MariaHelena
New member
Bemhoje não vou particularizar as respostas, porque ontem perdi aqui muito tempo, ...quem quiser entender que entenda,...[
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Alguém disse aí que a disciplina de Química é mais importante que a de Educação Física, porque tem mais horas.
Errado, a disciplina de Educação Física tem mais tempos. Química tem 2 tempos lectivos e Educação Física tem 3 tempos lectivos. Portanto se o grau de importância se vê por aí, como alguém afirmou aqui, a resposta está implícita.

É no mínimo de bom tom sabermos pelo menos as horas que a nossa disciplina tem no currículo,….
Para quem afirmou a pseudo superioridade e inferioridade das coisas e que afirma , que a Educação Física, se tiver nota é uma disciplina igual às outras, eu afirmo que é sim, é igual às outras.[
]
Foi uma batalha que custou muito às associações de profissionais de Educação Física, que estão na equipa que elaborou os Programas Nacionais, que são professores e investigadores de excelência. Parece que conseguiram provar a importância da Educação Física e elevar a disciplina, aquilo que merece. São tão bons que a importância da disciplina tem subido, para uma situação justa. Por mais que custe a alguns, é assim que acontece. [
]
A Educação Física é uma disciplina que faz parte da formação geral, como o Português, Uma língua estranjeira, está assim presente em todo o curriculo. Tem 3 tempos lectivos no básico e 4 tempos lectivos no secundário.
Considero a melhor prática é a elaboração de uma boa teoria e que a melhor teoria é a realização de uma boa prática e é esta, que deve estar na base da organização do ensino do professor.
Considero o processo educativo, uma acção consciente e orientada para determinados objectivos. O professor tem que ter bem delineado o seu projecto pedagógico.
Ao reflectirmos acerca do que é o homem, e como se caracteriza a sua actividade, respondemos á QUESTÃO FILOSÓFICA do projecto pedagógico. Quando delineamos alguns traços do homem que queremos formar, estamos a responder à QUESTÃO PEDAGÓGICA. Ao caracterizarmos a aprendizagem humana e como ela se processa, articulando-a com o processo de desenvolvimento, reflectimos na QUESTÃO TEÓRICA. E finalmente abordamos à QUESTÃO DIDÁCTICA e do professor, na promoção das aprendizagens dos alunos. Um bom professor tem que saber dar respostas a cada uma delas, …
Considerações de uma professora da disciplina, …de Educação Física[:blush:] :
A Educação Física deve respeitar as necessidades de apropriação eclética e multicultural da cultura Física. O Currículo de Ed. Física não deve tender para um conteúdo de Ed. Física desportiva. O conceito de Aptidão física não tem um carácter selectivo, mas sim um carácter integrativo.
Defendo que a escola seja menos reflexo e mais projecto, onde o indivíduo de posse de um património cognitivo e cultural vasto, possa actuar de forma independente e através de uma Educação multilateral, e tenha a oportunidade de participar activamente na criação de novas formas de relação da vida humana, onde se exaltaria a autonomia. A autonomia que preconizo faz-se na aquisição activa de objectivações, na selecção entre os valores do indivíduo e modelos sociais e na sua constante transformação. Nesta perspectiva de intertransformação nesta contradição a mediação tem um papel essencial. Mediação do mundo objectivo das coisas, da cultura e dos homens. A educação, a escola, e o professor são mediadores para a autonomia e liberdade do educando.
Não optaria nem pela espontaneidade, nem pela exemplaridade do modelo. A minha opção é pelo desenvolvimento harmonioso e eclético e multilateral, em que o educador se nega como educador e o educando se nega como educando, porque ambos numa relação educativa, um como orientador do processo de transformação e o outro como apropriador dos objectos do ensino.
Neste sentido a apropriação da experiência sócio histórico da humanidade constitui uma afirmação de liberdade, já que não se limita ao encaixe de modelos sociais e culturais dominantes e preconiza a sua mobilidade, transformação e invenção.
Para quem para além da sua especialidade desconhece conceitos básicos necessários à profissão docente, desconhece as teorias de desenvolvimento da criança, desconhece as teorias da aprendizagem e pelos vistos, também desconhece Piaget, assim como Wallon, deixo aqui um pequeno esclarescimento no que respeita às actividades motoras e insucesso escolar:
A importância da relação entre desenvolvimento Motor e aprendizagem foi reconhecido por filósofos e educadores desde o início da civilização ocidental (Lerner 1976).
No âmbito da psicologia especial e da Neuropsiquiatria infantil, desenvolveu-se progressivamente neste século uma nova concepção de actividade motora- a psicomotricidade. Que realça a importância daquela no desenvolvimento da criança e também no meio educativo (Moore a977).
