Para acabar de vez com a crise

Para acabar de vez com a crise, ou para uma boa ajuda, era o governo, ir à maquina/impressora que faz as notas/euros e imprimir aí uns 50 mil euros para cada portugues[:p]

O que acham desta ideia? os 50 mil euros estavam bem ou seria preciso mais?

[;)][;)][;)][;)]

CarlosXX, p.f. não leves a mal isto, até porque é uma coisa que se aplica para aí a uns 60 ou 70 da população portuguesa: São afirmações como a tua que demonstram a baixíssima cultura económica e financeira deste país, o que a meu ver reflecte um sistema de ensino que não tem preocupação nenhuma em dar formação básica nesta área. Para mim, uma cadeira de formação económica e financeira no primeiro ciclo seria tão importante quanto uma cadeira de formação cívica, formação ambiental, formação sexual, etc. Não são disciplinas ditas nucleares como o Português e a Matemática, mas são nucleares para a vida.
 
CarlosXX, p.f. não leves a mal isto, até porque é uma coisa que se aplica para aí a uns 60 ou 70 da população portuguesa: São afirmações como a tua que demonstram a baixíssima cultura económica e financeira deste país, o que a meu ver reflecte um sistema de ensino que não tem preocupação nenhuma em dar formação básica nesta área. Para mim, uma cadeira de formação económica e financeira no primeiro ciclo seria tão importante quanto uma cadeira de formação cívica, formação ambiental, formação sexual, etc. Não são disciplinas ditas nucleares como o Português e a Matemática, mas são nucleares para a vida.

Claro que não levo mal, mas permite-me isto: Não percebes-te que coloquei este tópico para nos fazer rir um bocado? lamento que venhas para aqui com filosofia da "treta" com cadeiras e formações civicas, quando tudo isso não se aplica neste país, nem nas pessoas com altissimas formações que servem??? para se calhar fazer tudo menos, para o que andaram a estudar.
 
Última edição:
CarlosXX, p.f. não leves a mal isto, até porque é uma coisa que se aplica para aí a uns 60 ou 70 da população portuguesa: São afirmações como a tua que demonstram a baixíssima cultura económica e financeira deste país, o que a meu ver reflecte um sistema de ensino que não tem preocupação nenhuma em dar formação básica nesta área. Para mim, uma cadeira de formação económica e financeira no primeiro ciclo seria tão importante quanto uma cadeira de formação cívica, formação ambiental, formação sexual, etc. Não são disciplinas ditas nucleares como o Português e a Matemática, mas são nucleares para a vida.

Peço desculpa, mas formação civica, ambiental, etc eu tenho-a e não foi na escola que aprendi.
Para que servem os pais afinal?
 
CarlosXX, p.f. não leves a mal isto, até porque é uma coisa que se aplica para aí a uns 60 ou 70 da população portuguesa: São afirmações como a tua que demonstram a baixíssima cultura económica e financeira deste país, o que a meu ver reflecte um sistema de ensino que não tem preocupação nenhuma em dar formação básica nesta área. Para mim, uma cadeira de formação económica e financeira no primeiro ciclo seria tão importante quanto uma cadeira de formação cívica, formação ambiental, formação sexual, etc. Não são disciplinas ditas nucleares como o Português e a Matemática, mas são nucleares para a vida.


concordo plenamente. no primeiro ciclo nao digo, pois a mentalidade ainda e demasiado imatura para entender, mas no secundario... aposto que cerca de 90% dos alunos do secundario, como eu em certa altura, nao teem o minimo de noçao da economia do mundo e do estado em que as coisas se encontram, nao fazem ideia de como é a vida fora das ciencias, das historias e das geometrias... e depois vao mal preparados para qualquer lado.
 
Para acabar de vez com a crise, ou para uma boa ajuda, era o governo, ir à maquina/impressora que faz as notas/euros e imprimir aí uns 50 mil euros para cada portugues[:p]

O que acham desta ideia? os 50 mil euros estavam bem ou seria preciso mais?

[;)][;)][;)][;)]


A Argentina fez isso! Foi uma desgraça com a inflação a disparar para uns 1000%! A partir daí nunca mais se levantaram e condições. Entraram num ciclo de falência- repuração -falência!
 
