As praxes deviam ser proibidas?

As praxes deviam ser proibidas?

  • Sim, as praxes devem ser proibidas

    Votos: 38 38,8%
  • devem ser combatidas, mas não proibidas

    Votos: 4 4,1%
  • devem apenas ser regulamentadas e vigiadas

    Votos: 31 31,6%
  • deixemos os estudantes em autoregulamentação

    Votos: 15 15,3%
  • devem ser promovidas

    Votos: 10 10,2%
  • não sei, não vi, não estava lá, outras hipóteses

    Votos: 0 0,0%

  • Total de eleitores
    98
As praxes são um terreno fértil para alimentar tendências sádicas, tendem sempre para a humilhação, a prepotência a violência psicológica e por vezes até física, tudo coisas que os sádicos apreciam. Daí estes tenderem a dominar comissões de praxe e em não existindo controle exterior a elas as praxes tenderem a assumir aspetos cada vez mais sádicos.
Quanto à integração... francamente tenho uma pena daqueles que acham que precisam destes rituais ridículos para se integrarem e fazerem amigos. Uma personalidade bem desenvolvida não precisa destes rituais de sadismo e submissão para criar laços, fazer amizades. E pessoalmente se há coisa que não aprecio é o sadismo e por isso não tive grande preferência em cultivar amizades com os sádicos das comissões de praxe.
 
Para mim proibidas, não passa de uma fogueira de vaidades de quem já lá anda, eu não fui praxado nem admitia aproximação para isso e quem diz que é salutar para a integração eu digo que são balelas, não tive nenhum problema por isso. Mas cada um pensa por si, se gostam de ser humilhados só os próprios poderão dizer

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Só uma adenda eu nem traje usei por opção, não que alguém impedisse era o que faltava, somente porque o traje é uma tradição de Coimbra e eu fiz a faculdade em Lisboa, acho como escrevi em cima uma fogueira de vaidades que se gostam de pavonear com os trajes. Em Coimbra sim, é tradição

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Só uma adenda eu nem traje usei por opção, não que alguém impedisse era o que faltava, somente porque o traje é uma tradição de Coimbra e eu fiz a faculdade em Lisboa, acho como escrevi em cima uma fogueira de vaidades que se gostam de pavonear com os trajes. Em Coimbra sim, é tradição

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Portanto generalizas. Coimbra é que é. O resto - já dizia o outro - sa ****. Não houve tradição praxística no Porto? E em Leiria? E Braga? E na cidade onde estudas/estudaste? Claro que o traje é académico e não praxístico. Isso é uma não-questão e toda a gente, esteja em praxe ou não, razoável assume isso. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra meus senhores.

Eu sendo do Porto, até acho que em Coimbra se faz certas coisas melhores que no Porto. Nomeadamente o silêncio na Serenata, que no Porto não se faz. Aceito que seja a tua opinião, agora não digas que a tradição em Coimbra é a ultima coca-cola do deserto. Há bom e mau em todo o lado.
 
Só está em praxe quem quer. Falo por mim e pelos meus, ninguém os força a nada. Quando foi meu trabalho perguntar aos novos alunos, se queriam ir para a praxe, foi exactamente isso que aconteceu. Uma pergunta. Assim como eu não fui coagido, não coagi ninguém. Só está lá quem quer, e não é por não estarem que vou recusar dar apontamentos, ou simplesmente dar-me com uma pessoa extra-praxe.

Nao. Nem devias perguntar, se estavam interessados deviam-se dirigir a ti e pedirem para ser praxados. Nunca tive gente a perguntar-me se queria ir para a tuna ou para os clubes de actividades extra lectivas. Com a praxe devia ser o mesmo.
 
Isto é o tópico das generalizações.
Argumento recorrente: Todas as praxes são abusivas, todos os praxados são vítimas coagidas.
É como dizer que todos os que bebem bebidas alcoólicas são bêbados irresponsáveis, logo proíba-se quem bebe.

