Nova Lei do Arrendamento

ToyotistaAbuTrE

New member
Assunção Cristas reafirmou que a nova lei do arrendamento vai ser aprovada em Conselho de Ministros ainda este ano, prazo que foi acordado com a 'troika' para avançar com reforma nesta área.


A ministra do Ambiente, Assunção Cristas, reafirmou hoje que a nova lei do arrendamento vai ser aprovada em Conselho de Ministros ainda este ano, prazo que foi acordado com a 'troika' para avançar com reforma nesta área.

"Vamos aprovar [a reforma da lei do arrendamento] em Conselho de Ministros até ao final do ano e depois irá para o Parlamento como foi a lei da reabilitação urbana, e nessa sede há-de ser discutida e aprovada a legislação", disse Assunção Cristas aos jornalistas, à margem da entrega de prémios do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).

A ministra negou que tenha havido oposição dentro do Governo quanto ao aceleramento do processo de despejos: "Estamos a trabalhar há muito tempo em conjunto, estamos a trabalhar bem, mesmo a chegar ao final", afirmou.

Apesar de admitir que nesta matéria, principalmente nos despejos, "as discussões são delicadas e complicadas", Assunção Cristas sublinhou que é sua "ambição conseguir agilizar muito os processos de despejos" nos arrendamentos.

"Não podemos ir tão longe quanto a 'troika' queria, que era tornar tudo extra-judicial, porque a Constituição não o permite. No limite, em casos de conflito, tem de haver sempre a hipótese de um juiz se pronunciar sobre a matéria, afirma o nosso enquadramento constitucional, mas estou certa de que o projecto irá ao encontro de agilizar muito o processo de despejo", salientou a ministra.

Três meses é o prazo que o Governo pretende estabelecer para os despejos, tal como ficou estabelecido no memorando da 'troika', acrescentou.

"É preciso distinguir o que é a cessação do contrato por falta de pagamento e o que é o despejo propriamente dito. Naturalmente que pode haver muita rapidez numa fase e menos noutra. Mas estamos a falar de ter procedimentos rápidos, que possam dar resposta a essas preocupações, que são a nossa base de trabalho", explicou.

Adiantando que o diploma "está na recta final", Assunção Cristas remeteu mais esclarecimentos para depois da aprovação do documento.

segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011 | 09:53
icon_imprimir.gif
Imprimir
icon_envelope.gif
Enviar por Email​
Arrendamento: nova lei reduz prazo para atualizar rendas antigas

​

As rendas antigas, que nesta altura estão congeladas, vão ser atualizadas num prazo máximo de cinco anos, uma regra aplicável apenas aos inquilinos que provem ter carências económicas, destaca o Diário Económico desta segunda-feira. Esta é uma das principais novidades do novo regime do arrendamento urbano que já foi discutido em Conselho de Ministros e que deverá ser aprovado na próxima reunião, agendada para dia 29, anuncia o jornal.
A nova lei do arrendamento prevê a renovação das rendas num período mais reduzido e com base na negociação entre senhorio e inquilino.
Segundo explica ainda o periódico, todos os (inquilinos) que beneficiam de rendas antigas e que não façam prova da sua incapacidade financeira terão, dentro em breve, a sua renda actualizada.

