A mini-dv já uma gravação digital, mas em que o suporte de registo é a fita magnética. O 'perder' qualidade aqui é relativo, dada a transferência de bits. Suponho que quando começarem a aparecer macro-blocos (perda de bits), a fita terá atingido o seu limite - este não será tão curto quanto isso.
O mini-dv passa para o PC em tempo real - isto é, 52 mins de gravação demora a passar para o PC... 52 mins. Tratando-se, como referi, de uma fita, ela terá que ser desbobinada o tempo necessário para passar as imagens. Quanto ao cartão, julgo (embora nunca tenha testado in loco, por isso, corrijam-se se estiver errado) que o(s) ficheiro(s) está(ão) disponível(is) para transferência na íntegra (formato h.264 avchd), pelo que o tempo que demora é o do interface (USB 2.0 = 480 Mbps). A vantagem é a de que se pode inserir o cartão SD num vulgar leitor de cartões (card reader) de computador/portátil (embora a ligação se mantenha como USB 2.0). É bem mais rápido e prático, portanto. Inclusivé, é possível inserir o cartão da máquina directamente num leitor Blu-ray para leitura imediata (desde que este aparelho tenha leitor de cartões, tipo, os Panasonic)[/quote]
Não percebo muito bem a pergunta:
a) enquanto suporte de registo, julgo que o mini-dv tem mais uns pontinhos, mas nada de notório ao nosso nível de utilização. Eu não sei de que máquina estaremos a falar, mas as câmeras mini-dv por norma gravam em AVI, que tem muito melhor imagem do que MPEG-2, que é a compressão com que ficam após a conversão em authoring DVD.
b) Um authoring em DVD tem que seguir necessariamente a norma MPEG2, que equivale a uma resolução de, no máximo, 720x576. Como aqui já referiram, pode-se, no entanto, ajustar o nível de compressão para melhorar a imagem, mas que aumenta o espaço ocupado, será uma questão de compromisso.
Numa câmera HD, a resolução de alta-definição mais baixa será de 1366x768. Mas também se pode 'mexer' com o nível de compressão, pelo que, esta solução, pode não ter, necessariamente, melhor imagem que a anterior, embora tenha maior resolução. Confuso? A imagem não depende da resolução, mas do *impacto* no observador, e isso depende das tonalidades, do contraste, dos gradientes, da profundidade - coisas que se perdem com o aumento da compressão.
Conclusão:
se é para gravar DVD's (mpeg-2), então,
esquece as câmeras HD, sem sombra de dúvida:
vais pagar mais e não vais tirar partido. Compra-se uma 'normal', e no processo de authoring (num PC, com programa próprio), deve-se deixar um bitrate elevado (não menos de 8 Mbps). Gravar a 16:9.
Se se quiser explorar o HD, então, resta apenas comprar equipamento neste formato, mas mantendo a qualidade no authoring (as Canon em cartão já vão até 24 Mbps - lembro que um blu-ray de estúdio vai até 40 Mbps).
Para HD, o sporte pode ser pela opção mini-dv (Canon HV-30) ou a opção pela memória flash/cartão SDHC (outras marcas têm ainda o disco-duro, que desaconselho vivamente, dado ser mais dado a avarias). Entre estes dois tipos da Canon, a qualidade da HV-30 é melhor, mas a distância é residual para as câmeras de cartões, e estas têm todas as vantagens que referi acima. Eu optaria por estas, de memória flash/cartão (entre a Canon HF-10 ou a HF-11, dependendo dos preços dos cartões).
Edit:
refiz o texto um par de vezes pois estava uma grande confusão. desculpa a quem me citar contendo as incongruências que escrevi anteriormente.[/quote]
Dependendo da máquina, pode-se gravar as mini-DV sem compressão (formato AVI). A qualidade é excelente. Só que, não há leitor doméstico que os leia, normalmente são gravações 'master' que depois serão trabalhadas e finalizadas em DVD, através de programas de computador.
Por exemplo, uma hora de gravação sem compressão AVI ocupa, depois de transferida para o disco-duro, cerca de 9 GB.
Se quiser fazer um DVD com isto (com authoring, e não gravar para dvd o ficheiro, que é uma coisa diferente), o avi será forçosamente passado para mpeg2, que é a norma que os leitores domésticos de dvd reconhecem para poderem passar na tv as imagens. Nesta fase, mesmo mantendo uma excelente qualidade de compressão, o processo final ficará em cerca de 4GB.
Na maioria dos casos, serve perfeitamente, mas haverá sempre perda de informação e de qualidade, embora não seja de todo comprometedor. Também, dependerá do televisor, mas isso já é outro missal...
E quantas vezes o podes fazer num cartão de memória? Mais. Quanto custaria um cartão de memória de 13GB
versus uma fita mini-DV de 60min? Achas mesmo que a questão é essa?[

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Depende do que entendes por "melhor". Com um cartão, passas certamente de forma mais rápida. A questão são os formatos. Se é para ver só no PC, sem edição, o cartão poderá ser a melhor escolha. Para gravaer em DVD-Video, terás que o converter para MPEG-2, e aí, o mini-DV dá cartas ao cartão, não pelo formato físico, mas porque usa muito menos compressão que o último.
O "notório" depende de cada um
] Para mim, fazer um DVD a partir de h.264 (ou qualquer MPEG4), só em desespero de causa
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Obrigado pelas importantes dicas Cobola e Motronic. [

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Percebo perfeitamente as vantagens do mini-dv, mas as vantagens mais prácticas do cartão ou memória flash seduzem-me bastante, mesmo prejudicando de certa maneira o que interessa mais numa câmara hd que é a qualidade de imagem.
Mas como tenho um certo tempo para pensar no assunto, pode ser que mude de ideias, logo se vê.
Ps: Um dos problemas que encontro é que algumas câmaras só a pixmania as vende, e lá jurei que nunca mais comprava nada (já tive problemas numa compra). Caso seja necessário usar a garantia é uma dor de cabeça e despesas extra.
E nos preços por exemplo, eles num dia ora têm a hv30 a um preço como no outro dia já está a outro preço diferente.