O fenómeno do bullying

O fenómeno do bullying

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MJM, eu é que não sei se vou chocar ou não mas creio que te estás a precipitar nas conclusões que estás a tirar em relação a este caso.

"Bullying a professores

Professor atira-se da ponte por causa das ameaças dos alunos"



Será que foi por causa das ameaças?

Pelo que ouvi hoje na rádio, parece que o professor já tinha antecedentes de graves problemas de depressões e que não estavam relacionadas com a escola.

Claro que o ambiente com os alunos facilitou e isso terá contribuído para o desfecho trágico.... mas daí a acusar e a fazer o filme todo que foram os alunos os culpados pelo suicídio talvez seja precipitado. A C.S. também costuma de ser algo sensacionalista... resta-nos a nós ter o discernimento de analisar este caso de forma mais objectiva.

De resto parece-me que o estado tem contribuído para que os Professores e a Escola tenham cada vez menos autoridade sobre os alunos! :sh)

Também ouvi a mesma coisa na TSF à hora de almoço, mas dito por um dos pais de uma aluna em questão, vale o que vale.
 
Também ouvi a mesma coisa na TSF à hora de almoço, mas dito por um dos pais de uma aluna em questão, vale o que vale.


Exactamente, como na Tvi uma mae dizer que os alunos tavam revoltados por os ''culparem'' do que tinha acontecido... nao tou a dizer que foram os alunos mas informaçoes dadas pelos pais nestas circunstancias valem o que valem [;)]


So nao percebo é o que esta a acontecer a esta geraçao de professores e alunos, hoje em dia as escolas cada vez se parecem campos de batalha literalmente, e nao ninguem mete mao a isto.

E nao sei se ouviram, mas penso que seja no Algarve, um aluno levou uma arma do avo para a escola. Incrivel mesmo [8b]
 
Exactamente, como na Tvi uma mae dizer que os alunos tavam revoltados por os ''culparem'' do que tinha acontecido... nao tou a dizer que foram os alunos mas informaçoes dadas pelos pais nestas circunstancias valem o que valem [;)]


So nao percebo é o que esta a acontecer a esta geraçao de professores e alunos, hoje em dia as escolas cada vez se parecem campos de batalha literalmente, e nao ninguem mete mao a isto.

E nao sei se ouviram, mas penso que seja no Algarve, um aluno levou uma arma do avo para a escola. Incrivel mesmo [8b]

Violência e maus comportamentos não são novos, no entanto, o que mudou nos últimos anos, foi sem dúvida a atitude por parte da tutela no sentido de desculpar, desresponsabilizar e facilitar.

A famosa frase da ex-ministra diz muito (demasiado): "Perdi os professores mas ganhei a população".

Ao retirar às escolas no geral, mas especialmente aos professores em concreto, a autoridade necessária, só uma pessoa muito distraída é que não vê o rumo que isto está a tomar.
 
Meus caros, os alunos hoje em dia são sobreprotegidos pelos pais, e quanto mais mal se portam na escola parece que mais os pais lhes amparam as quedas.

Vou contar um episódio que se passou com a minha mulher que é professora.

Hoje os putos de uma das turmas de que ela é directora estavam endiabrados, passaram uma aula a mandar papelinhos uns aos outros com as canetas sem carga, tipo zarabatana (espero que percebam o que estou a dizer). No final da aula havia papeis por todo o lado, desde os que eles andaram a mandar, até aos que eles iam rasgando.

A professora no final da aula mandou os meninos que estavam na brincadeira irem buscar uma vassora e apanharem os papeis do chão (nada de anormal). Eram dois miudos, cada um deles varria debaixo da sua mesa.

Um deles apanhou os papeis, meteu no lixo e foi à sua vidinha. O outro recusou-se a apanhar os papeis, dizia que não estava ali para fazer o trabalho dos outros. A professora disse-lhe que só ia para o intervalo quando apanhasse os papeis que ele mandou para o chão, e ele continuava a recusar e a desafiar a professora.

A minha mulher apercebeu-se que se passar qualquer coisa na sala e foi até lá, e a professora meteu-a a corrente da situação. Ela tentou explicar ao aluno que tinha que limpar o que havia sujado, mas ainda assim ele recusou-se e pediu que chamassem o pai dele. A minha mulher assim fez.