Para acabar de vez com a crise, ou para uma boa ajuda, era o governo, ir à maquina/impressora que faz as notas/euros e imprimir aí uns 50 mil euros para cada portugues[:p]

O que acham desta ideia? os 50 mil euros estavam bem ou seria preciso mais?

[;)][;)][;)][;)]

Isso era porreiro se comêssemos e bebêssemos notas.. Mas como elas só valem pelo que permitem comprar, infelizmente, aumentar o dinheiro em circulação não melhora nada.. Só aumentar aquilo que realmente é produzido é que aumenta a quantidade de coisas que podemos consumir.
 
A única solução é o pessoal comprar aquilo que realmente necessita (realmente), trabalhar com afinco e se houver solução a curto prazo, trabalhar para mais do que 1 pagamento, pessoal sujeitar-se a trabalhar nas obras quando não hã mesmo trabalho, começar a criar riqueza, só assim é que se sai da crise, isto falando da classe média-baixa/baixa, classe média/alta, que criem postos de trabalho, que não usem dinheiro da empresa para proveito próprio, nem precisam de pagar bem, mas que sejam justos nos contratos, horário e compreendam o empregado e que todos sem excepção paguem a sua parte (impostos) e que os políticos façam o trabalho que devia ser feito, só milhões gastos desnecessariamente, se não o fossem, não existia crise.
 
Imprimir mais dinheiro causa desvalorização. O porquê nunca quis saber.

É fácil de perceber, e devia ser ensinado no ensino básico ou secundário, como o é noutros países em que os alunos têm cadeiras de noções básicas de economia.

Um povo que perceba o mínimo de economia é perigosíssimo para a esquerda, por isso em Portugal isso nunca acontecerá.

De qualquer forma eu posso tentar explicar.

Imagina que um individuo está numa ilha deserta. Todos os dias o individuo acorda e tem 10 euros ao lado dele. Não há explicação para como o dinheiro aparece mas não interessa para o caso.

Não há agua potável na ilha, e também não há nada que possa ser comprado. Contudo todos os dias aparece um homem num barco com uma garrafa de água para vender ao homem da ilha. O preço? Obviamente são 10 euros.

Agora imagina que o homem passa a acordar com 20 euros em vez de 10, e o homem da garrafa sabe disto. Visto que o outro homem só tem uma garrafa para vender, logo não há mais bens ou serviços para comprar com os 20 euros, a garrafa de água agora custa 20 euros.

Se por outro lado passar a haver 20 euros mas duas garrafas de água para comprar, então o valor da unidade monetária mantém-se e temos efectivamente o dobro da riqueza, acompanhada pela expansão da massa monetária.

Duma forma muito simples, é essa a explicação.

O que foi proposto inicialmente é como bem disseram, a solução à Robert Mugabe.
 
Foi para o estrangeiro, devido:

1 - Ao desequilíbrio da balança comercial.

2 - Ao pagamento de juros e amortizações dos empréstimos que o Estado, os particulares e as empresas andaram a fazer de forma irresponsável nas últimas duas décadas;

Mas o "estrangeiro" está a queixar-se que também não tem [;)]
 
Mas o "estrangeiro" está a queixar-se que também não tem [;)]

Não ouves a arábia saudita e a china a queixarem-se disso. Aliás, é mais provável que os ouças a queixarem-se que têm de se livrar dos triliões de euros e de dólares que acumularam nas últimas décadas.
 
Quanto mais dinheiro existir menos valor tem. Como todos os bens, o que os torna mais valiosos é a sua escassez e o consequente valor que lhe damos.

Exposto este principio elementar, não posso deixar de sorrir ao ler alguns comentários, especialmente aqueles que insistem em explicar conceitos económicos com historias sem nexo.

é ã á ó
 
De qualquer forma a quantidade de notas em circulação hoje em dia tem pouco a ver com a verdadeira massa monetária em circulação.. Já que o sistema bancário se encarrega de multiplicar várias vezes esse valor.. E a quantidade de notas acaba por ser irrisória ao lado do verdadeiro valor da massa monetária existente.

