As praxes deviam ser proibidas?

As praxes deviam ser proibidas?

  • Sim, as praxes devem ser proibidas

    Votos: 38 38,8%
  • devem ser combatidas, mas não proibidas

    Votos: 4 4,1%
  • devem apenas ser regulamentadas e vigiadas

    Votos: 31 31,6%
  • deixemos os estudantes em autoregulamentação

    Votos: 15 15,3%
  • devem ser promovidas

    Votos: 10 10,2%
  • não sei, não vi, não estava lá, outras hipóteses

    Votos: 0 0,0%

  • Total de eleitores
    98
A tese de Mestrado do rapaz é mesmo sobre o MAUC.
Curiosamente há mais museus académicos essa Europa fora.
Tenho mesmo que arranjar a tese do gajo, é soberba[;)]
 
É verdade que só lá vai quem quer. Mas a recusa pode dar direito a insultos/agressões e à ostracização ao longo do curso por parte dos colegas sob a pena de eles também sofrerem consequências. Acredito que esta situação seja a regra e não a exceção. De forma nenhuma estou a dizer que por isso se devem submeter à praxe. Eu próprio, como não gosto de praxe, recusei-a. Mas eu, além de estar muito bem integrado e não precisar dessa porcaria para nada, era um bocado perig... maluco. [:D]
 
Epáh, a praxe, podemos afirmar como conceito lato, onde cabem as tradições, vivências e obviamente brincadeiras.
Agora proibir a praxe, só se for as brincadeiras parvas. Como vais proibir um coro, tuna de actuar, a Bênção das Pastas é praxe, a Serenata é praxe, vais proibir isso também?
É que a praxe é muito mais que praxe.

E não estou a defender Coimbra, ou borracheiras. Estou só a separar águas.

Como já disse, em complemento ao JBranco: Entre 17 de Abril de 1969 e a Queima das Fitas de Coimbra de 1981 NÃO HOUVE PRAXE (no sentido lato), sem queima, sem cortejos, sem venda da pasta, garraiada, nem a própria Bênção, que pasme-se, é provavelmente a par da Serenata a cerimónia mais bonita de todas.

Praxe é também participar em tertúlias para debater todos os assuntos, curiosamente, em Coimbra, as tertúlias, actualmente é só para ver quem é o mais bêbado e quem papa mais gaj@s.

Edit: Para completar. Curiosamente gosto mais dos trajes do Minho e Leiria que o de Coimbra. Dêem-me nas unhas por isso[:D]

Balelas.

Desde quando é que para cantar num coro, tocar numa tuna, ir a uma missa, fazer uma serenata é necessário existir a praxe das brincadeiras parvas????O que se tem que proibir é a praxe a que se têm que submeter para fazer parte da tuna e do coro, isso sim.
Lembrar que foi numa tuna que morreu um caloiro em Famalicão.
 
Pela mesma lógica vamos proibir também o consumo de bebidas alcoólicas, senão vejamos:
- Matam muita gente, várias ordens de grandeza acima de acidentes raros em praxes
- Também resultam em figuras tristes, brincadeiras parvas, abusos físicos e sexuais, especialmente em jovens
- Só bebe quem quer mas também há muita pressão social para as pessoas beberem
- Também serve para criar camaradagem e nem toda a gente abusa, mas os pontos acima é que contam segundo a mesma lógica.
 
Pela mesma lógica vamos proibir também o consumo de bebidas alcoólicas, senão vejamos:
- Matam muita gente, várias ordens de grandeza acima de acidentes raros em praxes
- Também resultam em figuras tristes, brincadeiras parvas, abusos físicos e sexuais, especialmente em jovens
- Só bebe quem quer mas também há muita pressão social para as pessoas beberem
- Também serve para criar camaradagem e nem toda a gente abusa, mas os pontos acima é que contam segundo a mesma lógica.

Se alguém te obriga a beber, o problema nao é do álcool, é de quem te obriga a isso. De resto cada pessoa é livre de beber álcool, os senhores dos cafés nao estao á porta da tua casa com garrafas de minis para te empurrarem pela goela abaixo, ou estao?
 
Se alguém te obriga a beber, o problema nao é do álcool, é de quem te obriga a isso. De resto cada pessoa é livre de beber álcool, os senhores dos cafés nao estao á porta da tua casa com garrafas de minis para te empurrarem pela goela abaixo, ou estao?

Discordo:
Uma coisa é fazerem pressão para ser praxado outra é obrigarem-te a ir e a fazer coisas que não queres.
Se dizes que o problema "não é do alcool" da mesma forma o problema não é das praxes, é dos que abusam.

