A mão de Deus

E se em vez da "mão de Deus" tivessemos a "espuma da cerveja"? Lembram-se do filme Demolition Man com o Silvester Stallone, onde ele fazia de policia e numa cena de perseguição teve um acidente e o carro encheu-se de espuma por dentro que parecia esferovite?
Sim, essa seria a componente interna ao ovo, como estrutura.

Imagina quer nos automóveis quer nos aviões em caso de acidente eminente a estrutura fechar-se, envolvendo o ser humano, e preencher esses espaços vazios com um material absorvente do choque! [;)]
 
Concordo parcialmente.


Só deixaremos de passar sinais vermelhos se isso for imposto e impossibilitado electronicamente. Só deixaremos de fazer manobras perigosas se os carros forem suficientemente "inteligentes" e impeçam literalmente as mesmas. Só deixamos de estacionar em cima do passeio quando o carro procurar um local correcto e nos disponibilizar duas rodas extra para nos levar à porta de casa.

Mas, depois, e civicamente cheios de lacunas, lá virá o discurso do cercear da liberdade individual (ainda nos lembramos das inúmeras discussões em torno da limitação de fumar em determinados locais...) porque algo limita a vontade de ... errar...

Compreendo o teu ponto de vista, mas se olhares assistimos neste momento a evolução vertiginosa das máquinas. Temos pc´s de 500 euros a fazer melhor que alguns de 1000... As máquinas estão a evoluir, a Mão de Deus pode ser o caminho mas o projecto Kit um dia há-de ser realidade (sem voar), a inteligencia de ler dados e saber calcular o grau maximo do risco irá existir. Estacionar em cima do passeio não pode ser comparado com um vermelho. Qualquer dos caminhos será bem-vindo, mas preferia evitar do que estar num acidente.
 
Compreendo o teu ponto de vista, mas se olhares assistimos neste momento a evolução vertiginosa das máquinas. Temos pc´s de 500 euros a fazer melhor que alguns de 1000... As máquinas estão a evoluir, a Mão de Deus pode ser o caminho mas o projecto Kit um dia há-de ser realidade (sem voar), a inteligencia de ler dados e saber calcular o grau maximo do risco irá existir. Estacionar em cima do passeio não pode ser comparado com um vermelho. Qualquer dos caminhos será bem-vindo, mas preferia evitar do que estar num acidente.
O objectivo é o mesmo, meu caro, precisamente o mesmo! [;)]

Os exemplos que dei foram apenas isso e pela perspectiva do civismo, ou da falta dele, para sublinhar que a via da atenuação do resultado também não pode ser descurada.

Mas é, de facto, pelas duas vias, prevenir e minorar resultados, que estará o futuro! [;)]
 
Concordo parcialmente.

A guerra contra as mortes na estrada é feita, essencialmente, em duas frentes. Uma, a da prevenção (infelizmente longe de estar ganha, comportamentos deficientes ao volante determinam...). A outra, a da atenuação dos resultados.

Só laborando nas duas perspectivas de combate se pode evoluir de forma abrangente face a este problema.

Preferíamos todos, claramente, que a componente prevenção evitasse que os acidentes acontecessem. Mas essa componente está essencialmente dependente da mentalidade e comportamento humanos e da forma displicente como, apesar de milhões de campanhas, esclarecimentos e regras punitivas, continuamos a ver o automóvel e, no geral, as regras.

Só deixaremos de passar sinais vermelhos se isso for imposto e impossibilitado electronicamente. Só deixaremos de fazer manobras perigosas se os carros forem suficientemente "inteligentes" e impeçam literalmente as mesmas. Só deixamos de estacionar em cima do passeio quando o carro procurar um local correcto e nos disponibilizar duas rodas extra para nos levar à porta de casa.

Mas, depois, e civicamente cheios de lacunas, lá virá o discurso do cercear da liberdade individual (ainda nos lembramos das inúmeras discussões em torno da limitação de fumar em determinados locais...) porque algo limita a vontade de ... errar...

Por isso, e porque continuaremos humanos, a errar, e a querer errar, mais ou menos conscientemente, seria uma irresponsabilidade descurar a outra vertente do problema, a da atenuação dos resultados.

