As praxes deviam ser proibidas?

As praxes deviam ser proibidas?

  • Sim, as praxes devem ser proibidas

    Votos: 38 38,8%
  • devem ser combatidas, mas não proibidas

    Votos: 4 4,1%
  • devem apenas ser regulamentadas e vigiadas

    Votos: 31 31,6%
  • deixemos os estudantes em autoregulamentação

    Votos: 15 15,3%
  • devem ser promovidas

    Votos: 10 10,2%
  • não sei, não vi, não estava lá, outras hipóteses

    Votos: 0 0,0%

  • Total de eleitores
    98
Chama-lhe lirismo, demagogia o que quiseres.
Sou contra a proibição sim, tal não significa que seja a favor das praxes ou que concorde com elas.
Vivemos numa sociedade livre, se há quem gosta de fazer idiotices quem sou eu para pedir a proibição - desde que respeite os direitos das pessoas.

Mas vamos supor que se proibia, e depois? dava-se prisão a quem dissesse que certa brincadeira era praxe? Se trajados cantassem, era ajuntamento e praxe e chama-se a policía? Se numa aula de educação física o professor diz para fazer flexões também era praxe?
Isto não é preto no branco, dizer da boca para fora, ah e tal é estúpido proíbe-se, é giro, fica bem nas indignações da internet, mas tem outras implicações.
Isso sim é lirismo.

E tu a dares com a história recente, verifica quantas mortes foram atribuídas a praxes nos últimos 10 anos, atribuídas de facto, por tribunais, não especulações de conversa de café. Deve morrer mais gente a jogar chinquilho que em praxes...

Nestas últimas páginas temos casos de pessoas que não quiseram ser praxadas, nada de mal lhes aconteceu, ninguém os obrigou ou arrastou, não ficaram excluídos etc. Há pressão sim, excessiva até, mas na práctica poucas ou nenhumas consequências reais.

Eu sou contra a proibicao das praxes, tal como sou contra a proibicao de relacoes sexuais sado-masoquistas.

Mas acho que quem praxa alguém devia pensar antes se era capaz de fazer aquilo á sua mãe. E caso a resposta seja negativa, nao existe qualquer razão para o fazer a outra pessoa (se houver razao gostava de a ouvir). Infelizmente nem toda a gente é capaz de ter esta maturidade e discernimento aos 18, 19 ou 20 anos, mas é para aí que se devia caminhar.
 
Chama-lhe lirismo, demagogia o que quiseres.
Sou contra a proibição sim, tal não significa que seja a favor das praxes ou que concorde com elas.
Vivemos numa sociedade livre, se há quem gosta de fazer idiotices quem sou eu para pedir a proibição - desde que respeite os direitos das pessoas.

Mas vamos supor que se proibia, e depois? dava-se prisão a quem dissesse que certa brincadeira era praxe? Se trajados cantassem, era ajuntamento e praxe e chama-se a policía? Se numa aula de educação física o professor diz para fazer flexões também era praxe?
Isto não é preto no branco, dizer da boca para fora, ah e tal é estúpido proíbe-se, é giro, fica bem nas indignações da internet, mas tem outras implicações.
Isso sim é lirismo.

E tu a dares com a história recente, verifica quantas mortes foram atribuídas a praxes nos últimos 10 anos, atribuídas de facto, por tribunais, não especulações de conversa de café. Deve morrer mais gente a jogar chinquilho que em praxes...

Nestas últimas páginas temos casos de pessoas que não quiseram ser praxadas, nada de mal lhes aconteceu, ninguém os obrigou ou arrastou, não ficaram excluídos etc. Há pressão sim, excessiva até, mas na práctica poucas ou nenhumas consequências reais.

Continuas na senda do abstracto e teórico...
Se não fossemos todos Humanos, não precisávamos ter regras, ter leis, ter proibições e etc. Cada um fazia o que queria "desde que respeite os direitos das pessoas".

Vamos supor que se proibia, como é lógico teria de existir uma tipificação do que era proibido e das devidas sanções. Não erradicavam a praxe tenho certeza disso, é como em tudo, "como bater na mulher", mas diminuía drasticamente os atropelos que por aí existem.