Da mesma forma que ninguém de obriga a beber, também ninguém de obriga a simular actos sexuais. Por muito que digam "bebe lá um copinho" ou "salta para cima dela caloiro" quem decide é quem faz.
 
Discordo:
Uma coisa é fazerem pressão para ser praxado outra é obrigarem-te a ir e a fazer coisas que não queres.
Se dizes que o problema "não é do alcool" da mesma forma o problema não é das praxes, é dos que abusam.

Da mesma forma que ninguém de obriga a beber, também ninguém de obriga a simular actos sexuais. Por muito que digam "bebe lá um copinho" ou "salta para cima dela caloiro" quem decide é quem faz.

Exacto, mas na praxe existe uma hierarquia onde "os de cima" ordenam coisas aos "de baixo" e num círculo de amigos nao. Ora "os de cima" também devem ter consciencia daquilo que pedem aos outros, ou nao?
 
Pois...então também vou generalizar

Quem não gosta ou acha que deve ser proibida, são uns coninhas da sociedade que não sabem viver em grupo, são uns anti sociais, e para eles fazer amigos é pedir amizade no facebook, com toda a certeza estas mesmas pessoas tem inveja de não conseguirem olhar outra pessoa nos olhos e dizerem um simples não.
Também aposto que para estas pessoas um bom programa de fim de semana é estar fechado num quanto sozinho em frente ao computador.
#coninhasgona****te

E porque é que é " obrigatório " saber viver em grupo? Desde que não se faça mal a ninguém, não se tem obrigatoriamente que ser social e etc . Esses conceitos estão muito na moda e é fixe dizer-se que se tem muitos amigos e afins, mas a verdade é que cada um é como cada qual.

Para mim, quanto às praxes, o problema é os abusos seja de alguém que não queira participar, seja de alguém que quer participar mas que depois aquilo descamba. Acho que devia de haver um reforço de vigilantes/segurança e CCTV nas universidades, e as mesmas só deviam ser autorizadas dentro das próprias univs e não fora delas.

Aliás acho que essa questão da segurança e vigilância deve ser extendida às escolas secundárias e básicas.
 
Discordo:
Uma coisa é fazerem pressão para ser praxado outra é obrigarem-te a ir e a fazer coisas que não queres.
Se dizes que o problema "não é do alcool" da mesma forma o problema não é das praxes, é dos que abusam.

Da mesma forma que ninguém de obriga a beber, também ninguém de obriga a simular actos sexuais. Por muito que digam "bebe lá um copinho" ou "salta para cima dela caloiro" quem decide é quem faz.

Isso só funciona, a partir do momento em que passe a existir controlo e fiscalização como deve ser. Porque não existe (pelo menos nos casos que conheço. Obviamente que não posso falar pelas instituições onde não estudo e não tenho amigos a estudar).

E digo isto, porque existe muita coação psicológica. Mas muita mesmo. Muita dela encapotada e, quando se tenta denunciar, fica tudo em "águas de bacalhau" - algo que é transversal a muitas áreas deste país.

Tribunais para punir os abusadores? Isto foi o quê, uma tentativa frustrada de protelar a anedota do dia? Não estou a dizer que não tenham competência para o fazer, mas sabem quanto demora um processo judicial neste país? O que se vai fazer para evitar outros abusos, enquanto esses processos são devidamente julgados?


Não tenho qualquer problema em admitir que declarei-me anti-praxe. Tentei ir à praxe, mas bastou-me um dia para perceber que aquilo não era para mim. Ter um monte de badamecos a gritarem para me meter de 4, a fazer sei lá bem o quê, ou para eu gritar que o meu curso é uma m***a e que o curso "X" é que é, não fazem parte do meu dicionário de bons modos, nem da forma como fui educado. E, portanto, ainda tentei dar o benefício da dúvida, mas deu para perceber que ou desistia daquele pseudo-ritual enraizado em princípios fascistas e saudisistas, ou a exacerbação do meu mau-feitio ia correr muito mal para ambos os lados.

E ainda tentaram subverter a situação, dizendo que iria ter dificuldade de integração, fazer novos amigos. Felizmente, ainda sei bem como escolher os meus amigos, but guess what? Consegui integrar-me, fiz bastantes amigos, e não sinto que isso tenha dificultado, de todo, a minha vida académica.

E onde estudo, não considero que a praxe peque por abusos físicos, mas sim psicológicos. Aliás, eles próprios fazem questão de dizer isso, apregoando que isso é muito importante para treinar os caloiros para a capacidade de resiliência, e que vamos também ser muito maltratados psicologicamente em estágios e na futura vida profissional. [:D][:D][8b]. E estamos numa Escola Superior de Saúde, onde cadeiras de Psicologia e Sociologia são transversais a todos os cursos (mas que estes senhores que se autointitulam de doutores, devem ter passado as aulas a dormir) , o que fará noutras instituições de ensino superior...

