Ensino

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  • Muito mau

    Votos: 71 55,5%
  • Mau

    Votos: 41 32,0%
  • Satisfatório

    Votos: 12 9,4%
  • Bom

    Votos: 2 1,6%
  • Muito bom

    Votos: 2 1,6%

  • Total de eleitores
    128
  • Esta sondagem será encerrada: .
Bemhoje não vou particularizar as respostas, porque ontem perdi aqui muito tempo, ...quem quiser entender que entenda,...[:cool:]


Alguém disse aí que a disciplina de Química é mais importante que a de Educação Física, porque tem mais horas.
Errado, a disciplina de Educação Física tem mais tempos. Química tem 2 tempos lectivos e Educação Física tem 3 tempos lectivos. Portanto se o grau de importância se vê por aí, como alguém afirmou aqui, a resposta está implícita.:o :rolleyes:
É no mínimo de bom tom sabermos pelo menos as horas que a nossa disciplina tem no currículo,….:rolleyes:

Para quem afirmou a pseudo superioridade e inferioridade das coisas e que afirma , que a Educação Física, se tiver nota é uma disciplina igual às outras, eu afirmo que é sim, é igual às outras.[;)]
Foi uma batalha que custou muito às associações de profissionais de Educação Física, que estão na equipa que elaborou os Programas Nacionais, que são professores e investigadores de excelência. Parece que conseguiram provar a importância da Educação Física e elevar a disciplina, aquilo que merece. São tão bons que a importância da disciplina tem subido, para uma situação justa. Por mais que custe a alguns, é assim que acontece. [;)]

A Educação Física é uma disciplina que faz parte da formação geral, como o Português, Uma língua estranjeira, está assim presente em todo o curriculo. Tem 3 tempos lectivos no básico e 4 tempos lectivos no secundário.


Considero a melhor prática é a elaboração de uma boa teoria e que a melhor teoria é a realização de uma boa prática e é esta, que deve estar na base da organização do ensino do professor.
Considero o processo educativo, uma acção consciente e orientada para determinados objectivos. O professor tem que ter bem delineado o seu projecto pedagógico.
Ao reflectirmos acerca do que é o homem, e como se caracteriza a sua actividade, respondemos á QUESTÃO FILOSÓFICA do projecto pedagógico. Quando delineamos alguns traços do homem que queremos formar, estamos a responder à QUESTÃO PEDAGÓGICA. Ao caracterizarmos a aprendizagem humana e como ela se processa, articulando-a com o processo de desenvolvimento, reflectimos na QUESTÃO TEÓRICA. E finalmente abordamos à QUESTÃO DIDÁCTICA e do professor, na promoção das aprendizagens dos alunos. Um bom professor tem que saber dar respostas a cada uma delas, …

Considerações de uma professora da disciplina, …de Educação Física[:blush:] :

A Educação Física deve respeitar as necessidades de apropriação eclética e multicultural da cultura Física. O Currículo de Ed. Física não deve tender para um conteúdo de Ed. Física desportiva. O conceito de Aptidão física não tem um carácter selectivo, mas sim um carácter integrativo.
Defendo que a escola seja menos reflexo e mais projecto, onde o indivíduo de posse de um património cognitivo e cultural vasto, possa actuar de forma independente e através de uma Educação multilateral, e tenha a oportunidade de participar activamente na criação de novas formas de relação da vida humana, onde se exaltaria a autonomia. A autonomia que preconizo faz-se na aquisição activa de objectivações, na selecção entre os valores do indivíduo e modelos sociais e na sua constante transformação. Nesta perspectiva de intertransformação nesta contradição a mediação tem um papel essencial. Mediação do mundo objectivo das coisas, da cultura e dos homens. A educação, a escola, e o professor são mediadores para a autonomia e liberdade do educando.
Não optaria nem pela espontaneidade, nem pela exemplaridade do modelo. A minha opção é pelo desenvolvimento harmonioso e eclético e multilateral, em que o educador se nega como educador e o educando se nega como educando, porque ambos numa relação educativa, um como orientador do processo de transformação e o outro como apropriador dos objectos do ensino.
Neste sentido a apropriação da experiência sócio histórico da humanidade constitui uma afirmação de liberdade, já que não se limita ao encaixe de modelos sociais e culturais dominantes e preconiza a sua mobilidade, transformação e invenção.

Para quem para além da sua especialidade desconhece conceitos básicos necessários à profissão docente, desconhece as teorias de desenvolvimento da criança, desconhece as teorias da aprendizagem e pelos vistos, também desconhece Piaget, assim como Wallon, deixo aqui um pequeno esclarescimento no que respeita às actividades motoras e insucesso escolar:

