Freeport

Com o cargo que tem deve ter aquele comportamento da mulher de César. Não lhe chega sê-lo. Tem também de parecer. E aqui o que ele deveria ter feito, como já aqui foi postado, era colocar-se, sem pudores, à total disposição de quem de direito, no sentido de ajudar às investigações. Se ele não tem culpa alguma, é (sempre) o melhor a fazer. No entanto o que se vê é aquela postura de "o mundo está contra mim" e andamos nisto. São demonstrações de chauvinismo perante jornalistas, campanhas negras e afins. Processos atrás de processos. E assim se passa o tempo e a nossa justiça, lenta como é, enreda-se num novelo de confusão de onde é, cada vez mais, difícil sair.

Desculpa mas isso não faz qualquer sentido. Colaborar abertamente com a justiça, responder prontamente ao que lhe é pedido, facilitar o acesso pelos investigadores aos dados bancários, etc... faz sentido.

Chegar ao DIAP ou à televisão e dizer, estou aqui, investiguem-me, mas rapidamente porque tenho que limpar o meu nome e tenho eleições daqui a uns meses só tem um nome - pressão.
 
Curiosamente eu até já vi o PM dizer que estava disponivel para ajudar nas investigações e-mais do que uma vez.

Queriam que ele fizesse um anúncio disso ?

e quando insinuaram que ele era homosexual vinha dizer à televisão que não era ? com uma lista das gajas que já tinha comido ?

Ser PM não deve ser fácil .... :sh)
 
Advogados espectáculo...apr:)

Podiam contratá-los também para a investigação do caso Maddie e o assunto ficava encerrado...apr:)


Ultimate revisited


E que dizer do OMO essa pérola na roupa de mais de 6 milhões de lares em Portugal no tempo da outra senhora...

rLDP3dcgNLDy27A2BoBv




Virouuu...
 
Desculpa mas isso não faz qualquer sentido. Colaborar abertamente com a justiça, responder prontamente ao que lhe é pedido, facilitar o acesso pelos investigadores aos dados bancários, etc... faz sentido.

Chegar ao DIAP ou à televisão e dizer, estou aqui, investiguem-me, mas rapidamente porque tenho que limpar o meu nome e tenho eleições daqui a uns meses só tem um nome - pressão.
Lê lá com atenção o que escrevi e tenta descobrir onde é que eu escrevi jornalistas. Eu estava a falar da justiça.
 
Lê lá com atenção o que escrevi e tenta descobrir onde é que eu escrevi jornalistas. Eu estava a falar da justiça.

Desculpa mas isso não faz qualquer sentido. Colaborar abertamente com a justiça, responder prontamente ao que lhe é pedido, facilitar o acesso pelos investigadores aos dados bancários, etc... faz sentido.

Chegar ao DIAP ou à televisão e dizer, estou aqui, investiguem-me, mas rapidamente porque tenho que limpar o meu nome e tenho eleições daqui a uns meses só tem um nome - pressão.

(6 caracteres)
 
Curioso é que algumas pessoas vejam o óbvio mas não percebam nada do processo...

O processo começou com uns milhões que o Charles Smith desviou das contas do freeport e é até agora a única coisa que está realmente provada. Ele não quer meter dinheiro ao bolso com este processo, já desapareceu com uns milhões à algum tempo.

O que ele fez com o dinheiro está por provar, se o gastou em minis, se foi burlado pelo tio ou pelo primo, se subornou o Sócrates, se o gastou numa casa no algarve, etc... está tudo por provar.

Tudo o resto é ruído e produção cinematográfica para entreter juízes de bancada.

Isso é uma parte da historia.

A outra, é uma licença dada ao freeport, que é no minimo estranha...
 
Eu volto a frisar que para mim o PM é inocente até prova em contrário. Como qualquer cidadão. Agora a questão é que ele não é um "cidadão qualquer". É o PM, com o que de bom e mau isso tem na sua vida pública e até privada.

Com o cargo que tem deve ter aquele comportamento da mulher de César. Não lhe chega sê-lo. Tem também de parecer. E aqui o que ele deveria ter feito, como já aqui foi postado, era colocar-se, sem pudores, à total disposição de quem de direito, no sentido de ajudar às investigações. Se ele não tem culpa alguma, é (sempre) o melhor a fazer. No entanto o que se vê é aquela postura de "o mundo está contra mim" e andamos nisto. São demonstrações de chauvinismo perante jornalistas, campanhas negras e afins. Processos atrás de processos. E assim se passa o tempo e a nossa justiça, lenta como é, enreda-se num novelo de confusão de onde é, cada vez mais, difícil sair.

