Tu escreves muito de cada vez...[

] Lá vai mais uma divisão!
Nós caminhamos para um poder cada vez maior nas redes sociais/youtube, etc. E logo por aí, cai por terra os apoios. Almoços, festas e cartazes que paguem do próprio bolso ou dos militantes! Há dias um puto fez um vídeo do SCP e lá teve a tv em casa e tudo... Há que saber fazer as coisas. A maior manifestação pós 1974 foi organizada pelo Facebook. Que arranjem voluntários para ir porta a porta como fazem nos EUA.
Como disse, as tvs privadas devem dar aquilo que lhes apetece. Se a TVI decidir só falar do PSD ou do PS, problema deles. Agora, como disse, a televisão pública deveria organizar debates a 2. Não era necessário todos se enfrentarem, sendo apenas o tempo para cada um deles apresentar o seu projecto para o país. Se fossem 10 debates, eram 10 debates.
Relativamente à organização dos debates, sim, acho que essa forma também seria porreira. Mas duvido que aqui fosse algo construtivo, mas de qualquer forma era experimentar.
Quanto à ERC, óbvio que os direitos devem ser iguais. Aliás isso vem escrito na Constituição da República. Agora não acho justo obrigar uma TVI a fazer 10 debates como fez a tv pública. Mas por exemplo, incentivar esse tipo de debates que falas, seria interessante.
Por fim, quanto às verbas, já sabemos com o que contamos... Infelizmente. E não acho que os votos em branco e nulo devessem contar para a atribuição de lugares na AR. Nesse caso seriam 9 lugares desocupados. Quanto a mim esses votos já têm 2 objectivos: mostrar a descrença do povo e reduzir/aumentar vantagens.
Quanto às tv's existe um acordo firmando que obriga a SIC e TVI a prestarem um mínimo de serviço público, caso contrário não verias por exemplo aqueles 5 minutos de tempo de antena dos partidos na hora anterior ao telejornal, em época de eleições.
Relativamente à ERC está claro que os direitos e deveres não são iguais para todos, alias é uma constante na sociedade portuguesa.
Mas 9 lugares vazios podem funcionar como arma psicológica, ao contribuinte ter ali cadeiras ou não é igual, já estão pagas por isso não há gastos, para os políticos pode ser um sinal que a próxima cadeira vazia seja a deles...
É uma excelente questão. E sim, é na FP. Mas a verdade é que poderíamos contratar os melhores sem qualquer problema. Isto porque continuamos a dizer que temos excesso de professores e enfermeiros quando se prova (estudos europeus) que não é verdade. Bastava exigirem exclusividade de funções que um sem número de vagas abriria. Assim como uma avaliação concreta e com penalizações severas.
Empreendorismo na saúde e educação não é fácil. Já por exemplo em áreas como gereatria, acho fundamental.
Em muitos poucos tens essa experiência, que concordo totalmente.
Sem dúvida que o ensino superior está repleto de cunhas. Mas não creio que seja essa o motivo para a empregabilidade.
No que respeita ao Politécnico, é verdade. Copiam o que se faz nas universidades, mas nem sempre com piores resultados... Posso-te dizer que alguns dos melhores professores estão no Politécnico. Com Doutoramentos no estrangeiro, experiência de trabalho cá e lá fora, dinâmicos, etc. Agora não podemos ter é Universidade de Lisboa e Politécnico de Lisboa. Só em Infra-estruturas é um regabofe...
Como já disse, é preferível, na minha opinião, ajudar 100 alunos de Bragança a ir para o Porto, que manter uma universidade aberta só para eles... Nos EUA há muito a cultura do ir estudar para fora. Assim como os campus.
Temos áreas com excessos e as que referes são exemplos disso, se não tivessem excesso haveria emprego. O que se passa é que habitualmente o Estado contratava, agora não o faz, mas a torneira dos cursos também não se ajustou continuam a formar centenas por ano, portanto os alunos no final vão bater com o nariz na porta. Onde viste o último grande estudo a nível nacional com as carências do sector público e privado por área profissional? Não existe... e mesmo que existisse as faculdades seriam as primeiras a recusarem ajustar a sua oferta ou mesmo o plano de estudos.
Empreendedorismo não é assim tão dificil depende dos cursos, pegando no exemplo da saúde: medicina, medicina dentária e ciências farmacêuticas, são os 3 universitários e como tal facilmente vês essa gente dona de uma empresa. Já no que toca a enfermagem podem prestar serviços a recebidos e também há alguns serviços de enfermagem privada, fisioterapia idem aspas, o problema é quando se vai para os TDT que estão claramente desfasados da realidade e são demasiado específicos, nesses é quase impossível ser-se empreendedor precisamente pelas limitações do curso e da lei.
Correcto o Estado era paizinho e era sempre a contratar, agora acabou a mama e ainda bem, é tempo de haver iniciativa privada, pois só essa é que contribui com impostos para segurar os serviços públicos, contudo a formação não está virada para isso, continuam a insistir em criar funcionários e não gente com capacidade de criar.
Esqueces-te ainda é que se concentrares todos em cidades litorais, vais criar subemprego, dificultar o acesso aos serviços públicos, aumentar a poluição, criminalidade, desemprego etc. Temos gente no interior do país, não devemos obriga-los a moverem-se para zonas urbanas, mas sim formar pessoas para o meio em que vivem e dar-lhes a capacidade de fazer algo melhor. Ao pegares nas pessoas e as forçares a moverem-se, não garantes a subsistência das regiões, podes constatar nas excelentes ofertas que há para médicos no interior, mas que se recusam a ir porque não há diversões e é uma pasmaceira segundo eles sob a desculpa da "família".
No que respeita ao politécnico tanto faz que tenham doutoramento ou não, interessa sim ter profs com a capacidade de formar profissionais e que estejam ligados ao mercado de trabalho, teóricos é algo que deve ficar na rédea das universidades.
Por fim, não podemos falar em 100% de portugueses com o ensino superior. Mas um trolha ou carpinteiro também deve ter uma educação forte. Até porque alguns são mesmo empresários em nome individual.
Daí defender um ensino virado para o mercado de trabalho e não para tretas, é que o 12º actualmente, nem para o ensino superior prepara os alunos.