Banco Alimentar

Tanta discussão por uma coisa sem interesse...

Eu todos os anos dou algumas coisas. Este ano, na última vez que fui a França estavam a fazer o mesmo (o "homólogo" francês do banco alimentar) e também dei lá (umas compotas e outras coisas diferentes, pois estavam a dizer na tv que o pessoal não come só massa e arroz).

Há alguns anos atrás também ia distribuir, mas entretanto deixei-me disso.
 
Já somos 2... Deve haver por aí pessoal que a data de validade é lei... Às 23:59 as bolachas estão boas, mas às 00:01 já estão fora de validade...


A brincar a brincar... conheço um assim[:D] até mais.... uma semana antes diz: está a acabar o prazo!

Mas já somos 3... claro que há coisas q nao arrisco.
Até parece que tudo quanto esteja dentro do prazo nao pode estar estragado.
 
Sobre o escândalo dos produtos fora de prazo.

Já vi na Suíça (para exemplo...), produtos (frescos) a serem vendidos a uns dias do final do prazo a preços simbólicos. Até têm uma etiqueta enorme laranja ou amarela para chamar a atenção.

Quanto a Portugal, e dado que não sou perito no assunto, sigo os conselhos dos especialistas alimentares.

A alguns dias de chegar à data, os fornecedores são 'convidados' a retirar os seus produtos. E temos um amigo, que quando a gente vai a casa dele, aquilo é tudo coisas fora de prazo. E nós até levamos para casa, tal a abundância de meios dessa gente.

Só em iogurtes, são às caixas. Fora outras coisas para gajos gulosos como eu. [:D]

É completamente seguro, dentro de certos parâmetros, claro.

De modo que poder fornecer estes produtos às pessoas carenciadas, a custo zero, só irá beneficiar quem precisa.

É pena algumas pessoas não perceberam nada disto e andarem aí nos Sound Bytes do costume, a dizer nada com nada.

É o problema de Portugal. A ignorância mata, mas há quem não se importe. Por mim, podem ir morrer longe.
 
Sobre o escândalo dos produtos fora de prazo.

Já vi na Suíça (para exemplo...), produtos (frescos) a serem vendidos a uns dias do final do prazo a preços simbólicos. Até têm uma etiqueta enorme laranja ou amarela para chamar a atenção.

Quanto a Portugal, e dado que não sou perito no assunto, sigo os conselhos dos especialistas alimentares.

A alguns dias de chegar à data, os fornecedores são 'convidados' a retirar os seus produtos. E temos um amigo, que quando a gente vai a casa dele, aquilo é tudo coisas fora de prazo. E nós até levamos para casa, tal a abundância de meios dessa gente.

Só em iogurtes, são às caixas. Fora outras coisas para gajos gulosos como eu. [:D]

É completamente seguro, dentro de certos parâmetros, claro.

De modo que poder fornecer estes produtos às pessoas carenciadas, a custo zero, só irá beneficiar quem precisa.

É pena algumas pessoas não perceberam nada disto e andarem aí nos Sound Bytes do costume, a dizer nada com nada.

É o problema de Portugal. A ignorância mata, mas há quem não se importe. Por mim, podem ir morrer longe.


Cá tambem acontece, tens duas ou tres embalagens pelo preço de uma ou mais baixo e autocolante a dizer algo como fim de prazo.
 
Se as grandes superficies dessem os alimentos, perto do fim da validade à assoc como o BA, com uma lei como há nos estados unidos para estas coisas, só era bom.

tendo em conta que os alimentos, principalmente nos dias de hj, têm grande procura, mesmo que entregassem um bem com 1 dia ou mesmo no ultimo dia de validade, em 1 ou 2 dias estavam a ser consumidos.

Coisas tipo iogurtes ou leite é capaz de ser mais delicado, mas mto dos produtos que as assoc recebem não são tão problematicos.

Massa, arroz, oleo, chocolate, bolchas........ fora de prazo nao tem mal nenhum. Qts vezes qd era puto comi chocolates fora de prazo.


Além disso, as pessoas se não quiserem nao recebem ou nao comem.
 
Fui eu ler a 7 páginas do tópico...

Agora a sério, como é que se pode ser voluntário do BA? Já me inscrevi como voluntário no site, mas é preciso fazer mais alguma coisa? Acredito que haja muita gente com boa vontade em contribuir, e com valências diferentes e complementares, mas não vejo a organização/gestão disso no site do BA. Mas, para começar, gostava de contribuir mais um pouco sem ser só os "saquinhos" à saída do continente. Se alguém me puder mais info agradeço.
 
Vocês complicam o que é simples.

"Consumir até" é diferente de "consumir de preferência antes de". Embora em ambos os casos os produtos possam estar em perfeitas condições para consumo. Eu próprio consumo produtos que passam estas validades e nunca tive nenhum problema, e nem é por necessidade, simplesmente repugno o desperdício alimentar.

Por isso, se eu, mesmo sem necessidade, me estou lixando para a ASAE, acredito que muitos "esfomeados" também estejam.