Não sou pró-praxe, na faculdade nunca trajei e nunca praxei.
Mas sou pró liberdade de escolha, e liberdade de fazer figuras parvas e asneiras dentro dos limites razoáveis da convivência em sociedade-

Quero com isto desculpar muito disparate e abusos feitos em Praxes (como já fui acusado) ? - Não
Acho que a solução é proibir de forma sumária com base em generalizações e indignação ? - Não

O caminho não é proibir, é educar, é sensibilizar, é respeitar e dar-se ao respeito, isso dá mais trabalho, mas é mais justo.

Desculpa lá mas isso é um lirismo do melhor que há.... Educar, sensibilizar??? Mais???? Não percebes que isto é como tantas outras coisas, vai sempre existir atrocidades, disparates e praxes nojentas. A história recente não te ensina nada?
 
Nao. Nem devias perguntar, se estavam interessados deviam-se dirigir a ti e pedirem para ser praxados. Nunca tive gente a perguntar-me se queria ir para a tuna ou para os clubes de actividades extra lectivas. Com a praxe devia ser o mesmo.

És novo aluno na faculdade. Não conheces o espaço, não conheces qual a posição da faculdade quanto às praxes. Não existe um "gabinete praxístico" ao qual te podes dirigir, como é óbvio. Assim no caso da minha faculdade, a associação de estudantes(que tem um posição neutra quanto à praxe) faz o trabalho de dar as boas vindas e ajudar nas inscrições, e quem está em praxe pergunta aos do seu curso, se querem participar. Não vejo problema algum. É depois feita um Aula Fantasma e a praxe do curso apresenta-se aos alunos, nessa altura. Quem quiser vir, é bem vindo, quer não quer, amigos à mesma.

Obviamente falo, pela minha experiência e pelo que sei que se faz na faculdade em que estudo. Se há praxistas que põem de parte, logo à partida, quem não se coaduna com práticas praxísticas, é mais culpa do praxista enquanto pessoa do que da praxe em si. Convém relembrar que a Praxe no conceito lato, está acima de toda a gente(praxista). Há depois pessoas que a praticam, respeitando ou não o Código de Praxe, que regra geral, precisavam de revisões ao tempo actual e não as têm, mas isso já será outra história.
 
És novo aluno na faculdade. Não conheces o espaço, não conheces qual a posição da faculdade quanto às praxes. Não existe um "gabinete praxístico" ao qual te podes dirigir, como é óbvio. Assim no caso da minha faculdade, a associação de estudantes(que tem um posição neutra quanto à praxe) faz o trabalho de dar as boas vindas e ajudar nas inscrições, e quem está em praxe pergunta aos do seu curso, se querem participar. Não vejo problema algum. É depois feita um Aula Fantasma e a praxe do curso apresenta-se aos alunos, nessa altura. Quem quiser vir, é bem vindo, quer não quer, amigos à mesma.

Obviamente falo, pela minha experiência e pelo que sei que se faz na faculdade em que estudo. Se há praxistas que põem de parte, logo à partida, quem não se coaduna com práticas praxísticas, é mais culpa do praxista enquanto pessoa do que da praxe em si. Convém relembrar que a Praxe no conceito lato, está acima de toda a gente(praxista). Há depois pessoas que a praticam, respeitando ou não o Código de Praxe, que regra geral, precisavam de revisões ao tempo actual e não as têm, mas isso já será outra história.