Senhor PM, se não tem nada a ver com isto, disponibilize-se para o que for preciso. Não se limite a responder "o caso Freeport não irá afectar uma maioria absoluta". Aliás, como acredito que não a vai conseguir, já estou a ver a campanha de vitimização que vai ser orquestrada depois. Aí vai ser um combate de boxe entre a "campanha negra" e a "campanha de vitimização". E no meio...o país, a agonizar pela falta de soluções para a vida real dos portugueses.

PS: Quando aqui se refere que é abonatório para a Freeport (e outros envolvidos nestas questões) a conclusão a que os seus advogados chegaram, fico a pensar se não é isso que acontece sempre. Um advogado defende o seu cliente até ao fim. Seja pela inocência seja apenas para uma limitação de danos. É para isso que o pagam. Portanto, em muitos casos desta vida judicial, o seu papel é defender o, por vezes, indefensável. Por isso existem juízes. E advogados de acusação. E promotores públicos. A verdade é algo a que os advogados gostam de emprestar uma certa...teatralização. E no final tudo se resume a quem os paga. Sendo que a Freeport anda numa de "limitação de danos" e "limpeza de imagem", eu estava mesmo a ver os seus advogados virem, publicamente, dizer "a empresa que nos paga deu luvas como se daquelas para o frio se tratasse. Era para o menino e para a menina". Pois, está bem está[:D][:D][:D][:D]

O principio da presunção de inocencia, não é obrigares-te a acreditar que ele está inocente. É, sim, deixá-lo estar em liberdade enquanto não for provado (com provas validas) e deixa-lo ter um julgamento, mesmo que todas as provas estejam reunidas e sejam evidentes...
 
Isso é uma parte da historia.

A outra, é uma licensa dada ao freeport, que é no minimo estranha...

São n os exemplos de autorizações de construções nestes locais, aliás se fosse hoje esse empreendimento seria considerado um PIN e nem necessitava dessa autorização (ver caso de fábrica do ikea).

Para além disso acho muito bem que tenham autorizado a construção do centro, desde quando é que uma pocilga deve ser ambientalmente protegida?
 
Todo este processo fez uma coisa. Deu um pontapé forte no rabo da Justiça portuguesa. E sim, houve pressões por parte do Governo sobre os Magistrados.

E a única consequência é esta. A partir daqui, o processo vai seguir com todos os trâmites, doa a quem doer.

Deram um pontapé num ninho de vespas. Aguentem-se. [;)]
 
São n os exemplos de autorizações de construções nestes locais, aliás se fosse hoje esse empreendimento seria considerado um PIN e nem necessitava dessa autorização (ver caso de fábrica do ikea).

Para além disso acho muito bem que tenham autorizado a construção do centro, desde quando é que uma pocilga deve ser ambientalmente protegida?
Que tu aches bem ou mal, para o caso, é completamente irrelevante...
Claro que hoje já não precisava, quando a licença só foi possivel porque a àrea protegida foi substancialmente reduzida...
 
Todo este processo fez uma coisa. Deu um pontapé forte no rabo da Justiça portuguesa. E sim, houve pressões por parte do Governo sobre os Magistrados.

E a única consequência é esta. A partir daqui, o processo vai seguir com todos os trâmites, doa a quem doer.

Deram um pontapé num ninho de vespas. Aguentem-se. [;)]

Será? Não estarás a desvalorizar a capacidade da política e dos políticos?
 
Será? Não estarás a desvalorizar a capacidade da política e dos políticos?
Geralmente as mudanças acontecem após situações de ruptura. Para haver ruptura tem de haver tensão, e esta já está criada.

Para mim, o caso Freeport vai ter o mérito de encostar a classe política às cordas, no que toca a toda a jogada continuada de tráfego de influências.

E todos os partidos estão envolvidos nisto, até às orelhas. [:cool:]
 
Que tu aches bem ou mal, para o caso, é completamente irrelevante...

Claro que hoje já não precisava, quando a licença só foi possivel porque a àrea protegida foi substancialmente reduzida...

Claro que o que eu acho é irrelevante para o caso, foi um comentário extra.

Quanto ao facto de ter sido reduzida a área protegida já respondi antes. Era possível, estava dentro das competências do ministério do ambiente e até foi feito antes, nessa mesma área protegida.
 
O principio da presunção de inocencia, não é obrigares-te a acreditar que ele está inocente. É, sim, deixá-lo estar em liberdade enquanto não for provado (com provas validas) e deixa-lo ter um julgamento, mesmo que todas as provas estejam reunidas e sejam evidentes...

No ponto.
 
Claro que o que eu acho é irrelevante para o caso, foi um comentário extra.