O que me parece é que estão a confundir a actividade de retalho, que tem de cumprir regras, com a actividade "particular" de partilhar comida.

Se a vocês não vos faz confusão mandar 1 tonelada de bolachas para o lixo com uma semana de validade passada, a mim faz.



Ora aí está!

Eu também abomino o desperdício, e se for de alimentos pior ainda!

Já comi montes e montes de alimentos fora do prazo "comer de preferência até..." e estou aqui são e rijo! [:D]
 
Nada de especial (mais uma vez). Disse o que todos sabemos, mas que poucos têm coragem de verbalizar. Depois aparecem os "indignados das redes sociais" e o resto do filme já sabemos qual é.
Se eu fosse contar o número de vezes que comi iogurtes fora de validade (2, 3 ou mais dias) ficava aqui a noite toda. Mas como algumas pessoas gostam é de arranjar confusão já não me admiro com algumas opiniões que vou lendo por essa net fora.

só 2 ou 3? 15 dias é quse normal, de vez em quando lá encontro um iogurte da minha mulher fora de prazo. ela tem ali uns gregos de stracciatella de dia 24, acho eu. amanhã já vai um. [kiss] ainda hoje descobri um bocado de chocolate de outubro, daqueles gourmet do continente. comi 1 quadrado e os outros 2 foram para o lixo. como o meu estômago é tipo o dos crocodilos, marcha tudo. ainda não me deu vontade de ir à casa de banho. [:D]


Tanta discussão por uma coisa sem interesse...

Eu todos os anos dou algumas coisas. Este ano, na última vez que fui a França estavam a fazer o mesmo (o "homólogo" francês do banco alimentar) e também dei lá (umas compotas e outras coisas diferentes, pois estavam a dizer na tv que o pessoal não come só massa e arroz).

Há alguns anos atrás também ia distribuir, mas entretanto deixei-me disso.

em novembro dei leite achocolatado, massa tricolor, açúcar e aletria. sempre é alguma coisa diferente. uma senhora já de alguma idade vinha com o neto ao colo, pensei que tinha comprado bledinas para ele. total: gastou 25€ em bledinas para o banco alimentar. abençoada... apr:)
 
De facto, segundo Paulo Pedroso, a verdadeira função do Banco Alimentar é precisamente gerir o desperdício alimentar:


Em 2011 as campanhas de recolha em supermercados contribuiram apenas com 10% do valor dos produtos recolhidos pelo Banco Alimentar de Lisboa. A indústria agro-alimentar, reciclando os seus excedentes, doou 43%. A reciclagem de excedentes da UE contribuiu com 22%. O Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (de novo, os excedentes) doou 11%. As retiradas de fruta pelo IFAP (ainda os excedentes) renderam 6%. Ou seja, ao todo, o escoamento de excedentes correspondeu a 82% do valor dos produtos distribuídos.
O Banco Alimentar precisa das campanhas de recolha em supermercados por boas razões de marketing e ao fazê-lo mantém ocupados os escuteiros e toda a rede de voluntários ligada à Igreja Católica, que enquanto estão à porta dos supermercados a estender-nos os saquinhos estão a contribuir à sua maneira para o bem comum e a ajudar-nos a - como em todos os actos de caridade - aliviar as consciências sem resolver nenhum problema estrutural.
Espero que sejam bem-aventurados os que contribuem nestas campanhas (eu costumo contribuir), mas não tenhams dúvidas de que core business do Banco Alimentar não é a nossa caridade, é evitar o escândalo da destruição de produtos alimentares no nosso país e na nossa Europa. É evitar que se deteriorem os bifes que não comemos enquanto a carne é fresca.
O Banco Alimentar faz de uma forma sofisticada e elegante o interface entre a oferta e a procura de alimentos que encontramos por vezes, de forma repugnante e brutal, à porta dos supermercados ou nos caixotes do lixo das nossas ruas.
Este tipo de instituições ocupa um lugar importante dado que, se parasse, simplesmente seriam destruídos mais alimentos e haveria mais alimentos à porta dos supermercados e no lixo com prejuízo para todos. A senhora Jonet dedica-se essencialmente à gestão de uma estrutura logística sem fins lucrativos de reciclagem das ineficiências da produção e da distribuição alimentar. O que comanda a sua actividade é a oferta (a disponibilidade) e não a procura (a necessidade).
Por isso, pessoalmente pouco me importa o que a senhora Jonet pensa da pobreza desde que gira a sua plataforma logística de modo a que os produtos sejam utilizados e distribuídos com equidade, mesmo se vão cair predominantemente numa rede confessional de distribuição. Mais vale a distribuição imperfeita do que a destruição perfeita.
Compreendo a irritação dos que se fartaram de enaltecer a senhora como campeã que nunca foi da luta contra a pobreza e penso que deveria arrepender-se os que acharam que a sua acção era promotora dos direitos humanos. Mereceria um prémio de São Vicente de Paula, mas uma distinção por direitos humanos da Assembleia da República? Que Deus ilumine melhor no futuro o juízo das senhoras e senhores deputados.
Os que endeusaram a senhora e o Banco Alimentar sentem-se agora enganados. Mas o engano era deles e se a Senhora Jonet é uma gestora eficiente desta logística não a substituam por uma ineficiente. Podem não querer dar para o Banco Alimentar este ano, mas esse é um assunto entre vós e as vossas boas consciências, que pouco beliscará a acção do Banco.
Por mim, prefiro dedicar a minha energia a perguntar-me o que posso fazer para que diminua este tipo de procura de bens alimentares enquanto a senhora Jonet escoa a oferta.
 