É por isso que não devemos apenas com um pé, também nesta questão, senão certamente iríamos coxear! [;)]


Concordo parcialmente!

É um facto que muitos infringem as regras de forma deliberada e conduzem como se fossem os únicos utentes da coisa comum, que são as estradas.

Mas também é um facto, pelo menos para mim, que a causa de muitos acidentes não é a imprudência ou a falta de civismo, mas a imperícia de alguns ou a simples distração/desatenção momentânea. E a quem nunca aconteceu que atire a primeira pedra.

E é a pensar nestes últimos (os primeiros encontrarão sempre forma de contornar qualquer sistema) que os sistemas auxiliares de condução podem constituir uma mais-valia. Concordo que tais sistemas também podem ser vistos como limitadores da liberdade individual (por exemplo, vejo com alguma preocupação a colocação dos chamados chipes nos carros, pois o mau uso da informação que eles podem fornecer é preocupante, por mais garantias que sejam dadas), mas parece-me que podem e devem ser concebidos de forma a respeitar a fronteira entre essa liberdade e o bem comum.
 
Concordo parcialmente!

É um facto que muitos infringem as regras de forma deliberada e conduzem como se fossem os únicos utentes da coisa comum, que são as estradas.
Efectivamente.
Mas também é um facto, pelo menos para mim, que a causa de muitos acidentes não é a imprudência ou a falta de civismo, mas a imperícia de alguns ou a simples distração/desatenção momentânea. E a quem nunca aconteceu que atire a primeira pedra.
E eu acrescentaria, não é só!

E é a pensar nestes últimos (os primeiros encontrarão sempre forma de contornar qualquer sistema) que os sistemas auxiliares de condução podem constituir uma mais-valia. Concordo que tais sistemas também podem ser vistos como limitadores da liberdade individual (por exemplo, vejo com alguma preocupação a colocação dos chamados chipes nos carros, pois o mau uso da informação que eles podem fornecer é preocupante, por mais garantias que sejam dadas), mas parece-me que podem e devem ser concebidos de forma a respeitar a fronteira entre essa liberdade e o bem comum.
Haverá sempre essa dúvida, a dúvida sobre se o bem a preservar legitima e se impõe ao bem sacrificado! Até ver a resposta parece-me afirmativa. No futuro veremos...

Mas, concordo, os sistemas auxiliares à condução estão aí, para ficar. E ainda bem. Que se generalizem de forma maximizada.

No entanto, lá está, a segurança rodoviária não se esgota nos sistemas auxiliares à condução, até porque "chatices acontecem"... [;)]
 
já há sistemas que permitem que os carros interajam uns com os outros e vão de um ponto ao outro sem bater em nada.

mais ainda, esses sistemas são adaptaveis a qualquer veiculo já existente!

ir de um lado ao outro, não ter que se preocupar com limites de velocidade, vermelhos etc tornando o codigo completamente dispensavel, bem como a carta.

deixa de ser necessario ESP's, ABS's etc porque os carros não chegam sequer perto desse limite, antecipam e evitam tudo (em vez de tentarem resolver).

porque é que não se aplica?
bem, a resposta é a mesma que explica a alteração do comportamento da maior parte dos humanos assim que se encontra ao volante de um veiculo.
 
No entanto, lá está, a segurança rodoviária não se esgota nos sistemas auxiliares à condução, até porque "chatices acontecem"... [;)]

Nesta parte concordo inteiramente.

Apesar de ser um defensor da introdução obrigatória de sistemas de auxílio à condução, não acho que o factor humano deva ser dispensável (pelo menos nos próximos 10 a 20 anos). E, acima de tudo, também estou de acordo que a prevenção/educação deveria merecer mais atenção das nossas autoridades.

Por exemplo, até nem gosto muito de conduzir com o sistema do CC, precisamente porque me retira a sensação de controlo do carro e acho que é potenciador da distração, não obstante já existirem os sistemas activos que alertam para a próximidade de um obstáculo.

Tenho algumas dúvidas sobre qual o caminho certo a percorrer e, provavelmente, serão cometidos alguns erros, mas espero que nós os consumidores saibámos distinguir o certo do errado.

