Fim das Praxes?

Para mim é uma vaidade. E pelo que conheço só serve para superiorizar os estudantes universitários das outras pessoas, como símbolo de superioridade. E digo isto pois já vi montes de vezes pessoas trajadas em eventos que nada tinham à ver com a escola. "Olhem pra mim, ando na universidade e tenho um intelecto superior ao vosso"


por acaso também tenho a mesma ideia. E além disso o traje, principalmente na versão feminina, é esteticamente muito desagradável, para não dizer feio. O traje faz com que gajas boas que deveriam andar de minisaia pareçam velhotas de luto.
 
O traje académico nasceu exactamente para não haver discriminação dos ricos vs pobres. :sh)

Para além disso, representa a vida académica que vai muito além das praxes.
por isso é que na uni que ando (Minho) ele custa 180€...[8b] mas para mim até podia ser 1800€ eu tou-me pouco ca**ndo, não gosto nem tenho interesse algum nessa tal vida académica, muito menos na tamanha estupidez da praxe, tenho muita mais vida para além daquilo... e mais não digo...
 
Na minha humilde opinião, as praxes, como eu as conheci e conheço, não devem acabar. Talvez tenha tido sorte, mas felizmente nunca conheci casos próximos nem apanhei energúmenos pela frente quer enquanto caloira, quer quando praxava. E sim, serviram como elemento de integração, de conhecimento entre os alunos dos vários anos, dos vários cursos.

Quando os putos chegam com os seus 17/18/19 anos, a uma cidade diferente, a uma escola com uma dinâmica completamente diferente, acho bom que haja um movimento que os ajude a conhecer-se, a interagir, a conhecer a escola e o seu modo de funcionamento. E quem não o quis fazer nunca foi colocado de lado por isso. Mas nunca através de pseudo hierarquias estúpidas que não passam de um poder fictício que é dado a quem necessita dele para se afirmar. Sou a favor da brincadeira, da camaradagem, da entreajuda e da partilha de vivências. Para mim isto é a praxe.

Quanto ao traje, não me diz nada... comprei-o por insistência dos meus pais... nunca o usei [:D] e vendi-o rapidamente. Não me agrada andar vestida de pinguim ambulante.
 
Para mim é uma vaidade. E pelo que conheço só serve para superiorizar os estudantes universitários das outras pessoas, como símbolo de superioridade. E digo isto pois já vi montes de vezes pessoas trajadas em eventos que nada tinham à ver com a escola. "Olhem pra mim, ando na universidade e tenho um intelecto superior ao vosso"

Infelizmente acontece. Eu percebo as criticas a essas situações, mas nada me dava mais gozo do que ir a uma serenata trajado.
 
por isso é que na uni que ando (Minho) ele custa 180€...[8b] mas para mim até podia ser 1800€ eu tou-me pouco ca**ndo, não gosto nem tenho interesse algum nessa tal vida académica, muito menos na tamanha estupidez da praxe, tenho muita mais vida para além daquilo... e mais não digo...

O custo se fores a pensar em peça a peça não está desajustado.
 
Fui sempre anti-praxe nunca fui praxado ... e espero que esta situação sirva para acabar com essa barbaridade ... será a unica maneira de honrar a memoria das vidas que se perderam .



A historia da integração é a maior treta que existe ... as minhas melhores amizades foram feitas na universidade e nunca precisei de praxes para me dar bem com eles.

Como nao precisei de praxes para me dar bem no clube onde joguei , na empresa onde trabalho , nem no predio onde moro.
 
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Eu bem sei o que tive que aturar à pala desta aberração a que chamam praxes, tudo porque...decidi não aparecer na praxe e não frequentar a praxe. Essa história do "só participa quem quer" é uma treta tão grande quanto a história da praxe servir para integrar! Porque se assim fosse...não havia praxe porque a esmagadora maioria dos caloiros só vai porque é obrigada a ir, sob pena das ameaças de ser impedida de tudo e mais alguma coisa, de ser posta de parte e de lhe fazerem a vida negra por não participar na praxe!

Não digo que seja assim em todo lado porque sei que não é, mas essa foi a praxe que eu conheci. Uma praxe de humilhação, desrespeito, abuso, insultos e simulação de actos sexuais com as caloiras, para além de outras coisas mais graves.

Essas praxes têm que acabar de vez, ponto final! E espero que assim seja. Se por outro lado existem "boas praxes" que seguem a tradição verdadeira e os fundamentos pelos quais foram criadas, tenho pena que terminem...mas a verdade é que acredito que sejam uma insignificante percentagem das praxes deste país.
 
Por acaso disso não tenho queixas ... a partir do momento que disse que não ... ninguem mais me chateou ... passado 1 semana já ninguem se lembrava. Nunca fui excluído de nada.
 