Quando o pai do menino chegou e foi confrontado com a situação que o seu filho estava prestes a levar uma participação, o pai pediu para não fazerem isso, pegou numa vassoura e varreu o chão por baixo da carteira do miudo.

E no fim o miudo ainda se saiu com " Eu não disse que não apanhava os papeis do chão?!"

É com mentalidades destas, de pais que não dão educação aos filhos e ainda lhes limpam a trampa que eles fazem que os putos são como são e pensam como pensam, acham-se livres para fazer o que bem entendem que vão sempre passar impunes.

Isto aconteceu mesmo hoje, não estou a inventar.
 
Violência e maus comportamentos não são novos, no entanto, o que mudou nos últimos anos, foi sem dúvida a atitude por parte da tutela no sentido de desculpar, desresponsabilizar e facilitar.

A famosa frase da ex-ministra diz muito (demasiado): "Perdi os professores mas ganhei a população".

Ao retirar às escolas no geral, mas especialmente aos professores em concreto, a autoridade necessária, só uma pessoa muito distraída é que não vê o rumo que isto está a tomar.


Eu nao sou muito ''velho'', sai do Liceu o ano passado, tou no primeiro ano da Faculdade, e mesmo quando andava no Liceu ate ao ano passado nao acontecia nada disto, tambem a minha escola foi um das mais calmas da linha de sintra. Mas isto é incrivel mesmo, o rumo que isto esta a tomar é estupidamente incrivel.

Qualquer dia, tem de haver um policia dentro da escola em vez de continuos ou como se chamam hoje em dia, os seguranças (reformados a sua maioria).
Os professores, com excesso de trabalho que andam a receber e a falta de pacienca, alunos protegidos, mimados e rebeldes sem autoridade ou respeito era de prever algo do genero, mas ao ponto que chegou é preocupante.
 
Eu nao sou muito ''velho'', sai do Liceu o ano passado, tou no primeiro ano da Faculdade, e mesmo quando andava no Liceu ate ao ano passado nao acontecia nada disto, tambem a minha escola foi um das mais calmas da linha de sintra. Mas isto é incrivel mesmo, o rumo que isto esta a tomar é estupidamente incrivel.

Qualquer dia, tem de haver um policia dentro da escola em vez de continuos ou como se chamam hoje em dia, os seguranças (reformados a sua maioria).
Os professores, com excesso de trabalho que andam a receber e a falta de pacienca, alunos protegidos, mimados e rebeldes sem autoridade ou respeito era de prever algo do genero, mas ao ponto que chegou é preocupante.

Já nem os polícias servem [s)]

Esta onda da desresponsabilização é transversal, o estado actual dos agentes policiais também não é invejável.

E quando as duas "misérias" se tocam, dá nisto:

Problemas em escola da Moita começaram com aluno violador, alertam professores - Portugal - DN

agressões A instabilidade que se abateu sobre a escola D. Pedro II, na Moita, não começou na segunda-feira, com a agressão de um aluno de uma turma de currículo alternativo a um professor. Os problemas começaram uma semana antes, depois de a GNR ter ido à escola buscar um aluno de 14 anos suspeito de ter violado uma mulher.

Docentes contactados ontem pelo DN admitem que o facto de agentes da GNR terem entrado na escola, dia 2 deste mês, para identificarem um outro menor suspeito de ter violado uma mulher de 20 anos nas imediações da escola, deixou marcas negativas. Sobretudo entre os jovens considerados mais problemáticos. É que o rapaz regressou à escola no dia seguinte "como se nada se tivesse passado"


_________________________________________________________

Portugal está rapidamente a chegar ao fundo, economicamente e moralmente falando.
 
Meus caros, os alunos hoje em dia são sobreprotegidos pelos pais, e quanto mais mal se portam na escola parece que mais os pais lhes amparam as quedas.

Vou contar um episódio que se passou com a minha mulher que é professora.

Hoje os putos de uma das turmas de que ela é directora estavam endiabrados, passaram uma aula a mandar papelinhos uns aos outros com as canetas sem carga, tipo zarabatana (espero que percebam o que estou a dizer). No final da aula havia papeis por todo o lado, desde os que eles andaram a mandar, até aos que eles iam rasgando.

A professora no final da aula mandou os meninos que estavam na brincadeira irem buscar uma vassora e apanharem os papeis do chão (nada de anormal). Eram dois miudos, cada um deles varria debaixo da sua mesa.

