[Antevisão] GPL, que futuro?

Obtuso, segundo informações "oficiosas" de quem trabalha no ramo estão prestes a sair no mercado kits para motores de injecção directa que não necessitam ser dedicados.

A ser (ou quando for) verdade, democratizará o acesso ao GPL de virtualmente todos os motores a gasolina.

Pelo que vi, têm até algumas simplificações, na medida em que usarão os injectores do próprio carro e não trarão um acréscimo substancial de preço.
Bom isso seria uma boa notícia, mas ainda é só uma previsão e levará ainda os seus anos a comprovar a sua fiabilidade na vida real. Poderá ser e espero que sim, uma alternativa para daqui a meia dúzia de anos.
 
Bom, a questão do nome do tópico tem a ver com a fraca existência de veículos a gasolina recentes e "interessantes", acrescentando ao facto dos poucos que existem serem de injecção directa, o que obriga à existência de kits de GPL específicos, diminuindo ainda mais as opções de escolha.

O propósito do tópico é reunir os modelos/motores mais "interessantes" e "equilibrados" a gasolina, mas que ainda sejam de injecção multiponto, para facilitar uma possível instalação GPL, para realização de bons kms. Diria, talvez entre os 2.000 e 3500cc, com 150cvs para cima, 6/8 cilindros, 4/5 lugares, com preferência para coupé.

Deixo algumas opções, com preferência na BMW, mas peço ajuda para completar com mais modelos/marcas e mais recentes.

BMW E63 630i 258hp (2004-?)
BMW E92 330i 272hp (2006-?) O 335i seria opção interessante, mas penso só existir com injecção directa.
BMW E92 325i 218hp (2006-?)
Mercedes Benz CLK W209 350 272hp (2005-?)

Mais ideias?


Fala com um instalador antes de escolheres o modelo. Não é teres a batata quente na mão e só depois é que vais procurar respostas.
 
Parece-me que a pergunta do tópico é diferente do título do mesmo, já que julgo que toda a questão está vocacionada para os carros com motores mais encorpados, à semelhança do que se fazia com alguns BMW de 6 cilindros ou Volvo turbinados que agora têm idade para ser clássicos (se estiverem num estado digno disso, coisa difícil se tiverem sido daily cars durante esse tempo).

Eu colocaria a questão ao contrário, e perguntaria se vão existir assim tantos carros com motores grandes a gasolina no mercado de usados, e a que preços.

A isso junto questões como os restantes custos associados que esses carros têm, desde o IUC (valores acima dos 600€ são comuns), a utilização de medidas de pneus que dificilmente não serão mais caras, e toda a tecnologia extra que têm difícil de mexer fora da marca (os ajustes de suspensão, direcção e afins através de um menu num ecrã controlado por teclas ou touch são giros até avariarem).


Resumindo, embora estas questões não sejam relevantes quando comparadas com os diesel equivalentes (um 335d será similar a um 335i em muitas coisas ao nível de custos excepto combustível), passamos a ter é um diferencial grande para o tal "328i" dos anos 90, não podendo ser encarado como uma opção directa a um 2.0 diesel ou um 1.6 a gasolina como o foi no passado (a nível de custos, entenda-se).

Se a ideia for ter uma máquina com um motor a gasolina grande como 2º carro, resta saber se justifica a conversão, atendendo ao que isso implica e à poupança nos custos totais do carro.

Se a ideia for ter um carro para fazer km, a comparação de custos deve ser feita com o diesel equivalente, ou seja, custos de acordo com o preço dos carros em novo.


Mas isto parece-me estar muito mais ligado à evolução dos automóveis (e respectivos custos nas gamas altas) do que ao GPL.
 
Bom isso seria uma boa notícia, mas ainda é só uma previsão e levará ainda os seus anos a comprovar a sua fiabilidade na vida real. Poderá ser e espero que sim, uma alternativa para daqui a meia dúzia de anos.

Não é bem o caso. A tecnologia existe e só não está no mercado por andar em testes e "comprovar a fiabilidade na vida real" há algum tempo.

E pelo que percebi a sua saída no mercado será para "ontem".

De qualquer forma o eblase tem toda a razão, se queres mesmo comprar um carro para converter fala primeiro com quem sabe.

