citação:Originalmente colocada por cuica
Eu continuo a achar que quem sai de cursos superiores para ir dar aulas está mal habituado...
Acham assim tanto responder a 20 ofertas antes de arranjar emprego numa área tão problemática quanto o ensino? Ainda para mais para terem um emprego de luxo, com grandes períodos de férias, ordenados acima da média, carga horária menor...
Então acha mal![|)]
Nos dias que correm acredite que só está no ensino quem já está "bem instalado" na carreira ou AMA esta profissão. Por mim falo, e escolhi o ensino por vocação, uma grande vocação... que a procuro transmitir em cada minuto que passo com os meus alunos.
Respondi a 20 ofertas em cerca de 15 dias... Felizmente, consegui entrar logo, agora imagine se respondesse a 40 ofertas mensais (em média) de Setembro a Fevereiro o dinheiro que já não teria desperdiçado... Uma média de 600 euros, quando não ganhava nenhum! [xx(]
Quanto ao emprego de luxo... [xx(] Será que falamos da mesma profissão?! Ou os parâmetros que temos em conta são distintos?!
Segundo os que aponta, lhe digo que o ensino em "luxúria" deixa muito a desejar... Onde estão os grandes períodos de férias?! As minhas férias não coincidem com as dos meus alunos, nem o meu horário... Já me aconteceu entrar na escola às 8h e sair de lá às 21:30.
Para mim o luxo reside unicamente no facto de exercer uma profissão gratificante, onde dou e recebo, e apesar de cada vez menos respeitada, continuo a vê-la como mui nobre.
Ordenados acima da média?! Sabe quanto ganha um professor contratado com 8h? E se ele estiver deslocado da sua área de residência?! Com esse ordenado, paga para trabalhar! E olhe que estes casos não são pontuais.
Carga horária menor?! 35 horas semanais - 22 delas lectivas e as restantes para preparar materiais pedagógicos, planificar aulas, corrigir trabalhos... Logicamente que um professor leva mais que esse tempo não lectivo a executar todas essas actividades. Experimente escrever 200 vezes (média de nº de alunos por professor) as anotações que um professor regista ao longo de uma ficha de avaliação e depois conclua o tempo dispendido para essa actividade... Acrescente-lhe ainda o tempo gasto na leitura da mesma, registo das cotações, comparação de fichas de avaliação, compilação das várias matrizes (de conteúdos, critérios de correcção, ...) ...
E... um professor não é só professor, essa figura que muitos vêem como um mero debitador de conhecimentos... Muitas vezes somos psicólogos, amigos, "pais ou mães" daqueles miúdos que, não raras vezes, procuram no professor o carinho e apoio que de outro lado não vem.
Apesar de procurar algum fundamento nas suas palavras, não consigo encontrá-lo. Será que se cruzou com algum mau profissional nesta área?! Se sim, não devia generalizar; pois, bons e maus profissionais estão presentes em todas as áreas.
Como referi escolhi esta profissão por amor, mas há muito que aprendi que gostos e vocações não enchem a barriga a ninguém.
Já agora, é de muito "mau tom" argumentar/generalizar desse modo acerca de uma realidade que desconhece (a provar pelos seus comentários).
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Se gosta de ler, é professor, é pai ou deseja sê-lo aconselho uma leitura: "Pais Brilhantes, Professores Fascinantes" de Augusto Cury.
Um livro magnífico que não deixará ninguém indiferente.