Há países em que até já se equaciona passar a um sistema em que todo o dinheiro passa a ser electrónico e acabar com o dinheiro em papel e em metal..


E muito sinceramente, eu não sei até que ponto é que a economia europeia não está a sofrer um pouco com a contracção da massa monetária que aconteceu por causa das restrições impostas aos bancos, nomeadamente com o aumento brutal de rácios a que os bancos foram sujeitos que obrigatoriamente levou a uma certa desalavancagem das suas operações.


Eu estou em crer que se não fosse o preço das matérias primas a nível mundial que estão a pressionar os preços para cima, especialmente o preço da energia que arrasta tudo consigo, a esta hora já teríamos entrado numa situação de deflação na Europa.
 
É fácil de perceber, e devia ser ensinado no ensino básico ou secundário, como o é noutros países em que os alunos têm cadeiras de noções básicas de economia.

Um povo que perceba o mínimo de economia é perigosíssimo para a esquerda, por isso em Portugal isso nunca acontecerá.

De qualquer forma eu posso tentar explicar.

Imagina que um individuo está numa ilha deserta. Todos os dias o individuo acorda e tem 10 euros ao lado dele. Não há explicação para como o dinheiro aparece mas não interessa para o caso.

Não há agua potável na ilha, e também não há nada que possa ser comprado. Contudo todos os dias aparece um homem num barco com uma garrafa de água para vender ao homem da ilha. O preço? Obviamente são 10 euros.

Agora imagina que o homem passa a acordar com 20 euros em vez de 10, e o homem da garrafa sabe disto. Visto que o outro homem só tem uma garrafa para vender, logo não há mais bens ou serviços para comprar com os 20 euros, a garrafa de água agora custa 20 euros.

Se por outro lado passar a haver 20 euros mas duas garrafas de água para comprar, então o valor da unidade monetária mantém-se e temos efectivamente o dobro da riqueza, acompanhada pela expansão da massa monetária.

Duma forma muito simples, é essa a explicação.

O que foi proposto inicialmente é como bem disseram, a solução à Robert Mugabe.

Agradeço-te a explicação, mas o meu problema não é tanto o perceber mesmo o porquê (apesar de a alguns níveis não perceber mesmo), é mais filosófico de não perceber porque é assim. Eu percebia perfeitamente na escola quando nos explicam as trocas comercias de produto por produto, e que alguns produtos são mais raros e por isso tinham mais valor. Até aí tudo bem. O problema para mim surge quando um mundo inteiro fica refém de algo "virtual" e como é que se decide quanto "papel" é que deve ou não haver, percebes? É que coisas tangíveis, é fácil, agora números?
É que depois verifica-se na prática que há mais especulação que realidade. E as pessoas sofrem com isso.

Mas volto a agradecer a explicação. É a virtude deste fórum :)
 
O banco compra a água a 10€ e espera que o homem acorde com 20€ ao lado...

Pior. O banco diz-lhe que ele ganha mais em depositar o dinheiro numa conta a prazo que vai render juros, e que para ele ir comprando a água lhe dá um cartão de crédito e apela a realizar um seguro para segurança. No balanço final fica sem dinheiro e sem água. [:D]
 
Pior. O banco diz-lhe que ele ganha mais em depositar o dinheiro numa conta a prazo que vai render juros, e que para ele ir comprando a água lhe dá um cartão de crédito e apela a realizar um seguro para segurança. No balanço final fica sem dinheiro e sem água. [:D]

Ainda pior que isso. O banco diz ao homem que pode depositar o dinheiro lá sem pagar nada, empresta 9 euros ao homem que vende a água e quando o homem vai levantar o dinheiro para comprar água está lixado, não está lá.

Se não houver um banco central para safar o banco está tudo lixado.

As coisas complicam-se.
 
De qualquer maneira a história é só mesmo para ilustrar que mais dinheiro não se traduz em mais riqueza. O processo que leva ao aumento dos preços obviamente que é mais complicado e fragmentado do que isto.

Agora, se alguns acham que não tem nexo podem tentar explicar doutra maneira em vez de mandarem bitates para o ar...
 
Última edição:
Voltar
Superior