Casos de ocorridos em praxes (conhecidos publicamente):

Novembro 1999
Uma aluna da Escola Superior de Educação de Leiria declara-se vítima de agressões físicas e humilhações durante as praxes: num “tribunal de praxe” a “sentença” dita o corte do seu cabelo. É a primeira vez que alguém anuncia a vontade de iniciar um processo em tribunal – o que não chegou a acontecer.
Janeiro de 2003
Ana Sofia Damião, aluna do Instituto Piaget de Macedo de Cavaleiros, denuncia publicamente as agressões de que terá sido alvo durante as praxes do início do ano lectivo. Insultada, obrigada a despir-se e a vestir-se novamente – agora com a roupa interior por fora –, forçada a simular orgasmos, a relatar pormenores da sua vida sexual e a simular relações sexuais com colegas. Pedro Lynce, Ministro da Ciência e Ensino Superior da altura, declara que levará “até às últimas consequências” uma investigação sobre o sucedido e que revela que, entre 1997 e 2000, foram arquivados 9 casos de violência nas praxes.
No final deste caso, agressores e agredida foram sancionados, por igual, com uma repreensão escrita – Ana Sofia Damião “pela forma subjectiva excessiva como relatou os factos, que sabia não terem a gravidade que decorre da sua exposição”; os agressores “por não terem a preocupação de avaliar se as ordens da praxe poderiam ferir susceptibilidades individuais”.

