[Antevisão] Renault Alpine (2017)

Podes-me mencionar a marca premium francesa possuída pela PSA ou Renault que compete com os alemães, Volvo e Lexus?

Podem ter feito alguns produtos excelentes mas descuraram a presença no segmento premium pois não foram consistentes.

Eu entendi mal o teus post anterior. Pensei que te referias a modelos e não a marcas. [;)]

Quanto a marcas, não sei qual será a intenção da Citroen com a DS, mas julgo que será de tentar ombrear com essas marcas.
 
Pois, era de marcas que estava a falar. Passaram ao lado disso durante muito e começar a fazer isso crescer em 2010 ou nos anos 80 é bem diferente.
Vamos ver, a Renault com a Alpine está a começar a mexer e a PSA com a DS.
Além de que na aliança Renault-Nissan também têm a Infiniti...
 
Exactamente. Embora acho que estejas a sobrestimar a JLR e a esquecer da Lexus. A Lexus e a Volvo são as verdadeira alternativas ás marcas alemãs, assim como a Land Rover nos SUVs.
Bastava a Lexus lançar carrinhas e ter motores diesel na Europa e teria outro sucesso. A Volvo e a Jaguar/Land Rover, se a Ford tivesse sabido o que fazer com eles, estariam agora provávelmente no mesmo patamar dos alemães. Assim estão com uma década de atraso.

A Lexus tem o problema que já se falou da falta de imagem, é uma marca relativamente recente e por isso não tem imagem de marca premium como a Jaguar, a Land Rover e a Volvo, apesar das inglesas serem marcas com vários problemas, mas têm esse estatuto de superioridade, o que interessa nestes segmentos altos é acima de tudo a imagem e o estatuto social. Um Lexus é um carro excelente, qualidade, durabilidade, fiabilidade do melhor que há mas peca pelo símbolo e isso na Europa é fatal...
 
para perceber o desperdicio da industria francesa basta ver o que sucedeu com a MVS Venturi,

a marca tambem usava o V6 prv na versão 260, era um carro com um desempenho superior ao porsche 964, e mesmo assim deixaram-a agonizar (a marca ainda existe e faz bicicletas).
eram autenticos desportivos, tinham ainda os acabamentos dignos de um carro de luxo,
e se ainda não bastasse, tinha aquela versão 400 que estava acima do porsche 996 turbo em pratocamente todos os capitulos.

não se tratava de um exercicio de estilo ou uma marca marginal como o Mega, era um produto já maduro.

não parece haver interesse em salvar essas marcas, interessa vir para cá vender o luxo à francesa e servir-se da imagem para vender um pouco mais, quando se vê as versões Initiale da Renault, percebe-se que estão a tentar vender mexilhões por ostras. daí, esquecem essa do luxo à francesa.

quanto ao novo Alpine, promete muito e muito se fala sobre o carro, mas veremos o que sairá mesmo, porque as marcas francesas costunam fazer muito fumo com pouca palha.

e quem mais que a Renault para fazê-lo?

basta ver o Clio V6, re-invocação do Turbo II, extra-largo, espectacular, tambem a renault andou as voltas, fez muito alarrido, para no fim apresentar um carro que se pautava pela média e competia directamente com o Audi S3 sem o superar.
resultou? comercialmente não, mas na cabeça de algusn aquele foi um grande desportivo, e na realidade, não, não o foi.

se calhar a Renault está a fazer o mesmo, cegar o mercado de tal forma que já ninguem se lembrará do desempenho ....
 
A Venturi não sobreviveu porque não teve rentabilidade para sustentar o seu crescimento, tal como acontece com qualquer empresa que não consegue ser rentável. Não basta conseguir ter um bom produto, é preciso conseguir vendê-lo.

Alarido todas as empresas fazem em relação aos seus novos produtos, chama-se divulgação do produto e é perfeitamente natural. Tu vais buscar um modelo da Renault Sport menos bem sucedido (que hoje até é um modelo de culto) para criticares toda a marca, isso é ser desonesto, a Renault Sport é reconhecida pela sua competência tanto a fazer excelentes desportivos como no desporto automóvel, com vitórias desde a Formula 1 até à Formula E, passando pelo endurance. Claro que há uma grande expectativa em relação a este novo Alpine, é uma marca com um historial de respeito que foi agora ressuscitada, tal como o alarido em volta dos novos produtos da Alfa ou da Land Rover, perfeitamente justificáveis.
 