Quando corre mal tudo é outra história.... Porque a boa praxe não é assim... É se corre mal não é culpa da praxe... Bahhh já cansa.
 
as praxes deveriam ser para integrar os caloiros na vida acadêmica, ora o que se vê .....

humilhação, as pessoas são insultadas, põem as mesmas a fazerem coisas que nem eu faria ao meu cão,
descriminação, quem não alinhar é logo descriminado e fica excluído das actividades acadêmicas, uma especie de exclusão social com tudo o que isso representa psicologicamente,
grandes hipóteses de desperdiçar um ano de estudos, pois ou estão a estudar, ou estão nas actividades acadêmicas,
fisicamente os caloiros expõem-se a certos riscos e não são só joelhos esfolados, entre as brincadeiras estupidas, a queima dos figados e ralis de tasca, muita gente vai-se aleijando e alguns ficam pelo caminho.

as praxes são também a oportunidade para alguns putos mimados exercer uma vez na vida alguma autoridade e sentirem-se alguém de superior, com um pouco de sorte ainda rapa uma caloira vulneravelmente bêbada e poupa uma pivea. para as "doutoras" é um descargo de consciência caso elas próprias e enquanto caloiras, perderam os 3 vinténs numa hesitação entre superbock e sagres, encararão isso como uma normalidade.

dizer que afinal todos os caloiros são adultos e sabem o que fazem só mostra que há gente que precisa de desculpas para os seus proprios actos, faz lembrar a historia do amolestador que foi amolestado ....

a maioria dos caloiros estão longe de casa e sem família por perto, não estarão propriamente num campo de escuteiros, estão ali a tentar integrar-se e o que parece mais logico não é o clube de xadrez ou de trico da universidade, são as tais actividades acadêmicas, e não se trata propriamente de fazer algo útil para a sociedade, trata-se dessa parvoeira das praxes.

num país de brandos costumes ainda não se responsabilizou criminalmente quem pratica praxes abusivas, e dificilmente as coisas irão mudar, não é com enquadramento que as coisas melhoram, só fazem que os acontecimentos sejam mais abafados e com o encobrimento das próprias faculdades.

o que acho piada nisso tudo, é o orgulho dos pais quando vêem os filhos de capa negra a cantar serenatas, mas logo que os filhos são vitimas de abusos tudo fica mais azedo, ou pior, são eles mesmo discriminados pelos outros pais. lindo não é?
 
Última edição:
Acho piada à maneira que a malta fala do "código da praxe" como se fosse uma coisa assim muito séria e com peso legal.

elitismos ..... e existe ainda o tribunal de praxe, onde putos mimados passam de simulações com Legos e Playmobils diretamente para uma sala de tribunal improvisada num anexo qualquer.

[:cool:]
 
És novo aluno na faculdade. Não conheces o espaço, não conheces qual a posição da faculdade quanto às praxes. Não existe um "gabinete praxístico" ao qual te podes dirigir, como é óbvio. Assim no caso da minha faculdade, a associação de estudantes(que tem um posição neutra quanto à praxe) faz o trabalho de dar as boas vindas e ajudar nas inscrições, e quem está em praxe pergunta aos do seu curso, se querem participar. Não vejo problema algum. É depois feita um Aula Fantasma e a praxe do curso apresenta-se aos alunos, nessa altura. Quem quiser vir, é bem vindo, quer não quer, amigos à mesma.

Obviamente falo, pela minha experiência e pelo que sei que se faz na faculdade em que estudo. Se há praxistas que põem de parte, logo à partida, quem não se coaduna com práticas praxísticas, é mais culpa do praxista enquanto pessoa do que da praxe em si. Convém relembrar que a Praxe no conceito lato, está acima de toda a gente(praxista). Há depois pessoas que a praticam, respeitando ou não o Código de Praxe, que regra geral, precisavam de revisões ao tempo actual e não as têm, mas isso já será outra história.

Nao conheco a posicao da faculdade em relacao ás praxes nem me interessa conhecer, é coisa que vale 0. [:D]

Tudo o que envolva perguntar directamente a alguém se quer fazer parte da praxe devia ser abandonado.
 
Volta e meia, isto é "assunto quente" e como tal vou dar a minha opinião, da experiência que vivi. Fui praxado, praxei e continuarei a fazê-lo até ao dia em que achar relevante. Vai sair um texto grande.