Março de 2003
Ana Santos, estudante da Escola Superior Agrária de Santarém, decide avançar com a denúncia pública. Faz uma queixa na polícia, envia uma carta para a direcção da escola e uma carta para o Ministro do Ensino Superior. Teria sido “esfregada” com bosta, insultada e impedida de usar o telemóvel durante várias horas e, finalmente, abandonada a quilómetros de casa. O Presidente do Conselho Directo da ESAS, Henrique Soares Cruz, abre um inquérito. Fazendo contudo saber que, no seu tempo de estudante, também tinha “recebido bosta no corpo”, o que era uma “tradição da escola”. O Tribunal de Santarém viria a condenar sete estudantes, numa sentença confirmada em 2009 pela Relação de Évora, a multas entre os 640 e 1600 euros. Foi a primeira condenação da praxe em tribunal.
Maio de 2003
Um grupo de alunos do Instituto Piaget de Macedo de Cavaleiros denuncia ter sido agredido durante um “tribunal de praxe”. Os alunos agredidos chegam a prometer fazer queixa na polícia, mas acabam por não avançar. O presidente do Instituto suspende, durante 15 dias, os 25 alunos que organizaram o “tribunal” e anuncia a suspensão das praxes “por tempo indeterminado”, pelo menos “até à elaboração do código de praxes com base na Carta de Princípios”.
Outubro de 2003
Mais uma queixa no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra: um aluno denuncia que foi obrigado a atar, no seu pénis, um cordel que amarrava um tijolo. A Ministra da Educação recebe um carta assinada pelo pai do aluno e declara que exigirá todos esclarecimentos à escola. O caso ficará por aqui.
Novembro de 2003
As praxes na polícia são notícia. “Praxe sexual” no Instituto Superior de Ciências Policiais. Há queixas e ameaças de expulsão. Segundo as notícias, os caloiros teriam sido obrigados a lamber chantilly num pénis de borracha aplicado num manequim. Uma das vítimas afirma na imprensa: “estive duas noites sem dormir e nunca fui tão humilhado”.
Outubro de 2004
A revista Grande Reportagem publica um artigo em que revela a morte, em circunstâncias estranhas, de um membro de uma tuna da Universidade Lusíada de Famalicão. “Morte na tuna” ou “vítima da praxe” são títulos da responsabilidade da jornalista Felícia Cabrita, que pretendem deixar clara a sua tese: Diogo Macedo foi assassinado, pelos seus colegas, numa “praxe” da tuna em 2001. Um pacto de silêncio entre os envolvidos nunca permitiu apurar a responsabilidade pelo crime. Onze anos depois, a justiça obrigou a Universidade Lusíada a pagar uma indemnização de mais de 90 mil euros à família da vítima.
Novembro de 2004
O processo judicial da Ana Sofia Damião chega à fase decisiva. O juiz responsável pelo processo declara não haver razões para o julgamento, alegando-se que a aluna, ao ter participado nas praxes, o teria feito com consentimento, sem se declarar anti-praxe.
Agosto de 2006
Ana Sofia Damião avança com um processo cível contra o Piaget de Macedo de Cavaleiros. Perdido o processo-crime contra os agressores, tenta agora responsabilizar a escola, exigindo 70 mil euros pelos “danos morais e patrimoniais” decorrentes do caso. É a primeira vez que uma faculdade se vê obrigada a defender-se em tribunal pela sua negligência e conivência com as violências da praxe.
Outubro de 2006
No Porto, uma estudante apresenta queixa na PSP contra uma agressão por um grupo de estudantes e uma ameaça de agressão por parte de dois estudantes, recorrendo a uma colher de pau de grandes dimensões utilizada na praxe.
A Reitoria da Universidade de Aveiro proíbe as praxes no interior do “campus”, na sequência de “excessos” que obrigaram à hospitalização de uma aluna. E lança um ultimato: ou se regulamentam as praxes ou são simplesmente proibidas.
Maio de 2007
A imprensa relata o caso de um aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra que terá sido ferido no escroto durante um “rapanço” e de outro que teria vários ferimentos no crânio resultante de lhe terem rapado o cabelo. Esta sanção terá sido deliberada por um Tribunal de Praxe. As vítimas decidem não avançar com queixa para além dos organismos das praxes.
Novembro de 2007
Dois estudantes ficaram gravemente feridos em iniciativas ligadas à praxe no mesmo dia, em Coimbra e Elvas. Um aluno do 3º ano da Escola Superior Agrária de Coimbra ficou tetraplégico após uma queda durante as praxes. Em Elvas, um aluno do 1º ano da Escola Superior Agrária caiu do do castelo durante o rallye das tascas da semana de receção ao caloiro.
Outubro 2008
Um aluno do primeiro ano da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria sofreu a ruptura de um aneurisma cerebral, depois de uma praxe académica que culminou com o “baptismo” na Fonte Luminosa.
Junho 2009
O Supremo Tribunal de Justiça dá razão a Ana Sofia Damião e condena o Instituto Piaget a uma indemnização de 38 mil euros, considerando que “um estabelecimento de ensino superior tem o dever jurídico e social de impedir que seja levado à prática nas suas instalações um "Regulamento de Praxes de Alunos" contendo praxes humilhantes e vexatórias, procedimentos constrangedores que podem levar ao exercício de violência física e psíquica sobre os alunos, claramente restritivas dos direitos, liberdades e garantias dos visados”.
Outubro 2009
O Ministério Público acusa oito alunos do Colégio Militar de maus tratos contra três colegas mais novos em 2007 e 2008. Uma das vítimas ficou com um tímpano furado e outra permaneceu mais de um mês numa cadeira de rodas.
Novembro 2009
Tal como na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Instituto Superior Técnico e outras instituições, também o presidente do Instituto Politécnico de Viseu segue a recomendação do ministro Mariano Gago e proíbe as praxes dentro e nas imediações da instituição. Fernando Sebastião aponta outra razão: a denúncia recebida acerca dos “negócios lucrativos” dos organizadores das praxes, que ganham comissões dos bares para onde levam os caloiros, obrigando-os a consumir.
Dezembro 2009
Estudantes do primeiro ano da Escola Superior de Educação de Portalegre denunciam praxes violentas na instituição durante um “tribunal de praxe”. As agressões terão partido de membros da Comissão de Praxe encapuzados, conhecidos por “carrascos” pelos restantes praxistas.
Fevereiro 2010
Alunos do 1º ano do pólo de Chaves da Universidade de Trás-os Montes e Alto Douro (UTAD), queixam-se de séries intermináveis de praxes violentas. Dizem que o mesmo não acontece no pólo de Vila Real da mesma universidade.
Outubro 2010
Aluno do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa apresenta queixa ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior contra as práticas homofóbicas durante a praxe na semana de receção ao caloiro.
Janeiro 2011
Uma aluna do 1º ano da Academia Militar é internada com um traumatismo craniano, após uma queda durante a praxe.
Março 2011
Estudantes da Universidade Católica de Braga fazem praxe noturna no centro da cidade, instigando os mais novos a acordar e insultar um grupo de sem-abrigo. A PSP foi chamada para conter a rixa que que se seguiu.
Outubro 2011
Duas estudantes de Psicologia da Universidade de Coimbra queixam-se de ser vítimas de agressões durante uma praxe realizada de madrugada, tendo recebido tratamento hospitalar. Quando o assunto vem a público meses depois, o Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra suspendeu as praxes e suspendeu também oito alunos de as poderem realizar, descartando as queixas de agressões por serem “meramente esfera criminal”.
Abril 2012
Um grupo de docentes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra lança um abaixo assinado a alertar para o clima de intimidação sofrido pelas vítimas de praxes violentas, solicitando aos órgãos de gestão medidas de combate a este fenómeno.
Setembro 2012
Uma estudante da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Beja ficou inanimada e entrou em paragem respiratória durante a praxe. Foi internada nos Cuidados Intensivos do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja e nunca chegou a recuperar, mantendo-se durante um ano com total dependência de terceiros. Cristina Ratinho viria a morrer um ano depois, deixando uma filha de quatro anos.
Dezembro 2013
Seis estudantes com responsabilidade pela organização das praxes na Universidade Lusófona morrem ao serem arrastados pelo mar na Praia do Meco. A imprensa tem revelado fortes indícios de se ter tratado de um ritual de praxe noturna.
Janeiro 2014
António Silva Gomes, professor de Psicologia Aplicada da Universidade do Minho queixa-se de ter sido agarrado e humilhado por praxistas quando tentou intervir numa praxe abusiva na Universidade.
Três estudantes universitários morreram e outros quatro ficaram feridos na sequência da derrocada de um muro, esta quarta-feira, junto ao campus de Gualtar, em Braga. A tragédia ocorreu durante uma praxe académica.
É preciso mais?
 
