[Antevisão] Renault Alpine (2017)

O serviço até nem era mau mas agora ainda melhor [:D]

attachment.php


attachment.php
 

Anexos

  • 17757557_1875882339297065_206644411538031901_n.jpg
    17757557_1875882339297065_206644411538031901_n.jpg
    43,9KB · Visualizações: 0
  • 17626668_1875882302630402_1301994727317834143_n.jpg
    17626668_1875882302630402_1301994727317834143_n.jpg
    30,9KB · Visualizações: 0
o price target na Europa estará nos 60.000€ e so lhe vejo esses 4 concorrentes (possivelmente o 370z).



sem duvida o Cayman e TT, mas os argumentos deverão ser demonstrados fora do papel, as marcas francesas sempre se apoiaram sobre um forte marketing e no final o produto so cumpria metade do prometido, o Rcz é o exemplo disso.

4c e Lotus Exige, a forte personalidade desses carros reduz-lhes a polivalência, quem compra ja sabe para o que vai, mas as evoluções do Alpine poderão ser uma ameaça.






muito promissor no papel,
a Renault demonstrou que é capaz de aprumar as ligações ao solo sem descurrar o conforto, dá a impressão que quer abater todos os argumentos da concorrência com um so produto que reune , imagem, motor, ligeireza, conforto e exclusividade. mas não será demasiado ambicioso?

o posicionamento até faz sentido e é audacioso, mas a Renault não tem propriamente margem para falhar e o tempo que esta a levar a sair o carro para o mercado mostra isso. de tanto prometer pode ser que perde o interesse, até que não se espera que traga novos clientes para este segmento, tem mesmo que entrar com sérios argumentos.


Marketing todas as marcas usam e abusam. Existe uma certa tendência para desvalorizar os carros franceses principalmente nestes segmentos altos porque eles não têm marcas de luxo mas os carros desportivos deles (hot hatch) são do melhor que há nas suas categorias, eles preferem investir na competição onde se fartam de vencer do que investir no desenvolvimento de carros desportivos de estrada mas começam finalmente a investir em carros desportivos de estrada a sério e com todo o savoir-faire que eles têm neste domínio têm tudo para serem excelentes carros.
 
Última edição:
Por acaso não percebo a ausência de marcas francesas do segmento premium. França é um país tão associado a luxo e elegância e os seus grupos automóveis nunca aproveitaram essa percepção.
 
Por acaso não percebo a ausência de marcas francesas do segmento premium. França é um país tão associado a luxo e elegância e os seus grupos automóveis nunca aproveitaram essa percepção.

Eu acho é que tu tens de estudar mais um pouco a industria automóvel Francesa...

066d9adb3cbcb32ad62d41a2b86811e7.jpg
 
Por acaso não percebo a ausência de marcas francesas do segmento premium. França é um país tão associado a luxo e elegância e os seus grupos automóveis nunca aproveitaram essa percepção.

Boas Rosmano. Tens aqui uma boa discussão sobre isso. Basicamente foi a 2ª Guerra Mundial que ditou o fim das muitas marcas de automóveis de luxo Francesas que existiram.

http://forum.autohoje.com/showthread.php?t=101424&page=7&p=1068918616&viewfull=1#post1068918616
 
Marketing todas as marcas usam e abusam. Existe uma certa tendência para desvalorizar os carros franceses principalmente nestes segmentos altos porque eles não têm marcas de luxo mas os carros desportivos deles (hot hatch) são do melhor que há nas suas categorias, eles preferem investir na competição onde se fartam de vencer do que investir no desenvolvimento de carros desportivos de estrada mas começam finalmente a investir em carros desportivos de estrada a sério e com todo o savoir-faire que eles têm neste domínio têm tudo para serem excelentes carros.

a renault tem uns produtos que brilham pelo seu equilibrio, o clio e o megane rs são exemplo disso.
mas agora o segmento é totalmente diferente e o nivel é outro, não se trata de pegar num utilitário e fazer um desportivo. o carro tem que nascer realmente bom, o mercado não se compadece.
 
