citação:Originalmente colocada por M6
Volvidas 3 páginas acho que ainda não compreendi muito bem a finalidade do tópico nem o que aqui se está a discutir versus o post inicial, embora admita que possa ser um problema meu...
Rótulos, catalogações e invejas parece ser o mote do tópico... Junta-se uma pitada de crise et voilá, temos tema de conversa para o resto da semana...
Grunhos, imbecis, simpáticos, civilisados, educados, cultos e "analfabrutos" existem, sempre existiram e, infelizmente, sempre irão existir (pelo menos num futuro próximo). Da mesma forma que "podres de ricos", ricos, pobres, classe média, novos ricos, "burgueses" e outras "etiquetas" existem, sempre existiram e sempre irão existir.
É possível fazer qualquer combinação de termos da primeira lista com termos da segunda lista e de certesa que encontraremo em Portugal "espécimens" que são a prova viva dessa combinação.
Se é um facto que as famílias portuguesas estão, em média, endividadas em 7% (de forma fria isto quer dizer que todas as famílias têm de trabalhar um mês inteiro e usando todo o seu ordenado ainda ficam a dever 7%, ou seja, o ordenado não chega para pagar as contas), não é menos verdade que quem anda com carros de segmentos altos, que custam uma percentagem significativa do valor da casa em que vivemos, anda a comer sandes de manteiga o mês inteiro para pagar o carro.
Isto não quer dizer que tal não exista - é apenas mais uma das combinações possíveis das listas acima - numa percentagem insignificante mas ninguém de bom senso acredita que isto é a generalidade do casos.
1. Todas as pessoas que conheço que conduzem carros de segmentos altos pagaram o carro a pronto ou então o carro é uma regalia da empresa. Todas essas pessoas são educadas, e embora o seu comportamento ao volante não seja igual, não são grunhos nem imbecis. Tal não impede que essas pessoas não tenham também comportamentos desses, mas é sempre a excepção.
2. Por outro lado, das pessoas que conheço que conduzem carros de segmentos baixos, a diversidade é maior. Algumas compraram carros usados, outras novos, umas são mais educadas que outras, de novo todas as combinações das listas acima são possíveis. Isto não quer dizer que as pessoas vivam sem stress nem com a corda na garganta, existem ambos os casos, mas umas continhas rápidas facilmente ajudam a concluir o quão stessado se pretende viver. Cada um sabe de si, e alguém quer investir mais num automóvel é lá com ele/ela.
3. No entanto há um grupo que se destaca, os que têm carros bastante maus - pelos padrões de qualidade actuais - e modificados (normalmente pelo mau gosto dos donos mas por vezes também por impactos com objectos bastante sólidos e até por ferrugem), quiçá movidos pela inveja têm uma sede imensa de se fazerem notar, usando para tal uma condução imbecil, mentecapta e com total falta de respeito. Normalmente são pessoas sem estudos, com maus empregos, maus salários e que gostam sempre de culpar tudo e todos (normalmente os políticos são o alvo preferido) pelo facto de não terem estudo, terem maus empregos e maus salários. De novo qualquer das combinações acima é possível.
Isto é o que observo genericamente. "Mitos" como o homem que come sandes de manteiga durante 72 meses para pagar o seu C220 CDI ou como o do tipo que tem um AX GT, trabalha numa qualquer fábrica em tornor rotativos (sem nenhum desprimor pelas pessoas que trabalham em fábricas) e dá lições de boas maneiras à Paula Bobone, desculpem lá, mas isso não existe... Isso não quer dizer que não haja pessoas que tenham tido dificuldade em pagar o C220 CDI nem que não haja pessoas extremamente educadas a conduzir AX GT, mas essas são a excepção em percentagem totalmente insignificante...