Continuas na senda do abstracto e teórico...
Se não fossemos todos Humanos, não precisávamos ter regras, ter leis, ter proibições e etc. Cada um fazia o que queria "desde que respeite os direitos das pessoas".

Vamos supor que se proibia, como é lógico teria de existir uma tipificação do que era proibido e das devidas sanções. Não erradicavam a praxe tenho certeza disso, é como em tudo, "como bater na mulher", mas diminuía drasticamente os atropelos que por aí existem.

Casos de ocorridos em praxes (conhecidos publicamente):
(...)

​
É preciso mais?

Meu caro, os direitos das pessoas e dos cidadão estão consagrados na legislação, se há abusos, obviamente sou a favor que se denunciem e sejam punidos. Sempre a distorcer...
Se te batem numa praxe fazes queixa por agressão, se te molestam fazes queixa por abuso sexual, onde está aqui o teórico e o abstracto?! Enfim.

Não percebes o que defendo ao ser contra a proibição, sou contra as generalizações, a assumpção de culpa de uma actividade que pode não ter nada de ilegal ou de mau.
Se queres legislar todas as actividades de grupos passíveis de ter abusos e risco para as pessoas, onde traças o limite?

Quanto aos casos apresentados, só demonstra que há problemas, nunca o neguei nem compactuo com eles, e que são muitas vezes denunciados.
Quase todos os dias morre gente, são destruídas familias, há violência doméstica devido ao alcoolismo, pela mesma lógica porque não se proíbe o álcool ?! Ao pé do álcool as praxes são penauts no mal que fazem à sociedade...

Agora também há aí coisas sem nexo, como a cena do muro, paragens cardiorespiratórias e até a história do Meco... se ocorressem noutros "ajuntamentos de jovens" que não a "praxe" nem nas notícias era dado tanto destaque, foram acontecimentos circustanciais, mas como estão minimamente ligados À praxe, são logo rotulados, mesmo que o facto de ser "praxe" não tenha qualquer relação.
 
Última edição:
Penso que em geral o que as pessoas criticam são os excessos. Praxe existe há muitos anos, havia no meu tampo, o que não havia eram os excessos verificados nestes últimos anos.

A minha geração, tal como anos antes a dos meus pais, também passou por umas brincadeiras, mas aquilo a que eu assisti na geração dos meus filhos é algo de totalmente diferente.
 
Aqueles que recorrem ao argumento da tradição devem compreender que muito do que hoje acontece sob a designação "praxe" é simples violência, violência que nada têm de tradicional no meio académico. Nem percebo onde foram buscar essa ideia.

Pelo que me foi contado, há 60 ou 70 anos cantava-se o fado e tocava-se guitarra, particularmente em Coimbra... Para além disso apanhavam-se umas bebedeiras... Namorava-se... Era mais por ai...

É que nem consigo imaginar os meus pais chegarem a casa dos paizinhos deles todos sujos, pintados, com ovos no cabelo, etc. Havia de ser lindo! Pior ainda, não consigo sequer imaginar os meus pais deixarem-se sujeitar a isso!

Qual tradição, qual carapuça! [:D]

edit: Um user mencionou o Eça de Queiroz, dizendo que já ele falava na Praxe... Mas alguém acha mesmo que no século XIX os estudantes universitários andavam a passear pelas ruas pintados, acorrentados uns aos outros, etc. :confused:
 
Última edição:
Aqueles que recorrem ao argumento da tradição devem compreender que muito do que hoje acontece sob a designação "praxe" é simples violência, violência que nada têm de tradicional no meio académico. Nem percebo onde foram buscar essa ideia.

Pelo que me foi contado, há 60 ou 70 anos cantava-se o fado e tocava-se guitarra, particularmente em Coimbra... Para além disso apanhavam-se umas bebedeiras... Namorava-se... Era mais por ai...

É que nem consigo imaginar os meus pais chegarem a casa dos paizinhos deles todos sujos, pintados, com ovos no cabelo, etc. Havia de ser lindo! Pior ainda, não consigo sequer imaginar os meus pais deixarem-se sujeitar a isso!

Qual tradição, qual carapuça! [:D]

edit: Um user mencionou o Eça de Queiroz, dizendo que já ele falava na Praxe... Mas alguém acha mesmo que no século XIX os estudantes universitários andavam a passear pelas ruas pintados, acorrentados uns aos outros, etc. :confused:


ora é um excelente ponto de vista, mas encaixar esse pensamento em certas mentes captas que por aqui andam está difícil, só não compreendem o que já se falou aqui porque simplesmente não lhes convém, nem muito menos dão o braço a torcer que a visão deles está completamente errada...

isto só prova a mentalidade dos jovens hoje em dia, são facilmente influenciáveis há força, como se de uma obrigação se tratasse...
 
