Rendimento básico incondicional

Claro que deves de racionalizar o máximo que dás, dessa forma crias um balanco entre aquilo que é necessário para a pessoa em questao ter uma vida digna e tenha necessidade de trabalhar para contribuir nao só para a comunidade mas para ela própria.

Percebo o que dizes, eu também já recusei muitas vezes propostas de trabalho em que iria ganhar consideravelmente mais (nao uns 250Euros) e só as recusei porque me podia dar ao luxo de recusar, porque o que tinha seguro era suficiente, caso contrário, caso nao tivesse iria certamente aceitar.

Na verdade nao consigo perceber como é que algumas pessoas acham que a qualidade de vida (financeira) das pessoas nao influencia nisto, mas há estudos que comprovam o contrário.

E vamos comecar por onde poderiam melhorar,
- Uma das coisas que as pessoas mais se preocupam na sua vida, é com dinheiro, se tiveres menos preocupacoes com dinheiro, é menos provavel que possas ter doencas, nomeadamente doencas psicologicas e cardiovasculares,
- Pessoas que tenham menos preocupacao com dinheiro, tem tendencia a profissionalmente arriscar mais e arriscar mais faz com que as pessoas tenham mais possiblidades de mudar de trabalho, mudar de vida e claro, ganhar mais o que os fará obviamente pagar mais impostos.

Sem dúvida que a qualidade de vida financeira influencia, mas a sua melhoria deve ser feita maioritariamente com base no esforço do próprio e não de terceiros. O contrário cria ainda mais parasitismo.

Quando há uns anos, comentei com uns colegas que iria tirar uma 2ª licenciatura, aqueles gajos ficaram a olhar para mim como se eu fosse um alien. Trabalhem, esforcem-se e um dia serão recompensados.
 
A minha solução é continuar a dar a escolha aos progenitores, mas que deixem de lado o egoísmo quando sabem que do ínicio ao fim, vão passar a r€sponsabilidade a terceiros (contribuintes).

Opá é mais ou menos como aquela "parideira tipo", que ao fim do 1º já não têm capacidade economica....e já vão para o 6º, estás a ver?

Não estás....é que eu quase todos os dias, há anos ouço estas histórias (completas...valores de subsídios incluídos) em PT e durante 3 anitos vi o 2 em 2 anos caga um filho/a no RUapr:)

Um RBI iria fazer a responsabilidade passar para os progenitores e acabar com essa palhacada.

No RU, o esquema de beneficios e a forma como sao atribuidos é um pouco diferente de Portugal, sao mais generosos mas também nao estamos a falar de beneficios para a vida (a menos que hajam esquemas, que os há e muitos), mas tal como disse antes também nao incentiva as pessoas a tentar sair dessa situacao, pois se fores trabalhar em muitas situacoes ficas em pior situacao do que aquela que estavas antes de ir.
 
Muitos sao os que sao assim e isso claro que tem de acabar porque é injusto.

Mas nao deixa de ser curioso o que tu referes, tirando a casa e o que o tio tem (pois o tio nada tem a ver com o que os pais da crianca tem) estás a falar de um Serie 5 de 2009, por cá o custo disso seria a volta de 1 mes de salário minimo de uma pessoa que trabalhe a tempo inteiro, logo claro que nao seria um carro desses que te iria fazer ser considerado como rico ou nao elegivel para ajuda.

Pois, mas não estamos "aí", estamos "aqui"...

Tem tudo a ver, vive tudo em clã e come tudo do mesmo "negócio" do pó e armas.

Aquele serie 5 custa tanto ou mais que os meus 3 carros. [;)] Se eu podia ter carros melhores? Podia, mas tenho que pagar a escola dos meus filhos, alimentá-los, pagar actividades extracurriculares, impostos, etc.
 
Se alguem fica a ganhar com o RBI e' porque outros ficam a perder. Resta saber se aqueles que ficam a perder ficam contentes com essa situacao.

Nao importa quem fica contente ou nao, nao podemos agradar a gregos e a troianos e muito menos podemos estar a retirar tudo a quem contribui para dar a quem nao contribui.


Igualidade, todos recebem por igual, todos tem as mesmas oportunidades, todos pagam percentualmente o mesmo consoante os seus salários.
 
Estao erradas.

Estive a ver a execucao do orcamento da seguranca social de Fevereiro de 2020. Foram gastos 1647 milhoes de euros em prestacoes sociais e despesas correntes (exclui pensoes). Este valor dividido pela populacao de Portugal (10 milhoes) da' cerca de 165€ por pessoa.

165Euros seria o suficiente para que muita gente pudesse deixar de ser pobre e tivesse as suas contas pagas sem se ter de preocupar tanto.