E, obviamente, nunca haverão sistemas 100% seguros!
 
A própria biologia do ser humano é, por si só já um 'ovo' protector.

O problema é que não fomos concebidos para altas velocidades e muito menos paragens abruptas..

Poderiamos até ter uma armadura de titânio à nossa volta.. e mesmo assim transformar o cérebro em manteiga devido a um embate a 140 km/h etc..

A nossa biologia não foi feita para isto.. é simples.

Talvez no futuro se possa conduzir a alta velocidade com uma rede neuronal mas sentados confortavelmente em casa na nossa poltrona a gozar as sensações boas.. mas sem riscos hehe
 
mas que sistemas de auxilio à condução são esses?

eu sou da opinião que o condutor que se poe frequentemente em situações em que PRECISA do ESP, ABS, controlo de tracção e afins...não deveria nunca ter carta.

esses sistemas servem para situações de emergencia, situações essas que um condutor mediano raramente encontrará ao longo de toda a sua vida!
quando bem afinados e num carro bem mantido, são importantes para evitar/minorar colisões, mas estão longe de ser auxilios à condução.

um sistema que auxilia a condução é um sistema que permite que eu conduza melhor. tem que permitir que eu esteja mais atento à estrada ou veja melhor à noite ou qualquer coisa do genero.

bons exemplos:
camera de visão nocturna (ainda por aperfeiçoar, mas é um principio)
espelhos que escurecem com luz muito forte, evitando encadeamentos
espelhos com luzes de aviso quando se encontra algo no angulo morto...ou mesmo cameras de substituição dos espelhos que evitam a existencia de angulos mortos!
escovas "aero", bem mais eficientes que as normais
radios com comando no volante

tudo sistemas que permitem que estejamos mais atentos à estrada, que nos ajudam a cometer menos erros!
ESP, ABS, TC etc....são todos sistemas que corrigem os nossos erros, não os evitam.
 
Totalmente de acordo com este post do Eliselotus (saúdo o regresso[;)]).


Creio que nessa perspectiva há um sistema que me parece muito interessante,

refiro-me ao "Head-Up Display" que a BMW disponibiliza como opção.

Para quem desconhece, este sistema projecta informações como a

velocidade, indicações do GPS, entre outras para o campo de visão

do condutor no pára-brisas. Assim, o condutor não necessita de desviar

o olhar do que se passa à sua frente para baixo.


Cpts e Viagens Seguras[;)].
 
Eu percebo o que queres dizer, mas repara que tudo isso depende da velocidade:
Repara que os testes de impacto feitos são na ordem dos 60 km/h, por vezes chegam a fazer alguns aos 80 km/h... e o resultado não é nada animador já nestes casos.
Por isso tudo o que sejam embates acima desse valor já a teoria aplicada naqueles carros não funciona.
Por isso eu digo, para outro tipo de velocidades outro tipo de materiais e sua diferente concepção.


Meu caro, lamento mas não sabes muito de física!... O principio da estrutura rígida para proteger o espaço vital, e a deformação programável para absorver e transmitir a energia para longe dos nossos corpos é aplicável a qualquer velocidade que possas conceber... O problema é que os nossos requisitos de desaceleração e espaço são fixos e a energia envolvida é proporcional ao quadrado da velocidade... Com as estruturas que conhecemos não é razoável dissipar a energia de uma bomba atómica em alguns km de terreno, assim como não é possível dissipar a energia de um acidente a 200Km/h em alguns metros de carro. É uma questão de escala, não é uma questão de modelo ou estrutura.

Eu gosto muito de ler a abordagem lírica á engenharia de estruturas, do caro colega PeLeve, mas é isso mesmo, uma visão lírica. Como já aqui disseram industria e a engenharia visa desenvolver produtos que se vendam. Baseia-se em compromissos porque o cliente não é radical e quer o produto o mais abrangente possível. À luz do que sabemos fazer hoje, é possível construir um veiculo hiper seguro até os 120Kmh, é possível ir a Marte e ao fundo do fossa das Marianas, mas o problema é que é estupidamente caro e não podemos lá levar toda a gente... E pior do que isso, o dinheiro, os sacrifícios e os compromissos que as pessoas estão dispostas a pagar e a fazer não chegam.

