Processo Casa Pia

Para começar, não vou tecer comentários sobre a inocência ou culpabilidade do senhor em causa.

Acho que este caso é bom porque mostra uma das faces do cancro que é a Justiça em Portugal e como as investigações, o MP e afins desenrolam a sua actividade.

Cancro não porque o senhor saiu em liberdade e nunca foi pronunciado ou porque agora vai receber uma indemnização.

Mas antes cancro porque revela uma INCOMPETÊNCIA atroz.

Para além da burocracia e da sindicância excessiva a Justiça portuguesa padece desse mal tremendo: incompetência. Não sei se esta se deve à própria burocracia e complexidade kafkiana que tornam a acção judicial num campo minado para os seus agentes. A falta de sentido prático do próprio sistema pode tornar, não poucas vezes, impossível o desenrolar "sem faltas" de processos complexos. Não me admirava nada.

Por outro lado (e é era aqui que queria chegar), a Justiça portuguesa e as Polícias padecem de uma relação muito conflituosa com a prova.

No fundo funcionam na base da confissão e não na investigação, como devia ser e como funcionam os sistemas judiciais dos países desenvolvidos.

E quando devido à teia kafkiana do sistema, ele próprio não consegue produzir justiça, tentam-se vias fáceis para contornar a impossibilidade de obter resultados (satisfatórios) decorrente da própria desorganização e falta de capacidade de uma verdadeira investigação "by the book".

E as vias fáceis surgem, particularmente, quando os agentes de Justiça/Polícia acham ou têm a certeza que estão na presença do culpado mas não o conseguem provar.

Foi assim no caso "Joana".

Como não se conseguia provar pela investigação (o corpo não aparecia...), espanca-se a mãe e espera-se uma confissão.

Típico funcionamento à séc. XIX em que todo o sistema jurídico e policial português ainda trabalha.

Daí que quando não se conseguia meter o Pedroso na cadeia por falta de provas, faz-se uma prisão ilegal na esperança que surjam provas posteriormente ou decorra alguma contradição do arguido.

O mesmo justifica os conhecidos excessos de prisões preventivas. Como não se consegue provar nada, atenua-se o problema tentando retirar os suspeitos do espaço público...por um tempinho.

Entretanto, com fé, com a esperançazinha, talvez por obra do divino milagre se consiga entretanto provar alguma coisa e fazer cumprir justiça.

Funcionamos muito assim. Bola para frente que talvez tenhamos "sorte" e a coisa se resolva.

O mesmo para as escutas que depois tombam, quase que irremediavelmente, na sua anulação.

Tudo feito em cima do joelho e que depois vai a tribunal e vale ZERO.

No essencial, mais uma vez, estamos perante uma falta atroz de organização e competência que conduz a que se tentem vias indirectas porque "o sistema não funciona".

Talvez seja exagerado dizer isto mas é como se partisse para uma Justiça Paralela que vai sobrevivendo graças à opacidade e obscuridade do dito sistema oficial.

O cidadão comum com poucos ou médios recursos que cometa o crime não consegue responder a essa obscuridade e opacidade e por isso lá acaba por sofrer (nem que seja alguma coisita) por estas vias indirectas quando as directas não funcionam.

Agora o peixe graúdo...não. Quem tem dinheiro e influências escapa exactamente porque facilmente um bom advogado põe a nu a boçalidade de funcionamento e ilegalidade destas vias indirectas ou a própria incompetência no desenrolar das vias directas.

O pouco que se consegue provar (e que não dava para grandes condenações em tribunal e que como tal causa angústia, acredito, nos agentes judiciais) é depois anulado e descredibilizado pelos bons advogados.

O que conjugado com a sindicância excessiva, permite que quem tenha recursos raramente chegue a pagar pelos seus crimes.

Sindicância excessiva essa, atenção, que também serve ao MP que muitas vezes mantém a acusação sabendo perfeitamente que não o conseguirá provar.

Lá está...à portuguesinha manda-se a bola para a frente e lá se espera que a coisa se revolva pela opacidade do sistema ou uma decisão judicial tomada mais pelo coração do que pela razão.