A Venturi não sobreviveu porque não teve rentabilidade para sustentar o seu crescimento, tal como acontece com qualquer empresa que não consegue ser rentável. Não basta conseguir ter um bom produto, é preciso conseguir vendê-lo.

Alarido todas as empresas fazem em relação aos seus novos produtos, chama-se divulgação do produto e é perfeitamente natural. Tu vais buscar um modelo da Renault Sport menos bem sucedido (que hoje até é um modelo de culto) para criticares toda a marca, isso é ser desonesto, a Renault Sport é reconhecida pela sua competência tanto a fazer excelentes desportivos como no desporto automóvel, com vitórias desde a Formula 1 até à Formula E, passando pelo endurance. Claro que há uma grande expectativa em relação a este novo Alpine, é uma marca com um historial de respeito que foi agora ressuscitada, tal como o alarido em volta dos novos produtos da Alfa ou da Land Rover, perfeitamente justificáveis.

ser injusto?
a que serve ter todo esse apanagio na formula 1 se o consumidor lambda não beneficia disso? nem sequer os carros civis?

a Audi, a Honda, a Porsche, todos eles alinham em competições e acabam por aplicar as soluções nos seus carros civis,
a Renault só se serve disso puramente para dourar a imagem.
 
ser injusto?
a que serve ter todo esse apanagio na formula 1 se o consumidor lambda não beneficia disso? nem sequer os carros civis?

a Audi, a Honda, a Porsche, todos eles alinham em competições e acabam por aplicar as soluções nos seus carros civis,
a Renault só se serve disso puramente para dourar a imagem.

No 1.6 dCi, nos Renault Sport, no Alpine, etc..
 
para perceber o desperdicio da industria francesa basta ver o que sucedeu com a MVS Venturi,

a marca tambem usava o V6 prv na versão 260, era um carro com um desempenho superior ao porsche 964, e mesmo assim deixaram-a agonizar (a marca ainda existe e faz bicicletas).
eram autenticos desportivos, tinham ainda os acabamentos dignos de um carro de luxo,
e se ainda não bastasse, tinha aquela versão 400 que estava acima do porsche 996 turbo em pratocamente todos os capitulos.

Eram carros muito artesanais (o motor inicial era o 1.8 do Golf GTi) e quase sempre circunscritos ao mercado Francês. Possivelmente não tinham capacidade de produção para almejarem ser rentáveis e fora de portas também me parece que não tenham apostado muito na sua comercialização.


quando se vê as versões Initiale da Renault, percebe-se que estão a tentar vender mexilhões por ostras. daí, esquecem essa do luxo à francesa.

Actualmente, uma versão super-equipada está longe de constituir um luxo. É algo facilmente acessível, dada a difusão de equipamentos outrora reservados a certas gamas e preços de acordo.

Um Super 5 Baccara em 1987 fazia um figurão na rua. Um Clio II Initiale em 2001 já não tanto e em 2017 o IV não espanta por aí além...



quanto ao novo Alpine, promete muito e muito se fala sobre o carro, mas veremos o que sairá mesmo, porque as marcas francesas costunam fazer muito fumo com pouca palha.

e quem mais que a Renault para fazê-lo?

basta ver o Clio V6, re-invocação do Turbo II, extra-largo, espectacular, tambem a renault andou as voltas, fez muito alarrido, para no fim apresentar um carro que se pautava pela média e competia directamente com o Audi S3 sem o superar.
resultou? comercialmente não, mas na cabeça de algusn aquele foi um grande desportivo, e na realidade, não, não o foi.

se calhar a Renault está a fazer o mesmo, cegar o mercado de tal forma que já ninguem se lembrará do desempenho ....

Este novo Alpine está pensado de forma diferente. Basta ver a quantidade de elementos que usa e são utilizados por outros modelos da Renault. Quase nula...

O mesmo se passa com o nível de detalhe e atenção nos elementos que constituem o interior, a imitar as produções artesanais e com materiais mais refinados. O nível de detalhe é muito elevado e distinto.

No que toca a comportamento, não me parece que a marca deixe os créditos de fora, até pelas implicações negativas que isso poderia trazer à casa de Dieppe.

O Clio II V6 foi um exagero (e que não teve mão dos técnicos de Dieppe) nos anos loucos do início do século, onde a Renault pontuava por uma ousadia nunca antes vista na marca. Pena que a originalidade nunca tivesse sido acompanhada de qualidade e fiabilidade à altura.
 
a Renault só se serve disso puramente para dourar a imagem.