Portanto, claro que as exceções existem. No entanto, mesmo nessas exceções, não podemos ignorar o facto da praxe se basear em princípios de omnipotência, soberania, e de hierarquização. E, claro, num saudosismo bacoco.

Outra coisa, para vossas excelências que tanto insistem em meter o traje ao barulho com a praxe, vão ler o que a Constituição da Republica Portuguesa, diz a respeito ao uso do mesmo. E, já agora, também um pouco acerca da história do mesmo, e cultivem-se um pouco. Não o usei, porque assim entendi.Mas conheço quem o tenha usado mesmo não tendo sido praxado, sem qualquer tipo de represália por parte dos "organismos relacionados com a praxe". Como, aliás, não poderia deixar de ser.
 
Pela mesma lógica vamos proibir também o consumo de bebidas alcoólicas, senão vejamos:
- Matam muita gente, várias ordens de grandeza acima de acidentes raros em praxes
- Também resultam em figuras tristes, brincadeiras parvas, abusos físicos e sexuais, especialmente em jovens
- Só bebe quem quer mas também há muita pressão social para as pessoas beberem
- Também serve para criar camaradagem e nem toda a gente abusa, mas os pontos acima é que contam segundo a mesma lógica.

Quando o consumo de álcool em exagero for resultante do ascendente que um superior no exercício de algum cargo ou pseudo cargo (tipo o de doutores da praxe) tem sobre um inferior, terá que se proibir esse exercício que impele alguém a beber o álcool dessa forma.

Basicamente se 2 marretas ou mais gostarem de andar a chafurdar em excrementos de vaca sem que ninguém lhes "peça" para fazer isso, se o fazem apenas pelo hobbie, quem somos nós para proibir isso. Já ao abrigo da praxe...
 
Volta e meia, isto é "assunto quente" e como tal vou dar a minha opinião, da experiência que vivi. Fui praxado, praxei e continuarei a fazê-lo até ao dia em que achar relevante. Vai sair um texto grande.

"Txxii, cambada de mentecaptos, fazem mal às criancinhas. Cambada de bêbados, nem o curso têm acabado, haviam todos de morrer". Multipliquem este comentário genérico por 100 e é o que se encontra, regra geral, como comentário de FB em relação ao tema numa notícia do FB da Sic Noticias, Tvi24 ou seja lá que comunicação social(CS) for.

Pois bem - só a título de exemplo e refutação fácil do negrito acima - o Dux da minha faculdade acabou a sua licenciatura + mestrado nos habituais 5 anos. Efectivamente continua a ser Dux porque quer, e inscreve-se a uma cadeira por ano, "só porque sim" para o ser. É dinheiro deitado ao lixo? É. Mas é o dinheiro dele, faz o que bem entender com ele.

Esta "opinião de FB", que respeito quem a tem, tem todo o direito a tê-la, nasce exactamente porque a CS ao longo dos anos monta as suas peças sobre praxe, de forma pouco isenta e completamente biased. Exactamente a propósito desta noticia recente das alternativas à integração de estudantes do primeiro ano, sem ser em praxe, a Sic fez a sua notícia. Primeiros segundos da peça? Caloira a levar com cerveja em cima, com a boca encostada ao chão. A peça, que tenha durado, ~2 minutos, esteve sempre em torno de condicionar a visão de quem viu a reportagem a pensar que isto acontece em todo o lado. Efectivamente acontece em alguns, as imagens não mentem. Eu, por exemplo, fui assim praxado? Nunca aconteceu. Nem a mim, nem a qualquer caloiro da minha faculdade porque não são assim que as coisas rolam na instituição em que estou a tirar o curso. Há exageros, certamente que os há, e a CS esfrega sempre as mãos quando acontecem, afinal é "material" jornalístico para vender por uns bons jornais da noite. Há exageros em todas as praxes de todas as faculdades/institutos de Portugal? Impossível.


Pergunto: Quantas vezes a CS, noticiou que, eu enquanto caloiro e posteriormente os "meus" caloiros, participaram numa acção de beneficência para com instituições de caridade, ou para ajudar crianças do IPO que têm tratamentos dispendiosos e não têm meios financeiros para os suportar? 0. ZERO. A praxe esteve la para ajudar quem precisou. Obviamente não se está a procura de palmadinhas nas costas, mas alguma isenção por parte da CS para ajudar a desmistificar o "bicho papão" que é a praxe. Não haverá interesse. Não sei se noutras praxes do país, isto é acto recorrente, acredito que sim, mas não estou a par.