A psicomotricidade surgiu como reacção à cultura realista, tentando preencher o hiato existente entre actividade mental e actividade motora (Moreau 1975). O conceito de debilidade motora introduzida por Dupré, em 1907 e, a sua constatação entre problemas psicomotores e problemas psicológicos (Le Camus 1979), foram contributos importantes naquele sentido.
Não podemos deixar também entre outros a influência da percepção e da fenomologia com Merleau- Ponty, dos estudos de Wallon no domínio da Psicobiologia, de Piaget através da psicologia genética, da psicanálise de Freud e Reich, e da Pedo-psiquiatra Ajuriaguerra.
A educação psicomotora engloba também prevenção dos problemas psicomotores, dos problemas de aprendizagem, e dos problemas de relação. A psicomotricidade aborda o aluno numa perspectiva unificada e global, eliminando pois a dicotomia entre actividade motora e mental pondo em causa do desenvolvimento da segunda sobre a primeira, valorizando também o aspecto relacional do acto educativo.
A educação psicomotora, não consegue no entanto atingir uma autonomia completa em relação à Educação Física (Le Camus 1979, Sherrill 1977, Sobral 1980). Actualmente não se pode mesmo considerar correcta uma taxonomia de objectivos da Ed. Física que não considere os problemas psicomotores (Sage 1980). A Educação Física engloba objectivos do domínio físico (orgânicos), psicomotor (englobando as capacidades perceptivo-motoras e capacidades motoras básicas), do domínio afectivo (emocional e social (Anarino 1977))
Como meios para estes objectivos utilizam-se uma variedade de actividades motoras tais como: jogos, educação psicomotora, ginástica desportos, dança, expressão corporal e actividades rítmicas.
A Educação Física pelo facto de ser uma disciplina recente e uma posição subalterna no ensino primário em relação a outras matérias, não contribuiu até à muito pouco tempo, de uma forma directa para o insucesso escolar.
Sabemos pois que a actividade motora é para a criança um meio fundamental de exploração de si próprio e do envolvimento e também de experimentação e recreio. Sobre este conjunto alicerça-se a construção de percepções e dos conceitos indispensáveis para o desenvolvimento da actividade simbólica e para as aprendizagens escolares.
Cratty (1972) apresenta-nos a seguinte classificação das teorias ou perspectivas que relacionam o movimento com a actividade intelectual. A perspectiva perceptivo-motora, segundo a qual as aprendizagens escolares e a actividade cognitiva assentam no desenvolvimento das capacidades perceptivo-motoras. Kephart e Getman são alguns dos autores que perfilham esta perspectiva.
A perspectiva da organização neurológica, representada fundamentalmente por Doman e Delacato baseia-se na recapitulação ontogénica da filógenese e advoga a influência directa da actividade motora sobre a organização do sistema nervoso.
James Olivier e Ernest Kiphard entre outros sustentam a perspectiva dinâmica, defendendo que a participação com sucesso em actividades motoras pode influenciar favoravelmente o auto-conceito da criança que poderá efectuar na realização de tarefas completas, sejam elas de índole mental ou motora.
Por último Cratty apresenta os modelos cognitivos. Segundo estes a participação em actividades motoras que englobam uma forte perceptivo-intelectual assim como operações académicas, pode contribuir de uma forma sifgnificativa quer para o desenvolvimento cognitivo da criança, quer para a aprendizagem de tarefas escolares. Inserem-se nesta perspectiva os trabalhos de Le Boulch, Vayer, Picq, Humprey, Moston, e do próprio Cratty.
Alguns autores (Terrisse, Ailard 1975) consideram que em relação à aprendizagem da escrita é necessário o domínio dos seguintes pré-requisitos, que são objectivos da Educação Física: Coordenação óculo-manual, organização espacial, transcrição da esquerda para a direita, independência segmentar (do braço em relação ao tronco, da mão em relação ao braço, e dos dedos), organização temporal, capacidade de controle neuro-motor e de inibição voluntária. Em relação à leitura e Matemática os mesmos autores consideram ser importantes: O controle do tónus muscular, bom nível de organização espácio-temporal, noções topológicas e a capacidade de descodificação de símbolos gráficos.
Hammil (1978) que nos diz que um aluno disléxico pode não apresentar dificuldades motoras argumenta também que as dificuldades motoras podem constituir em si mesmo objectivo de um ensino preventivo e reeducativo.