Quanto ao facto de ter sido reduzida a área protegida já respondi antes. Era possível, estava dentro das competências do ministério do ambiente e até foi feito antes, nessa mesma área protegida.

Tudo o que tu dizes está certo. A minha questão é que a vontade de a alterar e os os novos limites, podem ter sido definidos com "um empurrãozinho"

PS: e na minha opiniao, foram mesmo
 
A Carlyle comprou o Freeport em princípios de 2007. Por 155M£.

Depois de tomar posse, a nova administração verificou saídas de dinheiro ilegais (não justificadas) e decidiu andar a espremer o anterior CEO Sean Collidge.
Não sei se foi a Carlyle que denunciou o caso à polícia Inglesa, mas fiquei com essa ideia.


"Na altura da aquisição, os novos donos pedem uma auditoria às contas da empresa e encontram um grande buraco financeiro, que coincide com a altura em que o outlet foi licenciado. Descobrem que o dinheiro terá sido transferido para off-shores na Suíça e em Gibraltar e, segundo os ingleses, serviu para o pagamento de "luvas". O rasto leva-os até Portugal. É com os novos donos que a consultora Smith & Pedro - que tratou das diligências para o licenciamento em Portugal e cujos sócios e um funcionário são agora suspeitos em Inglaterra - começa a ser afastada do Freeport. É também depois de concretizada a OPA que vêm a público os conflitos entre Sean Collidge, presidente do Conselho de Administração do Freeport, e outros quadros que o acusam de aproveitamento pessoal dos meios da empresa e que asseguram que outro chairman estava a ser procurado há meses."

PÚBLICO.PT
 
A grande diferença de opiniões está mesmo à vista: trata-se de cegueira.
As pessoas que criticavam e continuam a criticar Sócrates, nunca o acusaram directamente de ser culpado, mas com tantos casos de suspeitas, seria bom que ele fizesse por limpar o seu nome, já que alega a sua inicência. Mas pelos vistos, basta uma pequena notícia, ainda para mais vindo logo da parte do Freeport, para o Zé-povinho vir logo a correr gritar a inocência do PM. É aqui que reside a grande diferença: uns querem que a justiça actue para condenar ou ilibar; outros agarram-se a qualquer coisa para acreditarem na sua inocência antes sequer que o tribunal o faça. Espero é que não tenham mais tarde de ingolir os sapos que para aqui andaram a semear, pois esperemos que não venham a fazer falta na vossa mesa.

Só acho incrível é a felicidade com que certas pessoas põem a sua mão no fogo pelos mesmos políticos que têm deixado o nosso país cada vez mais miserável. Acho que, ou são realmente cegos, ou gostam de viver atolados nesta miséria, ou então estão a ganhar com a miséria dos outros. De outra forma, não vejo como podem estar contentes com quem os anda a tramar vida.

Ontem, em conversa com um amigo alemão, ele ficou abismado com o conformismo do nosso povo a viver nesta pobreza e ainda por cima sempre a bajular os culpados por esta situação. Envergonhado, só lhe respondi que temos os políticos que merecemos, pois por algum motivo estamos numa crise que dura há décadas.
 
Última edição:
A grande diferença de opiniões está mesmo à vista: trata-se de cegueira.
As pessoas que criticavam e continuam a criticar Sócrates, nunca o acusaram directamente de ser culpado, mas com tantos casos de suspeitas, seria bom que ele fizesse por limpar o seu nome, já que alega a sua inicência. Mas pelos vistos, basta uma pequena notícia, ainda para mais vindo logo da parte do Freeport, para o Zé-povinho vir logo a correr gritar a inocência do PM. É aqui que reside a grande diferença: uns querem que a justiça actue para condenar ou ilibar; outros agarram-se a qualquer coisa para acreditarem na sua inocência antes sequer que o tribunal o faça. Espero é que não tenham mais tarde de ingolir os sapos que para aqui andaram a semear, pois esperemos que não venham a fazer falta na vossa mesa.

Só acho incrível é a felicidade com que certas pessoas põem a sua mão no fogo pelos mesmos políticos que têm deixado o nosso país cada vez mais miserável. Acho que, ou são realmente cegos, ou gostam de viver atolados nesta miséria, ou então estão a ganhar com a miséria dos outros. De outra forma, não vejo como podem estar contentes com quem os anda a tramar vida.

Ontem, em conversa com um amigo alemão, ele ficou abismado com o conformismo do nosso povo a viver nesta pobreza e ainda por cima sempre a bajular os culpados por esta situação. Envergonhado, só lhe respondi que temos os políticos que merecemos, pois por algum motivo estamos numa crise que dura há décadas.

Segundo o V7, é preciso é ter paciência e optimismo... [8b]
 
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