Há muitos motores bastante modestos e simples e que eu nunca converteria a GPL, não é apenas a questão da injecção, há muitos outros factores a ter em conta, em especial os materiais da cabeça do motor.
 
A questão de fundo e deduzo que tenhas acesso a informação interna now via produção e leitura de mercado internacional no sector é a fortíssima aposta de diverso construtor em produzir carro novo de diverso segmento movido a moderna injecção directa a gasolina associada a CNG em detrimento do GPL.

Veja-se o exemplo recente da Audi avançou inicialmente com o compacto familiar A3 avança para o novíssimo A4 a CNG, no A1 coloca o mil de TFSI disponível para mercado novo europeu, há aqui um padrão de investimento industrial, há que ter retorno (venda).

Em termo tecnológico e/ou de impacto poluente e acesso a matéria-prima não há muito a acrescentar tal é a diferença.

No preço final do GPL aqui é fortemente influenciado por tecto europeu fiscal, daí não haver subida substancial no preço final como há na gasolina ou gasóleo rodoviário.

Estã bem, então mas que motor é que anda co CNG? É o 1.4tsi/tfsi, certo? Isto é um bocado como os carros vendidos a GPL de fábrica. Porque é que se quisermos comprar um carro com GPL/CNG tem de ser sempre um motor pequeno? Será que não temos direito a sonhar com motores à homem também?

É aqui que o GPL tem vantagem(alguma), que é de poderes pegar num carro a gasolina e meteres a GPL. Já a conversão para CNG não sei se é tão fácil...
 
Obtuso, segundo informações "oficiosas" de quem trabalha no ramo estão prestes a sair no mercado kits para motores de injecção directa que não necessitam ser dedicados.

A ser (ou quando for) verdade, democratizará o acesso ao GPL de virtualmente todos os motores a gasolina.

Pelo que vi, têm até algumas simplificações, na medida em que usarão os injectores do próprio carro e não trarão um acréscimo substancial de preço.

Então tens uma info dessas e não dizes nada? se puderes partilha aí um link.

O cng penso só existir abastecimento em Lisboa e Porto. E quanto à oferta de GPL em novos realmente é como dizes, resume se a poucos utilitários. Posto isto as direcções apontam para usados recentes bons para meter a GPL.

No Carregado há um posto.
 
Há muitos motores bastante modestos e simples e que eu nunca converteria a GPL, não é apenas a questão da injecção, há muitos outros factores a ter em conta, em especial os materiais da cabeça do motor.

Vou converter a cabeça do Hyundai especialmente para GPL (http://www.wessel-gaehrken-ag.de/lpg-cng.html). Se correr bem e vir que vale a pena, talvez(a médio prazo) pondere um Subaru ou qualquer coisa assim...
 
Então tens uma info dessas e não dizes nada? se puderes partilha aí um link.

Injecção líquida da BRC. Segundo me disse um técnico (numa conversa informal...) demorou algum tempo e passou por umas licenças adquiridas à Vialle.

De qualquer forma a novidade parece ser o facto do kit não ser dedicado.

Não garanto nada disto porque não aprofundei o tema, mas tens aqui o esquema (usa os injectores do carro!!):

http://www.brc.it/pdf/TA01Z160-1_LDI_IT_EN.pdf
 
Ora aí está uma novidade para mim. O que sei é que os kits da Vialle é mesmos Prins para injeção directa usavam os mesmos injectores do carros e também a bomba de alta pressão. No entanto o kit tinha de ser dedicado a cada carro.

No entanto é uma grande novidade e, espero que outros construtores de kits sigam os mesmo caminho. Porque assim o preço poderá ficar mais acessível.
 
Estã bem, então mas que motor é que anda co CNG? É o 1.4tsi/tfsi, certo? Isto é um bocado como os carros vendidos a GPL de fábrica. Porque é que se quisermos comprar um carro com GPL/CNG tem de ser sempre um motor pequeno? Será que não temos direito a sonhar com motores à homem também?

É aqui que o GPL tem vantagem(alguma), que é de poderes pegar num carro a gasolina e meteres a GPL. Já a conversão para CNG não sei se é tão fácil...

Há uma diferença abismal em termo de investimento industrial é que não observo no mercado novo um Audi, Mercedes-Benz, de segmento D de fábrica com sistema GPL, a CNG vejo-os no novo A4, C como mero exemplo.