"Txxii, cambada de mentecaptos, fazem mal às criancinhas. Cambada de bêbados, nem o curso têm acabado, haviam todos de morrer". Multipliquem este comentário genérico por 100 e é o que se encontra, regra geral, como comentário de FB em relação ao tema numa notícia do FB da Sic Noticias, Tvi24 ou seja lá que comunicação social(CS) for.

Pois bem - só a título de exemplo e refutação fácil do negrito acima - o Dux da minha faculdade acabou a sua licenciatura + mestrado nos habituais 5 anos. Efectivamente continua a ser Dux porque quer, e inscreve-se a uma cadeira por ano, "só porque sim" para o ser. É dinheiro deitado ao lixo? É. Mas é o dinheiro dele, faz o que bem entender com ele.

Esta "opinião de FB", que respeito quem a tem, tem todo o direito a tê-la, nasce exactamente porque a CS ao longo dos anos monta as suas peças sobre praxe, de forma pouco isenta e completamente biased. Exactamente a propósito desta noticia recente das alternativas à integração de estudantes do primeiro ano, sem ser em praxe, a Sic fez a sua notícia. Primeiros segundos da peça? Caloira a levar com cerveja em cima, com a boca encostada ao chão. A peça, que tenha durado, ~2 minutos, esteve sempre em torno de condicionar a visão de quem viu a reportagem a pensar que isto acontece em todo o lado. Efectivamente acontece em alguns, as imagens não mentem. Eu, por exemplo, fui assim praxado? Nunca aconteceu. Nem a mim, nem a qualquer caloiro da minha faculdade porque não são assim que as coisas rolam na instituição em que estou a tirar o curso. Há exageros, certamente que os há, e a CS esfrega sempre as mãos quando acontecem, afinal é "material" jornalístico para vender por uns bons jornais da noite. Há exageros em todas as praxes de todas as faculdades/institutos de Portugal? Impossível.


Pergunto: Quantas vezes a CS, noticiou que, eu enquanto caloiro e posteriormente os "meus" caloiros, participaram numa acção de beneficência para com instituições de caridade, ou para ajudar crianças do IPO que têm tratamentos dispendiosos e não têm meios financeiros para os suportar? 0. ZERO. A praxe esteve la para ajudar quem precisou. Obviamente não se está a procura de palmadinhas nas costas, mas alguma isenção por parte da CS para ajudar a desmistificar o "bicho papão" que é a praxe. Não haverá interesse. Não sei se noutras praxes do país, isto é acto recorrente, acredito que sim, mas não estou a par.


No meu primeiro dia, no dia da inscrição, não senti de maneira nenhuma, da parte dos "senhores de preto", alguma pressão a nada. Fui com um colega, já em mestrado(que inclusive esteve em praxe e entretanto saiu porque não se identificou com a cena. Aproveito a oportunidade para referir que na minha faculdade existe praxe por curso, e não por comissão de praxe. Existem praxes gerais, com os cursos todos, no entanto.), e nem havia no meu caso pessoas do meu curso na altura para virem falar comigo. Rodinhas à minha volta? Dux a vir falar com recém-chegados? O Dux trabalha, tem mais que fazer. Pressões? Nada disso aconteceu. Veio uma pessoa, simplesmente perguntou se gostaria de experimentar a praxe, disse que não me opunha e ficou com o meu contacto. Nada mais aconteceu e fiquei matriculado nesse dia na faculdade.