Um deles apanhou os papeis, meteu no lixo e foi à sua vidinha. O outro recusou-se a apanhar os papeis, dizia que não estava ali para fazer o trabalho dos outros. A professora disse-lhe que só ia para o intervalo quando apanhasse os papeis que ele mandou para o chão, e ele continuava a recusar e a desafiar a professora.

A minha mulher apercebeu-se que se passar qualquer coisa na sala e foi até lá, e a professora meteu-a a corrente da situação. Ela tentou explicar ao aluno que tinha que limpar o que havia sujado, mas ainda assim ele recusou-se e pediu que chamassem o pai dele. A minha mulher assim fez.

Quando o pai do menino chegou e foi confrontado com a situação que o seu filho estava prestes a levar uma participação, o pai pediu para não fazerem isso, pegou numa vassoura e varreu o chão por baixo da carteira do miudo.

E no fim o miudo ainda se saiu com " Eu não disse que não apanhava os papeis do chão?!"

É com mentalidades destas, de pais que não dão educação aos filhos e ainda lhes limpam a trampa que eles fazem que os putos são como são e pensam como pensam, acham-se livres para fazer o que bem entendem que vão sempre passar impunes.

Isto aconteceu mesmo hoje, não estou a inventar.


Bem se fosse comigo, apanhava os papeis e apanhava em casa por falta de respeito as pessoas, ainda ficava de castigo.

Mas isto é normal hoje em dia, os pais com trabalhos fora, sem paciencia para aturar os seus proprios filhos, preferencem eles fazerem o que os putos querem e nao terem problemas nem mais confusoes na cabeça para nao os saturar, mas ao mesmo tempo estao a criar rebeldes capazes de cometer crimes quando forem mais velhos ou mesmo agora... os pais presentes e com disiplina sao essenciais para o futuro e para a formaçao de uma criança, o meio que os rodeia tambem, e muitas vezes as discusoes em casa sao constantes e muitos aproveitam-se disto para chantagem emocional com os pais para terem o que querem.

O meu primo com 8 anos é assim, os pais tao num processo de divorcio e ele cada vez mais exige coisas dos pais, ao ponto de o puto ter um telemovel que custou 250€ porque eu tinha 1 e ele tambem tinha de ter, e o pai comprou-o :eek:

Claro este rapaz nao é equilibrado, com 8 anos tem dificuldades de expressao, é amedrontado, algo atrofiado fisicamente, mas que tem tudo, faz o que quer e bem lhe apetece, e vira-se a quem lhe diz que nao, chegando ao ponto de bater com alguma violencia nos pais. Tudo porque sempre foi habituado a ter o que quer, e que se nao tem chantageia os pais para o ter.

Isto é uma realidade hoje em dia, infelizmente...
 
Meus caros, os alunos hoje em dia são sobreprotegidos pelos pais, e quanto mais mal se portam na escola parece que mais os pais lhes amparam as quedas.

Vou contar um episódio que se passou com a minha mulher que é professora.

Hoje os putos de uma das turmas de que ela é directora estavam endiabrados, passaram uma aula a mandar papelinhos uns aos outros com as canetas sem carga, tipo zarabatana (espero que percebam o que estou a dizer). No final da aula havia papeis por todo o lado, desde os que eles andaram a mandar, até aos que eles iam rasgando.

A professora no final da aula mandou os meninos que estavam na brincadeira irem buscar uma vassora e apanharem os papeis do chão (nada de anormal). Eram dois miudos, cada um deles varria debaixo da sua mesa.

Um deles apanhou os papeis, meteu no lixo e foi à sua vidinha. O outro recusou-se a apanhar os papeis, dizia que não estava ali para fazer o trabalho dos outros. A professora disse-lhe que só ia para o intervalo quando apanhasse os papeis que ele mandou para o chão, e ele continuava a recusar e a desafiar a professora.

A minha mulher apercebeu-se que se passar qualquer coisa na sala e foi até lá, e a professora meteu-a a corrente da situação. Ela tentou explicar ao aluno que tinha que limpar o que havia sujado, mas ainda assim ele recusou-se e pediu que chamassem o pai dele. A minha mulher assim fez.