A importância da relação entre desenvolvimento Motor e aprendizagem foi reconhecido por filósofos e educadores desde o início da civilização ocidental (Lerner 1976).
No âmbito da psicologia especial e da Neuropsiquiatria infantil, desenvolveu-se progressivamente neste século uma nova concepção de actividade motora- a psicomotricidade. Que realça a importância daquela no desenvolvimento da criança e também no meio educativo (Moore a977).
A psicomotricidade surgiu como reacção à cultura realista, tentando preencher o hiato existente entre actividade mental e actividade motora (Moreau 1975). O conceito de debilidade motora introduzida por Dupré, em 1907 e, a sua constatação entre problemas psicomotores e problemas psicológicos (Le Camus 1979), foram contributos importantes naquele sentido.
Não podemos deixar também entre outros a influência da percepção e da fenomologia com Merleau- Ponty, dos estudos de Wallon no domínio da Psicobiologia, de Piaget através da psicologia genética, da psicanálise de Freud e Reich, e da Pedo-psiquiatra Ajuriaguerra.
A educação psicomotora engloba também prevenção dos problemas psicomotores, dos problemas de aprendizagem, e dos problemas de relação. A psicomotricidade aborda o aluno numa perspectiva unificada e global, eliminando pois a dicotomia entre actividade motora e mental pondo em causa do desenvolvimento da segunda sobre a primeira, valorizando também o aspecto relacional do acto educativo.
A educação psicomotora, não consegue no entanto atingir uma autonomia completa em relação à Educação Física (Le Camus 1979, Sherrill 1977, Sobral 1980). Actualmente não se pode mesmo considerar correcta uma taxonomia de objectivos da Ed. Física que não considere os problemas psicomotores (Sage 1980). A Educação Física engloba objectivos do domínio físico (orgânicos), psicomotor (englobando as capacidades perceptivo-motoras e capacidades motoras básicas), do domínio afectivo (emocional e social (Anarino 1977))
Como meios para estes objectivos utilizam-se uma variedade de actividades motoras tais como: jogos, educação psicomotora, ginástica desportos, dança, expressão corporal e actividades rítmicas.
A Educação Física pelo facto de ser uma disciplina recente e uma posição subalterna no ensino primário em relação a outras matérias, não contribuiu até à muito pouco tempo, de uma forma directa para o insucesso escolar.
Sabemos pois que a actividade motora é para a criança um meio fundamental de exploração de si próprio e do envolvimento e também de experimentação e recreio. Sobre este conjunto alicerça-se a construção de percepções e dos conceitos indispensáveis para o desenvolvimento da actividade simbólica e para as aprendizagens escolares.
Cratty (1972) apresenta-nos a seguinte classificação das teorias ou perspectivas que relacionam o movimento com a actividade intelectual. A perspectiva perceptivo-motora, segundo a qual as aprendizagens escolares e a actividade cognitiva assentam no desenvolvimento das capacidades perceptivo-motoras. Kephart e Getman são alguns dos autores que perfilham esta perspectiva.
A perspectiva da organização neurológica, representada fundamentalmente por Doman e Delacato baseia-se na recapitulação ontogénica da filógenese e advoga a influência directa da actividade motora sobre a organização do sistema nervoso.
James Olivier e Ernest Kiphard entre outros sustentam a perspectiva dinâmica, defendendo que a participação com sucesso em actividades motoras pode influenciar favoravelmente o auto-conceito da criança que poderá efectuar na realização de tarefas completas, sejam elas de índole mental ou motora.
Por último Cratty apresenta os modelos cognitivos. Segundo estes a participação em actividades motoras que englobam uma forte perceptivo-intelectual assim como operações académicas, pode contribuir de uma forma sifgnificativa quer para o desenvolvimento cognitivo da criança, quer para a aprendizagem de tarefas escolares. Inserem-se nesta perspectiva os trabalhos de Le Boulch, Vayer, Picq, Humprey, Moston, e do próprio Cratty.
Alguns autores (Terrisse, Ailard 1975) consideram que em relação à aprendizagem da escrita é necessário o domínio dos seguintes pré-requisitos, que são objectivos da Educação Física: Coordenação óculo-manual, organização espacial, transcrição da esquerda para a direita, independência segmentar (do braço em relação ao tronco, da mão em relação ao braço, e dos dedos), organização temporal, capacidade de controle neuro-motor e de inibição voluntária. Em relação à leitura e Matemática os mesmos autores consideram ser importantes: O controle do tónus muscular, bom nível de organização espácio-temporal, noções topológicas e a capacidade de descodificação de símbolos gráficos.
Hammil (1978) que nos diz que um aluno disléxico pode não apresentar dificuldades motoras argumenta também que as dificuldades motoras podem constituir em si mesmo objectivo de um ensino preventivo e reeducativo.
Penso que basta,…[;)]

Há um século, que se luta por introduzir a Educação Física no ensino primário, que é a faixa etária onde ela devia ter mais significado,…
 
Última edição:
Parabéns Maria Helena pela explicação a formação holística da pessoa passa necessariamente pela Educação Física também.

Supunha que o julgamento pelo pessoal docente no activo de disciplinas curriculares de maior e menor importância estivesse completamente ultrapassada!

.
 
Toma lá mais uma minha:

É um perigo limitar a educação às exigências do mercado de trabalho. Por isso, as escolas devem oferecer às crianças e jovens uma educação completa, que inclua o ensino religioso, defende o Conselho das Conferências Episcopais Europeias (CCEE).

O órgão, que reúne 33 países, está preocupado com o ensino religioso. O conselho reuniu esta semana em Estrasburgo, com o Conselho da Europa, onde apresentou um estudo sobre o ensino da religião.

Jorge Paulo, coordenador do departamento de Educação Moral e Religião Católica (EMRC), que esteve em Estrasburgo, confirma que “todas as conferências episcopais estão preocupadas” com o ensino religioso.

“Há algumas forças, uma certa campanha para apagar o religioso. Uma campanha liderada por pessoas que se afirmam ateias e combatem a religião”, denuncia Peter Stilwell, perito no CCEE e responsável pelo Diálogo Inter-religioso do Patriarcado de Lisboa. Stilwell dá o exemplo de França, onde este ensino é marginalizado; e de Espanha e Portugal, onde é alternativo. Só em Itália o catolicismo é considerado património cultural.