Fui praxado. Fui bem praxado. Nunca fiz algo que fosse obrigado. Nunca me faltaram ao respeito, nem a mim(porque não o permitiria), nem ao meu ano. E como disseram acima(não me lembro exactamente quem), logo no primeiro contacto, fui "obrigado" a conhecer os colegas do meu ano. Nome, idade, de onde são, o que gostam de fazer. Hoje posso dizer que encontrei pessoas que são para a vida, que estão nos momentos bons e maus. Houve situações menos boas? Houve. Situações em que nós, enquanto hierarquia caloiros, nos deixamos ficar mal uns aos outros. Enchi que nem um boi? Enchi, ginásio à pala? Gosto de pensar assim. Não cometi o mesmo erro pelo qual enchi, duas vezes. Aprendi o que me foi ensinado, para poder ensinar aos futuros caloiros.

Também em cima, houve alguém salvo erro a argumentar, que os caloiros assumem a hierarquia que existe em praxe sem se oporem, quando existem outras hierarquias, implícitas "cá fora", que deviam aceitar e não o fazem. Em praxe, o que manda são as matriculas. É verdade. Está correcto? Em alguma parte. (Irei excluir aqui, quem faz uso das suas matriculas, veteranos normalmente, para "minarem" a praxe. Que procuram o lambe-botismo e o egoboost pessoal. Há destas pessoas em todo o lado.) Não me choca absolutamente nada, que quem mande mais seja quem tem mais matriculas. Um doutor de 2 matriculas, nunca pode saber mais que um de 3, 4 ou 5. Não tem a experiência necessária para tal. Certamente um doutor mais velho, por já ter passado mais vezes pela coisas, saberá ajuizar melhor as coisas. Exceptuando uma ou outra actividade, é sempre o mesmo ciclo de actividades durante o ano praxístico. Comboios de caloiro, beneficências, noites negras, latadas, cortejos, imposições etc etc etc. Parece-me absolutamente normal, um veterano, ter mais "poder de palavra" que um doutor de 3 ano. Esteve lá mais tempo, saberá como melhor interagir com os caloiros e saberá direccionar a praxe, para o fim a que ela se propõe. A forma como a Veterania do meu curso tomou conta da situação, quando a minha hierarquia(caloiros) falhou, foi de quem já tinha passado por isso, cometido o mesmo erro e aprendido como dar a volta por cima. Em suma, "experiência on the field".

Eu gosto de pensar que um praxista, tem de ter uma quota parte de pedagogo. De forma simplista, há doutores e caloiros. Ambos são estudantes, e podem perfeitamente ajudar-se entre si. Enquanto caloiro, sempre fui ajudado por pessoal mais velho com situações académicas e escolares. É perfeitamente possível as duas situações co-existirem. Terão todos os praxistas uma parte de pedagogos? Certamente que não, mas há bons exemplos, que o povo não tem conhecimento, porque não são noticiados. Mas disso já falei em cima, e não me repetirei.


Para terminar, que isto já vai longo - e agradeço desde já quem tirar do seu tempo para ler a minha opinião - será sempre impossível proibir algo que nasce da liberdade de alguém fazer X. Há exageros, infelizmente os há, como em tudo. Há boas pessoas, há más pessoas. Há bons praxistas há maus praxistas. Acho também, que um (pré)adulto de 17/18 anos, tem poder argumentativo suficiente e capacidade mental para perceber por si, que ser enterrado até ao pescoço, e ser afundado em álcool, provavelmente não será boa ideia pelos motivos óbvios. Acidentes como o Meco, onde Veteranos/Doutores(relembro que não eram caloiros) não souberam medir o perigo da situação em que se meteram, são uma "parte negra" num oceano de bons exemplos que acontecem em praxe. Se eu meter o dedo na tomada provavelmente não corre bem para o meu lado. Se mo obrigarem a fazê-lo, tenho bom remédio. Se não se coaduna com os meus ideais, e acho incorrecto, não o faço.

Pois, mas cada um é livre de querer ou não ser praxado, e portanto, o que se debate aqui é que em alguns casos isso não corre bem e noutros, aceitam entrar mas depois são mal praxados com situações abusivas.

Isto devia ser bem vigiado, afinal, muitos universitários não passam de crianças grandes.
 