Outra coisa muito engraçada e que só pode fazer sentido na cabeça de putos que ainda têm muito para crescer (certamente não pertencem no ensino superior).

Eu declaro-me anti-praxe, vou à loja e compro um traje, apareço na escola vestido a rigor. Vão chamar a polícia porque não posso? [:)]

Estupidez.


De facto é genial que alguem possa pensar, que há uma logística montada para verificar numa cidade se alguém anda vestido com um traje quando supostamente não devia [:D]
 
Que bela confusão aqui vai...

Mas será que alguém que entra no ensino superior não terá dois dedos de testa para saber ao que se deve ou não sujeitar? Pode votar, conduzir, etc etc mas há e tal é preciso proibir a praxe para defender o menino(a).
Fui praxado e praxei, enquanto praxado houve limites que não admiti que fossem passados e quando praxei nunca fiz a ninguém aquilo que não queria que me fizessem a mim.
Desculpem lá mas qual é o mal de por os caloiros a tremer numa aula fantasma em que o sistema de avaliação era o mais mirabolante possível?
O objectivo da praxe deverá ser o de obrigar, (obrigar leram bem) o novo aluno a sair de casa muitas vezes numa cidade desconhecida, rodeado de desconhecidos, e leva-lo a fazer amizades que ficam para a vida...
 
Que bela confusão aqui vai...

Mas será que alguém que entra no ensino superior não terá dois dedos de testa para saber ao que se deve ou não sujeitar? Pode votar, conduzir, etc etc mas há e tal é preciso proibir a praxe para defender o menino(a).
Fui praxado e praxei, enquanto praxado houve limites que não admiti que fossem passados e quando praxei nunca fiz a ninguém aquilo que não queria que me fizessem a mim.
Desculpem lá mas qual é o mal de por os caloiros a tremer numa aula fantasma em que o sistema de avaliação era o mais mirabolante possível?
O objectivo da praxe deverá ser o de obrigar, (obrigar leram bem) o novo aluno a sair de casa muitas vezes numa cidade desconhecida, rodeado de desconhecidos, e leva-lo a fazer amizades que ficam para a vida...

Será que alguém que está no ensino superior nao terá dois dedos de testa para saber aquilo que deve pedir ou nao a desconhecidos? E ja agora, quem lhes dá a autoridade para isso? Qual foi a educacao que lhes deram em casa?

Se as praxes se resumissem a uma aula fantasma e servicos de voluntariado nao estávamos aqui a falar sobre praxes.

O objectivo da praxe nao é obrigar ninguém a fazer nada, é acolher novos alunos, mostrar-lhes o funcionamento da universidade e contribuir para a sua socializacao. Cada um é livre de querer fazer aquilo que quer, limitar a liberdade de alguém obrigando-o (li bem) a fazer algo contra a sua vontade é de uma estupidez atroz. Existem N actividades de socializacao que nao incluem um sistema hierárquico e/ou envolvam pedidos que se era incapaz de fazer á nossa mãe.
 
Meu caro, os direitos das pessoas e dos cidadão estão consagrados na legislação, se há abusos, obviamente sou a favor que se denunciem e sejam punidos. Sempre a distorcer...
Se te batem numa praxe fazes queixa por agressão, se te molestam fazes queixa por abuso sexual, onde está aqui o teórico e o abstracto?! Enfim.

Não percebes o que defendo ao ser contra a proibição, sou contra as generalizações, a assumpção de culpa de uma actividade que pode não ter nada de ilegal ou de mau.
Se queres legislar todas as actividades de grupos passíveis de ter abusos e risco para as pessoas, onde traças o limite?

Quanto aos casos apresentados, só demonstra que há problemas, nunca o neguei nem compactuo com eles, e que são muitas vezes denunciados.
Quase todos os dias morre gente, são destruídas familias, há violência doméstica devido ao alcoolismo, pela mesma lógica porque não se proíbe o álcool ?! Ao pé do álcool as praxes são penauts no mal que fazem à sociedade...

Agora também há aí coisas sem nexo, como a cena do muro, paragens cardiorespiratórias e até a história do Meco... se ocorressem noutros "ajuntamentos de jovens" que não a "praxe" nem nas notícias era dado tanto destaque, foram acontecimentos circustanciais, mas como estão minimamente ligados À praxe, são logo rotulados, mesmo que o facto de ser "praxe" não tenha qualquer relação.

Admites que há excessos. Nem todas as praxes são excessos (concordo). Mas quantos desses excessos resultaram em condenação?

Nenhuns!

O que foi feito para evitar esses excessos?

