Processo Casa Pia

Mas é que este caso, é extremamente complexo, pelo menos ao número de páginas que aquilo deve ter.
Agora quando se lê que um gajo se foi entregar e confessou e é solto, quer dizer não há muita margem de manobra.

O não ficar em prisão preventiva não é o mesmo de ser condenado e ficar preso. [;)]

Neste caso por ex, já tiveram todos presos e agora andam cá fora (provavelmente vão voltar lá para dentro).
 
Sem dúvida, mas o teu argumento tanto deve servir para este caso, como quando os soltam [;)]



Epá ir ler as 2 mil páginas daquilo deve ser um tédio valente...

Ninguém disse que confirmar a verdade ou a mentira, era fácil [;)].

Mas que dá que pensar porque um gajo com 68 anos, que já lutou contra um cancro e que provavelmente morre antes da sentença de 7 anos cumprida, luta tão afincadamente por provar a sua inocência, lá isso dá. Ainda para mais tendo em conta certas e determinadas coisas. Dos outros arguidos não houve conferências de imprensa, simplesmente fecharam-se em copas...
 
O não ficar em prisão preventiva não é o mesmo de ser condenado e ficar preso. [;)]

Neste caso por ex, já tiveram todos presos e agora andam cá fora (provavelmente vão voltar lá para dentro).

Mas isso sou eu que discordo com a lei.
Eu estou de acordo no geral com o que diz o CDS(falo no cds apenas para não estar a enumerar).
E em casos de confissões e em flagrantes, acho que não se devia pôr a questão, era logo preventiva.
 
Correção: Julgamento feito por um colectivo de juízes.

Esse julgamento pode estar errado? Pode. Por isso existe a figura do recurso.

Correcto.
Só acho mal e desonesto acusar Carlos Cruz seja do que for quando nenhum de nós tem acesso ao processo. Para além de eu achar que este "julgamento" passou a ser um jogo de interesses já há muito tempo. E nesse jogo dava imenso jeito condenar Carlos Cruz.
 
Ninguém disse que confirmar a verdade ou a mentira, era fácil [;)].

Mas que dá que pensar porque um gajo com 68 anos, que já lutou contra um cancro e que provavelmente morre antes da sentença de 7 anos cumprida, luta tão afincadamente por provar a sua inocência, lá isso dá. Ainda para mais tendo em conta certas e determinadas coisas. Dos outros arguidos não houve conferências de imprensa, simplesmente fecharam-se em copas...
A ideia é mesmo essa: dar que pensar.
 
Pergunta, se ele nao tivesse sido condenado como seria esta conferencia? [;)]
Seria um elogiar sem fim de que afinal há boa justiça.

Assim é ao contrário. Por mais razão que se possa ter, não se pode usar os media para publicitar a inocência e ao mesmo criticá-los por usarem da liberdade de expressão (embora esta por vezes anda pelos limites do bom-senso).

Uma no cravo...
 
A ideia é mesmo essa: dar que pensar.

Nem é o Carlos Cruz que me dá que pensar.
É mesmo os juizes, é que se ele não fosse condenado, de certeza que toda a gente ia dizer, que a justiça é uma vergonha que nunca condenam ninguém, e a conversa do costume.
E condenando, agradou á opinião pública.
Só gostava de me certificar que a decisão dos juízes não foi influenciada por pressão mediática.
E ele até pode ser culpado, e ter sido bem condenado, a questão é que com tanta coisa, eu fico simplesmente sem saber se é mesmo culpado ou não.
 
Seria exactamente igual mas em vez de dizer que vai recorrer da decisão iria muito provavelmente dizer que ia processar o Estado por difamação.
Era obviamente o cenário que mais ansiavam.

Só de pensar na indemnização choruda que iam exigir do Estado, nem quero pensar. Mas se for(em) mesmo inocentes, o que eu não acredito, esse mesmo Estado não se livra de um valente processo.
 
Ninguém disse que confirmar a verdade ou a mentira, era fácil [;)].

Mas que dá que pensar porque um gajo com 68 anos, que já lutou contra um cancro e que provavelmente morre antes da sentença de 7 anos cumprida, luta tão afincadamente por provar a sua inocência, lá isso dá. Ainda para mais tendo em conta certas e determinadas coisas. Dos outros arguidos não houve conferências de imprensa, simplesmente fecharam-se em copas...

Dá que pensar, de facto. O modo como ele defende a sua inocência é de facto muito mais credível do que os outros arguidos. Mas também estamos perante um homem que teve acesso a meios de media muito diferentes dos outros.

Ainda se lembram da emissão simultânea nos 3 canais logo no início onde este sr. defendia a sua inocência?

Olhem, eu na minha profissão já vi muita coisa (lamento não poder dizer mas quem me conhece se vir o avatar e a localização e pesquisar um pouco pode chegar até mim), e tenho acesso a informações que a maioria dos comuns não tem. E sabem que mais?

Começo a julgar que o C. cruz é inocente, mas foi um alvo a abater por interesses económicos poderosíssimos, e por interesses políticos ainda mais poderosos.

E faltam arguidos a este processo...muitos.
 
Era obviamente o cenário que mais ansiavam.

Só de pensar na indemnização choruda que iam exigir do Estado, nem quero pensar. Mas se for(em) mesmo inocentes, o que eu não acredito, esse mesmo Estado não se livra de um valente processo.

O problema é o das indemnizações e do mau nome que o país tem granjeado no que diz respeito à Justiça, ao longo dos anos. Continua a ser um aspecto a reformar sériamente desde 1974, tendo este caso Casa Pia sido bem sentenciado ou não...
 
Nem é o Carlos Cruz que me dá que pensar.
É mesmo os juizes, é que se ele não fosse condenado, de certeza que toda a gente ia dizer, que a justiça é uma vergonha que nunca condenam ninguém, e a conversa do costume.
E condenando, agradou á opinião pública.
Só gostava de me certificar que a decisão dos juízes não foi influenciada por pressão mediática.
E ele até pode ser culpado, e ter sido bem condenado, a questão é que com tanta coisa, eu fico simplesmente sem saber se é mesmo culpado ou não.
A gente não conhece as provas, não presenciamos as 460 sessões de julgamento, não ouvimos as quase mil testemunhas, não lemos as toneladas de documentos que estão no processo. Por isso e porque trabalho todos os dias com magistrados, não acredito que a decisão tenha sido influenciada por pressão mediática. Quero continuar a acreditar que são pessoas sérias, conscientes da sua obrigação e que não é por estarem constantemente sob pressão (veja-se o caso do Rui Teixeira), deixam de exercer a sua profissão com todo o rigor.

E olha que muitas vezes, quando o coração fala mais alto do que a razão (neste caso a razão são as leis), não é fácil decidir muitas questões.
 
Voltar
Superior