És novo aluno na faculdade. Não conheces o espaço, não conheces qual a posição da faculdade quanto às praxes. Não existe um "gabinete praxístico" ao qual te podes dirigir, como é óbvio. Assim no caso da minha faculdade, a associação de estudantes(que tem um posição neutra quanto à praxe) faz o trabalho de dar as boas vindas e ajudar nas inscrições, e quem está em praxe pergunta aos do seu curso, se querem participar. Não vejo problema algum. É depois feita um Aula Fantasma e a praxe do curso apresenta-se aos alunos, nessa altura. Quem quiser vir, é bem vindo, quer não quer, amigos à mesma.

Obviamente falo, pela minha experiência e pelo que sei que se faz na faculdade em que estudo. Se há praxistas que põem de parte, logo à partida, quem não se coaduna com práticas praxísticas, é mais culpa do praxista enquanto pessoa do que da praxe em si. Convém relembrar que a Praxe no conceito lato, está acima de toda a gente(praxista). Há depois pessoas que a praticam, respeitando ou não o Código de Praxe, que regra geral, precisavam de revisões ao tempo actual e não as têm, mas isso já será outra história.
Já eu tenho uma opinião contrária. Qual é mesmo o sentido que durante as inscrições na faculdade haja alguém a perguntar se vai à praxe ? A pressão começa logo aí e as faculdades nem deviam permitir. Se a associação quer ajudar muito bem, agora aproveitar isso para levar gente para a praxe é no mínimo duvidoso. E digo isto porque foi exactamente o que me aconteceu, no fim da inscrição uma rapariga super arrogante veio ter comigo a perguntar se ia à praxe, claro que perguntou aquilo num tom ameaçador. Eu fui ao primeiro dia por curiosidade e até já tinha decidido mesmo antes de perguntarem, afinal podia ser diferente daquilo que ouvia, podia ser divertido e até podia servir para integrar e até passar um bom bocado, porque não ? Afinal é tudo gente crescida. Mas não foi isso que se passou, tanto que não meti lá mais os pés. Achei ridículo haver gente que devia ter mais juízo a assentar num caderninho as coisas que uma pessoa não aceitava fazer, para depois ser usado no "tribunal" de praxe, acho que era assim. Por exemplo não aceitei que me metessem farinha com ovos na cabeça, fui logo rodeado por não sei quantos aos gritos, a perguntar se era anti praxe, a assentar o meu nome escrevendo depois, "não aceita farinha e ovos na cabeça", ridículo no mínimo. Faziam isto para tudo o que uma pessoa não quisesse fazer. Claro que me senti ainda mais ridículo por ter perdido um dia naquilo, mas ok sempre dá para contar e rir um pouco agora. Não vou dizer que não senti medo, não conhecia ninguém e ao me recusar a algo sou logo rodeado por gente aos gritos, não é algo que me faça sentir bem, acabou logo ali. Eu sou pacífico e não gosto de fazer aos outros aquilo que não gosto que me façam a mim, estar naquele ambiente não me fez sentido nenhum, fui numa de ver como era, vi que aquilo não tinha interesse nenhum e caguei para aquela treta. Claro que há sempre quem tenha espírito ou consiga aturar certas coisas, mas para mim não deu e até fui lá perder um dia, dei o chamado benefício da dúvida.
Para terminar, sempre pensei que a associação de estudantes só servia para organizar isto das praxes, tanto que a ideia com que fiquei é que só lá estavam a ajudar nas inscrições para recrutar gente para as praxes.
 
Já eu tenho uma opinião contrária. Qual é mesmo o sentido que durante as inscrições na faculdade haja alguém a perguntar se vai à praxe ? A pressão começa logo aí e as faculdades nem deviam permitir. Se a associação quer ajudar muito bem, agora aproveitar isso para levar gente para a praxe é no mínimo duvidoso.

(....)

