A mão de Deus

Será que não funcionará, no futuro, uma estrutura deste tipo?


não.
a forma do ovo é muito boa na dissipação de energia a nível de estruturas estáticas...não de impactos.
experimentem deixar cair um ovo ao chão ou lançar alguma coisa contra ele.

uma célula de sobrevivência que seguisse um princípio baseado na forma de um ovo só seria 'relativamente' eficaz se a força exercida no lado do impacto tivesse correspondência numa força de igual intensidade exercida do outro lado.

senão aconteceria uma coisa muito próxima com o que aconteceu com o 147..

logo acho que a utilidade dessa fórmula aplicada aos automóveis será igual ou inferior a zero[:D]

ld
 
O que tu queres é uma utopia:


Só se conseguiam resultados seguros para o corpo humano se montásses uma célula de sobrevivência oval dentro do veiculo em si, veiculo esse que se deformaria programadamente...


O problema é que essa deformação necessitava de atrasar de tal modo a desaceleração, que só se se aumentásse o tamanho do veiculo para algo muito grande é que o conseguia fazer...
É isso... [;)]
 
O moderno mito da hiper-segurança e a sua fundamentação no absolutismo teológico...

Mas Freud foi cruel ao demonstrar que o Homem vive em tensa atracção entre a vontade de viver e a vontade de morrer.
 
O moderno mito da hiper-segurança e a sua fundamentação no absolutismo teológico...

Mas Freud foi cruel ao demonstrar que o Homem vive em tensa atracção entre a vontade de viver e a vontade de morrer.
Acho que ele exagerou no "Complexo de Édipo", mas isso agora não interessa nada até porque resulta de um reflexo mal condicionado... [:D]

Agora a sério, o exercício de procura de coisas melhores, mais usáveis, mais perfeitas, sempre nos "assaltou", mesmo que redundemos em becos sem saída e tenhamos de rumar noutra direcção! No caso a "ideia" tem a ver com conceitos simples relacionados com a natureza, sabiamente aproveitados na arquitectura, e intrinsecamente relacionados com o que se já sabe na deformação como forma melhor de dissipação da energia resultante de um impacto!

Como já foi dito a F1 já leva uns anos de avanço nesse conceito mas, claro, não o desenvolveu para o transporte "normal", de todos os dias!

Por exemplo, quando alguém se lembrou de que um ultra ligeiro (estou a falar de um avião, para quem possa não saber) apetrechado de um "vulgar" pára quedas permitia salvar muitas vidas a ideia foi achada interessante, desenvolvida e, finalmente, aplicada (talvez num qualquer país distante de Portugal...). A mesma coisa se passou com com a roda, os sapatos, a combustão interna,... com os respectivos fins diversos...

Em suma, qualquer ideia nova tem, provavelmente, 99% de possibilidades de não prestar para nada, nem mesmo para reflectir sobre ela! [;)]
 
Acho que ele exagerou no "Complexo de Édipo", mas isso agora não interessa nada até porque resulta de um reflexo mal condicionado... [:D]
Pavlov e Freud e Édipo num simples ovo? [;)]

Nem com manipulação genética. [:cool:]

Mas os construtores têm dado passos significativos em termos de segurança. Ainda me lembro do meu pai mostrar uma cassete cá em casa de um Saab 9000 a cair de uma altura de 13 andares e os ocupantes (Óscar) saírem ilesos (os bonecos não estavam a gemer....) e passado uma semana tínhamos cá em casa um carro desses. [;)]

Não sou expert em estruturas, mas tal como tem sido dito, a absorção de energia de uma estrutura à volta de um núcleo que seja resistente, é o caminho.
O problema é que um automóvel é um objecto multi-funcional e cada vez mais procura-se valorizar a ergonomia ou utilibilidade em função da segurança. Porque ninguém pensa criar um veículo estilo F1 para a família....

Veículos que nos casais da minha idade, se tornam principalmente num transportador de crianças. Não há amigo meu com filhotes que tenha lugares disponíveis na rectaguarda.

