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Chamam a isto musica???? [8b]
No balcão estava um horror... Já nem me lembrava como aquilo era mau, mas enquanto me lembrar não volto lá dentro, achei todo o concerto muito mehh...Excelente o raio do concerto! No Golden Circle o som até estava bom (tendo em conta que estamos a falar da Altice Arena).
Próximo passo: ver o futuro álbum na minha mão!
No balcão estava um horror... Já nem me lembrava como aquilo era mau, mas enquanto me lembrar não volto lá dentro, achei todo o concerto muito mehh...
Boas!
Opiniões diferentes, melhor ainda []
Eu fiquei no balcão mais abaixo, o dos bilhetes a 59 euros (se não me engano). Penso que é o balcão 1. Fiquei ali a meio, do lado esquerdo, o mais perto possível das mesas de som. Cheguei cedo, por isso fiquei em 1ª fila do balcão, encostado ao ferro, sem ninguém à frente []
Para mim o som estava suficiente bom para poder-se desfrutar do concerto de corpo e alma. Um suficientemente bom que até superou as minhas expectativas. Esperava bem pior. A voz às vezes podia ter estado mais presente e audível, mas basta um gajo juntar-se à maioria, que está a cantar, e nem se dá por isso.
Não sei se foi o melhor concerto em que já estive, mas sei que foi aquele onde mais gostei de estar. Sem estar a alongar-me muito mais e sem exageros, o ponto mais alto da minha vida a nível musical. E já estive em muito concertos, alguns em cima do palco e tudo
Podia o som não estar perfeito (e não estava, longe disso), mas consegui sentir-me dentro dos próprios álbum's. Ou então foi o cocktail 200ml de whiskey + 50ml de cachaça + 500ml de cerveja complementados por uma boa porção de tetrahydro. Também terá ajudado []
Desde que saí dali, sinto-me um bocado deprimido... Como quando um gajo sabe que não voltará a ter melhor que aquilo que acabou de ter. Ficou ali um bocado de mim. Afinal ainda há algumas desvantagens de se ser apreciador disto. Por exemplo, estou a ter cada vez mais dificuldades em conseguir ter prazer ao ouvir outras bandas. Tento ir tratando com A Perfect Circle, Puscifer e até o LD50 dos Mudvayne. Mas não é fácil. Por muito boa que a música seja, é só música.
Eu também estou com o 1000k, agora é ter o novo álbum na mão, para matar um pouco a ressaca.
Ainda alimento esperanças de que o lançamento do novo álbum leve a uma nova tour europeia, mesmo que seja só daqui a 1 ou 2 anos e mesmo que não chegue a Portugal. Mas lá está, duvido muito que mesmo sendo a mesma banda, eu consiga voltar a desfrutar o mesmo que há 4 dias. Não só pelo alinhamento, que será sempre diferente, mas também porque estando eles mais velhos, a tendência é no sentido da perda de qualidades.
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“Fear Inoculum” é o tão aguardado novo álbum dos Tool e o primeiro álbum em 13 anos. O álbum estará disponível numa edição especial limitada que inclui um CD numa incrível embalagem Soft Pack que apresenta um ecrã de 4 polegadas recarregável com conteúdo vídeo exclusivo, um cabo USB, uma coluna de 2 watt, um livro de 36 páginas e um cartão de download de mp3. TOOL: Danny Carey (bateria), Justin Chancellor (baixo), Adam Jones (guitarrra) e Maynard James Keenan (voz).
E eu tenho tanto respeito que nem lhe chamo banda, hehehe [] Pode haver banda com semelhante poder musical, mas aqui assume-se também uma dimensão filosófica, espiritual anti-religiosa e tribal futurista que os colocam num patamar inatingível. Podem falar em Pink Floyd, mas para mim que aprecio algo mais pesado, Tool não tem mesmo paralelo.
Excluindo A Perfect Circle e Puscifer (por motivos óbvios), um dos poucos álbuns que consigo escutar com a mesma emoção é o LD50 dos Mudvayne, pelo excelente som e pela abordagem psicadélica da entrada com o Terence McKenna ("Yes, we are an ape with a symbiotic relationship to a mushroom. And that has given us self reflection, language, religion and all the spectrum of effects that flow from these things"). Um must.
Voltando ao essencial, aquelas 2 músicas novas que eles já andaram a tocar na última tour (que terás escutado ao vivo há 2 meses), Descending e Invincible, na versão de estúdio estão um espectáculo. De resto a Fear Inoculum tinha-a sacado já aqui há umas 3 semanas para ouvir durante as férias. As outras só ouvi ontem à noite uma vez, não dá para emitir opinião ainda, mas penso que promete muito.
Claro que não se estava à espera de nenhuma obra de arte ao estilo de Aenima ou Lateralus, mas parece-me que está muito melhor que as minhas melhores expectativas. Ao nível instrumental/técnico (ou qualidade sonora), está impressionante. Eu já não oiço outras bandas há algum tempo, mas acho que não há paralelo com isto. Ao nível melódico já há tempos concluí que só se justifica avaliar depois de umas semanas a ouvir, tantas foram as vezes que mudei de ideias. Ainda mais em Tool, com tamanha complexidade e músicas quase todas elas de 10-15 minutos, é preciso o ouvido descodificar o orgasmo musical e para isso faz falta ouvir o som umas quantas vezes.
Ao nível dos vocais, há partes em que dá a ideia de ele se estar a proteger para não ter músicas muito complexas vocalmente (que lhe desgastem demasiado a voz) nos concertos ao vivo, mas não é por isso que deixa de ser poderoso. Partes de músicas que me parece acompanhar o estilo vocal do Eat The Elephant que saiu no ano passado em A Perfect Circle.
Acho que Tool tem condições para lançar um álbum deste nível a cada 3 anos e espero que assim seja daqui para a frente. Este álbum não creio que contemple 13 anos de trabalho, nem perto disso. Eles se quiserem fazem isto em 2 anos. É preciso é querer. Agora ele diz que vai-se dedicar aos Puscifer para que em 2020 lancem novo álbum. O que também é bom, pois aprecio mesmo muito Puscifer e fico na expectativa de que haja um concerto em Portugal ou no mínimo em Espanha.
Mas com o lançamento deste Fear Inoculum também ficava muito bem uma digressão pela Europa no máximo dentro dos próximos 24 meses. A ser assim, desta vez não me ficava por Lisboa, ia pelo menos a outro concerto na Europa. Sorte têm os americanos, há quem num raio de 800km possa ir vê-los 5 vezes em menos de 1 mês. O que também deve ser verdade para quem vive no centro da Europa.
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