Também Jorge Paulo é da opinião que “há correntes que acham que não deve haver ensino religioso na escola pública, pessoas que terão peso político”. O ensino da religião, “em Portugal, é visto como uma concessão à Igreja Católica e não como uma preocupação do Ministério da Educação”, critica Peter Stilwell. “Infelizmente, há muitos preconceitos”, lamenta.

Os sacerdotes defendem a frequência do ensino religioso para compreender o património cultural de um povo, mas também o dos outros. “Se estamos a formar para uma sociedade multicultural, é necessário conhecer os outros porque a religião pode ser factor de divisão”, alerta Stilwell.

Por isso, todos os alunos deveriam frequentar esta ou outra cadeira, de carácter obrigatório, onde tivessem formação religiosa. Não necessariamente católica, adverte Jorge Paulo.

O número de alunos de EMRC não tem crescido, cerca de 40 por cento frequenta a disciplina. O maior problema está no 1.º ciclo onde é difícil conciliar o horário.
Jornal da SONAE

Porque é que sempre que leio artigos como este fico com a sensação que há qualquer coisa mal contada?

Faço a pergunta e respondo-a: porque há sempre a tendência de confundir religião com o catolicismo. Professar ou não catolicismo é uma questão de fé, não me cabe a mim discuti-la, mas posso discutir o que se faz ou se diz em nome disso. Idem para outras religiões.
O que a mim me parece menos certo é haver uma religião que se escuda entre o todo das religiões para se proteger a si própria. Porque na prática, a única coisa que está em causa é o ensino dos princípios inerentes à religião católica, e não às outras. Isto podia ser evitado, se em vez de troca de ataques ou de cada um puxar a brasa à sua sardinha, se reunisse um consenso. Vou enumerar um conjunto de medidas que acho que poderiam ser férteis:

- Acabar com a EMRC (Educação Moral, Religiosa e Católica) e substitui-la por uma disciplina mais abrangente, a Educação Moral e Religiosa Comparada, por exemplo. Vyasa disse que “princípios morais podem ser compartilhados por todas as religiões (…mas suas posições filosóficas são frequentemente diferentes)”. O meu pensamento vai muito de encontro a isto. Acho que numa sociedade cada vez mais indiferente e desregrada, deve haver “alguma coisa” que incuta alguns princípios e valores morais extra, para compensar o que não é ensinado no dia a dia. Penso que o objectivo da EMRC é isto mesmo, mas cai-se na perigosa situação de desigualdade em relação às outras religiões. Porque não um apanhado de tudo o que é bom nas outras confissões? Seria, certamente, muito mais enriquecedor abordar a temática da moral religiosa num plano mais abrangente e com uma visão mais científica e analista do que se fundear numa única religião com uma filosofia pró-dogmática.

- Usar as aulas de Formação Cívica para aquilo que o próprio nome indica – Formação Cívica. É que usar as aulas de formação cívica para outras coisas é o mesmo que andar encher salsichinhas.

- Fomentar e incentivar acções de consciência social e ambiental. Porque ainda há ai muito badalhoco de duas patas, e não devia haver.

- Criar e financiar programas de intercâmbio de alunos dentro da EU, mas intercambio a sério. Faz falta a muita gente sair do portugalzinho, da terrinha onde nasceu. Faz falta mais dialogo com outras gentes, e mais conhecimento sobre outros viveres e outras culturas, porque isto do multiculturalismo não é apenas viver no mesmo bairro com pessoas de ascendência cigana, africana, ucraniana, brasileira, etc.

- Educar as crianças em direcção a um espírito crítico, construtivo, e observador. Uma utopia, eu sei, mas…

A EMRC tem contribuído de maneira inquestionável para isto? Não me parece. Se é para usar tempo do horário escolar, e o próprio espaço escolar, que seja para algo mais pró-activo. Felizmente, quem quiser ainda pode ter aulas de catequese e seguir a sua confissão, e se a isso se aliar um ensino com uma componente mais forte no domínio social e moral, acho que só há a ganhar. Para quem for uma pessoa de fé numa religião e para quem não for. É muito melhor quando ganhamos todos.
Daqui
 
Toma lá mais uma minha: (...)
Porque é que sempre que leio artigos como este fico com a sensação que há qualquer coisa mal contada?

Faço a pergunta e respondo-a: porque há sempre a tendência de confundir religião com o catolicismo. Professar ou não catolicismo é uma questão de fé, não me cabe a mim discuti-la, mas posso discutir o que se faz ou se diz em nome disso. Idem para outras religiões.
O que a mim me parece menos certo é haver uma religião que se escuda entre o todo das religiões para se proteger a si própria. Porque na prática, a única coisa que está em causa é o ensino dos princípios inerentes à religião católica, e não às outras. Isto podia ser evitado, se em vez de troca de ataques ou de cada um puxar a brasa à sua sardinha, se reunisse um consenso. Vou enumerar um conjunto de medidas que acho que poderiam ser férteis:

- Acabar com a EMRC (Educação Moral, Religiosa e Católica) e substitui-la por uma disciplina mais abrangente, a Educação Moral e Religiosa Comparada, por exemplo. Vyasa disse que “princípios morais podem ser compartilhados por todas as religiões (…mas suas posições filosóficas são frequentemente diferentes)”. O meu pensamento vai muito de encontro a isto. Acho que numa sociedade cada vez mais indiferente e desregrada, deve haver “alguma coisa” que incuta alguns princípios e valores morais extra, para compensar o que não é ensinado no dia a dia. Penso que o objectivo da EMRC é isto mesmo, mas cai-se na perigosa situação de desigualdade em relação às outras religiões. Porque não um apanhado de tudo o que é bom nas outras confissões? Seria, certamente, muito mais enriquecedor abordar a temática da moral religiosa num plano mais abrangente e com uma visão mais científica e analista do que se fundear numa única religião com uma filosofia pró-dogmática.