Mas isto é já extender muito a conversa... [:cool:]
 
Pavlov e Freud e Édipo num simples ovo? [;)]

Nem com manipulação genética. [:cool:]
Sim, o cão de um nada teve a ver com a infância complicada do outro... [:D]

Mas os construtores têm dado passos significativos em termos de segurança. Ainda me lembro do meu pai mostrar uma cassete cá em casa de um Saab 9000 a cair de uma altura de 13 andares e os ocupantes (Óscar) saírem ilesos (os bonecos não estavam a gemer....) e passado uma semana tínhamos cá em casa um carro desses. [;)]

Não sou expert em estruturas, mas tal como tem sido dito, a absorção de energia de uma estrutura à volta de um núcleo que seja resistente, é o caminho.
O problema é que um automóvel é um objecto multi-funcional e cada vez mais procura-se valorizar a ergonomia ou utilibilidade em função da segurança. Porque ninguém pensa criar um veículo estilo F1 para a família....

Veículos que nos casais da minha idade, se tornam principalmente num transportador de crianças. Não há amigo meu com filhotes que tenha lugares disponíveis na rectaguarda.

Mas isto é já estender muito a conversa... [:cool:]
É isso, é esse, quanto a mim, o caminho. E nem mesmo a multifuncionalidade de um automóvel, de um helicóptero, de um avião, de um comboio colocam limites ao desenvolvimento e à experimentação que o antecede!

As estruturas, mesmo com formas estranhas, podem levar portas e adaptarem-se aos espaços onde são encaixadas!... [:cool:]
 
Pininfarina Nido, 2004

2004_Pininfarina_NidoConcept1.jpg

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2004_Pininfarina_NidoConcept4.jpg

2004_Pininfarina_NidoConcept5.jpg

2004_Pininfarina_NidoConcept7.jpg

Este concept da Pininfarina deve ser o que melhor responde ao que procuras!

Mas é uma questão premente e tem havido um trabalho bem visivel na evolução dos materiais e estruturas dos nossos automóveis que aumentaram eficazmente a protecção dos passageiros.

Infelizmente, devido aos condicionalismos da produção em massa e dos condicionalismos tecnológicos do material, dificilmente veremos a fibra de carbono num carro familiar compacto, como um Golf.

Os resultados obtidos na F1, têm em conta a utilização desse material.

Mas ainda há esperança.
A Nissan e outro construtor que não me recordo qual têm tido resultados interessantes com os nano-materiais, sobretudo tubos de nano carbono.
Aparentemente apresentam as caracteristicas da fibra de carbono no que toca a resistência e peso, mas permitindo maior compatibilidade com a produção industrial e custos mais reduzidos.

Mas ainda pode demorar uns anitos até termos aplicações práticas dessa tecnologia.

Falou-se na cortiça, e é um material que apresenta possibilidades interessantes na questão de dissipaçao de energia. Obviamente que não é um material 100% cortiça, mas um compósito à base de cortiça.
Há um potencial tecnológico na cortiça, e a meu ver, uma excelente oportunidade para esta indústria nacional se expandir a novos dominios!
 
É isto tudo, meu caro, é isto tudo aquilo com que tenho sonhado na indústria automóvel, mas não só... Obrigado pela partilha. [;)]

Afinal é possível e eu tinha pensado bem.

É esta imagem do ovo:

52575d1242517950-mao-de-deus-2004_pininfarina_nidoconcept7.jpg


Que venho pensando há anos (perdoe-se-me a imodéstia) como solução de segurança para os carros mas também para os passageiros dos aviões. Naturalmente que esses ovos teriam de ter um revestimento interno insuflável em caso de acidente por forma a prevenir e defender a vida humana, preservando a célula de sobrevivência e assegurando o oxigénio necessário a sobreviver, pelo menos, 24 a 48 horas...

E pá, crash, nem imaginas a alegria que me deste ao partilhares estas fotos! [;)]
 
Estamos bem melhor que à 10 anos atrás mas tenho ideia que se pode melhorar mais.

Basta olhar para o que se faz na competição.