Para terminar a minha participação neste tópico, penso que a Isabel Jonet teve o que mereceu. As declarações dela foram patéticas e pouco razoáveis, para não dizer mesmo insensíveis tendo em conta a situação dramática que muitos portugueses enfrentam ou vão começar a enfrentar doravante.

Muitos dos que se indignarão com ela não compreendem o porquê do empobrecimento colectivo, dado que nem toda a gente, senão até mesmo a maior parte dos cidadãos, aderiu aos delírios do novo-riquismo e de outras preciosidades que fornicaram literalmente Portugal. Para não falar que o discurso dela acaba por ser moralista e que utiliza metáforas um pouco insultuosas, de modo a fazer valer o seu ponto de vista.

Já Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas, abordou recentemente em Fátima a temática da pobreza, demonstrado ter a sensibilidade e a sensatez necessárias para discutir publicamente um assunto de enorme gravidade. Leiam esta notícia e verão onde eu quero chegar:


Cáritas alerta para desrespeito pela dignidade humana - JN
 
Nada de especial (mais uma vez). Disse o que todos sabemos, mas que poucos têm coragem de verbalizar. Depois aparecem os "indignados das redes sociais" e o resto do filme já sabemos qual é.
Se eu fosse contar o número de vezes que comi iogurtes fora de validade (2, 3 ou mais dias) ficava aqui a noite toda. Mas como algumas pessoas gostam é de arranjar confusão já não me admiro com algumas opiniões que vou lendo por essa net fora.

Já comi certas coisas fora da validade, não me fez mal nenhum.

O melhor é não ligar a tudo o que se lê na internet, em centenas de posts, apenas meia duzia dizem algo de jeito.

Podem fazer mal, mas costumam saber muito bem. [:D] [:D]

Ora aí está!

Eu também abomino o desperdício, e se for de alimentos pior ainda!

Já comi montes e montes de alimentos fora do prazo "comer de preferência até..." e estou aqui são e rijo! [:D]

só 2 ou 3? 15 dias é quse normal, de vez em quando lá encontro um iogurte da minha mulher fora de prazo. ela tem ali uns gregos de stracciatella de dia 24, acho eu. amanhã já vai um. [kiss] ainda hoje descobri um bocado de chocolate de outubro, daqueles gourmet do continente. comi 1 quadrado e os outros 2 foram para o lixo. como o meu estômago é tipo o dos crocodilos, marcha tudo. ainda não me deu vontade de ir à casa de banho. [:D]




em novembro dei leite achocolatado, massa tricolor, açúcar e aletria. sempre é alguma coisa diferente. uma senhora já de alguma idade vinha com o neto ao colo, pensei que tinha comprado bledinas para ele. total: gastou 25€ em bledinas para o banco alimentar. abençoada... apr:)


Uma coisa é comer coisas fora de validade por livre arbítrio outra é impor artigos fora de validade aos pobrezinhos.
Dignidade.
 
Para terminar a minha participação neste tópico, penso que a Isabel Jonet teve o que mereceu. As declarações dela foram patéticas e pouco razoáveis, para não dizer mesmo insensíveis tendo em conta a situação dramática que muitos portugueses enfrentam ou vão começar a enfrentar doravante.

Muitos dos que se indignarão com ela não compreendem o porquê do empobrecimento colectivo, dado que nem toda a gente, senão até mesmo a maior parte dos cidadãos, aderiu aos delírios do novo-riquismo e de outras preciosidades que fornicaram literalmente Portugal. Para não falar que o discurso dela acaba por ser moralista e que utiliza metáforas um pouco insultuosas, de modo a fazer valer o seu ponto de vista.

Já Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas, abordou recentemente em Fátima a temática da pobreza, demonstrado ter a sensibilidade e a sensatez necessárias para discutir publicamente um assunto de enorme gravidade. Leiam esta notícia e verão onde eu quero chegar:


Cáritas alerta para desrespeito pela dignidade humana - JN

É este o caminho de quem gere uma instituição desta natureza.
 
De facto, segundo Paulo Pedroso, a verdadeira função do Banco Alimentar é precisamente gerir o desperdício alimentar:

Precisamente. Em vez dos hipermercados e produtores deitarem para o lixo os produtos excedentes (ou no limite do prazo de validade) doam-nos ao Banco Alimentar. Não vejo onde está o problema. Preferiam ver as pessoas a vasculhar o lixo dos hipermercados?
 
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