou em excessos/expressões puníveis de crime.
Alguém defender ou elogiar um acto de alguém não quer dizer que se concorde com tudo que essa pessoa fez ou faz, ou fará.
 
Haverá sempre censura de opiniões de um lado pelos elementos do outro lado (não estou a dizer que aqui há censura, estou a dizer no geral). Se todos gostássemos do mesmo ou tivéssemos as mesmas opiniões o mundo seria chato e aborrecido.

Vivemos num país livre e com liberdade de expressão, não vivemos? Então vamos respeitar essa liberdade desde que não se caia em libertinagens ou em excessos/expressões puníveis de crime.
Alguém defender ou elogiar um acto de alguém não quer dizer que se concorde com tudo que essa pessoa fez ou faz, ou fará.

Exactamente. E reforçando a ideia, difamar alguém já falecido é crime e dá lugar a responsabilidade civil.

ARTIGO 71º Cód. Civil
"(Ofensa a pessoas já falecidas)
1. Os direitos de personalidade gozam igualmente de protecção depois da morte do respectivo titular."

ARTIGO 185.º Cód. Penal
(Ofensa à memória de pessoa falecida)
1- Quem, por qualquer forma, ofender gravemente a memória de pessoa falecida é punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 240 dias.
2- É correspondentemente aplicável o disposto:
a) Nos n.ºs 2, 3, 4 e 5 do artigo 180.º; e
b) No artigo 183.º
3- A ofensa não é punível quando tiverem decorrido mais de 50 anos sobre o falecimento."

Portanto cuidado...
 
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O PP não brinca.[:cool:] Eu tb sei bem disso.

A ideia que tenho é que quando se mete num avião é para resolver coisas e trabalhar com uma agenda prévia rigorosa.
Nada a ver com anteriores governantes que andavam a passear.

Por outro lado, nota-se que ele gosta mesmo de viajar e de desempenhar o cargo. Isso tb ajuda pois só se consegue fazer bom trabalho qd há brilho profissional.

Já não me agrada tento a posição de neutralidade política e a falta de opinião em relação a diversas matérias. Nota-se bastante que o PP anda a baixar a cabecinha a fechar os olhos a muita coisas mal feitas pelos restante executivo.
 
Exactamente. E reforçando a ideia, difamar alguém já falecido é crime e dá lugar a responsabilidade civil.

ARTIGO 71º Cód. Civil
"(Ofensa a pessoas já falecidas)
1. Os direitos de personalidade gozam igualmente de protecção depois da morte do respectivo titular."

ARTIGO 185.º Cód. Penal
(Ofensa à memória de pessoa falecida)
1- Quem, por qualquer forma, ofender gravemente a memória de pessoa falecida é punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 240 dias.
2- É correspondentemente aplicável o disposto:
a) Nos n.ºs 2, 3, 4 e 5 do artigo 180.º; e
b) No artigo 183.º
3- A ofensa não é punível quando tiverem decorrido mais de 50 anos sobre o falecimento."

Portanto cuidado...

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Anexos

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Não era Salazar que era Tia de Fernando Rosas, o João Augusto Dias Rosas, que foi Ministro das Finanças de Salazar, é que era tio direito do nosso político/historiador/coleccionador de pullovers e camisas de marca.
 
Não era Salazar que era Tia de Fernando Rosas, o João Augusto Dias Rosas, que foi Ministro das Finanças de Salazar, é que era tio direito do nosso político/historiador/coleccionador de pullovers e camisas de marca.
E o Louçã é filho de António Seixas Louçã, comandante da fragata "Almirante Gago Coutinho" que no 25 de Abril de 1974 esteve frente à Praça do Comércio e fiel ao Estado Novo.

