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Vivem em Lisboa ou no Porto com uma renda de 50/60€ e não podem dar mais que isso?
Então acho que a conclusão óbvia é só uma e nada tem haver com Direitos Constitucionais ou outros.
Não deviam estar a viver em Lisboa, Porto ou qualquer outra cidade em que o custo de vida não é compatível com o cidadão em questão.
Mas esta situação não é exclusiva de Lx ou Porto, nestas porventura é onde aparecem os casos mais gritantes, atendendo ao valor do m2, mas não será exclusivo.
Obviamente como já repeti Nx neste tópico não é dever do senhorio preocupar-se com isto, foram más políticas nestas áreas.
Se são obrigações do estado, então o estado que as cumpra, e os contribuintes que paguem por elas.
Estamos a falar de habitações privadas. O que os colectivistas escrevam no pós 25 de Abril num papel não muda nada disso.
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Mais uma vez, estamos a falar de habitações privadas, construídas e pagas por privados, com contractos que foram anulados (sim, anulados) quando o estado mudou as regras após os contractos serem feitos e congelou as rendas.
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Mas ninguém diz que não são imoveis privado, a questão é que o Estado munido dos seus poderes públicos regula também os negócios privados e neste caso a regulação que tem feito - nomedamente no arrendamento - tem sido a miséria que temos visto no que coloquei a bold.
É nesta intervenção do Estado nas relações que deviam ser exclusivamente privadas, regulando este tipo contratual, que há a interferência do direito à propriedade privada.
Muitos senhorios contrataram já sabendo - ou não - da legislação em vigor, mas contando que pelo menos existissem actualizações de rendas regulares e com relevo, o que nunca sucedeu, que permitisse reitrar o devido rendimento dos seus imóveis. Foram atropelados pelo Estado, não pelos seus inquilinos que sem dúvida beneficiaram de uma situação vantajoso (e que ainda lhes vão dar outra).
Podemos concordar ou não, como vocês os dois mencionaram, podem considerar do tempo feudal, que não tem cabimento, mas mesmo com esta nova legislação, duvido que deixem tudo completamente nas mãos da relação privada, sem cometer alguns atropelos ao direito da propriedade do senhorio.