Binário Vs Potência

Claro que tens razão...temos dois motores com o mesmo binário máximo de 800cv um é de um formula 1 ( de preferencia FERRARI[;)] )e o outro é de um camião TIR IVECO é claro que o formula 1 vai ter mais trabalho para conseguir obeter 800cv lá perto das 22000 RPM....Equanto o TIR lá para as 6000.rpm já tem 800cv disponiveis

Não me parece que um camião atinga essas RPM
 
De facto, a potência máxima é muitas vezes uma das características mais divulgadas de um automóvel, mas o que realmente interessa é a curva de binário.
 
Para que entendam de uma só vez amigos, o binário é uma força de rotação.
Mais concretamente, no caso dos motores, o binário traduz a força com que o êmbolo é empurrado para baixo conferindo movimento às rodas.
Potência é o trabalho efectuado ao longo do tempo, num certo intervalo de tempo.

O binário tem grande importância quando pretendemos, por exemplo, subir uma inclinação elevada, vencer grandes atritos aerodiâmicos e mais alguns factores dizem grande respeito ao binário.
Tudo o resto é potência e normalmente é isso que uma pessoa mais sente.
 
Pra mim, o Binario é util. A potencia é essencial...

Ter as duas coisas seria o ideal...

Se bem que ter um binario ''relativamente baixo'' nem sempre é mau...
 
De facto, a potência máxima é muitas vezes uma das características mais divulgadas de um automóvel, mas o que realmente interessa é a curva de binário.

Isto é que é realmente importante, não o binário máximo mas a curvatura do mesmo!

de nada me adianta ter um pico às 2000rpm se antes disso ou depois não tem potencia
 
Encontrei uma definição de Binário:

De uma forma simplificada, o binário representa a força do motor. Só que, a força do motor não é a mesma em todas as rotações. Por isso se diz que o binário máximo de um motor é atingido a uma determinada rotação, ou seja, a força do motor varia até encontrar a sua máxima pujança em determinada rotação.

Um motor precisa igualmente de boa força (binário) como potência para ter um bom desempenho.
Para distinguirmos as situações que podem dar origem à maior necessidade de potência ou binário consoante a utilização, vejamos a seguinte analogia com o caso de dois atletas – um é alpinista e outro é um recordista dos 100 metros. O primeiro precisa de muito binário (força nas pernas) para ter um bom desempenho. O segundo precisa de ter uma boa entrega de potência (bom fornecimento de ar aos pulmões) para poder ser veloz.

Nos motores de automóvel o binário aumenta de acordo com o aumento da força de explosão ou com o aumento do curso do motor. Porque, se o curso do motor for maior, o êmbolo, a biela e a cambota no seu movimento articulado, comportam-se como um ser humano com um braço maior – quanto maior for o braço, maior o impacto da força exercida pela mão – basta experimentar a comparação de “levar uma bofetada” de uma pessoa alta em relação a uma pessoa baixa”. Braços mais compridos “batem” com mais força sem grande esforço porque o aumento do comprimento do braço multiplica a força de impacto.

É importante que um motor atinja a sua força máxima (binário máximo) numa rotação que seja a mais baixa possível porque, neste caso, o veículo desenvolve (acelera) mais rapidamente logo a partir do início da aceleração.
Este facto permite executar melhor uma manobra de ultrapassagem sem ter que “esmagar” o acelerador (poupando combustível), vencer uma subida acentuada (declive na estrada) sem exigir grande esforço do motor, movimentar melhor, por exemplo, um veículo de trabalho carregado de mercadorias.

Tal como o caso do alpinista, um tractor agrícola precisa que o seu binário máximo seja o mais elevado possível, à mais baixa rotação possível, de modo a que possa ter força para movimentar as alfaias agrícolas no meio dos terrenos acidentados sem ter que circular com o “motor a fundo”.

No extremo oposto estão os veículos de Fórmula 1 – dado o nível elevado de velocidade a que têm de circular, o mais importante para eles será a capacidade de debitar elevadas potências (muita rapidez no movimento de subida e descida dos êmbolos sincronizada com uma elevada quantidade de ar fornecida para o interior do motor).

Os veículos de passeio e de trabalho (veículos comerciais) do dia-a-dia precisam de um bom equilíbrio entre os dois factores (binário e potência) para acelerarem com facilidade e sem grande esforço/consumo e, simultaneamente, terem bom desempenho em velocidade de cruzeiro (ex: auto-estradas).

E da Potencia:
Capacidade de realizar trabalho na unidade de tempo. Quanto mais trabalho for realizado no mesmo período de tempo, maior será o valor da potência. Se um veículo com um determinado motor for capaz de chegar ao seu destino em metade do tempo quando comparado com outro, partindo do princípio que os dois veículos fazem a viagem utilizando a sua potência máxima, quererá dizer que o primeiro tem o dobro da potência em relação ao segundo.

Quanto maior for a potência, maior será a velocidade máxima do veículo (trabalho realizado/espaço percorrido no tempo) e a sua aceleração 0-100 Km/h.
 
Pra mim, o Binario é util. A potencia é essencial...

Ter as duas coisas seria o ideal...

Se bem que ter um binario ''relativamente baixo'' nem sempre é mau...

Nem sempre, mas geralmente, é mau.
Com baixo binário terás um motor apenas pontudo, com muito pouca linearidade.
Se por um lado o baixo binário é, digamos, irrelevante quando se conduz nos limites de potência do motor, por outro lado é essencial que tenhamos boa disponibilidade a partir das rotações primordiais do motor.
Refletir-se-á na comodidade de condução, nas recuperações e até, nos cosumos.
 
Penso que tudo se limita a equilibrio.

Por exemplo, o novo V8 da BMW que equipa o M3 e92 tem 400nm de binário, um valor relativamente modesto para os dias de hoje comparando com os V8´s da Mercedes e Audi, mas uma curva practicamente plana. Não sei precisar a curva de binário mas grande percentagem do mesmo encontra-se disponível desde aproximadamente 2500rpm até por volta das 7000rpm. Como disse, não tenho certeza da respectiva faixa de rotação mas tem um binário muito constante e uma curva practicamente plana.

Depois, estica-se até às 8300... porra até deve por os cabelos do c* em pé lol

E quando falo no equilíbrio, recordo-me de um comparativo que li entre o M3, C63 AMG e o Vauxhall VXR. Um dos aspectos que foi focado foi o facto de por o M3 ter uma entrega de binário constante mas não monstruosa como era o caso do C63, se conseguia uma condução mais linear e progressiva, nomeadamente no que diz respeito aos divertidos power slides.

Ou seja, também não vejo nenhum benefício por aí além em ter um binário monstruoso, com uma curva em irregular. Pois quando se trata de por o tal binário no chão, se não for em recta mas sim numa condução mais entusiasmante em estradas com curvas e apanharem com o binário máximo no vértice da curva ou no momento de aceleração à saída da mesma, vamos ter mais trabalho do que propriamente prazer.

Como diz o ditado "as rectas são aqueles momentos chatos antes da chegada das curvas" (ok, textualmente não deve ser assim, mas dá para passar a ideia :) )
 
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