- Usar as aulas de Formação Cívica para aquilo que o próprio nome indica – Formação Cívica. É que usar as aulas de formação cívica para outras coisas é o mesmo que andar encher salsichinhas.

- Fomentar e incentivar acções de consciência social e ambiental. Porque ainda há ai muito badalhoco de duas patas, e não devia haver.

- Criar e financiar programas de intercâmbio de alunos dentro da EU, mas intercâmbio a sério. Faz falta a muita gente sair do portugalzinho, da terrinha onde nasceu. Faz falta mais dialogo com outras gentes, e mais conhecimento sobre outros viveres e outras culturas, porque isto do multiculturalismo não é apenas viver no mesmo bairro com pessoas de ascendência cigana, africana, ucraniana, brasileira, etc.

- Educar as crianças em direcção a um espírito crítico, construtivo, e observador. Uma utopia, eu sei, mas…

A EMRC tem contribuído de maneira inquestionável para isto? Não me parece. Se é para usar tempo do horário escolar, e o próprio espaço escolar, que seja para algo mais pró-activo. Felizmente, quem quiser ainda pode ter aulas de catequese e seguir a sua confissão, e se a isso se aliar um ensino com uma componente mais forte no domínio social e moral, acho que só há a ganhar. Para quem for uma pessoa de fé numa religião e para quem não for. É muito melhor quando ganhamos todos.
Daqui


apr:) apr:) apr:)
 
"Oportunidadezitas

Motivado pelo post desta rapaziada e pelo testemunho desta cliente satisfeita achei por bem dedicar umas linhas às "Novas Oportunidades".

Basicamente trata-se de uma Iniciativa (ou será esquema?) que visa atribuir uma formação equivalente ao 12º ano a todos aqueles que não o tenham completado. Em teoria poderia ser uma boa ideia. Toda a medida que possa contribuir para qualificar de facto a população é, em teoria, uma boa medida. Contudo, na prática, as Novas Oportunidades são um nada.

Sabem como é que aquilo funciona? Basicamente, o formando vai lá e tem como primeiro trabalho escrever a história da sua vida. Geralmente nesta parte brilham aqueles que por terem pouco mais de 18 anos não tem muito para contar, portanto não gastam nem muitos vocábulos nem muito papel.

Depois com base na tal biografia, o professor (...hrm...será orientador? ou será formador? ou então sujeito que tirou um curso de sociologia e agora não sabe o que há-de fazer com ele?) atribui ao aluno(?????) vários trabalhos a que correspondem determinado número de créditos.

Esta é a parte mais dramática para um frequentador das N.O. Fazer os trabalhos. No entanto como qualquer bom aluno do básico, secundário ou superior, o aluno das N.O. tem facilidade em trabalhar com as tecnologias nomeadamente com essa coisa da Internet, onde parece que existe uma outra coisa chamada Wikipédia que tem lá trabalhos para a malta copiar e tal, é chato é que por vezes vem em brasileiro mas pronto agora com isso do acordo ortográfico, não há-de ser nada.

Quando o aluno (ou será o Oportunista?) fez trabalhos (sobre coisas muito relevantes como embiente, electrodoméisticos, caros de corida ou Sócrastes o máior) suficientes para ter um minimo de créditos, é colocado perante um júri que lhe faz uma espécie de oral que determina a sua aprovação ou reprovação.

Também a prova oral é um momento espectacular. Durante cerca de 30 minutos, o júri tem uma conversa de café com o formando onde este fala uma coisa ou outra sobre a sua vida e planos futuros, emite 3 ou 4 opiniões sobre qualquer assunto do quotidiano e depois todos vão contentes à sua vida: o formando porque fica com o 12º ano (já mencionei que nessas provas NINGUÉM chumba, tal é o nível de brilhantismo dos presentes?) e o júri porque está uns cobres mais rico, bem como o formador que também leva o seu.

E depois vem o Sócras com uns quantos ministros e distribui diplomas e portáteis (dos bons, não é cá esse tal Magalhães) enquanto discursa para uma audiência que está tão ignorante como antes, com a diferença de que agora tem o 12º ano.

E depois dizem que este 12º ano vale tanto como o 12º ano tirado após um ano de estudo e testes.

E depois dizem que os Portugueses estão mais qualificados e competitivos e tal.

E depois é gasto um monte de dinheiro nisto.

E depois dizem que não é marketing.

E que acontece ao Ensino Nocturno no meio de tudo isto?

Ainda vamos a tempo de fazer um reset nesta *****? "

Autor desconhecido(é pena)
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Só para informar que as novas oportunidades de nível secundário com duração de 2 anos, têm cerca de 44 trabalhos para se receber a totalidade dos créditos.

Regra nº 1 - é proibido plagiar.
Regra nº 2 - O aluno só recebe os créditos pelo orientador se este assim o entender.
Regra nº 3 - O aluno que não tiver alguma bagagem não se safa, uma vez que não se dá aula, a menos que se faça a vida e estude para os 44 trabalhos e não testes no final de periódo, estudados 10(ou menos) dias antes.


