Quando dizem que a praxe é facultativa, isso é uma grande falácia!
Gostava de saber quantos é que se recusaram a participar se um grupo de doutores fardados os rodeasse no primeiro dia de faculdade depois de fazerem a matrícula, como me aconteceu a mim. Eu não me recusei (e não me apetecia muito) e não conheço ninguém que o tenha feito.
Frequentei durante uma semana, em que me esforcei honestamente para gostar daquilo, mas até hoje ainda não consegui perceber como é que fazer flexões e gritar algumas canções ordinárias contribuem para a integração de alguém. Ao fim de uma semana, acabei por abandonar, embora sem o ter feito a meio de uma praxe (e mais uma vez não conheço ninguém que o tenha feito durante, tal como nunca vi nenhum praxado discutir ou pôr em questão uma decisão da entidade praxante). Verdade seja dita, ninguém me perseguiu para voltar à praxe. Desse ponto de vista, sim, é facultativo!
O único momento verdadeiramente positivo da praxe que me recordo foi quando nos levaram a uma sala para nos inscrevermos como dadores de medula. [

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Apesar de não ter continuado, reconheço que a praxe contribuiu para a integração de alguns dos que lá continuaram, foi aí que se formaram os grupos mais populares e são hoje essas as pessoas que ocupam os cargos associativos e os órgãos sociais. No entanto, durante o tempo que frequentei foram escassos os momentos de convívio e verdadeira integração, daí ter achado que o custo benefício era muito mau e não me arrependo de ter abandonado.
Por mim podem continuar. Servem para massajar o ego de alguns.