Nova lei de arrendamento abre a porta ao despejo de 100 mil famílias

Os contratos de arrendamento antigos têm os dias contados. Só pobres e idosos ficam protegidos do despejo, mas não do aumento da renda.
wpf4e8Slx-LT3SaAAXV6RM4_.jpg
Em causa está a revisão do regime jurídico do arrendamento urbano Imagem: CARLA SILVA COSTA
O Governo prepara-se para aprovar, no final desta semana, uma nova lei que abre a porta ao despejo de cerca de 100 mil famílias. Segundo o Jornal de Negócios, em causa está a revisão do regime jurídico do arrendamento urbano e, em particular, as alterações ao mecanismo de transição dos contratos anteriores a 1990, conhecidos como rendas antigas.
A reforma do regime de arrendamento urbano assenta em quatro pontos essenciais. Três dizem respeito a todo o mercado de arrendamento e um às chamadas rendas antigas (o mais sensível do ponto de vista social e político).
Os chamados contratos antigos continuam a renovar-se automaticamente e têm as rendas muito desvalorizadas. Assim, o Governo quer permitir a atualização das rendas para valores de mercado, o que em muitas situações deverá passar mesmo pela cessação dos contratos e abandono das casas. Apenas idosos e deficientes ficam livres do despejo.
O Governo pretende ainda criar contratos “mais curtos, mais ajustados às necessidades do arrendatário e do senhorio” e agilizar os despejos. O objetivo é fazer com que o processo de despejo corra “tanto quanto possível, por via extrajudicial”.
Por fim, a medida que mais polémica tem causado. A ideia é criar uma taxa liberatória de 25% que incidirá sobre as rendas recebidas pelo proprietário, em alternativa ao modelo do englobamento no seu rendimento global. Aqui, o Ministério das Finanças terá a palavra final.
Alguns dados:
Em Portugal, 48,5% das rendas têm um valor inferior a 60 euros, revela o Instituto Nacional de Estatística. Apenas 4,2% das rendas são superiores a 400 euros.
É na grande Lisboa que se concentram as rendas mais elevadas. No entanto, os valores globais surpreendem, pois são afetados pelas rendas antigas e casas degradadas. Só 8% supera os 400 euros.
No Porto, a percentagem de rendas inferiores a 60 euros ronda os 56,5%. Acima de 400 euros, são só 3%.


O que vai mudar na nova lei do arrendamento

por Dinheiro VivoOntem
icn_comentario.gif


A revisão da lei do arrendamento, tantas vezes prometida e outras tantas adiada, vai mesmo avançar e prevê mudanças consideráveis ao actual regime.

Com o mercado imobiliário a sofrer de forma clara os efeitos da crise económica, e com a agravante de os bancos terem fechado a torneira do crédito, esta nova legislação, que deverá a Conselho de Ministros na próxima quarta-feira, é vista como uma oportunidade de agilizar e promover o arrendamento, em detrimento da compra individual de habitação.
E o que vai mudar?


26/12/2011 | 10:44 | Dinheiro Vivo
A revisão da lei do arrendamento, tantas vezes prometida e outras tantas adiada, vai mesmo avançar e prevê mudanças consideráveis ao actual regime.
Com o mercado imobiliário a sofrer de forma clara os efeitos da crise económica, e com a agravante de os bancos terem fechado a torneira do crédito, esta nova legislação, que deverá ser aprovada no Conselho de Ministros no final desta semana, é vista como uma oportunidade de agilizar e promover o arrendamento, em detrimento da compra individual de habitação. O que muda:
1. A nova lei do arrendamento prevê uma actualização das rendas congeladas, num espaço de cinco anos. Os que beneficiem de rendas antigas e não provarem a sua incapacidade financeira, vão ter em breve a sua renda actualizada.
2. Este mecanismo de negociação vai implicar que o inquilino com uma renda antiga proponha um valor que considera ajustado ao mercado actual pela casa onde habita, cabendo ao senhorio decidir se o aceita ou recusa.
3. Se o senhorio o considerar injusto, terá de pagar uma indemnização ao inquilino no valor de 60 rendas.
4. A prevista actualização das rendas antigas vai ter em conta os recursos económicos dos inquilinos e será gradual.
5. Os inquilinos que falharem o pagamento de cinco rendas seguidas ou intervaladas no espaço de um ano correm o risco de serem despejados.
6. A lei, apesar de facilitar os despejos, continua a dificultar a resolução do conflitos, permitindo que a solução para os conflitos se arrastem em tribunal. A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, bateu o pé e não quis que os despejos ficassem de fora dos tribunais, contrariando assim a celeridade desejada pela troika.


Nova lei das rendas deixa «todos» descontentes

Proprietários e inquilinos: cada um tem os seus motivos de desacordo



A nova lei do arrendamento está a deixar descontentes tanto proprietários como inquilinos, em concreto no que respeita à negociação passa a haver para aumento de rendas antigas entre senhorio e inquilino.

«Estamos frontalmente contra», disse Luís Meneses Leitão, presidente da Associação de Inquilinos Lisbonenses classificando em debate na «TVI24» que «o mundo está de pernas para o ar» quando os senhorios «têm de pagar» aos inquilinos para reaver os seus imóveis.

Os proprietários dizem-se, porém, «preparados para discutir», mas já prevêem que «não será fácil».

Não é por isso que a Associação de Inquilinos Lisbonenses está a favor do novo regime. «Pelo contrário.
Estamos contra na lei», disse Romão Lavadinho neste debate. «Vai dar mais poder a quem já tem poder», declarou o presidente da associação de inquilinos.


