(pegando no post do ARMIC)
Com a saída da Chrysler e Dodge da Europa após aquisição destas pela Fiat, o acordo feito com o governo americano obrigava a que a Fiat vendesse produtos "made in USA" na Euroland.
É por isso que tens o Journey melhorado transformado em Freemont.
É o ideal? nops.
No entanto, de todos os clones é o único que realmente vende (o outro exportado dos EUA que consegue vendas dignas desse nome é o GrandCherokee).
E vende muito mais do que o Journey alguma vez conseguiu.
Poderia prejudicar a imagem da Fiat (a dodge já se foi, não afecta nada), mas sinceramente, para uma marca que anunciou aos 7 ventos que não teria mais modelos grandes, o Freemont demonstra que existe ainda espaço para Fiat XL.
Os Chrysler disfarçados de Lancia não vendem nada. E no UK, os Chrysler que são Lancias também pouco têm despertado o interesse do público.
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Relativamente à Alfa, sim, sem dúvida que o tempo de espera é completamente desproporcionado. Para uma marca que estava para entrar no mercado americano em 2005 ou qualquer coisa assim, a entrar apenas em 2014 ou algo semelhante, "prontos"....
Caso tivesse entrado logo quando tinha sido estipulado, talvez tivesse fundações mais sólidas para aguentar a crise, ao não estar tão dependente do mercado europeu, e sobretudo, do mercado italiano. Talvez tivesse dado para ter uma gama mais completa.
São muitos "ses" e "talvez"...
Não adiante chorar sobre o óleo entornado.
Pelo menos agora existem mais certezas, sobretudo ao nivel de produto.
Isto é, em Outubro o Marchionne vai fazer mais uma das suas intervenções aos media, e sabe-se lá o que poderá sair dali[

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No que toca ao grupo Fiat, os únicos projectos das marcas europeias que estão em fase final são os sedans para a Maserati e o 4C para a Alfa Romeo.
A Fiat deverá ficar-se pelo 500L este ano e expansão do Panda, com as versões 4x4 e possivel versão desportiva.
O resto das novidades só deverá aparecer de 2014 para a frente.
É sem dúvida muito tempo...
O homem diz caso lançasse o sucessor do Punto agora não iria conseguir recuperar o investimento.
Bem, pensei que fosse sempre um exagero.
Mas por exemplo, aqui ao lado, em Espanha, a Ford acabou de lançar uma campanha durante este mês que dá descontos até 25%. O Focus 1.0 Ecoboost (100cv) vende-se por 13650€.
Com descontos desta natureza, e que acontecem um pouco por toda a Europa, que raio de ganhos um construtor consegue por vender um carro? É que são aplicados a tudo o que é produto, seja modelo novo ou veterano no mercado.
E com vendas a cair nos principais mercados europeus, nomeadamente França, Itália (a cair 20% e principal mercado para as marcas da Fiat) e Espanha, e a Alemanha a dar os primeiros sinais de quebra, não só não vendem como não ganham dinheiro com aquilo que conseguem vender.
Não há estrutura que aguente essas práticas durante muito tempo.
Mesmo a Fiat, com o seu Panda, que é o Fiat mais vendido na Europa actualmente, e apesar de ter sido lançado este ano, não está a conseguir vender ao nivel do seu antecessor o ano passado.
Compreendo a resistência do Marchionne em lançar produto novo, que a única coisa que va conseguir é talvez reduzir a intensidade da hemorragia.
E compreendo as decisões que estão a ser tomadas no sentido de produzir o Giulia e o SUV com base no Giulietta (a fábrica de Toledo da Jeep acabou de ser actualizada para produzir o sucessor do Cherokee, que partilhará entranhas com o SUV alfa) no outro lado do AtlÂntico e apostar no mercado americano.
Mesmo que nao cheguem a vender 100000 un/ano por lá, já serão tantas como aqui no nosso continente. Basicamente permitirá duplicar as vendas (caso os americanos adoptem a Alfa, né?)
Porque aqui na Europa, duvido que a coisa melhore nos próximos anos.
Ainda não fizemos a purga.