Quando o pai do menino chegou e foi confrontado com a situação que o seu filho estava prestes a levar uma participação, o pai pediu para não fazerem isso, pegou numa vassoura e varreu o chão por baixo da carteira do miudo.

E no fim o miudo ainda se saiu com " Eu não disse que não apanhava os papeis do chão?!"

É com mentalidades destas, de pais que não dão educação aos filhos e ainda lhes limpam a trampa que eles fazem que os putos são como são e pensam como pensam, acham-se livres para fazer o que bem entendem que vão sempre passar impunes.

Isto aconteceu mesmo hoje, não estou a inventar.

A professora em questão nem sequer devia dizer mais nada, era marcar logo a participação disciplinar mal o aluno se recusasse a limpar o que sujou, que nem sequer o devia ter feito mas sim ter sido expulso da sala com os restantes.

Depois sim, falar com o director de turma para por o pai do aluno ocorrente da situação. Mas a participação disciplinar não se devia livrar.

Um dia esses miúdos que pensam "há eu é que sei" , "não faço, não me apetece e ninguém me obriga" vai se dar mal porque a vida não é assim e os pais não vão estar lá sempre para ajudar o menino!
 
Já nem os polícias servem [s)]

Esta onda da desresponsabilização é transversal, o estado actual dos agentes policiais também não é invejável.

E quando as duas "misérias" se tocam, dá nisto:

Problemas em escola da Moita começaram com aluno violador, alertam professores - Portugal - DN

agressões A instabilidade que se abateu sobre a escola D. Pedro II, na Moita, não começou na segunda-feira, com a agressão de um aluno de uma turma de currículo alternativo a um professor. Os problemas começaram uma semana antes, depois de a GNR ter ido à escola buscar um aluno de 14 anos suspeito de ter violado uma mulher.

Docentes contactados ontem pelo DN admitem que o facto de agentes da GNR terem entrado na escola, dia 2 deste mês, para identificarem um outro menor suspeito de ter violado uma mulher de 20 anos nas imediações da escola, deixou marcas negativas. Sobretudo entre os jovens considerados mais problemáticos. É que o rapaz regressou à escola no dia seguinte "como se nada se tivesse passado"


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Portugal está rapidamente a chegar ao fundo, economicamente e moralmente falando.


O que vejo mais frequentemente é a policia sem oficiais para poderem patrulhar ou manter a ordem nas escolas, nem a Escola Segura consegue fazer alguma coisa muitas vezes por faltas de meios.

Quantas vezes assisti a cenas de brigas mesmo em frente a minha escola e a Escola Segura vir quando ja tinha passado tudo e a justificaçao é que tiveram o mesmo caso numa escola que fica a 15km da minha e que nao tinham mais ninguem para mandar vir, e o assunto so podia ser tratado pela Escola Segura.
 
A professora em questão nem sequer devia dizer mais nada, era marcar logo a participação disciplinar mal o aluno se recusasse a limpar o que sujou, que nem sequer o devia ter feito mas sim ter sido expulso da sala com os restantes.

Depois sim, falar com o director de turma para por o pai do aluno ocorrente da situação. Mas a participação disciplinar não se devia livrar.

Um dia esses miúdos que pensam "há eu é que sei" , "não faço, não me apetece e ninguém me obriga" vai se dar mal porque a vida não é assim e os pais não vão estar lá sempre para ajudar o menino!

Sempre lhes resta o RSI...
 
Eu nao sou muito ''velho'', sai do Liceu o ano passado, tou no primeiro ano da Faculdade, e mesmo quando andava no Liceu ate ao ano passado nao acontecia nada disto, tambem a minha escola foi um das mais calmas da linha de sintra. Mas isto é incrivel mesmo, o rumo que isto esta a tomar é estupidamente incrivel.

Qualquer dia, tem de haver um policia dentro da escola em vez de continuos ou como se chamam hoje em dia, os seguranças (reformados a sua maioria).
Os professores, com excesso de trabalho que andam a receber e a falta de pacienca, alunos protegidos, mimados e rebeldes sem autoridade ou respeito era de prever algo do genero, mas ao ponto que chegou é preocupante.


