F1 - 2015

Red Bull e Renault de costas voltadas

Red Bull e Renault de costas voltadas

O relacionamento entre a Red Bull e a Renault atingiu o seu ponto mais baixo em Melbourne, depois de diversos problemas terem afectado os RB11 de Ricciardo e Kvyat durante todos os três dias do GP da Austrália. Ricciardo perdeu mesmo um motor após apenas nove voltas no primeiro treino livre, ficando com apenas três unidades mecânicas para efetuar toda a temporada, mas os V6 franceses também tiveram problemas a nível de ERS, para além de se mostrarem particularmente difíceis de pilotar, com a potencia a chegar de forma brusca.Tudo isso levou Kvyat, por exemplo, a admitir no final da qualificação que, “fiz o melhor que pude, mas não estava verdadeiramente a pilotar, pois fiz tão poucos quilómetros este fim de semana que estava mais a adivinhar o que o carro iria fazer.” Ricciardo, pelo seu lado, admitiu a sua, “frustração por já ter perdido um motor, mas também temos de fazer muitos progressos a nível da forma como a potência nos chega, pois agora está bem pior do que nos testes.”

Obviamente menos polido, Helmut Marko foi bastante violento nas suas criticas à Renault: “Todos os dias nos dizem que os resultados que obtêm no banco de ensaios é excelente, mas de cada vez que montamos um motor no RB11 temos problemas. Agora perdemos um motor depois de apenas 50 quilómetros, quando estas unidades devem durar mais de cinco mil quilómetros, e o Daniel vai ter de fazer o Mundial todo com apenas três motores...”
Adrian Newey também entrou no coro das acusações, lamentando a falta de cooperação da Renault na resolução dos problemas: “Uma coisa é estares em dificuldades mas saberes que existe uma luz ao fundo do túnel, pois está a ser feito todo o trabalho necessário para resolver a situação. Outra é não termos qualquer cooperação do nosso parceiro e uma rejeição completa de todas as nossas ofertas para os ajudarmos a resolver a situação. Não compreendo a relutância deles, mas estamos numa posição em que não podemos fazer nada para progredirmos, e isso é muito frustrante.”

Renault promete melhorias
Do lado da Renault, Cyril Abiteboul admitiu que, “não estamos ao nível de performance que desejaríamos e compreendo a frustração da Red Bull, mas alguns dos componentes de que necessitávamos demoraram a chegar e só agora estamos a testar as evoluções que tínhamos preparadas, no banco de ensaios.
Já tínhamos avisado os nossos parceiros de que necessitaríamos de três corridas para resolver os nossos problemas e estou seguro que no Bahrein já estaremos a um nível de desempenho muito melhor. Por outro lado, é difícil trabalhar com tranquilidade quando se é sujeito a tanta crítica e tanta pressão pelos nossos parceiros, mas estou seguro que a situação vai melhorar a curto prazo.”
Parte da frustração da Red Bull advém do facto que todas as modificações propostas por Mário Illien, depois de ter analisado durante três meses as unidades motrizes da Renault, foram rejeitadas pelos franceses, com o técnico suíço a abandonar a sua função de consultor, para o qual tinha sido imposto pela equipa austríaca.
Agora, segundo fontes próximas da Red Bull, a equipa quer que todos os testes em banco de ensaios sejam feitos em Graz, nas instalações da AVL, pois os austríacos não acreditam nos dados que recebem de Viry-Chatillon e querem ver com os seus olhos como funciona o V6 fora do chassis RB11.

Para já a Renault nem respondeu a esta exigência, mas é praticamente certo que a vai rejeitar, o que também vai aumentar a tensão entre as duas empresas, que desde o inicio do ano passado que vivem de candeias às avessas.Na foto, as mais altas esferas da Renault e da Red Bull,quando ainda tudo eram rosas...

Ler mais: Red Bull e Renault de costas voltadas - Autosport.pt

A Renault está a ficar muito mal vista com esta nova geração de unidades de energia.
É possível a Red Bull mudar de fornecedor de motores e passar a utilizar esses motores e passar a utilizá-los com a época a decorrer?

Entretanto o melhor que a Renault faria era comprar uma equipa (Toro Rosso) e regressar como equipa de fábrica e mostrar o que vale para limpar a sua imagem.
 
Engraçado que no ano passado o Alonso ficou a 35 segundos do vencedor.

Este ano o Vettel ficou a 34,5.



Não podes ver a coisa assim.

Os motores eram novo e o Hamilton perdeu logo 1 cilindro no arranque, o que condicionou desde logo a corrida do Rosberg que limitou-se mais a controlar o andamento dos outros e do motor.

Depois houve um SC da volta 11 à 16, deixando apenas 41 voltas para o Rosberg ganhar esses 35,2seg.

Mas se quiseres comparar a volta mais rápida em 2014 foi de 1.32.748 do Rosber e o Alonso fez 1.32.616, 0.138s pior.
Neste ano a volta mais rápida foi 1.30.945 do Hamilton e o Vettel fez 1.31.457, 0.512s pior. (e já agora o Kimi fez uma volta mais rápida que o Vettel, com 1.31.426)
 


homer_oh.jpg
 
Voltar
Superior