No meu primeiro dia, no dia da inscrição, não senti de maneira nenhuma, da parte dos "senhores de preto", alguma pressão a nada. Fui com um colega, já em mestrado(que inclusive esteve em praxe e entretanto saiu porque não se identificou com a cena. Aproveito a oportunidade para referir que na minha faculdade existe praxe por curso, e não por comissão de praxe. Existem praxes gerais, com os cursos todos, no entanto.), e nem havia no meu caso pessoas do meu curso na altura para virem falar comigo. Rodinhas à minha volta? Dux a vir falar com recém-chegados? O Dux trabalha, tem mais que fazer. Pressões? Nada disso aconteceu. Veio uma pessoa, simplesmente perguntou se gostaria de experimentar a praxe, disse que não me opunha e ficou com o meu contacto. Nada mais aconteceu e fiquei matriculado nesse dia na faculdade.


Fui praxado. Fui bem praxado. Nunca fiz algo que fosse obrigado. Nunca me faltaram ao respeito, nem a mim(porque não o permitiria), nem ao meu ano. E como disseram acima(não me lembro exactamente quem), logo no primeiro contacto, fui "obrigado" a conhecer os colegas do meu ano. Nome, idade, de onde são, o que gostam de fazer. Hoje posso dizer que encontrei pessoas que são para a vida, que estão nos momentos bons e maus. Houve situações menos boas? Houve. Situações em que nós, enquanto hierarquia caloiros, nos deixamos ficar mal uns aos outros. Enchi que nem um boi? Enchi, ginásio à pala? Gosto de pensar assim. Não cometi o mesmo erro pelo qual enchi, duas vezes. Aprendi o que me foi ensinado, para poder ensinar aos futuros caloiros.

Também em cima, houve alguém salvo erro a argumentar, que os caloiros assumem a hierarquia que existe em praxe sem se oporem, quando existem outras hierarquias, implícitas "cá fora", que deviam aceitar e não o fazem. Em praxe, o que manda são as matriculas. É verdade. Está correcto? Em alguma parte. (Irei excluir aqui, quem faz uso das suas matriculas, veteranos normalmente, para "minarem" a praxe. Que procuram o lambe-botismo e o egoboost pessoal. Há destas pessoas em todo o lado.) Não me choca absolutamente nada, que quem mande mais seja quem tem mais matriculas. Um doutor de 2 matriculas, nunca pode saber mais que um de 3, 4 ou 5. Não tem a experiência necessária para tal. Certamente um doutor mais velho, por já ter passado mais vezes pela coisas, saberá ajuizar melhor as coisas. Exceptuando uma ou outra actividade, é sempre o mesmo ciclo de actividades durante o ano praxístico. Comboios de caloiro, beneficências, noites negras, latadas, cortejos, imposições etc etc etc. Parece-me absolutamente normal, um veterano, ter mais "poder de palavra" que um doutor de 3 ano. Esteve lá mais tempo, saberá como melhor interagir com os caloiros e saberá direccionar a praxe, para o fim a que ela se propõe. A forma como a Veterania do meu curso tomou conta da situação, quando a minha hierarquia(caloiros) falhou, foi de quem já tinha passado por isso, cometido o mesmo erro e aprendido como dar a volta por cima. Em suma, "experiência on the field".

Eu gosto de pensar que um praxista, tem de ter uma quota parte de pedagogo. De forma simplista, há doutores e caloiros. Ambos são estudantes, e podem perfeitamente ajudar-se entre si. Enquanto caloiro, sempre fui ajudado por pessoal mais velho com situações académicas e escolares. É perfeitamente possível as duas situações co-existirem. Terão todos os praxistas uma parte de pedagogos? Certamente que não, mas há bons exemplos, que o povo não tem conhecimento, porque não são noticiados. Mas disso já falei em cima, e não me repetirei.


Para terminar, que isto já vai longo - e agradeço desde já quem tirar do seu tempo para ler a minha opinião - será sempre impossível proibir algo que nasce da liberdade de alguém fazer X. Há exageros, infelizmente os há, como em tudo. Há boas pessoas, há más pessoas. Há bons praxistas há maus praxistas. Acho também, que um (pré)adulto de 17/18 anos, tem poder argumentativo suficiente e capacidade mental para perceber por si, que ser enterrado até ao pescoço, e ser afundado em álcool, provavelmente não será boa ideia pelos motivos óbvios. Acidentes como o Meco, onde Veteranos/Doutores(relembro que não eram caloiros) não souberam medir o perigo da situação em que se meteram, são uma "parte negra" num oceano de bons exemplos que acontecem em praxe. Se eu meter o dedo na tomada provavelmente não corre bem para o meu lado. Se mo obrigarem a fazê-lo, tenho bom remédio. Se não se coaduna com os meus ideais, e acho incorrecto, não o faço.
 