Para mim é uma vaidade. E pelo que conheço só serve para superiorizar os estudantes universitários das outras pessoas, como símbolo de superioridade. E digo isto pois já vi montes de vezes pessoas trajadas em eventos que nada tinham à ver com a escola. "Olhem pra mim, ando na universidade e tenho um intelecto superior ao vosso"

Caso não saiba quando se está trajado, não se pode usar objectos metálicos, maquilhagem, acessórios(relógios, brincos etc)
Sendo assim aposto como usa algum objecto metálico, sendo assim é um vaidoso.
Serve sim para representarmos um só, sem ricos nem pobres, tudo igual.
 
A Uminho deve ser das universidades que mais regras criou nos últimos anos, devido às muitas queixas de pais devido aos exageros que iam existindo, sendo que em 2011 (penso eu) tomou medidas mais restritivas, principalmente nos locais, períodos de praxes, indo até à linguagem utilizada (que foi o que levou ao caso do Professor praxado na semana passada).
Permite ainda assim praxe durante todo o ano desde que cumprindo as regras.
Mesmo assim os problemas mais ou menos conhecidos continuam e vão continuar porque fora da área da universidade nada podem fazer.

Uma pergunta simples a quem defende a praxe, se a mesma é para integração na universidade, qual o motivo de toda a gente estar vários dias durante 5, 6 7horas de cabeça para baixo e não se poder sequer dirigir a quem praxa (doutores dux, engenheiros, etc)?

O caso mais grave que conheci na praxe, foi no meu julgamento de curso em que uma caloira foi queimada com ferro de passar numa brincadeira estúpida. A pressão que sofreu para não apresentar queixa era digna de ser estudada, passou de vitima a quase criminosa, sofrendo várias ameaças.
O caso acabou conhecido porque ela vivia com uma cardeal que apresentou queixa no cabido de cardeais (órgão máximo da praxe), que no final deu em nada. Mesmo tendo saído nos jornais e sendo conhecido pela universidade nunca ninguém fez nada. A rapariga com 18 anos, deslocada centenas de quilometros com medo calou-se como seria de esperar, hoje arrepende-se.

Eu fui praxado, como já disse noutro tópico era um anti praxe na praxe, era o tipo que levava uma tshirt para a praxe com a frase " A liberdade não tem preço" que me fez encher centenas de flexões, recusei dezenas de praxes, fui insultado com as frases tipicas da praxe, insultei o Papa (que na UM é o órgão máximo e na altura era do meu curso, sendo que era um autentico animal e preconizava tudo aquilo que não deve ser um gajo que representa a praxe), fui ameaçado dezenas de vezes com cabido de cardeais, comissões, exclusão da praxe, etc. Mantive-me por lá até ao fim na minha onda.
Os que "facilitaram", principalmente raparigas, acabaram por sofrer alguns abusos, não foram raras as vezes que choraram por causa da praxe por exemplo. Vi várias serem obrigadas a beber quase até cair para o lado.

Quando chegou a minha vez de praxar usei traje, participei na praxe unicamente como assistente, tendo-me chateado várias vezes com outros doutores porque mandava os caloiros curtirem a praxe e mandarem dar uma volta os doutores que os insultavam e os punham a fazer cenas tristes, que era o que acontecia a maior parte das vezes. Criei alguns "inimigos" de praxe, mas fiz-lo de consciência tranquila.

Conheci centenas de pessoas durante a praxe, dos que me praxaram nenhum é meu amigo, apenas e só conhecidos.
Hoje não me arrependo de ter participado e provavelmente participaria novamente, mas a atitude seria ainda mais de recusa de maior parte das atitudes que me mandavam fazer.

Durante os anos que andei pela Universidade fiz várias denúnicas nos jornais da Universidade contra praxes que em minha opinião eram claros abusos, principalmente de LESI (curso onde as praxes são mais famosas por serem mais duras), sendo que quase sempre acabei seguido pelos engenheiros, praxantes e praxados, onde a única justificação que davam era que toda a gente participava de livre vontade e por isso podiam mandar fazer o que lhes apetecia... nada mudou como se vê.
 
Caso não saiba quando se está trajado, não se pode usar objectos metálicos, maquilhagem, acessórios(relógios, brincos etc)
Sendo assim aposto como use algum objecto metálico, sendo assim é um vaidoso.
Serve sim para representarmos um só, sem ricos nem pobres, tudo igual.

Claro que sim !! E é exactamente por se representar um só e ser tudo igual....é que existe uma hierarquia bacoca com algumas 6 ou 7 posições e cargos, os praxados são tratados abaixo de cão, normalmente com os supostos doutores aos gritos com eles a dizer " ou fazes isto ou acontece aquilo"...

...eu não tenho uma noção de igualdade maior que essa na sociedade.
 
lol vi tanta gente trajada maquilhada, com brincos, com tudo e mais alguma coisa.

