Assistente de bordo

Vê-se mesmo que não és senhora com filhos pequenos...
Filhos pequenos implica: faltas ao trabalho para efeitos de assistência à familia, idas ao médico, idas à escola...tudo coisas que um patrão gosta e compreende!


em cheio no centro da mira.

Só funcionárias públicas ou de empresas públicas tem as vantagens inerentes a estarem em casa 6 meses de licença, terem filhos sucessivamente (e ainda bem), faltarem para assistência familiar porque o "patrão" pouco se chateia e o chefe, ficando aborrecido ou chateado, pouco pode fazer.
 
O que eu não entendo é como é que uma pessoa pensa em concorrer a um trabalho e, havendo a hipótese de ficar, já conta com o ovo no dito cujo da galinha, nomeadamente que as colegas trocam voos, que toda a gente facilita...

Bem, infelizmente não é assim que funciona. Há bons colegas, claro, mas é necessário ter algum calo na empresa, é necessário que a empresa permita... Uma companhia aérea não é uma instituição para realizar sonhos, é uma empresa de verdade, com objectivos muito específicos.

Felizmente tenho a sorte de neste momento trabalhar numa instituição do estado (não sou, no entanto, funcionária pública) mas já trabalhei no privado e se há coisas que as empresas não gostam é de dispensar quem quer que seja... podem fazê-lo, mas assim que puderem... No meu caso em concreto, foi em parte as horas de aleitamento (não tenho culpa do meu filho mamar até tão tarde, muito pelo contrário, até incentivei) e em parte as assistências à família. Mas não há almoços grátis, muito menos favores só porque "coitada é nova e tem um filho"... no way.
 
em cheio no centro da mira.

Só funcionárias públicas ou de empresas públicas tem as vantagens inerentes a estarem em casa 6 meses de licença, terem filhos sucessivamente (e ainda bem), faltarem para assistência familiar porque o "patrão" pouco se chateia e o chefe, ficando aborrecido ou chateado, pouco pode fazer.

Ou fazem como eu e a minha esposa: tiramos os 5 meses, mais 1 mês eu (sim, o pai também pode) e depois ainda metemos férias.

Trabalhamos ambos em empresas privadas. E mais: não pedimos o que é nosso por direito: informamos que se vai proceder dessa forma.

Agora, estamos sujeitos, claro... mas aguentamos bem com isso ;) e não, não somos ricos nem os nossos pais são ricos. Apenas achamos que há coisas tão ou mais importantes do que o trabalho e enquanto não se mudarem mentalidades, também não se avança.

Com a minha 1ª filha, quando disse que ia tirar 30 dias de licença partilhada com a mãe, ficaram todos: "?? A sério? E não tens medo de ser despedido? E pode-se? E de certeza?". Olhem, ainda cá estou e até cheguei a receber prémio nesse ano.

Com esta que chega agora em Junho, já ninguém ligou nenhuma... tudo pacífico e toda a gente acha normal. As empresas tem de ser mais dinâmicas e habituarem-se a estes periodos. FYI: neste periodo, formou-se uma rapariga nas minhas funções e ainda cá está, portanto até foi bom para outros

É uma questão de mudarmos mentalidades. Claro que tinha a noção que podia ter corrido doutra forma (ainda para mais o "patrão" é oldschool), mas olhem... aguentava e nem que trabalhasse em part-time em 2 empregos, mas o tempo que passei com a minha filha, foi tudo para mim.
 
Ou fazem como eu e a minha esposa: tiramos os 5 meses, mais 1 mês eu (sim, o pai também pode) e depois ainda metemos férias.

Trabalhamos ambos em empresas privadas. E mais: não pedimos o que é nosso por direito: informamos que se vai proceder dessa forma.

Agora, estamos sujeitos, claro... mas aguentamos bem com isso ;) e não, não somos ricos nem os nossos pais são ricos. Apenas achamos que há coisas tão ou mais importantes do que o trabalho e enquanto não se mudarem mentalidades, também não se avança.

Com a minha 1ª filha, quando disse que ia tirar 30 dias de licença partilhada com a mãe, ficaram todos: "?? A sério? E não tens medo de ser despedido? E pode-se? E de certeza?". Olhem, ainda cá estou e até cheguei a receber prémio nesse ano.