As humilhações aos novos estudantes, vulgo praxes, são apenas uma demonstração do que se dá valor no ambiente universitário por parte de muitas associações académicas.

Nunca me esqueço que o "esperto" que praxava os caloiros do meu curso, armava-se em grande coisa porque já era o terceiro ano académico que frequentava (frequentar diferente a estudar) e isso lhe dava um "rango" diferente.

Quando lhe disse que nem falasse comigo e que não ia me declarar anti-praxe nem anti-nada a resposta foi... não terás ajuda nas cadeiras nem apontamentos de antigos alunos...

Fiquei a chorar obviamente....mas depois literalmente ri na cara dele quando o esperto do terceiro ano estava com os caloiros a ver pelo menos 4 cadeiras do 1° ano...

Eu acabei o curso e ele por ainda lá andava...

Não sou anti-praxe (para ser anti algo tem de ser algo importante) apenas acho ridículo que a única coisa que muitos fazem para integrar novos alunos tenha como único objectivo a humilhação...de estudantes (quase sempre) mais inteligentes do que aqueles que se fazem chamar (erradamente) doutores...
 
Isso só funciona, a partir do momento em que passe a existir controlo e fiscalização como deve ser. Porque não existe (pelo menos nos casos que conheço. Obviamente que não posso falar pelas instituições onde não estudo e não tenho amigos a estudar).

E digo isto, porque existe muita coação psicológica. Mas muita mesmo. Muita dela encapotada e, quando se tenta denunciar, fica tudo em "águas de bacalhau" - algo que é transversal a muitas áreas deste país.

Tribunais para punir os abusadores? Isto foi o quê, uma tentativa frustrada de protelar a anedota do dia? Não estou a dizer que não tenham competência para o fazer, mas sabem quanto demora um processo judicial neste país? O que se vai fazer para evitar outros abusos, enquanto esses processos são devidamente julgados?


Não tenho qualquer problema em admitir que declarei-me anti-praxe. Tentei ir à praxe, mas bastou-me um dia para perceber que aquilo não era para mim. Ter um monte de badamecos a gritarem para me meter de 4, a fazer sei lá bem o quê, ou para eu gritar que o meu curso é uma m***a e que o curso "X" é que é, não fazem parte do meu dicionário de bons modos, nem da forma como fui educado. E, portanto, ainda tentei dar o benefício da dúvida, mas deu para perceber que ou desistia daquele pseudo-ritual enraizado em princípios fascistas e saudisistas, ou a exacerbação do meu mau-feitio ia correr muito mal para ambos os lados.

E ainda tentaram subverter a situação, dizendo que iria ter dificuldade de integração, fazer novos amigos. Felizmente, ainda sei bem como escolher os meus amigos, but guess what? Consegui integrar-me, fiz bastantes amigos, e não sinto que isso tenha dificultado, de todo, a minha vida académica.

E onde estudo, não considero que a praxe peque por abusos físicos, mas sim psicológicos. Aliás, eles próprios fazem questão de dizer isso, apregoando que isso é muito importante para treinar os caloiros para a capacidade de resiliência, e que vamos também ser muito maltratados psicologicamente em estágios e na futura vida profissional. [:D][:D][8b]. E estamos numa Escola Superior de Saúde, onde cadeiras de Psicologia e Sociologia são transversais a todos os cursos (mas que estes senhores que se autointitulam de doutores, devem ter passado as aulas a dormir) , o que fará noutras instituições de ensino superior...

Portanto, claro que as exceções existem. No entanto, mesmo nessas exceções, não podemos ignorar o facto da praxe se basear em princípios de omnipotência, soberania, e de hierarquização. E, claro, num saudosismo bacoco.

Outra coisa, para vossas excelências que tanto insistem em meter o traje ao barulho com a praxe, vão ler o que a Constituição da Republica Portuguesa, diz a respeito ao uso do mesmo. E, já agora, também um pouco acerca da história do mesmo, e cultivem-se um pouco. Não o usei, porque assim entendi.Mas conheço quem o tenha usado mesmo não tendo sido praxado, sem qualquer tipo de represália por parte dos "organismos relacionados com a praxe". Como, aliás, não poderia deixar de ser.