E este país tem de perceber uma coisa: ISTO não pode continuar assim.

O Estado não pode continuar a não cumprir uma das suas principais obrigações: produzir Justiça.

Este país tem este GRAVE problema para resolver e, enquanto não o resolver, não se irá conseguir desenvolver de forma satisfatória.

Isto, os portugueses, já deviam ter percebido.

Ou este país se torna um Estado de Direito de facto e não esta fantochada ou continuará a ser uma QUINTINHA, que é o que de facto AINDA É.

Uma perfeita e dolorosa (porque real..) caracterizaçao do (des) funcionamento da nossa Justiça! [s)]:( [s)]

apr:) apr:) apr:)
são para o autor!!![:)]
 
Boa capa esta do jornal publico, dedicada ao caso de paulo pedroso...muito sugestiva.
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Quero ver se o Carlos Cruz também se vai safar, e ainda vai pedir indemnização...

No fim, vai ficar só o bibi e as crianças abusadas...

O Carlos Cruz tinha um amigo e colega de trabalho que fugiu quando se descobriu que já tinha sido condenado por pedofilia. Aonde anda ele?

Será coincidência uma pessoa destas trabalhar com o Carlos Cruz, e o Carlos Cruz ao mesmo tempo ser identificado por crianças supostamente abusadas? Pode acontecer, mas deve ser pouco provável.

Será coincidência o Carlos Cruz estar ligado ao PS, e outras figuras do PS serem também indicadas pelas crianças?

Acho que são coincidências a mais. Acho que é muito mais provável que o PS tenha feito todos os esforços para conseguir
safar pessoas do PS disto, e em última instância, também safar o nome do PS. E os politicos e seus amigos têm muita influência, se é que não conseguem fazer e controlar tudo o que querem...
 
Leiam os comentários proferidos por ilustres em
http://www.inverbis.net/tribunais/paulo-pedroso-indemnizado.html#jc_allComments

Para quem está fora do processo penal, fica a perceber o que realmente se passou, ou não se passou...

Esta deveras interessante:
... : Observador da (In)Justiça
A sugestão de ler o acórdão deve ser seguida, pelos juristas que ainda sejam capazes de ler para além dos resumos. Com a advertência de que a leitura pode gerar alguma indigestão. Para além de um erro grosseiro judicial ter ocorrido, antes ou agora, na sentença cível existe uma triste fuga decisória, remetendo (sem grande aprofundamento) para uma decisão passada, cujo objecto (independentemente do caminho seguido na fundamentação era a manutenção da prisão preventiva), consequentemente também se alargou o próprio objecto do processo cível acusando o desembargador vencido (de prestígio nos tribunais e fora deles) de autor de um erro grosseiro (sem sequer gastar uma linha a explicar porquê).

- Na minha opinião os comentários a respeito de uma questão controversa como esta, saudavelmente mantiveram-se dentro de parâmetros adequados, mas o LOPIO faz o comentário mais negativo para o efectivo prestígio da judicatura:
1- queixa-se da responsabilização judicial... como se o juiz fosse um pau mandado;
2- dá de barato a responsabilidade individual do juiz em causa, mais a mais quando na sentença não é avançado nenhum elemento novo, eu diria que simplesmente se decidiu da existência de «erro grosseiro» de forma «temerária».

- Antes da ler a sentença não iria avançar opinião sobre se devia ou não haver recurso, depois desta acho que se impõe. Já que houve uma fuga à decisão remetendo para um estrito argumento de autoridade de autoridade de um acórdão da relação que não se pronunciara sobre a questão que tinha agora de ser decidida.
 
Mas alguém ainda acha no seu perfeito juízo que o Carlos Cruz e Cª. vão ser sentenciados por alguma coisa?
Ainda ninguém percebeu que todo este caso não passa da imaginação fértil dos investigadores e jornalistas? E que nunca houve nenhuma casa em Évora nem nenhuma criança foi violada?