Pessoas essas que se preocupam com isso, porque estao a trabalhar para que esses mesmos 165Euros sejam pagos a outros.
 
Digo injusto porque repara, eu se ficar desempregado ou de baixa médica, como desconto mais que a pessoa X, fico a receber mais de subsídio que essa pessoa, durante aquele período de tempo, na mesma circunstância.
Dessa forma os descontos teriam que ser iguais para todos, já que não tenho nenhuma benesse por descontar mais.

Ora chegaste a uma questao que já falei antes... porque é que recebes mais que a outra pessoa?

A baixa médica é suposto ser apenas uma ajuda para o periodo em que estás doente e para te permitir pagar as despesas básicas durante esse periodo... por causa dessas coisas é que há uns anos pelo menos havia N pessoal que estava de baixa médica durante meses a fio... bastava conhecer o médico e voilá.


Os impostos deveriam de ser iguais para todos, percentualmente com base no salário de cada um.
 
Nao importa quem fica contente ou nao, nao podemos agradar a gregos e a troianos e muito menos podemos estar a retirar tudo a quem contribui para dar a quem nao contribui.


Igualidade, todos recebem por igual, todos tem as mesmas oportunidades, todos pagam percentualmente o mesmo consoante os seus salários.

Se ha quem nao esteja contente, pode votar em partidos que sejam contra essa medida ou entao sair do pais.
 
Eu tenho uma ideia radical , com elevado sentido de justiça
Flat tax, no minimo possivel para garrantir os minimos, e cada um que se desemerde, que tal? muito mais justo!
 
Eu tenho uma ideia radical , com elevado sentido de justiça
Flat tax, no minimo possivel para garrantir os minimos, e cada um que se desemerde, que tal? muito mais justo!

O problema está aqui... o que são os mínimos? Para uns é viver sem trabalhar, para outros substancialmente menos que isso [:D]
 
165Euros seria o suficiente para que muita gente pudesse deixar de ser pobre e tivesse as suas contas pagas sem se ter de preocupar tanto.

Pessoas essas que se preocupam com isso, porque estao a trabalhar para que esses mesmos 165Euros sejam pagos a outros.

Repara que ganha 165€ a mae que fica em casa com o filho depois de dar 'a luz, o desempregado que tem o credito da casa para pagar, o trabalhador que teve um acidente profissional e tem de ficar no hospital e/ou em casa, etc. Mas tambem ganha os 165€ o CEO da EDP, a familia Amorim, o Alexandre Soares dos Santos, etc.
 
Sem dúvida que a qualidade de vida financeira influencia, mas a sua melhoria deve ser feita maioritariamente com base no esforço do próprio e não de terceiros. O contrário cria ainda mais parasitismo.

Quando há uns anos, comentei com uns colegas que iria tirar uma 2ª licenciatura, aqueles gajos ficaram a olhar para mim como se eu fosse um alien. Trabalhem, esforcem-se e um dia serão recompensados.

Se a qualidade de vida financeira influencia faz com que o estado tenha de gastar menos em determinadas coisas e possa investir em outras é uma questao de toma lá e com isso ir buscar a outro lado como consequenica disso mesmo.

No mundo em que vivemos hoje, com o sistema economico que temos hoje, é injusto, eu acho injusto que eu esteja a pagar impostos para que alguns, apenas alguns possam ficar em casa sem fazer nenhum.

Quanto a tua segunda licenciatura, sim na teoria funciona assim, na prática muitas vezes nao funciona e tens sempre o factor sorte associado aquilo que tu fazes e aos resultados que colhes disso, nao é só esforcar para ser recompensado pois nao estamos a falar de um investimento a prazo com juros certos, estamos a falar no investimento em algo que é incerto e que tem muitas variantes, especialmente quando falamos de estares a tentar prever aquilo que irá/poderá acontecer daqui a uns anos.

Eu considero que sou uma pessoa que teve sorte, tive a sorte de tirar uma licenciatura numa area que na altura estava em franco crescimento e quando saí era quase impossivel de nao ter logo trabalho, muitos de nós fomos pescados da faculdade para ir trabalhar para outras empresas e outros tal como eu já trabalhavam na area antes de terminar o curso.

Depois tive a sorte de ter os contactos certos, de estar no local certo na hora certa e isso fez com que fosse mais simples depois de toda a minha vida ter tido um salário bem acima da média, claro que houve merito, mas se pensar bem, nao tive de me esforcar assim tanto quanto isso e tive ali um grande factor, sorte.

Nao estou com isto a dizer que nao me esforcei, que nao tive de dar no duro mas é quase como fazeres uma maratona e teres o vento a bater por trás, claro que terás mais provabilidades de ganhar que os outros que nao tem essa ajuda(sorte).
 