Penso que basta,…[
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Há um século, que se luta por introduzir a Educação Física no ensino primário, que é a faixa etária onde ela devia ter mais significado,…
Alguém disse aí que a disciplina de Química é mais importante que a de Educação Física, porque tem mais horas.
Errado, a disciplina de Educação Física tem mais tempos. Química tem 2 tempos lectivos e Educação Física tem 3 tempos lectivos. Portanto se o grau de importância se vê por aí, como alguém afirmou aqui, a resposta está implícita.
É no mínimo de bom tom sabermos pelo menos as horas que a nossa disciplina tem no currículo,….
Para quem afirmou a pseudo superioridade e inferioridade das coisas e que afirma , que a Educação Física, se tiver nota é uma disciplina igual às outras, eu afirmo que é sim, é igual às outras.[
Foi uma batalha que custou muito às associações de profissionais de Educação Física, que estão na equipa que elaborou os Programas Nacionais, que são professores e investigadores de excelência. Parece que conseguiram provar a importância da Educação Física e elevar a disciplina, aquilo que merece. São tão bons que a importância da disciplina tem subido, para uma situação justa. Por mais que custe a alguns, é assim que acontece. [
A Educação Física é uma disciplina que faz parte da formação geral, como o Português, Uma língua estranjeira, está assim presente em todo o curriculo. Tem 3 tempos lectivos no básico e 4 tempos lectivos no secundário.
Considero a melhor prática é a elaboração de uma boa teoria e que a melhor teoria é a realização de uma boa prática e é esta, que deve estar na base da organização do ensino do professor.
Considero o processo educativo, uma acção consciente e orientada para determinados objectivos. O professor tem que ter bem delineado o seu projecto pedagógico.
Ao reflectirmos acerca do que é o homem, e como se caracteriza a sua actividade, respondemos á QUESTÃO FILOSÓFICA do projecto pedagógico. Quando delineamos alguns traços do homem que queremos formar, estamos a responder à QUESTÃO PEDAGÓGICA. Ao caracterizarmos a aprendizagem humana e como ela se processa, articulando-a com o processo de desenvolvimento, reflectimos na QUESTÃO TEÓRICA. E finalmente abordamos à QUESTÃO DIDÁCTICA e do professor, na promoção das aprendizagens dos alunos. Um bom professor tem que saber dar respostas a cada uma delas, …
Considerações de uma professora da disciplina, …de Educação Física[:blush:] :
A Educação Física deve respeitar as necessidades de apropriação eclética e multicultural da cultura Física. O Currículo de Ed. Física não deve tender para um conteúdo de Ed. Física desportiva. O conceito de Aptidão física não tem um carácter selectivo, mas sim um carácter integrativo.
Defendo que a escola seja menos reflexo e mais projecto, onde o indivíduo de posse de um património cognitivo e cultural vasto, possa actuar de forma independente e através de uma Educação multilateral, e tenha a oportunidade de participar activamente na criação de novas formas de relação da vida humana, onde se exaltaria a autonomia. A autonomia que preconizo faz-se na aquisição activa de objectivações, na selecção entre os valores do indivíduo e modelos sociais e na sua constante transformação. Nesta perspectiva de intertransformação nesta contradição a mediação tem um papel essencial. Mediação do mundo objectivo das coisas, da cultura e dos homens. A educação, a escola, e o professor são mediadores para a autonomia e liberdade do educando.
Não optaria nem pela espontaneidade, nem pela exemplaridade do modelo. A minha opção é pelo desenvolvimento harmonioso e eclético e multilateral, em que o educador se nega como educador e o educando se nega como educando, porque ambos numa relação educativa, um como orientador do processo de transformação e o outro como apropriador dos objectos do ensino.
Neste sentido a apropriação da experiência sócio histórico da humanidade constitui uma afirmação de liberdade, já que não se limita ao encaixe de modelos sociais e culturais dominantes e preconiza a sua mobilidade, transformação e invenção.
Para quem para além da sua especialidade desconhece conceitos básicos necessários à profissão docente, desconhece as teorias de desenvolvimento da criança, desconhece as teorias da aprendizagem e pelos vistos, também desconhece Piaget, assim como Wallon, deixo aqui um pequeno esclarescimento no que respeita às actividades motoras e insucesso escolar:
A importância da relação entre desenvolvimento Motor e aprendizagem foi reconhecido por filósofos e educadores desde o início da civilização ocidental (Lerner 1976).
No âmbito da psicologia especial e da Neuropsiquiatria infantil, desenvolveu-se progressivamente neste século uma nova concepção de actividade motora- a psicomotricidade. Que realça a importância daquela no desenvolvimento da criança e também no meio educativo (Moore a977).
