Eu volto a frisar que para mim o PM é inocente até prova em contrário. Como qualquer cidadão. Agora a questão é que ele não é um "cidadão qualquer". É o PM, com o que de bom e mau isso tem na sua vida pública e até privada.
Com o cargo que tem deve ter aquele comportamento da mulher de César. Não lhe chega sê-lo. Tem também de parecer. E aqui o que ele deveria ter feito, como já aqui foi postado, era colocar-se, sem pudores, à total disposição de quem de direito, no sentido de ajudar às investigações. Se ele não tem culpa alguma, é (sempre) o melhor a fazer. No entanto o que se vê é aquela postura de "o mundo está contra mim" e andamos nisto. São demonstrações de chauvinismo perante jornalistas, campanhas negras e afins. Processos atrás de processos. E assim se passa o tempo e a nossa justiça, lenta como é, enreda-se num novelo de confusão de onde é, cada vez mais, difícil sair.
Senhor PM, se não tem nada a ver com isto, disponibilize-se para o que for preciso. Não se limite a responder "o caso Freeport não irá afectar uma maioria absoluta". Aliás, como acredito que não a vai conseguir, já estou a ver a campanha de vitimização que vai ser orquestrada depois. Aí vai ser um combate de boxe entre a "campanha negra" e a "campanha de vitimização". E no meio...o país, a agonizar pela falta de soluções para a vida real dos portugueses.
PS: Quando aqui se refere que é abonatório para a Freeport (e outros envolvidos nestas questões) a conclusão a que os seus advogados chegaram, fico a pensar se não é isso que acontece sempre. Um advogado defende o seu cliente até ao fim. Seja pela inocência seja apenas para uma limitação de danos. É para isso que o pagam. Portanto, em muitos casos desta vida judicial, o seu papel é defender o, por vezes, indefensável. Por isso existem juízes. E advogados de acusação. E promotores públicos. A verdade é algo a que os advogados gostam de emprestar uma certa...teatralização. E no final tudo se resume a quem os paga. Sendo que a Freeport anda numa de "limitação de danos" e "limpeza de imagem", eu estava mesmo a ver os seus advogados virem, publicamente, dizer "a empresa que nos paga deu luvas como se daquelas para o frio se tratasse. Era para o menino e para a menina". Pois, está bem está[

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