Nada! Foi criada uma linha, que se revelou ineficaz. Conheço quem quisesse denunciar casos de humilhação, e ainda ouviram: "não vale a pena. Não dá em nada".


Se fossem a denunciar e a fazer queixa de casos de humilhação em praxes, certamente que não havia tribunal com capacidade de resposta para tantos os casos.
Que bela confusão aqui vai...

Mas será que alguém que entra no ensino superior não terá dois dedos de testa para saber ao que se deve ou não sujeitar? Pode votar, conduzir, etc etc mas há e tal é preciso proibir a praxe para defender o menino(a).
Fui praxado e praxei, enquanto praxado houve limites que não admiti que fossem passados e quando praxei nunca fiz a ninguém aquilo que não queria que me fizessem a mim.
Desculpem lá mas qual é o mal de por os caloiros a tremer numa aula fantasma em que o sistema de avaliação era o mais mirabolante possível?
O objectivo da praxe deverá ser o de obrigar, (obrigar leram bem) o novo aluno a sair de casa muitas vezes numa cidade desconhecida, rodeado de desconhecidos, e leva-lo a fazer amizades que ficam para a vida...

Não há confusão nenhuma.

Não existe coação para votar. Não existe coação para conduzir. Mas para ir a uma praxe, há coação, e muita!

Quanto ao que está a negrito, desde quando é que para obrigar alguém a sair de casa e a conviver, é preciso praxe? Eu não precisei. Aliás, ter meia dúzia de badamecos a gritarem-me aos ouvidos, e a perpetuar atos de clara humilhação, não faz parte do meu dicionário de integração.

O objetivo da praxe não é esse, pelo menos na maioria dos casos (e perdoem-me as exceções). A praxe é um ritual fascista, saudosista, onde meia dúzia de badamecos gostam de enaltecer o ego baseado em premissas omnipotentes.
 
Meu caro, os direitos das pessoas e dos cidadão estão consagrados na legislação, se há abusos, obviamente sou a favor que se denunciem e sejam punidos. Sempre a distorcer...
Se te batem numa praxe fazes queixa por agressão, se te molestam fazes queixa por abuso sexual, onde está aqui o teórico e o abstracto?! Enfim.

Não percebes o que defendo ao ser contra a proibição, sou contra as generalizações, a assumpção de culpa de uma actividade que pode não ter nada de ilegal ou de mau.
Se queres legislar todas as actividades de grupos passíveis de ter abusos e risco para as pessoas, onde traças o limite?

Quanto aos casos apresentados, só demonstra que há problemas, nunca o neguei nem compactuo com eles, e que são muitas vezes denunciados.
Quase todos os dias morre gente, são destruídas familias, há violência doméstica devido ao alcoolismo, pela mesma lógica porque não se proíbe o álcool ?! Ao pé do álcool as praxes são penauts no mal que fazem à sociedade...

Agora também há aí coisas sem nexo, como a cena do muro, paragens cardiorespiratórias e até a história do Meco... se ocorressem noutros "ajuntamentos de jovens" que não a "praxe" nem nas notícias era dado tanto destaque, foram acontecimentos circustanciais, mas como estão minimamente ligados À praxe, são logo rotulados, mesmo que o facto de ser "praxe" não tenha qualquer relação.

Se quiseres a minha opinião relativamente ao álcool eu posso dar-ta.
Quanto ao resto, continuas a andar em círculo. Existirem mecanismos para se fazer denuncias não serve de muito, como se tem visto.
Se uma actividade em teoria inofensiva potencia estas "estupidezes" todas, ano após ano, não faz sentido existir, pura e simplesmente porque as pessoas que a promovem não merecem essa liberdade.

Agora o mais importante do post, coisas sem nexo!!!!!!!!!!!! Juro que não entendo essa desculpabilização e esse assobiar para o ar.
Durante uma praxe, (doutores mandan caloiros fazerem) morrem 3 pessoas subterradas e é um acontecimento circunstancial, foram os jovens que se lembraram de ir para cima do muro saltar e berrar bem alto que o curso deles era melhor que o dos outros...
História do meco, Apesar de mais circunscrito, aquilo tratava-se de uma praxe que representaria uma passagem de hierarquia no mecanismo da praxe como um todo. Morrem 7 afogados, foram acontecimentos circunstancias!!!!! eles estavam ali a dar passos de costas em direcção ao mar, todos trajadinhos, porque não tinha nada melhor que fazer a um sábado à noite.
Este João não sei das quantas, não foi ilibado porque aquilo não ser considerado praxe... a praxe até é "legal", foi ilibado porque os outros coitados que foram ao mar eram maiores e vacinados e a lei é cega...
 
Que bela confusão aqui vai...