Eu também me declarei anti-praxe, primeiro porque nunca admitiria que algum "badameco" igual a mim, tentasse exercer controlo sobre mim sob pena de me castigarem... segundo porque não tinha tempo nem paciência para brincar aos doutores. Não tive nenhuma crise com isso, talvez pelo meu tamanho...
Mas no seguimento do teu post, eu usei o traje, porque me apeteceu, porque o traje diz respeito ao aluno e não ao aluno que foi praxado, porque quis e ninguém me obrigou e porque fui eu que o paguei, como é lógico, ai daquele que me dissesse fosse o que fosse a esse respeito, não disseram.
também fui a cortejos, a missas, a queimas, a jantares e a casa de amigas praxistas... imagine-se lá o tamanho da minha desintegração.
 
Última edição:
Isso só funciona, a partir do momento em que passe a existir controlo e fiscalização como deve ser. Porque não existe (pelo menos nos casos que conheço. Obviamente que não posso falar pelas instituições onde não estudo e não tenho amigos a estudar).

E digo isto, porque existe muita coação psicológica. Mas muita mesmo. Muita dela encapotada e, quando se tenta denunciar, fica tudo em "águas de bacalhau" - algo que é transversal a muitas áreas deste país.

Tribunais para punir os abusadores? Isto foi o quê, uma tentativa frustrada de protelar a anedota do dia? Não estou a dizer que não tenham competência para o fazer, mas sabem quanto demora um processo judicial neste país? O que se vai fazer para evitar outros abusos, enquanto esses processos são devidamente julgados?


Não tenho qualquer problema em admitir que declarei-me anti-praxe. Tentei ir à praxe, mas bastou-me um dia para perceber que aquilo não era para mim. Ter um monte de badamecos a gritarem para me meter de 4, a fazer sei lá bem o quê, ou para eu gritar que o meu curso é uma m***a e que o curso "X" é que é, não fazem parte do meu dicionário de bons modos, nem da forma como fui educado. E, portanto, ainda tentei dar o benefício da dúvida, mas deu para perceber que ou desistia daquele pseudo-ritual enraizado em princípios fascistas e saudisistas, ou a exacerbação do meu mau-feitio ia correr muito mal para ambos os lados.

E ainda tentaram subverter a situação, dizendo que iria ter dificuldade de integração, fazer novos amigos. Felizmente, ainda sei bem como escolher os meus amigos, but guess what? Consegui integrar-me, fiz bastantes amigos, e não sinto que isso tenha dificultado, de todo, a minha vida académica.

E onde estudo, não considero que a praxe peque por abusos físicos, mas sim psicológicos. Aliás, eles próprios fazem questão de dizer isso, apregoando que isso é muito importante para treinar os caloiros para a capacidade de resiliência, e que vamos também ser muito maltratados psicologicamente em estágios e na futura vida profissional. [:D][:D][8b]. E estamos numa Escola Superior de Saúde, onde cadeiras de Psicologia e Sociologia são transversais a todos os cursos (mas que estes senhores que se autointitulam de doutores, devem ter passado as aulas a dormir) , o que fará noutras instituições de ensino superior...

Portanto, claro que as exceções existem. No entanto, mesmo nessas exceções, não podemos ignorar o facto da praxe se basear em princípios de omnipotência, soberania, e de hierarquização. E, claro, num saudosismo bacoco.

Outra coisa, para vossas excelências que tanto insistem em meter o traje ao barulho com a praxe, vão ler o que a Constituição da Republica Portuguesa, diz a respeito ao uso do mesmo. E, já agora, também um pouco acerca da história do mesmo, e cultivem-se um pouco. Não o usei, porque assim entendi.Mas conheço quem o tenha usado mesmo não tendo sido praxado, sem qualquer tipo de represália por parte dos "organismos relacionados com a praxe". Como, aliás, não poderia deixar de ser.

Nem mais. E quanto à questão da " praxe ser para integração " , isso é uma grande treta de uma cassete que fartam de passar para os caloiros.
 
Volta e meia, isto é "assunto quente" e como tal vou dar a minha opinião, da experiência que vivi. Fui praxado, praxei e continuarei a fazê-lo até ao dia em que achar relevante. Vai sair um texto grande.

"Txxii, cambada de mentecaptos, fazem mal às criancinhas. Cambada de bêbados, nem o curso têm acabado, haviam todos de morrer". Multipliquem este comentário genérico por 100 e é o que se encontra, regra geral, como comentário de FB em relação ao tema numa notícia do FB da Sic Noticias, Tvi24 ou seja lá que comunicação social(CS) for.

Pois bem - só a título de exemplo e refutação fácil do negrito acima - o Dux da minha faculdade acabou a sua licenciatura + mestrado nos habituais 5 anos. Efectivamente continua a ser Dux porque quer, e inscreve-se a uma cadeira por ano, "só porque sim" para o ser. É dinheiro deitado ao lixo? É. Mas é o dinheiro dele, faz o que bem entender com ele.