Havendo este investimento, terá que haver procura para as mecânicas.

A Ford e demais concorrência norte-americana coloca-os em V6, V8 a gasolina novos na América do Norte.

A questão é ter novo, de raiz de fábrica com garantia, a questão do GPL nunca ter impacto no mercado foi esta, a sua adaptação posterior que condicionou a procura e sua quota de mercado em Portugal.

Este continua sempre a ser um exercício, na Alemanha e resto da Europa consegues utilizar CNG e pontualmente hidrogénio em carro de fábrica aqui, não.


 
Ora aí está uma novidade para mim. O que sei é que os kits da Vialle é mesmos Prins para injeção directa usavam os mesmos injectores do carros e também a bomba de alta pressão. No entanto o kit tinha de ser dedicado a cada carro.

No entanto é uma grande novidade e, espero que outros construtores de kits sigam os mesmo caminho. Porque assim o preço poderá ficar mais acessível.

O meu instalador fez-me um preço para este kit e ficava cerca de 20% mais caro... não chegamos a números concretos porque... eu não tinha carro para converter. Mas foi numa suposição de eu comprar um tsi.... e pareceu-me que não chegaria aos 2000 euros. O preço parece alinhar-se com o LiquidSi da vialle.

Entretanto optei por um carro multiponto convencional e não faço ideia do que lá vou meter... por agora roda a 95 para ver se me agrada [:cool:]
 
Postos CNG existe no carregado de venda ao público e está prestes a abrir um no Porto, na A4, o posto esta pronto não sei porque ainda não abriram.
Existem alguns modelos de fábrica que já se vendem em Portugal, VW tem 2 modelos, Fiat tem 2 modelos, mas como o estado não incentiva a criação de postos de abastecimento não existe venda.
Foi dito que a autonomia era superior mas eu digo que isso não verdade de maneira nenhuma. Esse é mais uma problema, a autonomia do GPL continua a ser a única que rivaliza com o diesel, se falarmos nos dois depósitos claro.
 
Postos CNG existe no carregado de venda ao público e está prestes a abrir um no Porto, na A4, o posto esta pronto não sei porque ainda não abriram.
Existem alguns modelos de fábrica que já se vendem em Portugal, VW tem 2 modelos, Fiat tem 2 modelos, mas como o estado não incentiva a criação de postos de abastecimento não existe venda.
Foi dito que a autonomia era superior mas eu digo que isso não verdade de maneira nenhuma. Esse é mais uma problema, a autonomia do GPL continua a ser a única que rivaliza com o diesel, se falarmos nos dois depósitos claro.

Mas porque é que o Estado deverá incentivar À criação de postos?
É um posto caríssimo de realizar, já goza de alguma omissão na legislação, porque se fossemos justos e por comparação as distâncias de segurança seriam enormes.

TURBO, não sejas sempre igual, fala das desvantagens também.

Quanto ao tópico, se és uma pessoa que gosta de ser dos que gosta de se envolver em coisas complicadas, força.
Eu, tal como ontem, sempre que vejo um clio 1.2 a GPL-Auto penso que ali vai um gajo cujo preço das deslocações deixou de o afligir.
 
Pela mesma razão que outros os países o fizeram, emissões. Em vez de pagar multas investia esse dinheiro em incentivos à construção de postos. O maior problema português é a mentalidade. Imagina como seria as pessoas serem informadas que não só andavam com gás as costas mas andavam também com mais de 200 bar debaixo do acento.
 
Fala com um instalador antes de escolheres o modelo. Não é teres a batata quente na mão e só depois é que vais procurar respostas.
Já falei com instaladores e o que me dizem é escolha lá o carro e depois fale connosco. Obviamente não deram uma lista de escolha.

A ideia aqui é fazer essa lista para uma procura direccionada nos modelos interessantes, e após surgir algo em concreto, aí sim, falar com um instalador.
 
Pela mesma razão que outros os países o fizeram, emissões. Em vez de pagar multas investia esse dinheiro em incentivos à construção de postos. O maior problema português é a mentalidade. Imagina como seria as pessoas serem informadas que não só andavam com gás as costas mas andavam também com mais de 200 bar debaixo do acento.