Edit: Isto para defender a ideia de que não vejo relação entre o que fazem os pais ou os tios com o que fazem os filhos ou os sobrinhos. :)
 
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Aqueles que fazem a vénia a Salazar, que acham que Salazar "até foi bom", fez "coisas boas" e que preferem um Salazar de volta, normalmente, são aqueles que dizem que a malta de esquerda (toda ela, sem distinção) é fanática do regime chinês, norte-coreano, etc.
O que é paradoxal. Porque se gostaram assim tanto de Salazar, porque o senhor, coitadito, "até fez umas coisas boas", "independentemente das más decisões que tomou, é um membro da nossa história que merece o nosso respeito"... Então nesse caso, também não se devem importar nada e também não teriam problemas em viver na China ou na Coreia do Norte, dado que, de certeza absoluta que, no meio de tanta atrocidade, os seus respectivos Queridos Líderes, também fizeram "coisas boas" e também são membros relevantes da História e que merecem respeito.
 
Aqueles que fazem a vénia a Salazar, que acham que Salazar "até foi bom", fez "coisas boas" e que preferem um Salazar de volta, normalmente, são aqueles que dizem que a malta de esquerda (toda ela, sem distinção) é fanática do regime chinês, norte-coreano, etc.
O que é paradoxal. Porque se gostaram assim tanto de Salazar, porque o senhor, coitadito, "até fez umas coisas boas", "independentemente das más decisões que tomou, é um membro da nossa história que merece o nosso respeito"... Então nesse caso, também não se devem importar nada e também não teriam problemas em viver na China ou na Coreia do Norte, dado que, de certeza absoluta que, no meio de tanta atrocidade, os seus respectivos Queridos Líderes, também fizeram "coisas boas" e também são membros relevantes da História e que merecem respeito.

Tens razão, há quem goste de Salazar e critique quem gostava da URSS ou goste da China, Coreia do Norte, Angola, Cuba, etc etc (há gente de direita que simpatiza com Salazar e critica os países sobre ditadura socialista). E há quem odeie Salazar e goste desses países (deve haver um ou outro na Assembleia), logo ambos os grupos são dotados de alguns ideiais incoerentes. Por alguma razão há quem diga que comunistas e fascistas são "irmãos", só divergindo nalguns pontos (claro que se disseres isto a um comunistas ou a um fascista atacam-te logo com a foice e o martelo/com um fasce).
 
E o Louçã é filho de António Seixas Louçã, comandante da fragata "Almirante Gago Coutinho" que no 25 de Abril de 1974 esteve frente à Praça do Comércio e fiel ao Estado Novo.

Edit: Isto para defender a ideia de que não vejo relação entre o que fazem os pais ou os tios com o que fazem os filhos ou os sobrinhos. :)

Antes pelo contrário! [;)]

Faz lembrar aquela famosa rábula do programa Zip-Zip, em que o Raul Solnado, interpretando papel de ladrão profissional, era entrevistado por Carlos Cruz e Fialho Gouveia:

- Então o senhor decidiu seguir a carreira de ladrão profissional porquê?
- (Pausa) Para chatear o meu pai, que era polícia.

[:)][:)][:)][:)][:)]

[;)]
 
É sempre o mesmo argumento esquerdista... Quando não existe mais argumento nenhum acaba sempre no Salazar. Metem a cassete a tocar e é sempre a mesma cantiga. Ainda vou ver muito boa gente em procissão à campa desse grande senhor que foi António de Oliveira Salazar.

Agora vou fugir que já os oiço a virem com a foice na mão e Zeca Afonso a tocar. [:D]

Espero realmente que estejas em algum Emirato...!
 
O 88 não vem daí, podes estar descansado.

Quanto à potência industrial: CUF (em 1970 só empregava 100 mil pessoas e representava 5% do PIB nacional), Siderurgia Nacional, Lisnave, etc... mas não interessa falar disso.

Isto de pegar em números sem os enquadrar é um cabo dos trabalhos ;) O Estado Novo tinha as suas facções (a este propósito, de uma forma muitíssimo genérica, uma optava pela via ruralizante - na qual estava o Salazar - e outra a querer desenvolver industrialmente o país - onde esta o Caetano). A aposta industrial foi uma aposta tardia.
 
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