Eu acho é que tu tens de estudar mais um pouco a industria automóvel Francesa...

a seguir a segunda guerra mundial, as grandes marcas francesas tipo a talbot, bugatti, delage e delahaye estavam condenadas por não ter feito evoluir os seus produtos. não havia fundosmais , nem o governo se esforçou para suportar essas marcas, quando ja as marcas populares estavam a sufocar.

a facel queria inverter essa tendência, mas a conjuntura politica que penalizavam a produção de carros de gama alta e racionalizava o aço (a recontsrução da nação assim o obrigava) veio a levar essa marca a falência. a facel la lançou um o facellia com um motor pont-a-mousson que veio a revelar-se um autentico falhanço e afundar a empresa. o motor volvo que veio a ser montado no modelo não chegou a salvar a firma da bancarota.

nos anos 70 houve a tentaviva de lançar o monica, mas esse carro teve a infelicidade de ser lançado em plena crise petrolifera.

é incrivel que a frança assegurava 2/3 da produção mundial de automoveis .... antes da primeira guerra mundial.

so tenho pena da matra :(
 
a seguir a segunda guerra mundial, as grandes marcas francesas tipo a talbot, bugatti, delage e delahaye estavam condenadas por não ter feito evoluir os seus produtos. não havia fundosmais , nem o governo se esforçou para suportar essas marcas, quando ja as marcas populares estavam a sufocar.

Nem mais. E se formos a ver, do outro lado do Reno aconteceu o mesmo. Quantas marcas não desapareceram ou foram aglutinadas? A única que praticamente passou incólume foi a MB.


nos anos 70 houve a tentaviva de lançar o monica, mas esse carro teve a infelicidade de ser lançado em plena crise petrolifera.

Quando tive conhecimento desse carro pela primeira, fiquei... [br:)] E era cá um cocktail! [:D]



so tenho pena da matra :(

A MATRA nunca foi bem um construtor mas desempenhou um papel enorme na evolução do automóvel como poucos. E ainda hoje isso perdura e usamos técnicas por eles desenvolvidas mas já estão tão assimiladas que quase não lhes passamos cartão. [;)]
 
Por acaso não percebo a ausência de marcas francesas do segmento premium. França é um país tão associado a luxo e elegância e os seus grupos automóveis nunca aproveitaram essa percepção.

Se falarmos no pós-WW2 a partir do qual se definiu o posicionamento que a maior parte das marcas ainda hoje têm, a Citroen até aos anos 60-70, gozava de uma percepção de luxo e elegância junto do consumidor.

Mas sempre faltou o aprumo qualitativo e durabilidade, características que as diversas marcas francesas nunca tiveram como prioridade e que são indispensáveis ao segmento premium. Sempre sobrevalorizaram o fazer diferente ou o joi de vivre em detrimento da robusteza mecânica ou da própria carroçaria.

E a saída do mercado americano não ajudou nada porque não tinham onde escoar produtos de elevado valor.

Até ao momento os únicos representes do premium alternativo à solução alemã óbvia têm sido os suecos (Volvo) e, mais recentemente, a Jaguar/Land Rover. A DS é a primeira tentativa de exactamente procurar trazer o apelo do luxo à francesa ao automóvel (indo buscar muito ao património da relojoaria e padrões da alta costura e luxo de marcas como LVMH) mas, até ao momento, falhou nesse propósito com o seu único produto original (DS5). Logo veremos se o DS7 crossback começa a mudar essa percepção mas duvido.

Na prática o que as últimas décadas nos mostraram: não há ninguém que faça tão bem carros pequenos como os franceses e não há ninguém que faça tão bem carros maiores como os alemães.
 
Última edição:
Se falarmos no pós-WW2 a partir do qual se definiu o posicionamento que a maior parte das marcas ainda hoje têm, a Citroen até aos anos 60-70, gozava de uma percepção de luxo e elegância junto do consumidor.

Mas sempre faltou o aprumo qualitativo e durabilidade, características que as diversas marcas francesas nunca tiveram como prioridade e que são indispensáveis ao segmento premium. Sempre sobrevalorizaram o fazer diferente ou o joi de vivre em detrimento da robusteza mecânica ou da própria carroçaria.