Mas será que alguém que entra no ensino superior não terá dois dedos de testa para saber ao que se deve ou não sujeitar? Pode votar, conduzir, etc etc mas há e tal é preciso proibir a praxe para defender o menino(a).
Fui praxado e praxei, enquanto praxado houve limites que não admiti que fossem passados e quando praxei nunca fiz a ninguém aquilo que não queria que me fizessem a mim.
Desculpem lá mas qual é o mal de por os caloiros a tremer numa aula fantasma em que o sistema de avaliação era o mais mirabolante possível?
O objectivo da praxe deverá ser o de obrigar, (obrigar leram bem) o novo aluno a sair de casa muitas vezes numa cidade desconhecida, rodeado de desconhecidos, e leva-lo a fazer amizades que ficam para a vida...

Ora bem, voçês caloiros, venham cá, voçês são obrigados a vir conhecer esta cidade nova e as pessoas que frequentam a universidade, para isso, têm que fazer tudo o que nos mandarmos, andar de pijama o dia todo, cantar em altos berros no meio da praça, têm que andar todos pintados e com uma tabuleta pendurada ao pescoço com os vossos nicknames, há vão rebolar no jardim e provavelmente entrar dentro da fonte da igreja. Quem não o fizer vai a julgamento e pode acabar expulso de todos os convívios de alunos. Vão ver que é para vosso bem, no final serão melhores homens e mulheres e estarão preparados para a vida, irão conhecer esta cidade como as palmas das vossas mãos, incluindo o interior das fontes e irão ser amigos de todos os alunos da universidade.

ou

Caros novos alunos, querem vir conhecer a cidade, podemos parar na praça para tomar um copo, depois iremos conhecer a universidade e irei apresentar-vos aos alunos mais velhos. Tragam chapéu e óculos que está muito sol hoje. A primeira rodada é por conta da AA.
Quem não puder ou quiser vir, não há problema, marcamos para outra altura, e podem na mesma usar traje.
 
Última edição:
HMartinho,

Quando fui praxado não havia telemóveis como hoje, internet havia, mas em alguns pc's das universidades... O que provocava com que muita gente se encontrasse apenas "por marcação". Se muitos tinham facilidade em ser mais extrovertidos e arranjar logo ali conversa, muitos havia que era a primeira vez que saiam de casa dos pais...
Para mim e ao meu redor a praxe sempre foi juntar o pessoal todo num café, dar oportunidade a que o pessoal se conhecesse, o resto depois lá vai de cada um...
O grande problema é que tratam por praxe algo que não tem nada haver com praxe...
Legislem ai a coisa e depois criem uma policia especial para fiscalizar a praxe!!


Admites que há excessos. Nem todas as praxes são excessos (concordo). Mas quantos desses excessos resultaram em condenação?

Nenhuns!

O que foi feito para evitar esses excessos?

Nada! Foi criada uma linha, que se revelou ineficaz. Conheço quem quisesse denunciar casos de humilhação, e ainda ouviram: "não vale a pena. Não dá em nada".


Se fossem a denunciar e a fazer queixa de casos de humilhação em praxes, certamente que não havia tribunal com capacidade de resposta para tantos os casos.


Não há confusão nenhuma.

Não existe coação para votar. Não existe coação para conduzir. Mas para ir a uma praxe, há coação, e muita!

Quanto ao que está a negrito, desde quando é que para obrigar alguém a sair de casa e a conviver, é preciso praxe? Eu não precisei. Aliás, ter meia dúzia de badamecos a gritarem-me aos ouvidos, e a perpetuar atos de clara humilhação, não faz parte do meu dicionário de integração.

O objetivo da praxe não é esse, pelo menos na maioria dos casos (e perdoem-me as exceções). A praxe é um ritual fascista, saudosista, onde meia dúzia de badamecos gostam de enaltecer o ego baseado em premissas omnipotentes.
 
Ora bem, voçês caloiros, venham cá, voçês são obrigados a vir conhecer esta cidade nova e as pessoas que frequentam a universidade, para isso, têm que fazer tudo o que nos mandarmos, andar de pijama o dia todo, cantar em altos berros no meio da praça, têm que andar todos pintados e com uma tabuleta pendurada ao pescoço com os vossos nicknames, há vão rebolar no jardim e provavelmente entrar dentro da fonte da igreja. Quem não o fizer vai a julgamento e pode acabar expulso de todos os convívios de alunos. Vão ver que é para vosso bem, no final serão melhores homens e mulheres e estarão preparados para a vida, irão conhecer esta cidade como as palmas das vossas mãos, incluindo o interior das fontes e irão ser amigos de todos os alunos da universidade.

ou

Caros novos alunos, querem vir conhecer a cidade, podemos parar na praça para tomar um copo, depois iremos conhecer a universidade e irei apresentar-vos aos alunos mais velhos. Tragam chapéu e óculos que está muito sol hoje. A primeira rodada é por conta da AA.
Quem não puder ou quiser vir, não há problema, marcamos para outra altura, e podem na mesma usar traje.