As vantagens/trafulhices e desvantagens do curso para o aluno:
- Dura menos tempo mas é muito + intenso.
- N se arrasta com cadeiras em atraso(onde não tem vocação) anos a fio.
- Como não são aulas, vai quando é presico mas tb tem uma certa lógica.
- Se se fizer os 44 não reprova.. pois, se já foram creditados ao longo do curso,querem o quê??
- Se faltar 1 trabalho a duas semanas do "julgamento final" e o aluno tiver o azar de ficar doente..fica + 1 ano, não há níveis para assegurar.
- O que é se aprende, de tudo.
- Ganhas-se uma boa cultura geral, aprende-se de tudo, para quem já trabalha é suficiente, para quem não trabalha..é tirar um tecnológico com estágio de ano e meio.(logo a duração deste tipo de cursos para um curso normal vai dar praticamente ao mesmo).

Quanto a organização do pessoal docente, é vergonhoso, muitas vezes o professor sabe menos que o próprio aluno, não por que é incompetente mas porque alguns são responsáveis por 14 trabalhos que têm por ex a Lingua e Comunicação(prof. de Português) mas que aborda temas de economia, ambiente, saúde, tecnologia, e + uns quantos!!

A crítica feita em relação a contratação dos orientadores está certa, mas daí a dizer que o aluno não aprende nada..só pode vir da boca de quem fala sem conhecimento de causa, e principalmente influenciado por outros pseudointelectuais que nunca lá puseram os pés.

Depende da vontade do aluno em aprender e principalmente das intenções dos que orientem os trabalhos, apanha-se de tudo, uns que dão ao litro, outros que se aproveitam do sistema para passar horas sem abrir a boca, sentados comodamente na secretária a conversar com colegas de profissão, pois aquilo tb funciona em tosta mista.

Novas oportunidades para alunos, mas principalmente novas oportunidades de emprego e uma grande oportunidade de ganhar novos conhecimentos(eles próprio o dizem).

%&%$##$%""$%"!!!
 
Mais que as novas oportunidades, preocupava-me antes bem mais com aquelas turmas em privadas a serem preparadas para entrar em medicina! Se fosse pela excelência do ensino e dos alunos era bom, agora quando era notas oferecidas e exames nacionais feitos sabe-se lá como.... :sh)
 
H2o, eu conheço o "autor desconhecido" (não sou eu, mas ele até anda neste fórum) e posso garantir-te que tudo o que ele expõe aí é com conhecimento de causa, e além do mais tem familiares directos nas Novas Oportunidades.
 
H2o, eu conheço o "autor desconhecido" (não sou eu, mas ele até anda neste fórum) e posso garantir-te que tudo o que ele expõe aí é com conhecimento de causa, e além do mais tem familiares directos nas Novas Oportunidades.

ok, mas convém não meter tudo no mesmo saco.
há vários tipos de cursos nas novas oportunidades, cursos de curta duração(uns meses) onde poderá estar certo e outros mais complexos que na minha opinião exigem muito mais que os modulares, por exemplo.
Quanto a critica que ele/ela fez em relação aos docentes tou 100% de acordo, não tem pés nem cabeça, é meter formadores a sério, não há volta a dar.
 
se sempre tivessem dado a importância devida à educação física(que se calhar para muitos, basicamente é jogar à bola e tal-errado), talvez hoje não se assistisse a um número tão grande de pessoas com problemas cardiovasculares, obesidade, ósseos, diabetes do tipo II, etc.

o ensino da disciplina de educação física e tudo o que ela abrange é de extrema importância. mas para além disso tem grandes vantagens em relação a outras disciplinas, em primeiro lugar e ao contrário do que foi dito, é de longe na minha opinião a disciplina que menos "traumas" pode originar, bem pelo contrário, pois promove a cooperação e interacção entre todos os alunos, nas mais diversas actividades.
há alunos com grandes capacidades intelectuais, outros com menos, alunos com excelentes aptidões físicas, outros com menos (grande parte deles por uma falta de educação corporal, ou educação insuficiente nas diversas habilidades motoras e capacidades motoras), há margem para trabalhar com todos eles, uns mais outros menos. agora onde é que a componente social está mais presente?nas competições exarcebadas pelas médias e disciplinas teóricas?onde é que há uma maior proximidade entre aluno e professor?obviamente que há excepções, mas o próprio contexto da cadeira proporciona um à vontade, e uma maior liberdade para falar com o professor de educação física, tanto de questões relacionadas com a escola, como muitas vezes de âmbito extra-curricular, porque um professor/educador, é bem mais que um "debitador" de matéria, é importante dominar a matéria mas não só.
mas isto dava pano para mangas...

no entanto quero só deixar aqui uma questão relativamente à revolta da educação física poder ser ou não incorporada nas contas para a média final. alguém dirá que o manuel ou o antónio é muito bom aluno, mas porque tem limitações na educação física não irá para o curso que pretende, e os alunos que ficam de fora por não dominarem a filosofia?ou a matemática?ou o inglês?a educação física é menos importante porquê?porque também estímula o físico?cada um tem as suas aptências, em parte influenciadas pela genética, mas as capacidades treinam-se!os limites ultrapassam-se, e se se trabalha e se evolui o raciocínio lógico ou abstracto, porque não trabalhar outras coisas?já na grécia antiga se sabia da importância da mente sã em corpo são.
e sobre os benefícios da actividade física a longo prazo, digo apenas que uma criança habituada a uma prática física regular, será um potencial "consumidor" de actividade física toda a vida. actualmente cada vez mais se assiste a gente mais aberta para estas questões, a caminhar, a frequentar health-clubs, a preocupar-se com o seu bem-estar para além da imagem(que poderá ser de valor mais subjectivo), e isso deve ser fomentado desde cedo, nas escolas, por em prática uma educação o mais abragente possível, e não o apoio a fugas ou ao veto de algumas modalidades para o esquecimento.
 