A ideia do Ovo e dos painéis solares existe à décadas!... A célula de protecção do espaço vital e as calculadoras solares também. O ponto é que o mundo real e a industria automóvel em particular é feita por engenheiros, gestores, operários e clientes é feita de tecnologia, de custos, de mercados, de normas. Tem a ver com a capacidade da fazer algo massificável e vendável, não tem a ver com ideias genéricas e lirismos, também são necessárias, mas servem sobretudo para o enquadramento dos departamentos de desenvolvimento e design, não para a sua tarefa de desenvolvimento.

Desenhar uma estrutura de deformação programável e uma célula de protecção do espaço vital é mais do que standard hoje, (80% tem uma na garagem!) recorre-se a modelação intensiva e calculo maciço para o efeito, se tem a forma de ovo ou o nome de mão de Deus é problema de ponto de vista ou de nomenclatura. Se houver mercado para mais segurança ela aparecerá; é simples, não inventem se não podem fazer nada com as vossas invenções :)

Edit; o Peugeot 3008 terá headup display de série nas versões melhores, é um crossover da classe C, cruise control adaptativo será uma normalidade, também acredito que o próximo caminho será a prevenção do acidente, com telemática e apoios electrónicos á condução e á situação de emergência. Desde á 10 anos que se fazem progressos gigantescos no que toca á segurança activa, aliás acho que é sem duvida a área em que a industria automóvel mais evoluiu nos últimos anos. É a área em que mais próximo estamos do limite da tecnologia e onde a industria de produção em massa está mais próxima do estado da arte ou do limite tecnológico...
 
Última edição:
Depois de ler tudo isto, lembrei-me duma coisa que vi numa L'Automobile quando era teenager, portanto, década de oitenta.

Salvo erro um engenheiro francês desenvolveu um conceito oval de carro em que as rodas eram reposicionadas ou seja, ficava com três eixos, um de uam roda na frente, outro de duas rodas a meio do ovo e mais um eixo só com uma roda a trás.

Segundo o que me recordo, a ideia não era criar uma estrutura deformável mas sim criar uma estrutura que evitasse que os carros se enfaixassem uns nos outros.

Estamos a falar dos anos oitenta, e do que havia então em termos de estruturas de segurança, etc.

O conceito tinha a sua piada, mas acho que nunca passou do mock-up de tamanho real e chegou a ser apresentado num salão qualquer em França.

Com essa forma os veículos tenderiam a repelir-se em caso de acidente.
Inclusivamente ele queria aplicar o mesmo conceito aos camiões para que os ligeiros ao embaterem nos pesados, fossem repelidos e não ficassem esmagados debaixo deles.

O conceito foi depois abandonado já não me lembro bem porquê...

Se alguém se recordar disso e tiver essa revista era giro ver uns scans dos projectos.


saudações
 
Meu caro, lamento mas não sabes muito de física!... O principio da estrutura rígida para proteger o espaço vital, e a deformação programável para absorver e transmitir a energia para longe dos nossos corpos é aplicável a qualquer velocidade que possas conceber... O problema é que os nossos requisitos de desaceleração e espaço são fixos e a energia envolvida é proporcional ao quadrado da velocidade... Com as estruturas que conhecemos não é razoável dissipar a energia de uma bomba atómica em alguns km de terreno, assim como não é possível dissipar a energia de um acidente a 200Km/h em alguns metros de carro. É uma questão de escala, não é uma questão de modelo ou estrutura.

Eu gosto muito de ler a abordagem lírica á engenharia de estruturas, do caro colega PeLeve, mas é isso mesmo, uma visão lírica. Como já aqui disseram industria e a engenharia visa desenvolver produtos que se vendam. Baseia-se em compromissos porque o cliente não é radical e quer o produto o mais abrangente possível. À luz do que sabemos fazer hoje, é possível construir um veiculo hiper seguro até os 120Kmh, é possível ir a Marte e ao fundo do fossa das Marianas, mas o problema é que é estupidamente caro e não podemos lá levar toda a gente... E pior do que isso, o dinheiro, os sacrifícios e os compromissos que as pessoas estão dispostas a pagar e a fazer não chegam.