Na minha escola havia policia, os desacatos eram de tal forma constantes que eles estavam lá o dia todo ... as coisas acalmaram, mas havia na mesma violência, droga e afins ... Até que quem foi para lá desinquietar foram as mães de umas raparigas, aquilo deu porrada até dar com um pau, até os policias andaram no chão .. Isto para dizer o que, que nem com a presença de policias a intimidação é maior :sh):sh)
 
Caros, a polícia segura é meramente para "português ver". Não se esqueçam que na maior parte destes casos estamos a falar de menores que não podem ser julgados.

Aqui há tempos roubaram um telemóvel a um puto na aula de educação física. Foi alguém da turma. Ficaram todos dentro de uma sala até se descobrir quem tinha o telemóvel, ou pelo menos assim pensaram os professores. Chamou-se a escola segura, vieram dois agentes e os pais à porta da escola à espera dos miudos porque a aula de educação física era a última hora.

Apesar de haver um pai ou outro que disse que revistassem o seu filho para ele se vir embora, a grande maioria o que disse foi que o filho não podia ser interrogado pela polícia sem estarem os pais presentes (o que é de lei).

No meu tempo não havia escola segura, a policia não ia à escola e não havia 10% das tretas que há hoje. Respeitavamos os professores, até os temiamos, agora é mais ao contrário.

A minha mulher tem o carro todo riscado, com palavrões escritos com tinta que os putos lhe mandam para o carro, eles não respeitam ninguém. E a minha mulher é professora de Moral...
 
Caros, a polícia segura é meramente para "português ver". Não se esqueçam que na maior parte destes casos estamos a falar de menores que não podem ser julgados.

Aqui há tempos roubaram um telemóvel a um puto na aula de educação física. Foi alguém da turma. Ficaram todos dentro de uma sala até se descobrir quem tinha o telemóvel, ou pelo menos assim pensaram os professores. Chamou-se a escola segura, vieram dois agentes e os pais à porta da escola à espera dos miudos porque a aula de educação física era a última hora.

Apesar de haver um pai ou outro que disse que revistassem o seu filho para ele se vir embora, a grande maioria o que disse foi que o filho não podia ser interrogado pela polícia sem estarem os pais presentes (o que é de lei).

No meu tempo não havia escola segura, a policia não ia à escola e não havia 10% das tretas que há hoje. Respeitavamos os professores, até os temiamos, agora é mais ao contrário.

A minha mulher tem o carro todo riscado, com palavrões escritos com tinta que os putos lhe mandam para o carro, eles não respeitam ninguém. E a minha mulher é professora de Moral...

O que esta a Bold diz tudo, hoje em dia são todos muito brandos depois dá nisto. Antigamente ai de quem respondesse torto a um professor, hoje se for preciso até os insultam :sh)
 
O que esta a Bold diz tudo, hoje em dia são todos muito brandos depois dá nisto. Antigamente ai de quem respondesse torto a um professor, hoje se for preciso até os insultam :sh)

Ainda fui do tempo das reguadas, e sinceramente é o que deviam de fazer hoje em dia, as minha aulas do 1º ou do 2º ano aquilo era um silencio, e ai de quem falasse. Agora se o professor fala é ele que leva.

Os pais hoje em dia estao contra os professores que é uma coisinha incrivel, para eles os professores nao sabem nada, nao sabem ensinar, alias nao é a primeira vez que se ouve que ''o meu filho é ensinado em casa, aqui é para aprender, educaçao dou eu, eu é que sou o pai'', depois da nisto. Agora o que é revoltante é que cada vez mais aparecem vitimas, como ja vimos mortais ate e ninguem mete mao nisto, o governo nem quer saber [8b]
 
Ainda fui do tempo das reguadas, e sinceramente é o que deviam de fazer hoje em dia, as minha aulas do 1º ou do 2º ano aquilo era um silencio, e ai de quem falasse. Agora se o professor fala é ele que leva.

Os pais hoje em dia estao contra os professores que é uma coisinha incrivel, para eles os professores nao sabem nada, nao sabem ensinar, alias nao é a primeira vez que se ouve que ''o meu filho é ensinado em casa, aqui é para aprender, educaçao dou eu, eu é que sou o pai'', depois da nisto. Agora o que é revoltante é que cada vez mais aparecem vitimas, como ja vimos mortais ate e ninguem mete mao nisto, o governo nem quer saber [8b]


Eu também tinha um respeito aos professores que nem te digo nada, levei tantas por não saber matemática [:D]

Muitas das vezes os pais só ouvem a versão dos filhos quando a desentendimentos acabando por culpar os professores.