Cliquem na seta azul para ler o post do TheMoBsTeR na integra bem como o conteúdo em que se inserem as citações (que não vou colocar aqui para não tornar o post demasiado longo).

Ora bem, gentilmente atendi à minha própria proposta para satisfazer o nobilíssimo desejo do amigo Miguel Costa:

Esta em resposta ao NThor



Num blog:



Noutro post



Acerca da proibição, por lei, em França, de se tratar um professor por tu:



Sobre coisas




Sobre bibliotecas:



geração rasca




E ainda tenho algumas coisas em blogs por aí...
Só agora fui ler este tópico do inicio, não estava mesmo a perceber o porquê do post do Diogo32, de modos que foi tentar perceber e deparei-me com este post logo na primeira pagina.

Espectacular apr:) apr:).
 
Bemhoje não vou particularizar as respostas, porque ontem perdi aqui muito tempo, ...quem quiser entender que entenda,...[:cool:]


A Educação Física é uma disciplina que faz parte da formação geral, como o Português, Uma língua estranjeira, está assim presente em todo o curriculo. Tem 3 tempos lectivos no básico e 4 tempos lectivos no secundário.

MariaHelena gosto imenso dos seus posts mas uma horinhas a mais de formação na língua Lusa que nos une e permite comunicar não lhe faria mal nenhum!

Já agora: que autoridade moral tem um professor que dá um erro desses para defender o estado actual da educação?
 
MariaHelena gosto imenso dos seus posts mas uma horinhas a mais de formação na língua Lusa que nos une e permite comunicar não lhe faria mal nenhum!

Já agora: que autoridade moral tem um professor que dá um erro desses para defender o estado actual da educação?

Ei men tem calma até parece que tu nunca te enganas??

Ninguém é imune a errar e principalmente num fórum onde o erro é mais susceptível de acontecer.

Em relação ao tema gostei bastante da participação da user em questão porque foi das únicas a defender a educação como um sistema justo onde quem trabalha e se esforça é reconhecido.
Dar uma positiva para passar é injusto para quem trabalhou para a merecer e por isso aplaudo a atitude de professores como a MariaHelena que ainda regem o seu ensino pela justiça e não pelo facilitismo e pelas pressões exteriores. [;)]
 
MariaHelena gosto imenso dos seus posts mas uma horinhas a mais de formação na língua Lusa que nos une e permite comunicar não lhe faria mal nenhum!

Já agora: que autoridade moral tem um professor que dá um erro desses para defender o estado actual da educação?

rantamplan gosto imenso dos seus posts mas uma horinhas a mais de formação na língua Lusa que nos une e permite comunicar não lhe faria mal nenhum![;)]

Já agora: que autoridade moral tem um futuro Doutor, a fazer a tese de Doutoramento, que dá erros desses para apontar o dedo a outros ? [;)]


pejurativo empregue para designar esses espécimens) e dizem que os gays são mal vistos justamente por causa do "bichedo".

Eles também acham ridículos os movimentos de orgulho gay e as paradas gays.

Isso não é ser gay: é ser ridículo!



pejorativo
adj.
adj.
A que se atribui significação desagradável, torpe ou obscena.


sobre-dotados. Existem eventualmente crianças que exibem um nível de desenvolvimento numa área específica invulgar para a sua idade mas que depois acompanham os outros quando os outros atingirem o mesmo nível de desenvolvimento.
...


sobredotado
(sobre- + dotado)
adj. s. m.
adj. s. m.
Que ou quem é dotado de capacidades, geralmente intelectuais, acima do que é considerado normal.


Deixo-lhe também aqui uma resposta que apreciei do Foliv, que sabe mais que nós dois juntos e, que alguma vez viremos a saber, a quem lhe apontou o mesmo que nós os dois fazemos, isto é erros, na tão gloriosa Língua Lusa.

E tenho mais erros ortograficos noutros posts, possivelmente neste tambem, uns por pressa no teclado, outros por corrector ortografic,o e outros por dar efectivamente alguns erros.

NO entanto já que questionas o meu forte, e pões em causa o meu conhecimento, informo-te que é a minha obrigação profissional ser forte nestas matérias. Sou Biólogo, dentro da licenciatura especializei-me em toxicologia, tenho mestrado em toxicologia, e doutoramento na area da toxicologia, sendo membro efectivo da ordem dos Biólogos, e trabalho num laboratório publico oficial de acreditação de substancias, associado a uma universidade publica, onde faço investigação. Isto é o meu percurso, e o meu trabalho. Esta informação vale o que vale,
 
