Tinha dito que qunado tivesse um tempo ia comentar este teu post. Então vamos lá [

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Começando pelos "algoritmos sensores. Os senhores que gerem plataformas de redes sociais criaram “algoritmos censores”, que detetam textos e imagens que, de alguma forma, possam “violar os padrões de civilidade”, e fazem-no como? Programando num computador palavras e imagens em representações!
Ora todos sabemos como o significado das palavras funciona no nosso cérebro. Isoladamente nenhuma delas faz sentido, mas já faz sentido se integradas com outras numa frase, ou num texto, e quandfo vamos à procura do seu significado, aquilo que recebemos em troca, é um conjunto de outras palavras. Na verdade, uma palavra é aquilo que as outras palavras que a rodeiam dizem que é. E é aqui que as redes sociais alimentam o radicalismo expresso, poucas palavras, mas muito adjectivo que vem das representações pré-concebidas ou recalcadas no nosso cerebro, por isso há tantos bloqueios e suspensões de contas no FB e no Twitter hoje em dia, e a maioria dos bloqueios resulta de denuncias feitas por associação de palavras e imagens.
Não é por acaso que o Twitter é o exemplo mais extremado da agressão e do insulto escrito. Há hoje muita investigação um pouco por todo o mundo sobre o "algoritmo sensor". Se quiseres aprofundar um pouco isto procura por um artigo de João Pires da Cruz, de titulo "O Algorismo Censor"
Sobre o seguidismo em barda de certos "influenceres" e dos "falsos lideres", a psicologia explica isso de forma muito clara. A maioria das pessoas não sabe ouvir, porque a maior parte da sua atenção é ocupada pelo pensar. Presta-se mais atenção à resposta imediata a dar, um bom exemplo é que a maioria das pessoas não lê um post (não o escuta nem o "sente") apenas lhe interessa a resposta imediata, porque a sua mente já está plena na negatividade do seu subconsciente, e esta está programada para recusar o presente, vive aprisionada no "passado" recalcado, pleno de tensão, num acumulado de mal-estar e preconceitos.
O seu refugio é o seguidismo, por isso há hoje tantos influenceres, tantos falsos lideres, tantos comentáristas, tantos fazedores de opinião. (e aqui concordo com o Nuno156, nós vemos pessoas a falar diáriamente nas TV´s e Radio e a escreverem em jornais, sobre de epidemologia e previsões matemáticas, e muitos destes nunca tiveram matemática para lá do 9º ano)
Os radicalismos, e os radicais nascem e alimentam-se na ignorancia, na dor, no medo, na ansiedade, no stress, na preocupação, no ressentimento, na culpa, na amargura. Estas pessoas vivem de representações do passado, ou do futuro. O agora, o presente não faz parte do seu consciente!