Eu pouco ou nada conhecia dos Tool, lembro-me de ouvir qualquer coisa há mais de uma década, mas esta semana apareceu na Apple Music o album deles como novidade e no trabalho pus-me a ouvir, infelizmente como estava concentrado não ouvi com muita atenção mas pareceu-me bem porreiro, quero ve se oiço novamente noutro ambiente.
O que achei estranho é que reparei que havia várias musicas com mais de 10 minutos, nos dias que correm isso cada vez é mais raro e não sei se é "imagem de marca" deles.
Acho que é como lhes sai. O tamanho das músicas, geralmente extenso, não é forçado. Foi assim que saiu, em grande parte porque não se preocupam nem um bocadinho com aquilo que é a "normalidade" da cena musical.
Um comentário do Maynard em 1996 acerca desta mesma temática:
Ele diz que é a última música, o público reage com desagrado, ele diz que não são os Green Day, que as músicas não duram 3 minutos, completando que quando diz que é a última música, podem ser 70 minutos.
No fundo, e retomando um comentário que deixei 1 ou 2 posts atrás, isto é como uma banda ter 3 músicas e um dos elementos dizer: "eh páh, espera lá aí, isto estas 3 músicas podiam juntar-se numa só música que ficava muito bem". Coisa que depois de cair na realidade, se dá conta de que não tem qualquer sentido, até porque "fazer" uma música dá muito trabalho para a estar a dissolver noutras duas.
No caso dos Tool, o que acontece é que as 3 músicas juntas não é que ficassem muito bem, antes pelo contrário, elas não fazem é sentido por separado e, por isso, temos músicas com 2 a 4x o tempo dito normal de uma música.
Se é a primeira vez que estás a ouvir Tool com atenção, aconselho-te estes temas para te ires ambientando melhor: 46 & 2, Parabol+Parabola, Aenema, The Grudge, Lateralus e Right in Two. Depois de interiorizar estas (e mais algumas que também poderia ter sugerido), já passa a dar mais prazer interiorizar as mais extensas.
Epá, no que diz respeito à review que fazes, acho que eu não diria melhor. Mas para mim ainda não está todo bem analisado, falta ouvir mais.
Este album é um compêndio de Tool, o som com a identidade de sempre, mas com evolução na sonoridade.
Tecnicamente e ao nível do detalhe estão como sempre. Diria que o que me salta mais ao ouvido é o Danny - é realmente impressionante o que este gajo faz, em partes servindo como cola que liga todo o resto da música e como sempre com alguma dificuldade em fazer a mesma coisa em dois compassos seguidos (e ainda bem).
Quanto ás vendas não sei, sei que a fear inoculum foi trending nº1 no youtube. Quando uma música cheia de guitarras, cheia de minutos e cheia de "time signatures" estranhas tem a notoriedade que esta tem em 2019, a minha fé na humanidade sobe ligeiramente .
É isso mesmo e concordo com o grande destaque da bateria neste álbum. Tal como nos outros, mas se calhar ainda mais acentuado neste, o que é muito bom. Por isso dizia que ao nível instrumental está épico.
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