Para terminar, sempre pensei que a associação de estudantes só servia para organizar isto das praxes, tanto que a ideia com que fiquei é que só lá estavam a ajudar nas inscrições para recrutar gente para as praxes.

só é praxado quem quer e a associação de estudantes aliena-se das praxes?

no caso da minha universidade também vinham com essa desculpa, no entanto era claro que quem não participava nas praxes não podia usar traje acadêmico, e de mesmo não podia participar nas festas acadêmicas, mesmo quando essas eram organizadas dentro da universidade.

quem não quiser ser praxado é logo excluído da vida acadêmica, tudo é feito para pressionar ou excluir os alunos, inclusive publicavam a lista das pessoas que não queriam ser praxadas, dando um nome depreciativo à mesma lista.
 
Última edição:
no caso da minha universidade também vinham com essa desculpa, no entanto era claro que quem não participava nas praxes não podia usar traje acadêmico, e de mesmo não podia participar nas festas acadêmicas, mesmo quando essas eram organizadas dentro da universidade.
Outra coisa muito engraçada e que só pode fazer sentido na cabeça de putos que ainda têm muito para crescer (certamente não pertencem no ensino superior).

Eu declaro-me anti-praxe, vou à loja e compro um traje, apareço na escola vestido a rigor. Vão chamar a polícia porque não posso? [:)]

Estupidez.
 
Outra coisa muito engraçada e que só pode fazer sentido na cabeça de putos que ainda têm muito para crescer (certamente não pertencem no ensino superior).

Eu declaro-me anti-praxe, vou à loja e compro um traje, apareço na escola vestido a rigor. Vão chamar a polícia porque não posso? [:)]

Estupidez.

Nem mais. Eu estudei em Coimbra. Nunca praxei ninguém e logo os primeiros dias faltei a um tribunal de praxe supostamente por ter faltado ao respeito a um doutor (recusei-me a fazer o que ele queria que eu fizesse). Ou melhor, não faltei, fui lá à hora marcada dizer que não me submetia a parvoíces. Disseram-me que ficava arredado da praxe, que tinha que me declarar anti-praxe, e mais não sei o quê. Tá bem... Comprei traje, andei trajado (umas 3 ou 4 vezes por ano, mas andei), fiz os cortejos da queima, até tive um afilhado mais tarde a quem levei na latada, etc. Naturalmente, em coerência, nunca praxei absolutamente ninguém.
 
Desculpa lá mas isso é um lirismo do melhor que há.... Educar, sensibilizar??? Mais???? Não percebes que isto é como tantas outras coisas, vai sempre existir atrocidades, disparates e praxes nojentas. A história recente não te ensina nada?

Chama-lhe lirismo, demagogia o que quiseres.
Sou contra a proibição sim, tal não significa que seja a favor das praxes ou que concorde com elas.
Vivemos numa sociedade livre, se há quem gosta de fazer idiotices quem sou eu para pedir a proibição - desde que respeite os direitos das pessoas.

Mas vamos supor que se proibia, e depois? dava-se prisão a quem dissesse que certa brincadeira era praxe? Se trajados cantassem, era ajuntamento e praxe e chama-se a policía? Se numa aula de educação física o professor diz para fazer flexões também era praxe?
Isto não é preto no branco, dizer da boca para fora, ah e tal é estúpido proíbe-se, é giro, fica bem nas indignações da internet, mas tem outras implicações.
Isso sim é lirismo.

E tu a dares com a história recente, verifica quantas mortes foram atribuídas a praxes nos últimos 10 anos, atribuídas de facto, por tribunais, não especulações de conversa de café. Deve morrer mais gente a jogar chinquilho que em praxes...

Nestas últimas páginas temos casos de pessoas que não quiseram ser praxadas, nada de mal lhes aconteceu, ninguém os obrigou ou arrastou, não ficaram excluídos etc. Há pressão sim, excessiva até, mas na práctica poucas ou nenhumas consequências reais.
 
