Vou separar o teu post, para não ficar confuso.
Não haveria cadeiras vazias, e basta ver as últimas eleições legislativas para ter uma ideia da formação da AR. Além disso, 230 lugares, é um exagero! Mas parece-me arriscado mudar isso com o governo do queijo liminano.
Quanto à subsidiação, seria de 0€ para cada partido. Simples. Problema resolvido.
Por fim, quanto à imprensa, o ideal seria que cada um dos candidatos ter direito ao mesmo tempo de antena. No caso privado não podemos obrigar que façam 1 entrevista a cada um, quando apenas querem fazer a 2 ou 3. Mas aqui entra também o dossier RTP. Se tivéssemos uma tv de serviço público, seria algo fácil de resolver. Um debate a 2, sorteado. Assim poderíamos ver um Passos Coelho a debater com alquém do Partido dos Animais. Seria também interessante haver posteriormente, uma análise de cada um dos programas políticos de cada um, e até cruzar as mesmas ideias e separar as diferenças.
Até nos EUA os candidatos recebem $ federal para as eleições, o que se passa cá é o descalabro com o PS e PSD a receberem milhões e os restantes a receberem umas migalhas, é óbvio que serão sempre os dois que irão conseguir vencer eleições. Contudo não podes cortar financiamento partidário para 0, caso contrário os partidos sem recursos nunca conseguiriam candidatar-se, por melhores ideias que tenham e a única alternativa seria procurar $ junto dos lobbies, portanto é preferível que haja uma ajuda contida, por exemplo até 100k €, ajuda essa igual para todos os partidos e todos têm que apresentar facturas dos seus gastos, caso contrário terão que devolver o $ que sobrou, tal como ocorre actualmente.
Os canais de tv juntaram-se e recusam-se a ter debates a 2 porque seriam obrigados a transmitir imensos programas dado que nas ultimas eleições por exemplo houve 17 partidos que concorreram. Há no entanto alternativas, por exemplo num anfiteatro tal como ocorre nas primárias nos EUA, ter 5 candidatos e 2 jornalistas que vão elaborando questões, ou mesmo deixar o público questionar os candidatos (coisa que nunca aconteceu). O mesmo programa voltaria a repetir-se mais 2x para dar hipótese de todos os candidatos terem o mesmo tempo de antena.
Ainda a ERC deveria garantir que o tempo de antena de todos os partidos é similar e não desigual como ocorre, se somares o número de minutos de noticias sobre PS e PSD ultrapassa largamente o total de tempo de antena de todos os outros candidatos. Os media justificam-se dizendo "não há noticias sobre os outros partidos..." mas se um gajo do PSD levar com um ovo é noticia... é curioso como ocorre produção de noticias quando se quer.
Repara nesta noticia das ultimas legislativas:
JPN: Legislativas 2011: Quanto vão gastar os partidos? os pequenos partidos que menos recursos têm prescindiram todos da subvenção estatal, já os mamões do costume quiseram ir até à ultima gota.
Já agora deixo uma tabela com comparativo do actual, referindo os votos em % e o número de mandatos que os partidos obtiveram nas eleições de 2011 e o que seria se o método de Hondt não existisse mas sim a aplicação directa dos votos em relação aos 230 lugares disponíveis.
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Costumo dizer sempre o mesmo: se não sabemos como fazer, então que se copie pelos melhores. Se eles fazem e são os melhores do Mundo, vamos pelo menos pensar porque o fazem e quais os benefícios/prejuízos se fizéssemos algumas coisas como eles.
Concordo contigo na questão prática de alguns cursos. Mas dou-te o exemplo de medicina, educação e enfermagem, onde há estágios, em diferentes serviços, mas não há verdadeiro poder para um orientador se sentar com o director/coordenador do hospital ou escola e dizer que aquele estagiário é de facto muito, muito bom, e deveria ser contratado. Obviamente que não daria para todos, mas tu podes ter uma nota de estágio(s) de 18 ou 19, e depois teres 10 ou 11 em disciplinas mais teóricas, mais filosóficas, etc. E depois isso não é reflectido na contratação.