Ora chegaste a uma questao que já falei antes... porque é que recebes mais que a outra pessoa?

A baixa médica é suposto ser apenas uma ajuda para o periodo em que estás doente e para te permitir pagar as despesas básicas durante esse periodo... por causa dessas coisas é que há uns anos pelo menos havia N pessoal que estava de baixa médica durante meses a fio... bastava conhecer o médico e voilá.


Os impostos deveriam de ser iguais para todos, percentualmente com base no salário de cada um.

Porque se eu desconto mais, logo tenho direito a receber mais. Até porque repara, eu desconto proporcionalmente ao meu ordenado, tenho também despesas normalmente proporcionais a esse ordenado, logo receber o mesmo numa baixa, por exemplo, que alguém que desconte menos não me faz sentido.
 
Se ha quem nao esteja contente, pode votar em partidos que sejam contra essa medida ou entao sair do pais.

Claro que podem, é assim que funciona a democracia nao é?
Considerando que nao sao a maioria da populacao, tenho duvidas que fossem conseguir que esses partidos fossem eleitos, e quanto a sair do país, nao foi isso que nós fizemos? Seja qual for a razao para termos saido (eu e tu e outros como nós), certamente nao era porque estavamos muito contentes com a situacao em que viviamos.
 
Repara que ganha 165€ a mae que fica em casa com o filho depois de dar 'a luz, o desempregado que tem o credito da casa para pagar, o trabalhador que teve um acidente profissional e tem de ficar no hospital e/ou em casa, etc. Mas tambem ganha os 165€ o CEO da EDP, a familia Amorim, o Alexandre Soares dos Santos, etc.

Se todos contribuem para isso, qual é o problema?
 
Porque se eu desconto mais, logo tenho direito a receber mais. Até porque repara, eu desconto proporcionalmente ao meu ordenado, tenho também despesas normalmente proporcionais a esse ordenado, logo receber o mesmo numa baixa, por exemplo, que alguém que desconte menos não me faz sentido.

Se tens despesas proporcionais ao teu salário já é algo que tens de ser tu a decidir se as deves de ter ou nao, há minimos defenidos internacionalmente para que possas pagar as despesas básicas.

Se ganhas mais, também tens a hipotese de colocar mais de lado, logo tens uma almofada finaceira maior que os que ganham menos, logo é justo que para o bem de todos, todos recebam por igual.

Edit:
Mesma coisa para o fundo de desemprego...

Imagina uma pessoa que teve a sorte de trabalhar numa empresa por 20 anos, e por consequencia ganhava 1000Euros/Mes (nada de especial).
Essa pessoa ao ir para o fundo de desemprego vai receber 85% do seu salário (se nao me engano) por um determinado tempo ou seja, 850Euros/Mes.

Agora imagina a segunda pessoa que ganhava o salário minimo, vai para o desemprego e fica com os 85% ou seja uns 530Euros/Mes.


Em ambos os casos, se forem trabalhar nao conseguem arranjar algo que lhes pague mais que o salario minimo, qual é o incentivo que a primeira pessoa tem em voltar ao trabalho o mais rapido possivel e comecar outra vez a contribuir?
 
Última edição:
Se a qualidade de vida financeira influencia faz com que o estado tenha de gastar menos em determinadas coisas e possa investir em outras é uma questao de toma lá e com isso ir buscar a outro lado como consequenica disso mesmo.

No mundo em que vivemos hoje, com o sistema economico que temos hoje, é injusto, eu acho injusto que eu esteja a pagar impostos para que alguns, apenas alguns possam ficar em casa sem fazer nenhum.

Quanto a tua segunda licenciatura, sim na teoria funciona assim, na prática muitas vezes nao funciona e tens sempre o factor sorte associado aquilo que tu fazes e aos resultados que colhes disso, nao é só esforcar para ser recompensado pois nao estamos a falar de um investimento a prazo com juros certos, estamos a falar no investimento em algo que é incerto e que tem muitas variantes, especialmente quando falamos de estares a tentar prever aquilo que irá/poderá acontecer daqui a uns anos.

Eu considero que sou uma pessoa que teve sorte, tive a sorte de tirar uma licenciatura numa area que na altura estava em franco crescimento e quando saí era quase impossivel de nao ter logo trabalho, muitos de nós fomos pescados da faculdade para ir trabalhar para outras empresas e outros tal como eu já trabalhavam na area antes de terminar o curso.

Depois tive a sorte de ter os contactos certos, de estar no local certo na hora certa e isso fez com que fosse mais simples depois de toda a minha vida ter tido um salário bem acima da média, claro que houve merito, mas se pensar bem, nao tive de me esforcar assim tanto quanto isso e tive ali um grande factor, sorte.