Sei que só lá para 5a ou 6a se saberão os pormenores todos, mas deixo a questão:


Um inquilino que tenha uma renda antiga, idade superior de 65 anos e que não prove incapacidade financeira terá que propor um valor de renda ao senhorio?


E se não chegarem a acordo o senhorio deverá indemnizar o inquilino em 60 rendas e poderá dar ordem de despejo?
 
Parece-me um pouco cedo para opinar, quando ainda não foi aprovada dentro do Governo em Conselho de Ministros.

Só depois de se ver o articulado, se irá perceber como funciona em teoria este novo regime, faltando a prática.

Como está escrito aí para cima, eu teria uma renda antiga, digo que a renda justa seria 400€, o senhorio diz que são 500€ e por isso, pode despejar-me desde que pagando as tais 60 rendas? Ao preço da actual?
Neste momento o regime prevê a possibilidade de despejo ao fim de 3 meses em dívida, mas depois tinha umas possibilidades de cumprimentos. Agora passará a 5 rendas não pagas, mesmo que não seguidas num ano. Mais segurança ou facilidade, não estou a ver...
 
Fiquei com a ideia que o inquilino do tipo: paga 60€ e propõe 65€, ai o proprietario ou aceita, ou paga 65*60=3900€ e corre com ele, se o inquilino propuser 400€ o proprietario ou aceita ou paga 400*60=24000€ e corre com ele.

Seria interessante era saber qual a percentagem de contratos de pessoas com mais de 65 anos, na pratica esta lei acaba por ser para uma percentagem pequena do mercado.
 
É certo que assim o inquilino não pode dar valor muito baixo, correndo o risco de facilmente ser posto a andar.
A questão é que há muitos inquilinos com estas rendas antigas (as de 25€ e afins), com idades avançadas e rendimentos muito baixos, alguns em casas igualmente miseráveis...

Esperar para ver.
 
É esperar para ver como diz o Valium, mas caso corra bem, é uma medida que já devia ter sido tomada á muito tempo, finalmente alguém que mude as leis do arrendamento.
 
Fiquei com a ideia que o inquilino do tipo: paga 60€ e propõe 65€, ai o proprietario ou aceita, ou paga 65*60=3900€ e corre com ele, se o inquilino propuser 400€ o proprietario ou aceita ou paga 400*60=24000€ e corre com ele.

Seria interessante era saber qual a percentagem de contratos de pessoas com mais de 65 anos, na pratica esta lei acaba por ser para uma percentagem pequena do mercado.


Eu fiquei com outra ideia.

O arrendatário paga actualmente 50€. Propõe actualização para 100€. Se o senhorio não aceitar (por considerar que o imóvel poderá valer eventualmente 400e no mercado actual) tem de indemnizar o inquilino em 60 x 50€ (renda actual efectiva) = 3000€.

De acordo com a sua perspectiva de arrendamento actual (400€) recupera o valor entregue ao arrendatário para este abandonar o imóvel em apenas 7,5 meses.

Considero uma medida interessante, ainda que discutível....!
 
Vai continuar um mercado de m*rda. 50% das rendas a rondar 60 euros mês diz tudo sobre o arrendamento e o país (europeu) onde tal acontece...
 
conheço uma pessoa que tem um apartamento alugado a 30 anos a 1 professor e enfermeira reformados que têm mais capital que o próprio senhorio, pagam 60€ de renda e a mínima fissura na parede exigem logo que o senhorio faça a reparação......
 
conheço uma pessoa que tem um apartamento alugado a 30 anos a 1 professor e enfermeira reformados que têm mais capital que o próprio senhorio, pagam 60€ de renda e a mínima fissura na parede exigem logo que o senhorio faça a reparação......


Eu tenho uma casa na baixa do Porto ... com 3 andares ... e + uma loja no R/C ... alugada por 78€ mes + 52 da casa ...

Numa zona privilegiada da noite do Porto ... Poderia arrendar a loja para ser transformada em bar por mais de 1500€ mensais !
 
lol também acho que estas a pensar incorrectamente, tens que pensar que mereces uma actualização da renda justa tendo em conta o valor da casa, agora não é por actualmente a baixa do porto estar a bombar que vais correr com o inquilino porque pode haver alguém interessado em abrir um bar.
Eu tenho uma casa na baixa do Porto ... com 3 andares ... e + uma loja no R/C ... alugada por 78€ mes + 52 da casa ...