Mas esse incentivo, além de já ter sido feito na construção de armazenamento, deve ser feito no ISP.
Não digas essas coisas dos 200 bar, que há por aqui pessoal que quer falar no CNG mas só nas vantagens.

Atenção, o CNG é um combustivel fantástico, mas em termos de mobilidade terrestre claramente deve ser usado em frotas de pesados especialmente de curto curso e passageiros.
 
Parece-me que a pergunta do tópico é diferente do título do mesmo, já que julgo que toda a questão está vocacionada para os carros com motores mais encorpados, à semelhança do que se fazia com alguns BMW de 6 cilindros ou Volvo turbinados que agora têm idade para ser clássicos (se estiverem num estado digno disso, coisa difícil se tiverem sido daily cars durante esse tempo).

Eu colocaria a questão ao contrário, e perguntaria se vão existir assim tantos carros com motores grandes a gasolina no mercado de usados, e a que preços.

A isso junto questões como os restantes custos associados que esses carros têm, desde o IUC (valores acima dos 600€ são comuns), a utilização de medidas de pneus que dificilmente não serão mais caras, e toda a tecnologia extra que têm difícil de mexer fora da marca (os ajustes de suspensão, direcção e afins através de um menu num ecrã controlado por teclas ou touch são giros até avariarem).


Resumindo, embora estas questões não sejam relevantes quando comparadas com os diesel equivalentes (um 335d será similar a um 335i em muitas coisas ao nível de custos excepto combustível), passamos a ter é um diferencial grande para o tal "328i" dos anos 90, não podendo ser encarado como uma opção directa a um 2.0 diesel ou um 1.6 a gasolina como o foi no passado (a nível de custos, entenda-se).

Se a ideia for ter uma máquina com um motor a gasolina grande como 2º carro, resta saber se justifica a conversão, atendendo ao que isso implica e à poupança nos custos totais do carro.

Se a ideia for ter um carro para fazer km, a comparação de custos deve ser feita com o diesel equivalente, ou seja, custos de acordo com o preço dos carros em novo.


Mas isto parece-me estar muito mais ligado à evolução dos automóveis (e respectivos custos nas gamas altas) do que ao GPL.
A comparação nunca poderá ser feita com um diesel, porque um diesel nem entra nas opções de escolha. Não tenho nada contra diesel, até porque também tenho um em casa, mas esta é uma compra de capricho e terá de ser forçosamente otto.
 
Não é bem o caso. A tecnologia existe e só não está no mercado por andar em testes e "comprovar a fiabilidade na vida real" há algum tempo.

E pelo que percebi a sua saída no mercado será para "ontem".

De qualquer forma o eblase tem toda a razão, se queres mesmo comprar um carro para converter fala primeiro com quem sabe.

Há muitos motores bastante modestos e simples e que eu nunca converteria a GPL, não é apenas a questão da injecção, há muitos outros factores a ter em conta, em especial os materiais da cabeça do motor.
Como já disse, já falei, e aqui a ideia é reunir uma lista de modelos interessantes para explorar.
 
Estã bem, então mas que motor é que anda co CNG? É o 1.4tsi/tfsi, certo? Isto é um bocado como os carros vendidos a GPL de fábrica. Porque é que se quisermos comprar um carro com GPL/CNG tem de ser sempre um motor pequeno? Será que não temos direito a sonhar com motores à homem também?

É aqui que o GPL tem vantagem(alguma), que é de poderes pegar num carro a gasolina e meteres a GPL. Já a conversão para CNG não sei se é tão fácil...
Pois, é isso que vejo. A oferta de GPL e cng é tudo em motores pequenos e desconfio que mesmo a tal nova tecnologia para usar os mesmos injectores da gasolina, vai acabar por surgir apenas em pequenos motores. Ou seja, ficamos na mesma e o tópico continua a sua demanda. Bons carros e motores para meter a GPL.
 
Ó ESPRIT a EDP acaba de comprar um frota comercial de ligeiro em Espanha movida a CNG e a GALP avança para posto público salvo erro em Madrid.

Há que acompanhar a concorrência no exterior, a questão é que é no exterior.

A pergunta é porque é que aqui não há esta mais valia para o consumidor em economia de utilização, emissão poluente e mecânica moderna se já o há disponível para toda a Europa moderna?
 
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