Estás a ser injusto.

A Renault é provavelmente das marcas que mais investe na competição actualmente, desde há muito e não se limita apenas à F1. Não esquecer os troféus monomarca da marca do Losango, por exemplo.
 
O Clio II V6 foi um exagero (e que não teve mão dos técnicos de Dieppe) nos anos loucos do início do século, onde a Renault pontuava por uma ousadia nunca antes vista na marca. Pena que a originalidade nunca tivesse sido acompanhada de qualidade e fiabilidade à altura.

Atenção que houve dois Clios V6, o phase 1 e o phase 2. O phase 2 foi um fiasco a todos os níveis porque era fabricado por um preparador Inglês, o phase 2 passou a ser fabricado pela Renault Sport em Dieppe e é um desportivo fantástico, hoje em dia é um carro de culto e será um futuro clássico excelente.
 
Estás a ser injusto.

A Renault é provavelmente das marcas que mais investe na competição actualmente, desde há muito e não se limita apenas à F1. Não esquecer os troféus monomarca da marca do Losango, por exemplo.

Mesmo, a Renault é uma das marcas do Mundo que mais investe no desporto automóvel em todas as suas vertentes desde o desporto amador, formulas e rallys nacionais, até à competição ao mais alto nível (F1).
 
(...)

Este novo Alpine está pensado de forma diferente. Basta ver a quantidade de elementos que usa e são utilizados por outros modelos da Renault. Quase nula...

O mesmo se passa com o nível de detalhe e atenção nos elementos que constituem o interior, a imitar as produções artesanais e com materiais mais refinados. O nível de detalhe é muito elevado e distinto.

No que toca a comportamento, não me parece que a marca deixe os créditos de fora, até pelas implicações negativas que isso poderia trazer à casa de Dieppe.

O Clio II V6 foi um exagero (e que não teve mão dos técnicos de Dieppe) nos anos loucos do início do século, onde a Renault pontuava por uma ousadia nunca antes vista na marca. Pena que a originalidade nunca tivesse sido acompanhada de qualidade e fiabilidade à altura.

a confirmar.

Estás a ser injusto.

A Renault é provavelmente das marcas que mais investe na competição actualmente, desde há muito e não se limita apenas à F1. Não esquecer os troféus monomarca da marca do Losango, por exemplo.

investe na competição, correcto.

mas poucos desenvolvimentos acabam por beneficiar os carros de serie que produzem,
sempre foi assim com a renault e com as marcas francesas, peugeot no dakar, citroen em ralis, .....
 
mas poucos desenvolvimentos acabam por beneficiar os carros de serie que produzem,
sempre foi assim com a renault e com as marcas francesas, peugeot no dakar, citroen em ralis, .....

Os carros desportivos (hot hatches) têm naturalmente influência da competição, vai lá ver o que são os Clio Williams, 5 Turbo 2, 405 Mi16, 205 GTi, 205 T16, MRS F1 Team, Spider, Clio V6, etc..
 
Completamente ao lado... [:D]

Achas que a experiência da competição não é partilhada com alguns modelos e produtos de estrada? Claro que sim.

A Renault Sport, do qual a Alpine faz parte, é o departamento envolvido diretamente na competição e desenvolve também os produtos desportivos da marca. E o mesmo acontece em todos os grupos automóveis. Há muito desenvolvimento de know-how num programa de competição que depois é também colocado noutros produtos das marcas.
 
A Lexus tem o problema que já se falou da falta de imagem, é uma marca relativamente recente e por isso não tem imagem de marca premium como a Jaguar, a Land Rover e a Volvo, apesar das inglesas serem marcas com vários problemas, mas têm esse estatuto de superioridade, o que interessa nestes segmentos altos é acima de tudo a imagem e o estatuto social. Um Lexus é um carro excelente, qualidade, durabilidade, fiabilidade do melhor que há mas peca pelo símbolo e isso na Europa é fatal...


Sim e a Toyota deixou de apostar no mercado europeu com a Lexus. Não há variantes ajustadas ao mercado europeu (motores diesel, carrinhas). Na Ásia e EUA têm uma reputação bastante boa.
 
Quais foram as inovações que a Audi e a mercedes colocou nos seus carros de estrada "normais" decorrentes da competição?

pelo menos no que diz respeito a Audi:
sistema quattro nos ralis,
injecção directa fsi em le mans,
hibrido e-tron em le mans,
caixas dsg,
e agora a iluminação laser fruto do desenvolvimento em le mans,
 
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