Com esta que chega agora em Junho, já ninguém ligou nenhuma... tudo pacífico e toda a gente acha normal. As empresas tem de ser mais dinâmicas e habituarem-se a estes periodos. FYI: neste periodo, formou-se uma rapariga nas minhas funções e ainda cá está, portanto até foi bom para outros

É uma questão de mudarmos mentalidades. Claro que tinha a noção que podia ter corrido doutra forma (ainda para mais o "patrão" é oldschool), mas olhem... aguentava e nem que trabalhasse em part-time em 2 empregos, mas o tempo que passei com a minha filha, foi tudo para mim.


O "sermão" não deve ser para mim, apesar de me estares a citar no inicio.

Eu conheço o setor privado apesar de já trabalhar em empresa públicas há mais de 10 anos.

E posso dizer-te que fui eu, o pai, que tirou a licença de parentalidade toda!!! Sim, os 5 meses. Não foi só 1 mês da chamada licença partilhada. Quando soube da gravidez e analisarmos os cenários, a 7 meses do nascimento, avisei a minha hierarquia e comuniquei da minha intenção de tirar a licença.

E fiz isto porque a minha mulher é advogada e como tem uma caixa diferente da Seg. Social (CPAS), não existe a figura da licença de maternidade. As advogadas e solicitadoras não podem ser mães a tempo inteiro. Acham também bem isto?
 
O "sermão" não deve ser para mim, apesar de me estares a citar no inicio.

Eu conheço o setor privado apesar de já trabalhar em empresa públicas há mais de 10 anos.

E posso dizer-te que fui eu, o pai, que tirou a licença de parentalidade toda!!! Sim, os 5 meses. Não foi só 1 mês da chamada licença partilhada. Quando soube da gravidez e analisarmos os cenários, a 7 meses do nascimento, avisei a minha hierarquia e comuniquei da minha intenção de tirar a licença.

E fiz isto porque a minha mulher é advogada e como tem uma caixa diferente da Seg. Social (CPAS), não existe a figura da licença de maternidade. As advogadas e solicitadoras não podem ser mães a tempo inteiro. Acham também bem isto?

Então o que é que aconteceu? foi trabalhar no dia depois de parir? [8b] Não sabia que havia situações destas... Como fizeram? A tua mulher teve que tirar férias?
 
E fiz isto porque a minha mulher é advogada e como tem uma caixa diferente da Seg. Social (CPAS), não existe a figura da licença de maternidade. As advogadas e solicitadoras não podem ser mães a tempo inteiro. Acham também bem isto?

Os advogados também não são exactamente pessoas, logo parece-me lógico.
 
Então o que é que aconteceu? foi trabalhar no dia depois de parir? [8b] Não sabia que havia situações destas... Como fizeram? A tua mulher teve que tirar férias?


Naturalmente que nos dias anteriores, combinou com alguns colegas que fizessem algum julgamento que pudesse estar marcado. Ou irem a escalas aos tribunais.

Creio que uma advogada pode, nestas circunstâncias, adiar uma sessão em 30 dias. Mas tem que justificar muito bem a coisa senão o Sr. Juiz (são piores as Juizas) multam a advogada.

Os advogados por conta própria não tem férias. Se não trabalhas não ganhas.

Sim, a filha nasceu segunda e na sexta já estava a trabalhar.
 
O "sermão" não deve ser para mim, apesar de me estares a citar no inicio.

Eu conheço o setor privado apesar de já trabalhar em empresa públicas há mais de 10 anos.

E posso dizer-te que fui eu, o pai, que tirou a licença de parentalidade toda!!! Sim, os 5 meses. Não foi só 1 mês da chamada licença partilhada. Quando soube da gravidez e analisarmos os cenários, a 7 meses do nascimento, avisei a minha hierarquia e comuniquei da minha intenção de tirar a licença.

E fiz isto porque a minha mulher é advogada e como tem uma caixa diferente da Seg. Social (CPAS), não existe a figura da licença de maternidade. As advogadas e solicitadoras não podem ser mães a tempo inteiro. Acham também bem isto?

Percebeste mal, não era um "sermão", muito menos para ti. Foi um emitir de opinião, onde aproveitei o teu post pois está relacionado...
 