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Isto é o tópico das generalizações.
Argumento recorrente: Todas as praxes são abusivas, todos os praxados são vítimas coagidas.
É como dizer que todos os que bebem bebidas alcoólicas são bêbados irresponsáveis, logo proíba-se quem bebe.

Não sou pró-praxe, na faculdade nunca trajei e nunca praxei.
Mas sou pró liberdade de escolha, e liberdade de fazer figuras parvas e asneiras dentro dos limites razoáveis da convivência em sociedade-

Quero com isto desculpar muito disparate e abusos feitos em Praxes (como já fui acusado) ? - Não
Acho que a solução é proibir de forma sumária com base em generalizações e indignação ? - Não

O caminho não é proibir, é educar, é sensibilizar, é respeitar e dar-se ao respeito, isso dá mais trabalho, mas é mais justo.
Será que deste conta que entraste no caminho da utopia? O politicamente correcto defendido de forma cega resulta nisto 😏
 
Chama-lhe lirismo, demagogia o que quiseres.
Sou contra a proibição sim, tal não significa que seja a favor das praxes ou que concorde com elas.
Vivemos numa sociedade livre, se há quem gosta de fazer idiotices quem sou eu para pedir a proibição - desde que respeite os direitos das pessoas.

Mas vamos supor que se proibia, e depois? dava-se prisão a quem dissesse que certa brincadeira era praxe? Se trajados cantassem, era ajuntamento e praxe e chama-se a policía? Se numa aula de educação física o professor diz para fazer flexões também era praxe?
Isto não é preto no branco, dizer da boca para fora, ah e tal é estúpido proíbe-se, é giro, fica bem nas indignações da internet, mas tem outras implicações.
Isso sim é lirismo.

E tu a dares com a história recente, verifica quantas mortes foram atribuídas a praxes nos últimos 10 anos, atribuídas de facto, por tribunais, não especulações de conversa de café. Deve morrer mais gente a jogar chinquilho que em praxes...

Nestas últimas páginas temos casos de pessoas que não quiseram ser praxadas, nada de mal lhes aconteceu, ninguém os obrigou ou arrastou, não ficaram excluídos etc. Há pressão sim, excessiva até, mas na práctica poucas ou nenhumas consequências reais.

a minha opinião é muito simples, é criminalizar quem faz praxes abusivas, ora esses meninos pensam que estão acima de tudo e podem abusar de quem confia nas praxes como uma simples brincadeira para integrar.

hoje está visto que devido à compadrios politicos (todos eles estão intimamente ligados a uma universidade), nada acontece a quem abusa nas praxes, os estabelecimentos fecham os olhos e assobiam para o lado.
só se viu um caso em portugal e mesmo assim parece ter passado ao lado, foi o caso da lusiada, onde a universidade pagou 100.000€ à familia da vitima sendo que o rapaz foi alvo de praxe violenta nas salas cedidas à tuna acadêmica, mas os meninos (ups, não se pode dizer, o tuninho morreu ao cair por um escada com quatro degraus) que agrediram a vitima, esses continuam por aí por julgar.

quantas praxes violentas não dão em nada, relembro-te que o estado abriu uma linha telefonica para denuncias e logo nos primeiros dias houve 200 denuncias, mas tenta tu denunciar uma praxe violenta e vê com o que tu deparas, é como se fosses violado por um padre, será que foi isso que aconteceu? será que te queres expor? isso não vai dar em nada sabes?

há uns anos consta-se que uns tantos caloiros do porto que foram parar ao hospital com queimaduras graves, os "doutores" lá lembraram-se por os caloiros a aparar relva com os dentes, quando na mesma manha os empregados da camara tinham aplicado ervicida .....
não venhas com demagogias ao tentar passar a ideia que na queima as fitas ninguém se aleija, ou entra no hospital em coma alcoílico, muitos casos nem chegam à comunicação social.
 
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