A dúvida das marcas será: "Será que temos compradores para isto?"
fazer um carro seguro em competição é relativamente facil.

lidas com um condutor e por vezes um passageiro, condutor com bastante treino fisico que permite que aguente esforços bem maiores, tens cintos de 5 apoios, HANS obrigatorio em muitos campeonatos, estruturas (deformaveis e rigidas) carissimas, complementadas por um "tradicional" roll bar de complexidade variada (dependendo da categoria), não tens objectos soltos no interior, em carros de pista sabes que não ha arvores/postes, tens equipas de assistencia especializadas a poucos segundos...
para alem disso já começa a ser comum em pista haver objectivos para os comissarios. chegar perto de um veiculo em 4s, haver um extintor a poucos metros em menos de 7s, identificar o estado do condutor em 15s, etc. imagina dares um toque em cidade e no tempo que demoras a tirar o cinto e sair para barafustar com o outro...já lá está a policia com as matriculas anotadas ;)

como condutor "normal", estás disposto a ter que fazer contorcionismo para entrar no carro, por o carro ter uma celula de sobrevivencia "a serio", e não poder levar a familia?
estás disposto a ter um cinto de 5 apoios que te prende ao banco a ponto de não poderes chegar ao porta luvas?
levar um toque mediano no carro e ter que substituir a frente toda porque não é reparavel?
prender todo e qualquer objecto ao chassis para que não se mexa em caso de impacto?
pagarias impostos para ter ambulancias e bombeiros de poucos em poucos kms, tanto em AE como em estradas rurais?

há que fazer compromissos tendo em conta aquilo o ambiente em que o carro vai ser usado.

tem-se evoluido muito, e obviamente que a evolução não para. Aprende-se e evolui-se muito com a competição, mas raramente encontras coisas que tenham aplicação directa.
um exemplo obvio disso são os discos de ceramica. se fossem feitos tal e qual os de competição, os carros não travavam em condições normais de estrada!!! isto porque os de competição exigem temperaturas elevadissimas para terem alguma eficiencia, e podem durar 1 corrida apenas se for preciso.
os de estrada são num composto completamente diferente, feito para trabalharem bem a baixas temperaturas (cidade, estrada, neve, calor do dubai), muito bem em temperaturas medias (trackdays) e ainda aguentarem-se +- nas unhas de um piloto profissional a fazer demos aos jornalistas. alias, da competição so vem mesmo..a imagem lol
idem para os pneus de competição...
 
fazer um carro seguro em competição é relativamente facil.

lidas com um condutor e por vezes um passageiro, condutor com bastante treino fisico que permite que aguente esforços bem maiores, tens cintos de 5 apoios, HANS obrigatorio em muitos campeonatos, estruturas (deformaveis e rigidas) carissimas, complementadas por um "tradicional" roll bar de complexidade variada (dependendo da categoria), não tens objectos soltos no interior, em carros de pista sabes que não ha arvores/postes, tens equipas de assistencia especializadas a poucos segundos...
para alem disso já começa a ser comum em pista haver objectivos para os comissarios. chegar perto de um veiculo em 4s, haver um extintor a poucos metros em menos de 7s, identificar o estado do condutor em 15s, etc. imagina dares um toque em cidade e no tempo que demoras a tirar o cinto e sair para barafustar com o outro...já lá está a policia com as matriculas anotadas ;)

como condutor "normal", estás disposto a ter que fazer contorcionismo para entrar no carro, por o carro ter uma celula de sobrevivencia "a serio", e não poder levar a familia?
estás disposto a ter um cinto de 5 apoios que te prende ao banco a ponto de não poderes chegar ao porta luvas?

levar um toque mediano no carro e ter que substituir a frente toda porque não é reparavel?
prender todo e qualquer objecto ao chassis para que não se mexa em caso de impacto?
pagarias impostos para ter ambulancias e bombeiros de poucos em poucos kms, tanto em AE como em estradas rurais?

há que fazer compromissos tendo em conta aquilo o ambiente em que o carro vai ser usado.

tem-se evoluido muito, e obviamente que a evolução não para. Aprende-se e evolui-se muito com a competição, mas raramente encontras coisas que tenham aplicação directa.
um exemplo obvio disso são os discos de ceramica. se fossem feitos tal e qual os de competição, os carros não travavam em condições normais de estrada!!! isto porque os de competição exigem temperaturas elevadissimas para terem alguma eficiencia, e podem durar 1 corrida apenas se for preciso.
os de estrada são num composto completamente diferente, feito para trabalharem bem a baixas temperaturas (cidade, estrada, neve, calor do dubai), muito bem em temperaturas medias (trackdays) e ainda aguentarem-se +- nas unhas de um piloto profissional a fazer demos aos jornalistas. alias, da competição so vem mesmo..a imagem lol
idem para os pneus de competição...
E porque é que não são interligáveis as várias estruturas de sobrevivência no interior do carro?