Esta "opinião de FB", que respeito quem a tem, tem todo o direito a tê-la, nasce exactamente porque a CS ao longo dos anos monta as suas peças sobre praxe, de forma pouco isenta e completamente biased. Exactamente a propósito desta noticia recente das alternativas à integração de estudantes do primeiro ano, sem ser em praxe, a Sic fez a sua notícia. Primeiros segundos da peça? Caloira a levar com cerveja em cima, com a boca encostada ao chão. A peça, que tenha durado, ~2 minutos, esteve sempre em torno de condicionar a visão de quem viu a reportagem a pensar que isto acontece em todo o lado. Efectivamente acontece em alguns, as imagens não mentem. Eu, por exemplo, fui assim praxado? Nunca aconteceu. Nem a mim, nem a qualquer caloiro da minha faculdade porque não são assim que as coisas rolam na instituição em que estou a tirar o curso. Há exageros, certamente que os há, e a CS esfrega sempre as mãos quando acontecem, afinal é "material" jornalístico para vender por uns bons jornais da noite. Há exageros em todas as praxes de todas as faculdades/institutos de Portugal? Impossível.


Pergunto: Quantas vezes a CS, noticiou que, eu enquanto caloiro e posteriormente os "meus" caloiros, participaram numa acção de beneficência para com instituições de caridade, ou para ajudar crianças do IPO que têm tratamentos dispendiosos e não têm meios financeiros para os suportar? 0. ZERO. A praxe esteve la para ajudar quem precisou. Obviamente não se está a procura de palmadinhas nas costas, mas alguma isenção por parte da CS para ajudar a desmistificar o "bicho papão" que é a praxe. Não haverá interesse. Não sei se noutras praxes do país, isto é acto recorrente, acredito que sim, mas não estou a par.


No meu primeiro dia, no dia da inscrição, não senti de maneira nenhuma, da parte dos "senhores de preto", alguma pressão a nada. Fui com um colega, já em mestrado(que inclusive esteve em praxe e entretanto saiu porque não se identificou com a cena. Aproveito a oportunidade para referir que na minha faculdade existe praxe por curso, e não por comissão de praxe. Existem praxes gerais, com os cursos todos, no entanto.), e nem havia no meu caso pessoas do meu curso na altura para virem falar comigo. Rodinhas à minha volta? Dux a vir falar com recém-chegados? O Dux trabalha, tem mais que fazer. Pressões? Nada disso aconteceu. Veio uma pessoa, simplesmente perguntou se gostaria de experimentar a praxe, disse que não me opunha e ficou com o meu contacto. Nada mais aconteceu e fiquei matriculado nesse dia na faculdade.


Fui praxado. Fui bem praxado. Nunca fiz algo que fosse obrigado. Nunca me faltaram ao respeito, nem a mim(porque não o permitiria), nem ao meu ano. E como disseram acima(não me lembro exactamente quem), logo no primeiro contacto, fui "obrigado" a conhecer os colegas do meu ano. Nome, idade, de onde são, o que gostam de fazer. Hoje posso dizer que encontrei pessoas que são para a vida, que estão nos momentos bons e maus. Houve situações menos boas? Houve. Situações em que nós, enquanto hierarquia caloiros, nos deixamos ficar mal uns aos outros. Enchi que nem um boi? Enchi, ginásio à pala? Gosto de pensar assim. Não cometi o mesmo erro pelo qual enchi, duas vezes. Aprendi o que me foi ensinado, para poder ensinar aos futuros caloiros.

Também em cima, houve alguém salvo erro a argumentar, que os caloiros assumem a hierarquia que existe em praxe sem se oporem, quando existem outras hierarquias, implícitas "cá fora", que deviam aceitar e não o fazem. Em praxe, o que manda são as matriculas. É verdade. Está correcto? Em alguma parte. (Irei excluir aqui, quem faz uso das suas matriculas, veteranos normalmente, para "minarem" a praxe. Que procuram o lambe-botismo e o egoboost pessoal. Há destas pessoas em todo o lado.) Não me choca absolutamente nada, que quem mande mais seja quem tem mais matriculas. Um doutor de 2 matriculas, nunca pode saber mais que um de 3, 4 ou 5. Não tem a experiência necessária para tal. Certamente um doutor mais velho, por já ter passado mais vezes pela coisas, saberá ajuizar melhor as coisas. Exceptuando uma ou outra actividade, é sempre o mesmo ciclo de actividades durante o ano praxístico. Comboios de caloiro, beneficências, noites negras, latadas, cortejos, imposições etc etc etc. Parece-me absolutamente normal, um veterano, ter mais "poder de palavra" que um doutor de 3 ano. Esteve lá mais tempo, saberá como melhor interagir com os caloiros e saberá direccionar a praxe, para o fim a que ela se propõe. A forma como a Veterania do meu curso tomou conta da situação, quando a minha hierarquia(caloiros) falhou, foi de quem já tinha passado por isso, cometido o mesmo erro e aprendido como dar a volta por cima. Em suma, "experiência on the field".