E a saída do mercado americano não ajudou nada porque não tinham onde escoar produtos de elevado valor.

Até ao momento os únicos representes do premium alternativo à solução alemã óbvia têm sido os suecos (Volvo) e, mais recentemente, a Jaguar/Land Rover. A DS é a primeira tentativa de exactamente procurar trazer o apelo do luxo à francesa ao automóvel (indo buscar muito ao património da relojoaria e padrões da alta costura e luxo de marcas como LVMH) mas, até ao momento, falhou nesse propósito com o seu único produto original (DS5). Vamos se o DS7 crossback começa a mudar mas duvido.

Na prática o que as últimas décadas nos mostraram: não há ninguém que faça tão bem carros pequenos como os franceses e não há ninguém que faça tão bem carros maiores como os alemães.

a citroen sempre pecou por ter motorizações demasiadas brandas para poder posicionar-se como premium,
não eram carros de luxo, nem se posicionavam como tal, eram sim carros inovadores como foi o traction avant e o proprio Ds com a sua suspensão hidropneumatica, que aliada aos bancos esponjosos dos modelos, lhe conferiam aquele tipico conforto (enjoativo q.b.).

o unico cheirinho de luxo foi com as versões chapron, coupés e descapotaveis, assim como versões especiais présidentielles,
ainda houve o citroen Sm fruto da acquisição da maserati por parte da citroen, dando a possibilidade da Citroen aceder a uma motorização nobre.

na realidade nem se pode falar de mercado americano, porque a citroen de gama alta sempre foi um produto para o mercado domestico, nem a fabrica de Slough serviu para escoar os modelos na inglaterra, os mercados eram França e Belgica, e o resto era muito marginal.
 
Se falarmos no pós-WW2 a partir do qual se definiu o posicionamento que a maior parte das marcas ainda hoje têm, a Citroen até aos anos 60-70, gozava de uma percepção de luxo e elegância junto do consumidor.

Mas sempre faltou o aprumo qualitativo e durabilidade, características que as diversas marcas francesas nunca tiveram como prioridade e que são indispensáveis ao segmento premium. Sempre sobrevalorizaram o fazer diferente ou o joi de vivre em detrimento da robusteza mecânica ou da própria carroçaria.

A Citroen sempre teve esse problema da falta de fiabilidade das suas soluções inovadoras mas tanto a Renault como a Peugeot sempre tiveram carros fiáveis e robustos q.b., o Peugeot 605 era considerado o Mercedes Francês e mesmo ainda hoje ainda rolam muitos Renaults e Peugeots dessa época em África e na Ásia. O problema destas marcas no segmento alto foi principalmente a imagem de marca de carros acessíveis o que faria com que dificilmente conseguissem vender carros baratos e caros ao mesmo tempo.

A imagem é essencial nestes segmentos, por isso a VW transformou a Audi na sua marca premium, e a Toyota a Lexus.

A França como o maior exportador Mundial de Eletricidade, deveria aproveitar agora este novo paradigma dos carros elétricos para criar uma Tesla à Francesa. Seria juntar todo o seu know-how aos interesses económicos da produção de eletricidade de modo a diminuir a importação de combustíveis fósseis.
 
Última edição:
Nem mais. E se formos a ver, do outro lado do Reno aconteceu o mesmo. Quantas marcas não desapareceram ou foram aglutinadas? A única que praticamente passou incólume foi a MB.

Isso é verdade, a Mercedes foi a única marca Alemã que sobreviveu independente desde o século XIX até aos dias de hoje. A hegemonia Alemã começou com o crescimento da BMW e da Audi a partir dos anos 80 mas antes disso eram marcas praticamente desconhecidas no Mundo automóvel, são marcas relativamente recentes.
 
O 605 foi um poço de problemas de fiabilidade. Aliás tal como o seu primo XM. Nem tão pouco esse atributo de Mercedes francês é reconhecido além de 10 pessoas desculpa a franqueza...

