08-08-2006 17:29:00. Fonte LUSA. Notícia SIR-8239699
Temas: desastres incêndios ambiente portugal
Incêndios: Combate satisfaz, mas é cedo para avaliar - comissão parlamentar
Lisboa, 08 Ago (Lusa) - O presidente da comissão parlamentar eventual para os fogos florestais disse hoje que as alterações introduzidas pelo Governo no combate aos incêndios "têm tido resultados positivos", mas sublinhou ser "ainda muito cedo para fazer avaliações".
O deputado socialista Rui Vieira, que falava à agência Lusa depois de hoje de manhã ter assistido à reunião semanal do Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), acrescentou que só em Setembro é que a comissão fará essa avaliação.
Nessa análise serão também avaliadas as recomendações feitas ao Governo por esta comissão, reunidas num relatório de cerca de 200 páginas entregue ao executivo pela comissão parlamentar em Junho último, disse.
Para melhor se inteirar da situação, Rui Vieira acrescentou que uma delegação da comissão parlamentar assistirá, durante o mês de Agosto, a todas as reuniões semanais do CNOS do Serviço Nacional de Bombeiros.
"Apesar de não haver nada a dizer no que respeita ao combate a incêndios, o problema da floresta portuguesa não se resume aos fogos.
É, acima de tudo, um problema de gestão e ordenamento da floresta, razão por que deve ter uma coordenação única, pois só assim haverá eficácia", frisou Rui Vieira.
Isto porque não há um organismo que faça a avaliação completa e integrada do que se passa e dê conta ao país e à Assembleia da República de como essas políticas estão a avançar, acrescentou.
"Para sabermos o que se passa com as centrais de biomassa, é o Ministério do Ambiente que explica, se o que está em causa for as Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) já é da responsabilidade" do Ministério da Agricultura, exemplificou.
Rui Vieira sublinhou ainda que a floresta portuguesa tem de ser analisada à luz do abandono rural e da crescente desertificação de Portugal, uma vez que essas zonas "acumulam níveis elevadíssimos de combustível impossíveis de anular apenas com grandes meios de combate".
"Trata-se sim de um trabalho de prevenção estrutural e ordenamento da floresta", frisou.
Em declarações hoje à tarde à agência Lusa, o secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, congratulou-se com o "bom funcionamento e integração" de meios que permitiu resolver "com rapidez a maior parte" dos muitos incêndios registados nos últimos dias.
"Hoje, todos os agentes envolvidos na prevenção, detecção e combate aos incêndios sabem qual é o seu papel", acrescentou, apelando aos cidadãos para que mantenham um "comportamento cívico, não façam fogueiras, não lancem foguetes e protejam as suas áreas residenciais para que não haja situações que ponham em risco os bens pessoais nem a floresta".
CP.
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Isto já nos sabemos.