Onde está a semente da esperança?
Seed_by_Audhild.jpg
Não se investe nas pessoas. Investe-se no betão.
A mudança tem de começar a ser feita pela aposta na educação. Se a geração que precedeu esta, tivesse tido uma governação que primasse pela aposta no ensino, todos os adultos que estão agora no mundo do trabalho, teriam melhores competências que resultariam numa melhor produtividade e competitividade do país. A nossa qualidade de vida seria superior ao que é e a nação estaria mais próspera e desenvolvida.
Por isso, só haverá uma verdadeira mudança quando chegar um governo que aposte realmente na educação em parceria com os professores, para em conjunto preparar a próxima geração que nos irá substituir na condução dos desígnios do país; a geração que irá pagar as nossas reformas; a geração que irá cá ficar quando nós, todos que aqui estamos, tivermos já partido. Mas isso faz-se com um projecto conjunto, e não com uma imposição unilateral conflituosa e economicista aos agentes da mudança, alicerçada em números de instrução dos jovens falseados “para inglês ver”.
Um general não pode dizer aos seus soldados que a culpa de estar a perder a guerra é deles porque se deixam morrer. Se o general não tiver uma estratégia bem pensada e não falar a mesma linguagem que os seus soldados, só poderemos esperar uma morte certa.

Não é possível mudar uma floresta queimada se não a replantarmos. Os políticos vivem apenas em função do ciclo do seu reinado e dos “madeireiros” que exploram a floresta, em vez de a replantar e cuidar dela para que cresça forte e saudável. Não querem sequer saber como será quando acabarem de explorar a floresta que têm destruído. Só depois se lembrarão que se esqueceram de cuidar da sementeira da floresta que a irá substituir, sendo que esta irá crescer débil e infrutífera.

Mas o que interessa para eles a existência de uma verdadeira igualdade de oportunidades numa escola pública de qualidade, se os mesmos precisam de mão-de-obra barata que trabalhe para eles? É que a tal escola pública de qualidade que eles tanto apregoam, não tem qualidade suficiente para poder acolher os seus filhos. Esses vão estudar para as privadas. O ensino público não serve para os filhos deles, mas serve para os filhos do povo. A plebe vai para o ensino público mediocrizado onde abunda o facilitismo obrigatório e a falsificação dos resultados ordenados por governos que construíram máquinas de apresentar números eleitoralistas resultantes de um ensino adulterado. Nas escolas privadas para onde os poderosos mandam os seus descendentes, fazem questão de que aí haja respeito, rigor, exigência e verdade.

No fundo, eles sabem bem que ao confinarem o ensino público à mediocridade, estão tão-somente a evitar que haja concorrência para os seus filhos. Afinal, serão eles que irão continuar o seu império. E os filhos dos outros, serão aqueles que irão trabalhar para os filhos deles, sem perspectivas de futuro. Por isso é que a miséria e a pobreza são sempre boas para aqueles que se governam às custas de um sistema feito à sua imagem e para seu benefício. Ao fim de contas, o lema “todos diferente, todos iguais”, apenas não passa de letra morta para criar a ilusão de que realmente existe igualdade. E o pior é que há quem acredite nisso.
Mas no fim de contas, o que realmente se passa é que uns são mais iguais do que outros. E a tal semente da esperança, tarda em aparecer.
 
Última edição:
Recupero aqui este tópico para colocar o seguinte artigo, surgido hoje no Jornal i:

"Ensino superior

Alunos são "cada vez mais fracos", avisam os docentes

por Kátia Catulo, publicado em 20 de Agosto de 2010


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De um lado da trincheira está a professora universitária que reprovou quase 70% dos seus alunos; do outro, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa que lhe retirou a regência das cadeiras por considerar que a docente aplicou uma "avaliação exorbitante". São os dois flancos de uma batalha travada entre a professora de Técnicas de Laboratório e Segurança, Elvira Gaspar, e o director da faculdade, Fernando Santana. Resta agora saber qual dos dois pratos desta balança é mais pesado. Serão os professores demasiado exigentes? Ou, pelo contrário, estarão os estudantes menos bem preparados para o ensino superior?

Cada caso é um caso, alertam os professores, mas uma boa parte deles reconhece que, regra geral, o nível de preparação dos seus alunos "tem vindo a baixar", defende Isabel Ferreira que dá aulas de Física aos caloiros do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa (ISA). É como se fosse um choque de gerações. Entre o que os professores esperam dos alunos e o que encontram nas suas turmas há uma distância de uma ou mais décadas: "O grau de conhecimento dos estudantes não é o mesmo de há dez ou 15 anos, mas ainda há uma tendência para olhar para o passado como um modelo de referência."

É o resultado da massificação do ensino superior, mas não é só isso, adverte Isabel Ferreira: "Estamos perante uma consequência de ao longo destes anos os professores do secundário terem sido pressionados a passaram os seus alunos, criando taxas de sucesso artificiais." E no momento de entrarem na universidade, os estudantes trazem consigo todas as suas fraquezas que são "mais visíveis" no primeiro ano, embora os professores de anos mais avançados "já comecem também a fazer as mesmas queixas". Tal qual uma "doença contagiosa" que se alastra, conta a professora do ISA.

Baixar os níveis de exigência perante os alunos mais fracos "é o pior" que se pode fazer, alerta João Gouveia Monteiro, professor de Universidade de Coimbra. Mudar as estratégias pedagógicas tem sido a sua resposta para motivar os alunos: "Novas tecnologias, filmes ou visitas de estudo são alguns dos trunfos que uso, mas isso não me impede de ser rigoroso com os critérios de avaliação", diz o professor de História da Idade Média, que no último ano em que deu aulas aos alunos de 1.o ano (2008/09) atingiu uma taxa de reprovação de 75%: "Não me arrependo disso, apesar de sentir que a tendência geral dos professores é para se acomodarem e baixarem a fasquia", desabafa o director do Departamento de Imprensa da Universidade de Coimbra."