Eu gosto de pensar que um praxista, tem de ter uma quota parte de pedagogo. De forma simplista, há doutores e caloiros. Ambos são estudantes, e podem perfeitamente ajudar-se entre si. Enquanto caloiro, sempre fui ajudado por pessoal mais velho com situações académicas e escolares. É perfeitamente possível as duas situações co-existirem. Terão todos os praxistas uma parte de pedagogos? Certamente que não, mas há bons exemplos, que o povo não tem conhecimento, porque não são noticiados. Mas disso já falei em cima, e não me repetirei.


Para terminar, que isto já vai longo - e agradeço desde já quem tirar do seu tempo para ler a minha opinião - será sempre impossível proibir algo que nasce da liberdade de alguém fazer X. Há exageros, infelizmente os há, como em tudo. Há boas pessoas, há más pessoas. Há bons praxistas há maus praxistas. Acho também, que um (pré)adulto de 17/18 anos, tem poder argumentativo suficiente e capacidade mental para perceber por si, que ser enterrado até ao pescoço, e ser afundado em álcool, provavelmente não será boa ideia pelos motivos óbvios. Acidentes como o Meco, onde Veteranos/Doutores(relembro que não eram caloiros) não souberam medir o perigo da situação em que se meteram, são uma "parte negra" num oceano de bons exemplos que acontecem em praxe. Se eu meter o dedo na tomada provavelmente não corre bem para o meu lado. Se mo obrigarem a fazê-lo, tenho bom remédio. Se não se coaduna com os meus ideais, e acho incorrecto, não o faço.
Tudo certo. Sabes como é que eras mesmo um gajo impecável? Deixares que os caloiros se dirijam a ti e te peçam para serem praxados.
 
Tudo certo. Sabes como é que eras mesmo um gajo impecável? Deixares que os caloiros se dirijam a ti e te peçam para serem praxados.

Só está em praxe quem quer. Falo por mim e pelos meus, ninguém os força a nada. Quando foi meu trabalho perguntar aos novos alunos, se queriam ir para a praxe, foi exactamente isso que aconteceu. Uma pergunta. Assim como eu não fui coagido, não coagi ninguém. Só está lá quem quer, e não é por não estarem que vou recusar dar apontamentos, ou simplesmente dar-me com uma pessoa extra-praxe.
 
Isto é o tópico das generalizações.
Argumento recorrente: Todas as praxes são abusivas, todos os praxados são vítimas coagidas.
É como dizer que todos os que bebem bebidas alcoólicas são bêbados irresponsáveis, logo proíba-se quem bebe.

Não sou pró-praxe, na faculdade nunca trajei e nunca praxei.
Mas sou pró liberdade de escolha, e liberdade de fazer figuras parvas e asneiras dentro dos limites razoáveis da convivência em sociedade-

Quero com isto desculpar muito disparate e abusos feitos em Praxes (como já fui acusado) ? - Não
Acho que a solução é proibir de forma sumária com base em generalizações e indignação ? - Não

O caminho não é proibir, é educar, é sensibilizar, é respeitar e dar-se ao respeito, isso dá mais trabalho, mas é mais justo.
 
Eu também me declarei anti-praxe, primeiro porque nunca admitiria que algum "badameco" igual a mim, tentasse exercer controlo sobre mim sob pena de me castigarem... segundo porque não tinha tempo nem paciência para brincar aos doutores. Não tive nenhuma crise com isso, talvez pelo meu tamanho...
Mas no seguimento do teu post, eu usei o traje, porque me apeteceu, porque o traje diz respeito ao aluno e não ao aluno que foi praxado, porque quis e ninguém me obrigou e porque fui eu que o paguei, como é lógico, ai daquele que me dissesse fosse o que fosse a esse respeito, não disseram.
também fui a cortejos, a missas, a queimas, a jantares e a casa de amigas praxistas... imagine-se lá o tamanho da minha desintegração.

É isto. Mas parece existir mentecaptos ao qual custa a entrar isto.

Nem mais. E quanto à questão da " praxe ser para integração " , isso é uma grande treta de uma cassete que fartam de passar para os caloiros.

É um dos maiores mitos que predomina, tanto na praxe (em geral, mais uma vez, claro que há exceções), como aos estudantes que pretendem ingressar no ensino superior.
 
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