Depois de um acidente tem de substituir-se uma parte do carro? Mas, já não é assim?...

Enquanto tivermos uma presente uma postura de tentar encontrar os problemas apenas para justificar não se fazer, em vez de identificá-los para tentar tornar possível uma boa ideia, demoraremos sempre muito mais a realizar coisas, sendo que muitas delas ficarão mesmo, e apenas por causa disso, por realizar...
 
com a tecnologia existente actualmente não consegues ter uma melhoria substancial na segurança de um automovel de estrada sem fazer grandes sacrificios noutras areas.

achas que a Ford vai lançar a nova geraçao mondeo, a mais segura de todos os tempos, mas que so leva 2 pessoas, nao tem mala e qualquer gajo que nao seja atleta fica...a olhar pra ele? :P

ou entao lançavam o novo mondeo, espaçoso, leva 5 pessoas confortavelmente, bonito, feito de forma a ser quase impossivel saires ferido de um acidente a 120kmh, a custar o mesmo que um Zonda...

há que evoluir, e a evolução tem um ritmo "certo". até lá, e enquanto os melhores experts tratam desse assunto, acho que nos deviamos concentrar em melhorar aquilo que dá para melhorar sem grande esforço.
um bom começo seria a investigaçao isenta dos acidentes e publicaçao isenta desses resultados; trazer para Portugal a noçao de que uma estrada com buracos não é mais segura só porque tem um limite de velocidade baixa; a ideia de que passar vermelhos não é fixe, andar em sentido contrario não é desporto olimpico, andar sem luzes à noite não é ser invisivel, abandonar a ideia de que as estradas são pistas (em que os espelhos sao usados para bloquear os adversarios), abandonar a ideia de que o pisca faz aumentar a conta da EDP etc.
de nada servem carros brutalmente seguros se tudo o resto é pura e simplesmente ignorado. e, ao contrario do que parece, todos nós podemos fazer um pouco para melhorar esta parte do problema! falta é a maioria querer...
 
com a tecnologia existente actualmente não consegues ter uma melhoria substancial na segurança de um automovel de estrada sem fazer grandes sacrificios noutras areas.

achas que a Ford vai lançar a nova geraçao mondeo, a mais segura de todos os tempos, mas que so leva 2 pessoas, nao tem mala e qualquer gajo que nao seja atleta fica...a olhar pra ele? :P

ou entao lançavam o novo mondeo, espaçoso, leva 5 pessoas confortavelmente, bonito, feito de forma a ser quase impossivel saires ferido de um acidente a 120kmh, a custar o mesmo que um Zonda...

há que evoluir, e a evolução tem um ritmo "certo". até lá, e enquanto os melhores experts tratam desse assunto, acho que nos deviamos concentrar em melhorar aquilo que dá para melhorar sem grande esforço.
um bom começo seria a investigaçao isenta dos acidentes e publicaçao isenta desses resultados; trazer para Portugal a noçao de que uma estrada com buracos não é mais segura só porque tem um limite de velocidade baixa; a ideia de que passar vermelhos não é fixe, andar em sentido contrario não é desporto olimpico, andar sem luzes à noite não é ser invisivel, abandonar a ideia de que as estradas são pistas (em que os espelhos sao usados para bloquear os adversarios), abandonar a ideia de que o pisca faz aumentar a conta da EDP etc.
de nada servem carros brutalmente seguros se tudo o resto é pura e simplesmente ignorado. e, ao contrario do que parece, todos nós podemos fazer um pouco para melhorar esta parte do problema! falta é a maioria querer...
Percebo-te, meu caro.

Não é fácil, mas é possível. E a técnica, tal como estes exemplos, demonstra-nos que é mesmo possível.