As penalizações/leis são muito brandas em determinadas situações, uma maior rigidez daria uma ajuda e uma ligeira melhoria na situação.

Por vezes até com armas são apanhados dentro das escolas e não lhes acontece nada .. Coitadinhos não sabiam o que era [8b][8b]

As falhas que existem (e que sempre existiram) estão agora a dar frutos, negativos.
 
MEMÓRIAS ESPARSAS DO LUÍS



Texto de Paulo Ambrósio
O Luís era uma daquelas pessoas já raras, porque digna, guiado por princípios e valores, exigente consigo próprio, tímido e muito metido com ele (era difícil arrancar-lhe um sorriso). Aos 51 anos, "solteirão", ainda contratado - o professorado é a única profissão em Portugal onde isto ainda acontece! - veio até nós, no decurso da luta pela Profissionalização, contexto onde convivi com ele directamente durante cerca de três anos.

Portador de Habilitação Própria, foi eleito em Lisboa, em Plenário para a Comissão de Contratados, em 2004. Participou activamente em todos os protestos e acções reivindicativas da nossa Frente de Trabalho do SPGL, que levaram à conquista do Despacho nº 6365/2205 (profissionalização em serviço em ESE's e Faculdades).

Era conhecido entre nós pelo ”freelancer" (alusão à sua segunda ocupação de jornalista eventual). Dotado de forte sensibilidade em relação ao mundo da informação e da comunicação social, propôs e pedia frequentemente, nas nossas reuniões, que os sindicatos encarassem esta frente (relações públicas) com outros olhos, mais eficazmente. A partir de 2006, não se recandidatou mais à nossa comissão de contratados.

Encontrei-o mais tarde nas mega-manifestações de professores: estava na Escola EB 2,3 Ruy Belo, e achei-o disposto a não entregar os Objectivos Individuais, um verdadeiro problema de consciência moral, para ele.

Depois disso, mais uma ou duas vezes, espaçadamente. Soube que tinha sido colocado na EB2,3 de Fitares, mas pouco mais.

No passado dia 11 de Fevereiro, revi-o pela última vez, em Oeiras, já deitado no caixão na capela mortuária. Conversei longamente com a mãe, a irmã, a empregada doméstica. Vêm-me à memória as palavras do pai, militar aposentado: "o Luís era bom moço, quis ser bom até ao fim, só que não aguentou o inferno das escolas de hoje... Vocês têm que fazer qualquer coisa!"

O Luís nos, últimos tempos, já tinha tomado friamente a decisão, inabalável. Por isso, não creio que nesse período, tenha pedido ajuda a ninguém. Segundo me disseram familiares, no velório, pela consulta do histórico do seu PC, ele, um mês antes e se lançar da ponte, consultava sites sobre suicídio, na internet. Escolheu o dia da sua morte coincidindo com a data de aniversário do pai, com o qual, aliás, se dava bem.

O ambiente no velório foi impressionante, pela dignidade, revolta interior e tristeza da cerimónia, com alguns professores presentes, num silêncio de cortar à faca, só rasgado por frases em surdina, de justo ódio, visando os políticos responsáveis pela situação a que nos últimos anos chegou o Ensino Público. Foi, sem dúvida, dos velórios mais tocantes em que estive até hoje, mesmo estando já habituado a duras perdas, e tendo estado na semana anterior, noutro, de um familiar directo. Quando escrevi no livro de condolências o que me ia no espírito, tive dificuldade em o fazer, a cortina de lágrimas teimava em desfocar-me as letras.

Pessoalmente, decidi manter silêncio durante um mês, por respeito ao pesado luto da família, só o quebrando depois da irmã dele (nossa colega, também) o ter feito, decorridos cerca de trinta dias, com a divulgação da notícia à comunicação social, para assim tentar evitar que outros casos se repitam, colocar toda a verdadeira dimensão das depressões e suicídios profissionais à luz do dia, rasgar o manto hipócrita dos silêncios assassinos e abalar as consciências de toda a sociedade.


Paulo Ambrósio


in : MUP - Movimento Mobilização e Unidade dos Professores
 
Quando foi para defender os alunos, os profs não apareceram aqui no tópico.

Agora que lhes toca a eles...
 
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