Dessa geração, o francês do segmento E que tinha melhor imagem fora de portas ainda era o Safrane. O XM vendeu razoavelmente bem fora de portas (incluindo a Alemanha) no primeiro ano de comercialização mas rapidamente toda a falta de fiabilidade e qualidade do produto deu cabo da performance comercial.

O problema destas marcas é que não souberam ao longo de muitos anos oferecer produtos com aprumo qualitativo comparativamente à concorrência alemã. E a falta de imagem vem daí, é uma consequência e não uma causa como dás a entender...

A Audi é o exemplo perfeito de como se constrói imagem a partir do nada. Trabalho de formiguinha da VW. E mesmo ainda hoje não tem a imagem quer da BMW quer da Mercedes.

A Lexus nasceu de um momento no mercado americano quando a imagem de robustez da Toyota era tão boa que facilmente se adicionou o luxo numa mescla visual anónima a puxar à clonagem do goldstandart alemão (design dos primeiros Lexus eram cópias "chineses" dos Mercedes da época). Mas tal como a Audi é o caso perfeito de que a solidez qualitativa no longo prazo dá imagem a um qualquer símbolo.
 
O problema destas marcas é que não souberam ao longo de muitos anos oferecer produtos com aprumo qualitativo comparativamente à concorrência alemã. E a falta de imagem vem daí, é uma consequência e não uma causa como dás a entender...

Esses carros também eram bem mais baratos do que os premium Alemães.

A imagem é realmente importante, se não fosse assim então a Toyota e a VW não teriam necessidade de criarem marcas premium para venderem carros mais caros.

Não conheço uma marca que consiga vender carros baratos e caros ao mesmo tempo. Acredita que a imagem é essencial nesta ordem de preços, além de qualidade claro (segmento E, +45k€).

Também podemos falar de outras marcas generalistas que abandonaram o segmento E por falta de vendas e não me parece que fossem todos maus carros. Simplesmente nesta ordem de valores, as marcas generalistas não têm hipótese.
 
Última edição:
Retrospectivamente os franceses estiveram muitas vezes ao lado do sucesso/moda e são lentos a reagir às modas quando não as criam. A última grande tendência que introduziram no mercado europeu foi o MPV compacto, imediatamente replicado pela concorrência. Formato esse cujo sucesso passou sendo dos últimos a apostar em massa nos SUV. Hoje paradoxalmente temos um Touran mais modulável que o Scénic, o que é a todos os níveis surreal. Pelo meio a Renault achou que ia vender 300.000 Modus/ano, um dos maiores flops de capacidade industrial instalada que há memória.

Isto depois de terem estado "perto" dos SUV com o Scenic Rx4 em 99. Que, como não podia deixar, foi um poço de falta de fiabilidade e nem sucessor teve.

No início do milénio ao invés de terem ido por caminhos estranhos como a dupla VelSatis/Avantime, terem apostado numa versão de produção do Koleos Concept da época é, hoje, evidente (ninguém na altura falava em SUV nas marcas ditas generalistas, a Renault mais uma vez aflora a coisa e não concretiza). A Espace deixou morrer toda a sua clientela alta (a única que a comprava por ser a Espace apesar de Renault) com uma qualidade de construção continuamente medíocre e um nível de fiabilidade precário. Esta última interpretação (V) é uma jogada honesta para tentar reverter todo o problema criado pela inação mas, provavelmente, vem tarde para salvar o que quer que seja. E no final de contas, onde está mesmo a Espace nesta Espace? Pois.

A própria Citroen num momento de completo autismo acaba os anos 90 a dizer que substitui tanto o Xantia e XM com o C5 I (lol!). 5 anos de ausência e volta com o C6 em contra-corrente esperando mesmo o quê? Conquistar uns poucos saudosistas que estariam dispostos a pagar por uma roupagem interpretava do antigo DS sobre uma base técnica banal de C5? Pior num exercício semelhante só mesmo a Lancia e o Thesis.

Nos últimos 20 anos há toda uma sucessão de erros na abordagem do produto premium. A falta de imagem vai somando falhanço após falhanço ao ponto de agora se dizer que é a causa do problema. Não era.
 
Última edição:
Voltar
Superior