Naturalmente que nos dias anteriores, combinou com alguns colegas que fizessem algum julgamento que pudesse estar marcado. Ou irem a escalas aos tribunais.

Creio que uma advogada pode, nestas circunstâncias, adiar uma sessão em 30 dias. Mas tem que justificar muito bem a coisa senão o Sr. Juiz (são piores as Juizas) multam a advogada.

Os advogados por conta própria não tem férias. Se não trabalhas não ganhas.

Sim, a filha nasceu segunda e na sexta já estava a trabalhar.

Parto normal, presumo... caso contrário (cesariana), bem que se anda umas 2 semanas onde mal se mexem...
 
Parto normal, presumo... caso contrário (cesariana), bem que se anda umas 2 semanas onde mal se mexem...

Bem pelo contrário. Foi cesariana e de emergência. Não houve cá um corte de 10 ou 15 cm para tirar a criança. Foi um corte de mais de 25 cm.

E com a criança no cuidados intensivos do H. Santa Maria Lisboa, tendo a criança nascido no H São João Porto. Mas a história do nascimento da minha filha dava um livro e é desnecessário para aqui.
 
Naturalmente que nos dias anteriores, combinou com alguns colegas que fizessem algum julgamento que pudesse estar marcado. Ou irem a escalas aos tribunais.

Creio que uma advogada pode, nestas circunstâncias, adiar uma sessão em 30 dias. Mas tem que justificar muito bem a coisa senão o Sr. Juiz (são piores as Juizas) multam a advogada.

Os advogados por conta própria não tem férias. Se não trabalhas não ganhas.


Sim, a filha nasceu segunda e na sexta já estava a trabalhar.

Não são só os advogados por conta própria... todos os que trabalham por conta própria estão nesse patamar.

Lamento imenso que assim seja. Acho que todas as mães deveriam ter o direito de estar com a cria nos primeiros meses da sua vida.
 
Não são só os advogados por conta própria... todos os que trabalham por conta própria estão nesse patamar.

Lamento imenso que assim seja. Acho que todas as mães deveriam ter o direito de estar com a cria nos primeiros meses da sua vida.

Esqueci-me que a Lei Portuguesa prevê um prazo de 42 dias para recuperação da mãe, mas nestes casos isso não é respeitado.
 
Bem pelo contrário. Foi cesariana e de emergência. Não houve cá um corte de 10 ou 15 cm para tirar a criança. Foi um corte de mais de 25 cm.

E com a criança no cuidados intensivos do H. Santa Maria Lisboa, tendo a criança nascido no H São João Porto. Mas a história do nascimento da minha filha dava um livro e é desnecessário para aqui.

Ambos tem noção de que isso chega quase a ser irresponsável (do ponto de vista médico para a mãe)... nenhum esforço laboral ou tentativa, serve de justificação para se arriscar a saúde de uma pessoa, muito menos a da mãe de uma criança que fez um parto de cesariana com um corte desse tamanho...

Mas pronto, isto sou eu... às vezes o "frio" dos nórdicos não me parece assim tão frio e o "calor" dos países do sul, não me parecem assim tão quentes e acolhedores...

EDIT: atenção, não leves isto como uma crítica a vocês os dois, mas sim uma crítica à sociedade que "obriga" a que uma mãe se tenha de separar assim do seu filho. Caso contrário, bye bye emprego... enfim
 
Bem pelo contrário. Foi cesariana e de emergência. Não houve cá um corte de 10 ou 15 cm para tirar a criança. Foi um corte de mais de 25 cm.

E com a criança no cuidados intensivos do H. Santa Maria Lisboa, tendo a criança nascido no H São João Porto. Mas a história do nascimento da minha filha dava um livro e é desnecessário para aqui.

Recapitulando depois de uma cesariana de emergência, em que a tua esposa leva uma"facada" de 25cm a bebé fica nos CI, a uma segunda feira, na sexta da mesma semana a tua esposa já estava a trabalhar??

Não tenho o porquê de não acreditar em ti, mas essa mais parece a história do ressuscitado aqui do fórum!!!:sh)
 
A HiFly (antiga Air Luxor) está a contratar assistentes de bordo mas também pedem com o 12º ano.

Se só tens o 9º esquece, vai ser muito difícil senão mesmo impossível.
 
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