E onde são feitos os estágios nesses campos como a saúde? FP... logo estar a contratar seria aumentar ainda mais os encargos, porque não fazem mais estágios no privado e preparam os alunos para serem empreendedores em vez de funcionários?
Olha para qualquer aluno de saúde e diz-me quantos deles têm a capacidade para montar um negócio? Nem vou abordar a parte financeira, porque esse não é o todo mas sim parte, a esmagadora maioria não tem capacidade para o fazer, tal como ocorre com os restantes cursos do ensino superior, salvo a tal meia duzeca deles.
Em quantos cursos chegas ao final e tens um internato de um ano numa empresa?
Os politécnicos que supostamente vieram substituir as escolas industriais e comerciais, que fizeram de bom até hoje? Copiaram simplesmente o ensino universitário, mas de forma medíocre porque não há tantas verbas, e recusam-se para variar a seguir a via que lhes compete que seria profissionalizar, porquê? Porque os docentes na maioria são formados em universidades, são teóricos e muitos nunca saíram da toca da docência, como aliados têm os presidentes ou reitores conservadorecos, além de uma teia de cunhas.
Agora com a crise, e cortes no sistema universitário, ouves falar da fusão entre a Técnica e a Nova? Nunca mais se falou nisso, já falam todos é em fazer greves... e mostram-se mais preocupados com os despedimentos de docentes, e perdas de verbas do que propriamente em dar um futuro aos alunos e ao país.
Nos EUA (dado que estavam a fazer o comparativo), há 1 universidade estatal por cada 2 milhões de pessoas, em Portugal há mais de 30 instituições de ensino superior público e somos somente 10.6 milhões...
Também concordo com a questão da oferta demasiado elevada. Mas não no que respeita em cursos, mas em faculdades/politécnicos. Já o disse várias vezes, que era preferível arranjar e organizar as nossas bolsas e apoios aos estudantes e abrir mais um curso x na Universidade de Lisboa, Porto, Coimbra, etc, do que ter cursos em Bragança ou Viseu com 15 alunos... E isto não é por causa do interior! Mas é preferível ajudar os 15 alunos de Bragança a irem para o Porto, do que ter um edifício praticamente deserto, com funcionários, professores, luz, água, gás, internet, material, etc, etc. Gasta-se muito mais com isso. E quem fala de Bragança ou Viseu, fala obviamente de faculdades públicas no Porto, Lisboa ou Coimbra, separadas por 15 minutos de carro, com cursos praticamente iguais... Aí ainda é pior!
Eu acho que faz sentido fazer-se apostas no interior é preciso é apostar nos cursos certos para determinadas áreas e não querer abrir universidades em todo lado com a mesma oferta de cursos. É preciso olhar para onde está inserida a instituição, avaliar as carências e formar mediante isso, adaptando a oferta ao longo dos anos, porque o mercado de trabalho não é imutável.
Contudo creio que perde-se muito tempo a falar de ensino superior como se fosse a grande e única oportunidade de se ter uma vida melhor, quando na prática isso está provado que é falso, acho que se deveria investir seriamente na formação profissional não-superior, mas de qualidade, eliminando estas escolinhas de formação de esquina que existem para sugar fundos comunitários, formando pessoas com poucas capacidades técnicas ou nenhumas, noutros casos rivalizando e promovendo a precariedade com cursos que existem no superior (solicitadoria, técnico de laboratório, auxiliar de farmácia etc).
Se eu hoje quiser construir uma casa, o mais provável é encontrar uma empresa com trolhas de várias nacionalidades, alguns analfabetos, um engenheiro civil que é trafulha ou pouco sabe da coisa e um empreiteiro que tem a "experiência da vida" (traduza-se: a experiência da vigarice e que sabe mexer-se nas autarquias), sendo presenteado por uma construção deficitária em termos de materiais, como se pode constatar no meio urbano nacional a falta de isolamentos nas casas.
Onde estão os trolhas, electricistas, soldadores, costureiras, carpinteiros, canalizadores, etc de qualidade e que estudaram para o ser? Onde pode um adulto com ou sem o ensino superior, empregado ou desempregado, tirar tal curso?