Qual a vossa opinião sobre esta situação?

A verdade é que é um sentimento generalizado de que se assiste a situações cada vez mais inacreditáveis de falta de conhecimentos básicos de alunos que supostamente são a "nata" da população estudantil em Portugal (não só a nível de cultura geral, mas também de História de Portugal e universal, conhecimentos básicos de ortografia, vocabulário e gramática).

E arrepia-me ver coisas como "ao longo destes anos os professores do secundário terem sido pressionados a passaram os seus alunos, criando taxas de sucesso artificiais." Isto é gravíssimo, inaceitável, e quem é responsável por tal política devia simplesmente ser erradicado de toda e qualquer actividade relacionada com a área, para além de pena de prisão efectiva! :mad:

Lia eu hoje que o crescimento do PIB per capita estagnou nos últimos 15 anos em Portugal. Pois... tudo isto é resultado da cultura de mediocridade que grassa no nosso país, com o beneplácito de quem está à frente dos destinos desta pobre nação, que nunca há-de passar da cepa torta, muito por culpa da forma mesquinha de pensar de quem o dirige.

Por um lado, é de elogiar a coragem destes professores "ultra-exigentes" das faculdades, mas não é a eles que compete serem assim exigentes - nesta fase do ensino, é tarde demais! A cultura de exigência e qualidade tem de vir desde o ensino pré-primário e primário: é quando as crianças são pequenas, que ainda não têm certos "vícios" e são mais facilmente moldáveis, que se lhes deve incutir formas de pensar, ensinar-lhes os fundamentos que os irão guiar ao longo da sua restante carreira estudantil - não só em termos de valores, mas de cultura geral, língua portuguesa, etc. Os efeitos disso sentir-se iam após 15-20 anos, mas seria um investimento no futuro. Agora, com mentalidades destas e facilitismos para permitir taxas de sucesso artificiais, com esta cultura da mediocridade reforçada por quem está à frente dos seus destinos, este país caminha inevitavelmente para a estagnação e para ser ultrapassado por cada vez mais países de dentro e fora da UE. :sh)
 
Norte encerra mais escolas do que o resto do paísLusa / EDUCARE| 2010-08-19O Ministério da Educação divulgou as listas das escolas do 1.º ciclo que vão encerrar a partir deste ano lectivo. Na região Norte do país vão encerrar mais escolas do que no resto do país. Lamego é o concelho que vai fechar as portas de mais estabelecimentos, 21 no total.

(sem comentários)
 
Queres falar do caso da professora suspensa (e que entretanto pediu uma licença sabática) ou da preparação/falta dela dos alunos do ensino superior e secundário?

È que esta noticia que aqui colocas tem as duas vertentes.

1º- se a senhora era a responsável pela cadeira e de um momento para o outro os chumbos aumentam de forma escandalosa, segundo o que ontem diziam na TV porque os alunos em avaliação pedagógica a consideraram sem conhecimentos pedagógicos, há que fazer duas coisas: saber o que mudou de um ano (ou semestre) para o outro e porque razão a opinião dos inquéritos aos alunos mudou também

Para quem como eu conhece o ensino superior pelo lado de dentro, esta história está mal contada. Falta aqui saber o que mudou naquele ano: se a senhora não dava aulas práticas (sendo só a responsável) e passou a dar, se ela se lembrou de alterar os métodos de avaliação subindo os critérios de exigência dos mesmos (aí deveria ter subido o critério de qualidade das aulas), etc, etc, etc.
O problema é que a avaliação pedagógica é obrigatória e permite à instituições saberem até que ponto os professores são realmente bons professores e não é só pelo número de chumbos de uma cadeira que se vê a qualidade e exigência dos mesmos.

Outra coisa que nesta história me deixa de pé atrás, o pedido de licença sabática da senhora. Então el acha que não cometeu nenhum erro e arruma a malinha e bora lá fazer mais uma pós qualquer coisa?? hummmmm......

2º- os alunos
Bom, eu já aqui escrevi diversas vezes que os alunos que chegam ao ensino superior são cada vez mais limitados. Não é por acaso que cerca de 50% desistem durante o primeiro ano (culpa das matemáticas, das físicas, das programações, das quimivas, etc, etc- falando da realidade que conheço).
Mas aqui oproblema é outro. A falta de preparação que os aluno trazem do ensino secundário é o motivo para os chumbos no superior.
A culpa é dos professores do secundário? A culpa é dos ministros da educação ao longo dos alunos? È do governo?
Provavelmente é de todos.
Os exames são cada vez mais faceis.
Aos professores é imposto cada vez mais explicações na hora de chumbar os alunos (e que o confirmem ou desmintam os que por aqui andam).
Os ministros/governo, preocupam-se com o indice de aprovações. Não é um mal deste governo, pois eu que enquanto candidata à universidade devo ter passado pelo período mais exigente que existe com as médias a tudo e mais alguma coisa em níveis muito acima do normal, assisti com o mesmo governo/ministros dois anos depois a "facilitarem" (aproximavam-se eleições) a entrada diminuindo o nível de exigência nos exames de acesso.

Quando oiço e leio que os exames de acesso deveriam ser feitos pelas universidades, dá-me vontade de rir. Se agora com tanta facilidade muitos ficam à porta, não quero nem imaginar o que acontecerá quando o nível de exigência subir.
 
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