É preciso perceber que os investigadores são psicopatas com traumas de infância e que só prendem pessoas como o Carlos Cruz para aparecer na televisão encapucados (Segundo ouvi fazem concursos de beleza encapucados). O passatempo preferido deles é arriscar a carreira a prender personalidades públicas sem terem o mínimo de certeza de nada. Têm duas rodas (tipo roda da sorte) uma com personalidades outra com crimes, rodam as duas e vai de acusar a personalidade para o crime que deu. Depois fazem apostas sobre o tempo que se mantêm a trabalhar até serem "reformados".
 
se a gaijo que eu o punha na prisão sem julgamento era o paulo pedroso, um gaijo olha para a cara dele e não tem duvidas nenhumas, ele tem mesmo para de pedofilo

ja agora o caso casa pia parece que este ano acaba, eu ja sei o que vai acontecer e vou divulgar

o unico culpado de tudo é


















































poiis é o juiz rui teixeira, que prendeu os pedofilos, desculpem os senhores


viva a justiça das cunhas
 
Este sítio está cada vez mais mal frequentado......

O lobby gay(atenção que não quero comparar um homossexual com um pedófilo, são comportamentos completamente diferentes, e este parágrafo é apenas um comentário à margem do tópico), está aí para durar(vejam-se os apresentadores "masculinos" nas TV's, em cada 5, um não é borboleta........)
Mais forte do que nós imaginamos.

E depois a estes "senhores" são-lhes atribuídas umas namoradas de conveniência, para abafar um pouco as suspeitas....

Está tudo podre, tudo podre, e estes pedófilos nojentos ainda se ficam a rir, com os bolsos cheios de dinheiro NOSSO, dos nossos impostos[:vm)]

Sem palavras, pois acho que isto com palavras já não vai lá, agora só doutra forma......
 
Não há dúvida, que quem tem dinheiro, consegue safar-se com mais facilidade que uma pessoa sem recursos.

Isto acontece, pela simples razão de que têm poder económico para contratar bons advogados, que se fazem pagar bem. E fazem-se pagar bem porque fazem valer os seu conhecimentos profundos da profissão, têm escritórios bem montados com acessores competentes e isso custa muito dinheiro.

O comum dos mortais, se tem um problema mesmo simples, tem de gastar vários meses de ordenado, para pagar a um advogado cuja competência ele não é capaz de avaliar, mas é o único que ele ainda consegue pagar.

A qualidade das nossas investigações anda pela rua da amargura, por muito que a PJ queira fazer ver o contrário há muitas vezes acusações injustas.

Antes da nova lei a prisão preventiva resolvia uma parte. Prendia-se o sujeito e depois é que se procuravam provas credíveis para a acusação. O resultado era, que além de manter fora de circulação pessoal indesejável, mantinha também pessoas inocentes que não tinham capacidade de defesa.

Estou-me a lembrar de um sujeito ao qual roubaram uma carrinha que mais tarde foi usada num assalto. O homem foi preso e passou as passinhas do Algarve para se ver livre daquilo.

Um bom exemplo da bagunça é a acusação ao Herman José. Dava vontade de rir se não fosse uma situação tão miserável.
 
No caso de Paulo Pedroso a indemnização que lhe foi concedida pelo tribunal é mais do triplo da que habitualmente é concedida pelos tribunais nos casos de morte.

A indemnização que o tribunal deu até que nem acho alta e querer comparar com as indemnizações por morte é um pouco desonesto.

Quando se atribui a uma vida, o mesmo valor que a um automóvel e que nem é preciso ser nada de especial, não vejo nenhuma indignação.

Muitos ainda se lembram do caso do arquitecto Taveira, mais de 100 mil euros pagou de indemenização só uma revista, pela publicação de meia dúzia de fotografias. Se fizerem a comparação do valor do dinheiro da altura para agora, com facilidade se poderá verificar que a indemnização atribuída ao Paulo Pedroso é quase um valor simbólico.
 
Ui. Está tudo com ela aos saltos!
O Ministério Público vai recorrer (pelo menos foi o que li).
Então para quê o alarido?
Parecem um gato num canil...