Nao estou com isto a dizer que nao me esforcei, que nao tive de dar no duro mas é quase como fazeres uma maratona e teres o vento a bater por trás, claro que terás mais provabilidades de ganhar que os outros que nao tem essa ajuda(sorte).

Pois, eu entrei no mercado de trabalho em 2009, plena crise financeira, e tive que me virar.

A "sorte" é bonita, mas se não estiveres preparado, ela não se manifesta. E estar preparado pode dar MUITO trabalho... se estou disposto a partilhar os frutos desse trabalho com que não se esforçou, ou quer esforçar, tanto como eu? NÃO!!!

Nao foi só a 2ª licenciatura, foi bastante mais que isso... foram anos sem um serão em casa, ou com os fins de semana ocupados. Praticamente dos 22 aos 33 anos... Mais uma vez... esforcem-se!! [;)]
 
Pois, eu entrei no mercado de trabalho em 2009, plena crise financeira, e tive que me virar.

A "sorte" é bonita, mas se não estiveres preparado, ela não se manifesta. E estar preparado pode dar MUITO trabalho... se estou disposto a partilhar os frutos desse trabalho com que não se esforçou, ou quer esforçar, tanto como eu? NÃO!!!

Nao foi só a 2ª licenciatura, foi bastante mais que isso... foram anos sem um serão em casa, ou com os fins de semana ocupados. Praticamente dos 22 aos 33 anos... Mais uma vez... esforcem-se!! [;)]



esta é a geração que quer tudo dado e tudo fácil.

acham que têm o direito a tudo, especialmente a que os outros os sustentem.

cada vez há mais preguiçosos que acham que a vida é anhar por aí a beber vinho e a fumar brocas.

para gente desta, o Estado não deveria dar 1 cêntimo: apoio só em género - habitação social, senhas para comprar alimentação, passes sociais, cartão médico, etc

não ter dinheiro para vícios é o melhor estímulo para procurar trabalho.
 
Se tens despesas proporcionais ao teu salário já é algo que tens de ser tu a decidir se as deves de ter ou nao, há minimos defenidos internacionalmente para que possas pagar as despesas básicas.

Se ganhas mais, também tens a hipotese de colocar mais de lado, logo tens uma almofada finaceira maior que os que ganham menos, logo é justo que para o bem de todos, todos recebam por igual.

Edit:
Mesma coisa para o fundo de desemprego...

Imagina uma pessoa que teve a sorte de trabalhar numa empresa por 20 anos, e por consequencia ganhava 1000Euros/Mes (nada de especial).
Essa pessoa ao ir para o fundo de desemprego vai receber 85% do seu salário (se nao me engano) por um determinado tempo ou seja, 850Euros/Mes.

Agora imagina a segunda pessoa que ganhava o salário minimo, vai para o desemprego e fica com os 85% ou seja uns 530Euros/Mes.


Em ambos os casos, se forem trabalhar nao conseguem arranjar algo que lhes pague mais que o salario minimo, qual é o incentivo que a primeira pessoa tem em voltar ao trabalho o mais rapido possivel e comecar outra vez a contribuir?

Então se devo decidir ter ou não despesas proporcionais ao meu salário, não há nenhum motivo/incentivo para uma pessoa ganhar mais que ordenado mínimo nessa perspectiva ... Desculpa mas não concordo nada com isto, se tiver créditos no valor de 30% do meu ordenado (acho que 30% é a percentagem máxima para ter alguma folga) é matemático que num caso de necessidade um valor mínimo igual para todos, não cobre as minhas despesas, no entanto descontei proporcionalmente ao meu ordenado. Ou é igual para todos, ou é proporcional para todos, meio termo quando se fala de dinheiro não dá bom resultado.
 
Tenho mixed feelings em relação a medidas destas num país como o nosso.

Passei boa parte da vida a trabalhar em pequenos concelhos, que apesar da pequena representatividade demográfica individual, todos juntos representam uma grande parte da população nacional.

Aquilo que mais salta à vista é que as autarquias, ipss, bombeiros, é por aí adiante, se tornam uma espécie de Santa casa dos coxos, onde se enfiam os filhos da terra todos. Acabam por ser instituições algo sobredimensionadas, tanto em orçamentos subsidiados como em pessoal.

Às tantas ficaria mais barato dar um rendimento de 300 paus a estas pessoas e deixá -las livres para irem fazer alguma coisa para safarem outro tanto. Talvez até se encontrassem e desenvolvessem alguma capacidade pessoal.

Fazendo as contas, é capaz de ficar mais barato pagar a algumas pessoas para não aparecerem no "trabalho"
 
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