E é a isto que chamam integração... [:D][:D][8b]

*Algo de muito errado se passa na cabeça nos jovens*.
 
E acrescentem uma muda de fralda... apr:)

Alguém que entra numa faculdade e não sabe até onde deve deixar correr "a praxe" simplesmente devia ser recambiado novamente para o secundário...


Ora bem, voçês caloiros, venham cá, voçês são obrigados a vir conhecer esta cidade nova e as pessoas que frequentam a universidade, para isso, têm que fazer tudo o que nos mandarmos, andar de pijama o dia todo, cantar em altos berros no meio da praça, têm que andar todos pintados e com uma tabuleta pendurada ao pescoço com os vossos nicknames, há vão rebolar no jardim e provavelmente entrar dentro da fonte da igreja. Quem não o fizer vai a julgamento e pode acabar expulso de todos os convívios de alunos. Vão ver que é para vosso bem, no final serão melhores homens e mulheres e estarão preparados para a vida, irão conhecer esta cidade como as palmas das vossas mãos, incluindo o interior das fontes e irão ser amigos de todos os alunos da universidade.

ou

Caros novos alunos, querem vir conhecer a cidade, podemos parar na praça para tomar um copo, depois iremos conhecer a universidade e irei apresentar-vos aos alunos mais velhos. Tragam chapéu e óculos que está muito sol hoje. A primeira rodada é por conta da AA.
Quem não puder ou quiser vir, não há problema, marcamos para outra altura, e podem na mesma usar traje.
 
HMartinho,

Quando fui praxado não havia telemóveis como hoje, internet havia, mas em alguns pc's das universidades... O que provocava com que muita gente se encontrasse apenas "por marcação". Se muitos tinham facilidade em ser mais extrovertidos e arranjar logo ali conversa, muitos havia que era a primeira vez que saiam de casa dos pais...
Para mim e ao meu redor a praxe sempre foi juntar o pessoal todo num café, dar oportunidade a que o pessoal se conhecesse, o resto depois lá vai de cada um...
O grande problema é que tratam por praxe algo que não tem nada haver com praxe...
Legislem ai a coisa e depois criem uma policia especial para fiscalizar a praxe!!

Mas não é isso que acontece na grande esmagadora maioria dos casos.

Quanto ao que está a negrito, isso não passa de uma utopia. Não resulta, nem vai resultar.

Após a tragédia do Meco, no ano letivo seguinte, o diretor e a coordenadora de curso, fizeram um comunicado, para termos atenção às praxes, à forma como ela se pratica, porque iria haver responsabilidades criminais para os abusos.

Sabes qual foi o efeito que teve? zero! Absolutamente zero! Os rituais de praxe continuaram exatamente os mesmos.
 
E acrescentem uma muda de fralda... apr:)

Alguém que entra numa faculdade e não sabe até onde deve deixar correr "a praxe" simplesmente devia ser recambiado novamente para o secundário...

Belo argumento. :sh)

Talvez isto explique o porquê de tanto favoritismo neste país com as praxes...:confused:[;)]
 
HMartinho,

Não é isso que acontece na grande maioria dos casos, ou os casos que vêm a publico são simplesmente os maus exemplos?

Não estamos a falar de crianças indefesas, estamos a falar de alguém que passado 3 anos terá a tua vida nas suas mãos, terá o teu dinheiro a cargo, etc etc...

Se não sabe dizer não ou ponto final é porque simplesmente não está preparado para a vida!!



Mas não é isso que acontece na grande esmagadora maioria dos casos.

Quanto ao que está a negrito, isso não passa de uma utopia. Não resulta, nem vai resultar.

Após a tragédia do Meco, no ano letivo seguinte, o diretor e a coordenadora de curso, fizeram um comunicado, para termos atenção às praxes, à forma como ela se pratica, porque iria haver responsabilidades criminais para os abusos.

Sabes qual foi o efeito que teve? zero! Absolutamente zero! Os rituais de praxe continuaram exatamente os mesmos.
 
HMartinho,

Não é isso que acontece na grande maioria dos casos, ou os casos que vêm a publico são simplesmente os maus exemplos?

Não estamos a falar de crianças indefesas, estamos a falar de alguém que passado 3 anos terá a tua vida nas suas mãos, terá o teu dinheiro a cargo, etc etc...

Se não sabe dizer não ou ponto final é porque simplesmente não está preparado para a vida!!

O mesmo se aplica a quem praxa. Muitos deles, até estão bem mais próximos de entrar na vida profissional. E se não sabem até onde vai os limites do bom senso, então como estão preparados para terem a sua própria independência, cargo, trabalho, etc?
 
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