Só mais uma coisa...
Este tópico destaca-se por algumas "preciosidades" jurídicas escritas por quem parece que percebe alguma coisa de Direito. Mas só parece [:cool:] .
Pensam que Portugal é o único país do planeta com problemas ao nível da justiça?
Pensem outra vez!
Existem países muito desenvolvidos (muito mais que nós) que têm sérios problemas na justiça que administram. Basta um pouquinho de atenção e ler algumas coisas relacionadas com o assunto.
Aliás, em algumas matérias, o nosso país é visto como referência no que respeita à administração da justiça, com um Código de Processo Penal muito avançado. Existem países que fazem reformas destinadas a aproximar os seus sistemas ao nosso (claro que não é declarado mas, na prática, é isto mesmo).
É evidente que temos alguns problemas, nomeadamente relacionados com a morosidade de alguns processos (normalmente cíveis) e mesmo o CPP tem alguns defeitos (que esta última reforma veio agravar) que precisam de ser reparados, nomeadamente, os relacionados com aspectos excessivamente garantísticos da posição processual do arguido.
Ou, então, os problemas relacionados com a prisão preventiva. Isto até é anedótico. Há uns anos todos se queixavam do excesso de prisão preventiva. Agora queixam-se que se liberta tudo quanto é assassino e ladrão... Em que é que ficamos? E, já agora, o que mudou? Foram os tribunais? Não! Foi a lei! Os srs. que a fazem que se decidam porque depois são os primeiros a criticar os tribunais quando estes aplicam as leis que foram feitas por eles...:sh)

Mas a malta continua a ouvir o Marinho Pinto... Força! Continuem assim...
 
O problema é que quem paga as indmenizações por morte(ex: acidente de viação) são as seguradoras, e essas seguradoras fazem parte de bancos, bancos esses que mandam nos governos e nos apertam a garganta com um nó cada vez mais sufocante.....
Agora neste caso, como é o Estado(todos nós, os que pagamos impostos) a pagar....the sky is the limit....como sempre

Isto cada vez dá mais nojo, lembram-se certamente do caso very-light, que vitimou uma pessoa que apenas quis ir ver um jogo de futebol.
FPF - recursos e mais recursos nos tribunais para não pagar indemnização à família dessa vítima, uns 50.000€, salvo erro(atitude absolutamente deplorável desse sr madail, um fantoche nas mãos de muita gente cá do burgo)
Agora para dar a um brasuca 150.000€/mês, para treinar uma selecção....na boa, até fez diligências e contactos junto de entidades públicas e privadas para conseguir verba suficiente para dar 600.000€/mês ao brasileiro, valor que o Chelsea lhe ofereceu.....
E a parolada a abanar bandeirinhas, a gritar Portugal, impostos paga tu, que eu sou patriota mas é da bola.
E viva a fatinha felgueiras......

[:vm)]


salvem-me.........
 
FPF - recursos e mais recursos nos tribunais para não pagar indemnização à família dessa vítima, uns 50.000€, salvo erro(atitude absolutamente deplorável desse sr madail, um fantoche nas mãos de muita gente cá do burgo)
Agora para dar a um brasuca 150.000€/mês, para treinar uma selecção....na boa, até fez diligências e contactos junto de entidades públicas e privadas para conseguir verba suficiente para dar 600.000€/mês ao brasileiro, valor que o Chelsea lhe ofereceu.....

Não vejo onde se pode comparar um ordenado com uma indeminização de tribunal...


Cumprimentos,
 
É evidente que temos alguns problemas, nomeadamente relacionados com a morosidade de alguns processos (normalmente cíveis) e mesmo o CPP tem alguns defeitos (que esta última reforma veio agravar) que precisam de ser reparados, nomeadamente, os relacionados com aspectos excessivamente garantísticos da posição processual do arguido.

O arguido tem de ter sempre garantida a capacidade de defesa, no entanto a nova lei, passou o oito para o oitenta.

Há uma grande diferença entre um sujeito apanhado num assalto à mão armada ou na posse de armas ilegais e outro que não pagou os impostos.
 
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