Numa zona privilegiada da noite do Porto ... Poderia arrendar a loja para ser transformada em bar por mais de 1500€ mensais !
 
lol também acho que estas a pensar incorrectamente, tens que pensar que mereces uma actualização da renda justa tendo em conta o valor da casa, agora não é por actualmente a baixa do porto estar a bombar que vais correr com o inquilino porque pode haver alguém interessado em abrir um bar.

Acho que ele está é a pensar correctamente. Não poder alugar um espaço que é propriedade dele só porque está alugado? Asneira. Ainda para mais tendo em conta o cenário de excesso de casas que existe em Portugal...

E ainda assim, e se a proposta que vou lendo por aqui corresponder ao que se irá realmente passar, haver uma indemnização para o inquilino desalojado, é bastante bom para o inquilino...Minha opinião, quando houver um mercado de arrendamento mais dinâmico e lucrativo, deverá haver outra revisão à lei...
 
lol também acho que estas a pensar incorrectamente, tens que pensar que mereces uma actualização da renda justa tendo em conta o valor da casa, agora não é por actualmente a baixa do porto estar a bombar que vais correr com o inquilino porque pode haver alguém interessado em abrir um bar.


Eu nao tou a pensar em correr com o inquilino ... até porque nao tenho estomago para tal ... Agora gostava de tirar + rendimento de algo que é meu ... mas nao posso.

Apenas dei um exemplo do que poderia estar a ganhar ... e nao estou ... apenas tenho os aumentos de renda à taxa legal .
 
Eu nao tou a pensar em correr com o inquilino ... até porque nao tenho estomago para tal ... Agora gostava de tirar + rendimento de algo que é meu ... mas nao posso.

Apenas dei um exemplo do que poderia estar a ganhar ... e nao estou ... apenas tenho os aumentos de renda à taxa legal .

Compensa os custos de manutenção, ou o teu inquilino faz isso?

É que os preços que disseste para 3 andares, nem para manutenção dá quase.
 
Esperemos que 2012 seja realmente o ano das reformas estruturais boas que não foram tomadas durante as últimas décadas...

Esperemos que sim, eu esta já andava a dizer á muito tempo, finalmente parece que se vai fazer alguma coisa, sendo assim a mim parece-me positivo, veremos no resto.
 
Compensa os custos de manutenção, ou o teu inquilino faz isso?

É que os preços que disseste para 3 andares, nem para manutenção dá quase.

Tenho de pagar tudo ... manutenção ... tudo ... Até quando a senhora se esqueceu da torneira aberta ... e a agua caiu para a loja de baixo ... que é uma sapataria ... tive de pagar os sapatos que se estragaram.

Nao tenho qualquer lucro ... só despesa mesmo.


Atenção é uma casa de 3 andares muito antiga ... da baixa do Porto ... nao sei as areas ao certo ...mas nao é muito grande.

Sao 2 inquilinos ... O da casa ...e o da loja.
 
Tenho de pagar tudo ... manutenção ... tudo ... Até quando a senhora se esqueceu da torneira aberta ... e a agua caiu para a loja de baixo ... que é uma sapataria ... tive de pagar os sapatos que se estragaram.

Nao tenho qualquer lucro ... só despesa mesmo.


Atenção é uma casa de 3 andares muito antiga ... da baixa do Porto ... nao sei as areas ao certo ...mas nao é muito grande.

Sao 2 inquilinos ... O da casa ...e o da loja.

É mau, mas percebo que talvez se trate de uma idosa com pensão baixa, e é preciso estômago como disseste para colocar alguém assim na rua.

A sapataria com a crise também talvez venda pouco, tens aí um berbicaxo[:D]
 
É mau, mas percebo que talvez se trate de uma idosa com pensão baixa, e é preciso estômago como disseste para colocar alguém assim na rua.

A sapataria com a crise também talvez venda pouco, tens aí um berbicaxo[:D]


Exactamente é um casal de idosos ... nao sao propriamente pobres ... Mas seriam se pagassem 400/500€ de renda.
Já eram inquilinos do meu avô ... e amigos pessoais dele ... Nunca os colocaria na rua por respeito a ele.


O meu interesse actual era ficar com predio todo disponivel para poder alugar para Bar ... com pessoas a viver em cima nao posso.
 
Voltar
Superior