A ideia do Ovo e dos painéis solares existe à décadas!... A célula de protecção do espaço vital e as calculadoras solares também. O ponto é que o mundo real e a industria automóvel em particular é feita por engenheiros, gestores, operários e clientes é feita de tecnologia, de custos, de mercados, de normas. Tem a ver com a capacidade da fazer algo massificável e vendável, não tem a ver com ideias genéricas e lirismos, também são necessárias, mas servem sobretudo para o enquadramento dos departamentos de desenvolvimento e design, não para a sua tarefa de desenvolvimento.

Desenhar uma estrutura de deformação programável e uma célula de protecção do espaço vital é mais do que standard hoje, (80% tem uma na garagem!) recorre-se a modelação intensiva e calculo maciço para o efeito, se tem a forma de ovo ou o nome de mão de Deus é problema de ponto de vista ou de nomenclatura. Se houver mercado para mais segurança ela aparecerá; é simples, não inventem se não podem fazer nada com as vossas invenções :)

Edit; o Peugeot 3008 terá headup display de série nas versões melhores, é um crossover da classe C, cruise control adaptativo será uma normalidade, também acredito que o próximo caminho será a prevenção do acidente, com telemática e apoios electrónicos á condução e á situação de emergência. Desde á 10 anos que se fazem progressos gigantescos no que toca á segurança activa, aliás acho que é sem duvida a área em que a industria automóvel mais evoluiu nos últimos anos. É a área em que mais próximo estamos do limite da tecnologia e onde a industria de produção em massa está mais próxima do estado da arte ou do limite tecnológico...
Também apreciei muito a abordagem real, pragmática e objectiva do tema, afinal é de objectividade que se compõe a concretização dos sonhos anteriores.

Esses sonhos, alguns mais líricos que outros, são a base de tudo. Do que é possível e da confirmação daquilo que não pode tornar-se realidade. Os sonhos servem também para confirmar ou infirmar.

Devo sublinhar que essa ideia do ovo, e outras, ao contrário daquilo que alguns parecem sugerir, não foi leitura que tivesse tido seja onde for. Na mesma linha de raciocínio, mas de valor muito diverso, regista-se que diversos grupos de povos antigos distantes entre si muitos milhares de quilómetros (sem internet, telemóveis ou televisão...[:D]), recorreram a escritos, gravuras e soluções mecânicas similares para resolver os mesmos problemas e relatar o mesmo tipo de feitos! [;)]

Relativamente à necessidade de mais mercado para mais segurança não me parece que seja por falta de procura que se não evolui. Aliás tendem a generalizar-se, de cima para baixo, por assim dizer, dos segmentos mais altos para os mais baixos toda uma "democratização" de sistemas de segurança impensáveis há uma década. Há dez anos seria difícil pensar-se em AC, ABS, ESP, ASR, encostos de cabeça activos, xénon, direcção assistida, jantes de liga leve, etc, etc, nos utilitários. Generalizou-se e tem, como temos visto, procura! [;)]

Não podemos perder de vista que há trezentos anos atrás era impossível e lírico o Homem voar... [;)]
 
Depois de ler tudo isto, lembrei-me duma coisa que vi numa L'Automobile quando era teenager, portanto, década de oitenta.

Salvo erro um engenheiro francês desenvolveu um conceito oval de carro em que as rodas eram reposicionadas ou seja, ficava com três eixos, um de uam roda na frente, outro de duas rodas a meio do ovo e mais um eixo só com uma roda a trás.

Segundo o que me recordo, a ideia não era criar uma estrutura deformável mas sim criar uma estrutura que evitasse que os carros se enfaixassem uns nos outros.

Estamos a falar dos anos oitenta, e do que havia então em termos de estruturas de segurança, etc.

O conceito tinha a sua piada, mas acho que nunca passou do mock-up de tamanho real e chegou a ser apresentado num salão qualquer em França.