Lembro-me de praxe em que uma croma estava a praxar e tinha os brincos. Estavam os caloiros todos de quatro e um deles pediu para falar e disse que a croma não podia praxar porque não estava trajada corretamente, tal como diz o código da praxe. Resultado? Simples, a croma não praxou naquele dia mas na praxe seguinte praxou e vingou-se à descarada do caloiro. Acontece, foi para integrar melhor.

A integração acontecia também quando os caloiros e caloiras tinham uma grande missão de se integrarem a limpar as casas dos "engenheiros". Mas há integração melhor do que esta? Só se for quando as caloiras eram obrigadas a simular sexo com os caloiros.
 
Digo novamente só vai à praxe quem quer, e existe quem praxe bem e quem praxe mal. Há caloiros que levam as coisas na brincadeira e outros que se armam em galifões, é como tudo na vida.
 
Digo novamente só vai à praxe quem quer, e existe quem praxe bem e quem praxe mal. Há caloiros que levam as coisas na brincadeira e outros que se armam em galifões, é como tudo na vida.

Claro que sim, também. E quando os caloiros se armam em galifões vêm logo a autoridade chamada "meia duzia de tipos com a mania que podem fazer o que lhes apetecer" colocar esse malandro desse caloiro na ordem porque só têm é que se sujeitar ao que eles querem, quando eles querem, como eles querem.

...alías a frase que eles dizem logo, e com meiguice, é: " Ou fazes isto tudo ou não te integras convenientemente e devidamente neste centro de aprendizagem "...e o caloiro triste, E COM MEDO, de ficar como o Tom Hanks no Naufrago, a ter de falar apenas com uma bola, faz beicinho conformado e lá suporta aos maus tratos que tão bem integrado o vão deixar.
 
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Claro que sim, também. E quando os caloiros se armam em galifões vêm logo a autoridade chamada "meia duzia de tipos com a mania que podem fazer o que lhes apetecer" colocar esse malandro desse caloiro na ordem porque só têm é que se sujeitar ao que eles querem, quando eles querem, como eles querem.

...alías a frase que eles dizem logo, e com meiguice, é: " Ou fazes isto tudo ou não te integras convenientemente e devidamente neste centro de aprendizagem "

Desculpa mas estás a generalizar. Podem sair quando quiserem, ninguém obriga ninguém a declarar-se anti-praxe. Nem obrigam ninguém a beber até cair.
Na praxe felizmente ainda não se usam armas para obrigar ninguém, é preciso é saber pensar pela própria cabeça.
 
Digo novamente só vai à praxe quem quer, e existe quem praxe bem e quem praxe mal. Há caloiros que levam as coisas na brincadeira e outros que se armam em galifões, é como tudo na vida.

Isto.
Há gente estúpida em todo o lado, os acidentes acontecem em todos os lados, mas não se deve generalizar e dizer que é tudo igual (por esta ordem de ideias também banimos os automóveis porque morre gente neles todos os dias; proibimos as pessoas de irem à praia porque se podem afogar...).

PS: A praxe é voluntária e ninguém é obrigado/a a fazer algo que vá contra os seus princípios ou ponha em risco a sua integridade física.
 
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Isto.
Há gente estúpida em todo o lado, os acidentes acontecem em todos os lados, mas não se deve generalizar e dizer que é tudo igual (por esta ordem de ideias também banimos os automóveis porque morre gente neles todos os dias; proibimos as pessoas de irem à praia porque se podem afogar...).

Mas eu preciso de meu carro para me transportar, preciso da praia para me refrescar no verão. E para que raio preciso eu das praxes?? A questão é essa!! Epa e chega desse conto do vigário que é para se integrar os alunos, e que os valores que aprendem lá são muito importantes, pior, os próprios praxados ultimamente a defenderem a praxe no Facebook que é graças às praxes que são o que são hoje! Epa e quando ouço licenciados a dizerem que é graça às praxes que são o que são hoje, começo a perceber porque é que o nosso país está como está...
 
Esta conversa da integração já enjoa. Nunca ninguém me disse que tinha que ser obrigatoriamente praxado para me integrar. O que muita gente diz e se passou comigo é que ajudou na integração e na minha orientação na cidade. Fui estudar para Coimbra, não conhecia a cidade e tive ajuda dos "doutores" para me orientar. Orientação essa que também passei para o meu caloiro que por sua vez ajudou na sua integração. Claro que consegues orientar-te sozinho mas assim poupei bastante tempo. Tenho grandes amigos que conheci na praxe e outros que conheci em bibliotecas, aulas, bares etc...Há de tudo. Esta teoria da chantagem e da coacção em praxes na lógica da integração nunca se passou comigo, nem com as pessoas do meu circulo pessoal. Mas acredito que haja situações abusivas do género.
 
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