A psicomotricidade surgiu como reacção à cultura realista, tentando preencher o hiato existente entre actividade mental e actividade motora (Moreau 1975). O conceito de debilidade motora introduzida por Dupré, em 1907 e, a sua constatação entre problemas psicomotores e problemas psicológicos (Le Camus 1979), foram contributos importantes naquele sentido.
Não podemos deixar também entre outros a influência da percepção e da fenomologia com Merleau- Ponty, dos estudos de Wallon no domínio da Psicobiologia, de Piaget através da psicologia genética, da psicanálise de Freud e Reich, e da Pedo-psiquiatra Ajuriaguerra.
A educação psicomotora engloba também prevenção dos problemas psicomotores, dos problemas de aprendizagem, e dos problemas de relação. A psicomotricidade aborda o aluno numa perspectiva unificada e global, eliminando pois a dicotomia entre actividade motora e mental pondo em causa do desenvolvimento da segunda sobre a primeira, valorizando também o aspecto relacional do acto educativo.
A educação psicomotora, não consegue no entanto atingir uma autonomia completa em relação à Educação Física (Le Camus 1979, Sherrill 1977, Sobral 1980). Actualmente não se pode mesmo considerar correcta uma taxonomia de objectivos da Ed. Física que não considere os problemas psicomotores (Sage 1980). A Educação Física engloba objectivos do domínio físico (orgânicos), psicomotor (englobando as capacidades perceptivo-motoras e capacidades motoras básicas), do domínio afectivo (emocional e social (Anarino 1977))
Como meios para estes objectivos utilizam-se uma variedade de actividades motoras tais como: jogos, educação psicomotora, ginástica desportos, dança, expressão corporal e actividades rítmicas.
A Educação Física pelo facto de ser uma disciplina recente e uma posição subalterna no ensino primário em relação a outras matérias, não contribuiu até à muito pouco tempo, de uma forma directa para o insucesso escolar.
Sabemos pois que a actividade motora é para a criança um meio fundamental de exploração de si próprio e do envolvimento e também de experimentação e recreio. Sobre este conjunto alicerça-se a construção de percepções e dos conceitos indispensáveis para o desenvolvimento da actividade simbólica e para as aprendizagens escolares.
Cratty (1972) apresenta-nos a seguinte classificação das teorias ou perspectivas que relacionam o movimento com a actividade intelectual. A perspectiva perceptivo-motora, segundo a qual as aprendizagens escolares e a actividade cognitiva assentam no desenvolvimento das capacidades perceptivo-motoras. Kephart e Getman são alguns dos autores que perfilham esta perspectiva.
A perspectiva da organização neurológica, representada fundamentalmente por Doman e Delacato baseia-se na recapitulação ontogénica da filógenese e advoga a influência directa da actividade motora sobre a organização do sistema nervoso.
James Olivier e Ernest Kiphard entre outros sustentam a perspectiva dinâmica, defendendo que a participação com sucesso em actividades motoras pode influenciar favoravelmente o auto-conceito da criança que poderá efectuar na realização de tarefas completas, sejam elas de índole mental ou motora.
Por último Cratty apresenta os modelos cognitivos. Segundo estes a participação em actividades motoras que englobam uma forte perceptivo-intelectual assim como operações académicas, pode contribuir de uma forma sifgnificativa quer para o desenvolvimento cognitivo da criança, quer para a aprendizagem de tarefas escolares. Inserem-se nesta perspectiva os trabalhos de Le Boulch, Vayer, Picq, Humprey, Moston, e do próprio Cratty.
Alguns autores (Terrisse, Ailard 1975) consideram que em relação à aprendizagem da escrita é necessário o domínio dos seguintes pré-requisitos, que são objectivos da Educação Física: Coordenação óculo-manual, organização espacial, transcrição da esquerda para a direita, independência segmentar (do braço em relação ao tronco, da mão em relação ao braço, e dos dedos), organização temporal, capacidade de controle neuro-motor e de inibição voluntária. Em relação à leitura e Matemática os mesmos autores consideram ser importantes: O controle do tónus muscular, bom nível de organização espácio-temporal, noções topológicas e a capacidade de descodificação de símbolos gráficos.
Hammil (1978) que nos diz que um aluno disléxico pode não apresentar dificuldades motoras argumenta também que as dificuldades motoras podem constituir em si mesmo objectivo de um ensino preventivo e reeducativo.
Penso que basta,…[
Há um século, que se luta por introduzir a Educação Física no ensino primário, que é a faixa etária onde ela devia ter mais significado,…
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