Com essa forma os veículos tenderiam a repelir-se em caso de acidente.
Inclusivamente ele queria aplicar o mesmo conceito aos camiões para que os ligeiros ao embaterem nos pesados, fossem repelidos e não ficassem esmagados debaixo deles.

O conceito foi depois abandonado já não me lembro bem porquê...

Se alguém se recordar disso e tiver essa revista era giro ver uns scans dos projectos.


saudações

losange_2.jpg

losange_3.jpg

Este é dos anos 30, da Voisin.
Mas ao longo dos tempos existiram diversos concepts que adoptaram essa configuração.
A Pininfarina também criou um, existem protótipos de karts com essa configuração, houve estudos para um Sport-protótipo nos anos 90, mas os regulamentos não permitiam tal liberdade, e de vez em quando, aparecem projectos com base nesse layout de mestrados em design de transportes.

Existem vantagens no campo aerodinâmico e dinâmico, e até de segurança, como referistes, ao adoptar esta configuração, mas, a meu ver, nunca pegou devido a outras questões, como habitabilidade ou acesso ao próprio habitáculo.

Mas é uma hipótese sempre a considerar, tendo em conta o tipo de veículo
 
É a chamada célula de sobrevivência... ainda não existe devido aos elevados custos (fibra de carbono, etc...).

Já agora uma das coisas que sempre me intrigou é o facto apostarem nas zonas deformáveis e não numa célula tipo monocoque que teria de ser altamante rija.
Digo eu que mais vale sentir o choque imediato do que "apanhar" com aço no corpo...
Desculpem o desenterranço, mas esta coisa recordou-me o tema: https://www.facebook.com/photo.php?...100618670929.276063.79703685928&type=1&ref=nf
 
Eu diria que, mais do que "a mão de Deus", seria mais eficaz a "mão do homem", fosse através da engenharia, fosse através do civismo.

Mas se quanto à 2ª solução é importante a educação que cada um recebe, já quanto à tecnologia envolvida para proteger os ocupantes em caso de acidente tenho umas ideias.

Realmente a célula de segurança é extremamente importante, e acho mesmo totalmente imbecil gastar-se muito mais dinheiro no desenvolvimento de gadgets (muitos de série) que encarecem o preço final do carro, do que em mais barras de proteção do cockpit.

Mas agora num plano mais ideal imagino que haja uma solução, cara, é certo, mas não deixa de ser uma ideia.
Em caso de acidente eminente, a viatura com as suas câmaras e radares já o podem prever ajustando cintos de segurança, airbags, etc.

Julgo que na eminência de um acidente, poderia ser acionada uma bolha de vácuo a envolver os ocupantes, e um género de poliuretano expandido em espuma com secagem instantânea a preencher o espaço da bolha até à carroçaria.
O vácuo (gravidade zero) evitaria a projeção dos ocupantes que nem sentiriam o embate, enquanto a espuma solidificada manteria a "bolha" intacta.
Só falta saber como é que os ocupantes respiravam numa bolha sem oxigénio e como se abriria o carro do interior.[:D]
Nada é perfeito.
Como sou idiota, foi só uma ideia...
 
(...)
Julgo que na eminência de um acidente, poderia ser acionada uma bolha de vácuo a envolver os ocupantes, e um género de poliuretano expandido em espuma com secagem instantânea a preencher o espaço da bolha até à carroçaria.
O vácuo (gravidade zero) evitaria a projeção dos ocupantes que nem sentiriam o embate, enquanto a espuma solidificada manteria a "bolha" intacta.
Só falta saber como é que os ocupantes respiravam numa bolha sem oxigénio e como se abriria o carro do interior.[:D]
Nada é perfeito.
Como sou idiota, foi só uma ideia...

And the Science Fiction Oscar goes to... [:D]


Mas valeu o esforço, Blade! apr:)
good.gif
 
Se toda a gente souber que o carro não as mata, haverá sempre engraçados a usar o carro como arma de arremesso. Agora já é o que sabemos, que fará depois... o problema esteve sempre do lado humano.
Entretanto podem sempre investir nisto: The Marauder - Top Gear - BBC - YouTube ficam com mais garantias, mesmo contra camiões.
 
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