rrrfff
Membro participativo
Vai lá ver onde é que ele falou em caixa de velocidades. Hoje falou, sim, depois de eu o ter chamado à... Falta de razão! []
Diz onde falou antes de caixa de velocidades relacionada com binário (ele não sabia muito bem o que era, daí ter aberto o tópico), antes da minha intervenção, e então sim terás legitimidade para "declarar". []
Oh nebuchadnezzar, a sério que ainda estás a tentar salvar a pele com a teoria de que achavas que estávamos a falar de carros sem caixa de velocidades, ou que "estão sempre na mesma relação"?
Basta ir buscar comentários que fiz antes de tu sequer iniciares a tua participação neste tópico:
A partir do momento em que o binário pode ser multiplicado nas rodas através de uma transmissãotorna-se irrelevante saber o binário por si só. Podemos sempre sacrificar rpm para obter nas rodas mais binário ou vice-versa, o que se mantém constante é a potência.
O binário vezes as rpm, ou seja a potência, é que nos vai dizer quão depressa conseguimos fazer o camião subir, porque subir ele sobe sempre independentemente da potência ou binário, desde que se faça a desmultiplicação necessária ele sobe, mais ou menos devagar consoante a potência.
Portanto já aqui referi o facto de a questão estar no facto de se poder multiplicar o binário nas rodas através da transmissão.
Agora vejamos o tal exemplo que tu tanto te queixas:
Partindo do princípio que tudo o resto seria igual, arranja uma transmissão de forma a que nos regimes em que os motores têm a potência máxima corresponda a velocidades iguais, ambos vão conseguir fazer subidas igualmente inclinadas a essa velocidade.
Explicação: para fazeres uma subida a uma determinada velocidade precisas de determinada potência. Portanto desde que o motor possua um regime em que tenhas essa potência disponível e a transmissão permita o motor atingir esse regime a essa velocidade, o carro consegue fazer a subida a essa velocidade.
Convém as pessoas perceberem o seguinte, dois carros similares, A e B circulam a 50 km/h:
A está numa mudança em que o motor tem um regime de 4000 rpm àquela velocidade.
B está numa mudança em que o motor tem um regime de 2000 rpm àquela velocidade.
O motor de A tem 200 Nm disponíveis a 4000 rpm.
O motor de B tem 400 Nm disponíveis a 2000 rpm.
No momento em que ambos metam o pé no acelerador a fundo, o coice sentido por ambos nesse instante será igual, mesmo o carro A tendo metade do binário disponível naquele momento.
Porquê? Porque ambos têm 112 hp de potência disponível naquele instante.
Na parte que tu cortaste está bem claro a importância de ter a transmissão a fazer a desmultiplicação .
Aliás, de que forma conseguirias ter dois carros similares a circular à mesma velocidade em regimes de motor diferentes?
Como terias velocidades iguais a rpm diferentes com relações iguais? Pois...
Depois disto o ppais ainda explicou melhor o exemplo:
Vou tentar eu... vamos admitir os seguintes pressupostos:
1 - Não há perdas no sistema, ou seja não há atrito na transmissão e os pneus têm uma ligação perfeita com a estrada, sem derrapar de nenhuma forma. Não há também diferenças na inércia ou momento rotacional dos sistemas de transmissão
2 - Ambos os carros são absolutamente idênticos com excepção do que indicar de seguida. Em particular ambos têm a mesma massa/peso e idênticas rodas motrizes em dimensão ou seja uma rotação completa corresponde exactamente à mesma distância linear percorrida
3 - O carro A tem um motor com binário constante em toda a sua gama de operação de 200 N.m
4 - O carro B tem um motor com binário constante em toda a sua gama de operação com 400 N.m
5 - O carro A tem um sistema de transmissão (leia-se caixa de velocidades e diferencial que converte 1 rotação da cambota em 1 rotação das rodas motrizes - 1:1 portanto
6 - O carro B tem um sistema de transmissão com relação 1:2 ou seja uma rotação da cambota gera duas rotações completas das rodas motrizes
Nestas condições imaginemos que ambos os carros circulam à mesma velocidade... qualquer que ela seja. Isso significa que o carro A vai a uma determinada rotação do motor e o carro B vai a metade da rotação do motor.
Nesse momento ambos os motores são levados ao seu limite de produzir binário (leia-se... em ambos carregou-se a fundo no acelerador), ou seja o carro A está a produzir 200N.m e o carro B a 400 N.m. Devido aos diferentes rácios de transmissão isso significa que o binário à roda é 200 N.m no carro A e... 200 N.m no carro B...
Ambos os carros têm o mesmo binário à roda com binários diferentes no motor... ambos os carros vão acelerar linearmente com a mesma aceleração dado que têm o mesmo tamanho de roda e a mesma massa.
Não sei qual é a definição científica de "coiço" mas imagino que seja aceleração certo?
Ficou claro?
Todos estes comentários ocorreram antes da tua primeira participação no tópico, que foi:
Tens-te em muito boa conta!
Pareces um certo treinador de futebol...
Fazes bem.
Temo não ter fundamentos suficientes para discordar de ti, mas isto que disseste não está correto:
Isso tudo que referes acontece não no regime em que a potência é maior, mas sim nos regimes em que o binário é maior.
A aceleração, e consequentemente a facilidade de vencer subidas, são função da curva de binário e não dá de potência.
Se tiveres um motor com uma curva de binário plana e no máximo do seu valor entre as 2000 e as 3000 rpm, quer dizer que vai ser nesse intervalo que as acelerações vão ser maiores. Se esse mesmo motor tiver a potência máxima plana entre as 5000 e as 6000 rpm, não vai ser nesse regime que vai acelerar mais rápido.
Aliás podes ver essa analogia precisamente entre as várias relações de caixa. Quanto mais baixas as relações, maiores as acelerações. Porquê? Porque nas relações mais baixas tens mais binário aplicado às rodas.
Mas se calhar os meus fundamentos não são suficientes.
Ah fórmula fundamental da dinâmica.
"A força é má!" Não esquecer.
Então? Afinal parece que nem tu próprio estavas a falar de carros sem caixa. [
Amigo, estás errado.
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