Mas, repara, só estamos a conversar, não temos nenhum poder, presumo, sobre como fazer evoluir estas e outras técnicas que se destinam a servir e a proteger melhor o ser humano. Temos, porém, o poder de sonhar e de sugerir, sobretudo esperando que muitos desses "experts" até possam ver alguma exequibilidade naquilo que nós sonhamos mas que não estamos bem a ver como tornar praticável! Eu sei que é um pouco presunção da nossa parte, mas, que porra, desta não faz mal nenhum ter pois é direccionada para o bem de todos! [;)]

Não há muito tempo, por exemplo, os telemóveis tinham de ser carregados várias vezes durante um só dia. Hoje muitos deles têm autonomia de semanas.

Há vinte anos a vertigem do petróleo não nos deixava olhar melhor na direcção da alternativa eléctrica. Hoje estão em curso dezenas de projectos a sair para as estradas já, ou a partir do próximo ano!

Na verdade "...sempre que um homem sonha o mundo pula e avança..." abrindo novas perspectivas.

Quanto a mim o errado, para além do rejeitar liminarmente, é pensar-se que cada novo passo é o derradeiro passo em vez de o considerarmos parte integrante da marcha. A estrutura em ovo, ou A mão de Deus, como eu lhe chamo, é o caminho para qualquer coisa e não a solução final, pois essa, convenhamos, não existe! [;)]
 
És um visionário Pé Leve [;)]
Quem me dera, meu caro, quem me dera! Se o fosse já tinha posto mãos à obra e começado, não só a sonhar mais mas a fazer algumas coisas, nem que fosse em desenho ou em maquete... [;)]

Mas de vez em quando lá me surge alguma coisa... Aqui há uns anos falei aqui na possibilidade de se colocarem células solares nos tejadilhos dos carros (que raramente vemos) por forma a mantê-los frescos e a alimentar funções básicas. Recentemente apareceu essa solução aí num modelo qualquer...
 
Creio que o futuro passará mais rápido pelos sistemas de prevenção de acidentes do que o após. O Esp é uma gotinha de água no oceano, mas já dá para ter uma noção das coisas daqui a 20 anos.
 
E se em vez da "mão de Deus" tivessemos a "espuma da cerveja"? Lembram-se do filme Demolition Man com o Silvester Stallone, onde ele fazia de policia e numa cena de perseguição teve um acidente e o carro encheu-se de espuma por dentro que parecia esferovite?
 
Creio que o futuro passará mais rápido pelos sistemas de prevenção de acidentes do que o após. O Esp é uma gotinha de água no oceano, mas já dá para ter uma noção das coisas daqui a 20 anos.

Concordo inteiramente! A tecnologia actual já permite disponibilizar sistemas de segurança proactivos nos automóveis, o problema é que nem são obrigatórios nem são baratos.

Já é possível tecnicamente instalar, por exemplo, sinais de trânsito que "comunicassem" com os carros e impedissem que estes passassem um sinal vermelho/stop, ou circulassem em sentido proíbido ou até que circulassem acima dos limites de velocidade permitidos. Era só tornar estes sistemas obrigatórios nas grandes cidades.

Também não será difícil obrigar à instalação de sistemas pre-crash (os que já existem ou outros melhores ainda) que fazem com que as consequências de uma eventual colisão sejam minimizadas para os ocupantes ou mesmo que evitassem as colisões.

Se tais sistemas se tornassem obrigatórios em todos os carros (ou pelo menos na grande maioria) o seu preço seria muito inferior e as marcas deixavam de os apresentar como um factor para cativar a compra de carros dos seguementos mais caros.

Hoje tive um sonho em que todos os carros serão assim um dia! [:D]
 
Creio que o futuro passará mais rápido pelos sistemas de prevenção de acidentes do que o após. O Esp é uma gotinha de água no oceano, mas já dá para ter uma noção das coisas daqui a 20 anos.
Concordo parcialmente.

A guerra contra as mortes na estrada é feita, essencialmente, em duas frentes. Uma, a da prevenção (infelizmente longe de estar ganha, comportamentos deficientes ao volante determinam...). A outra, a da atenuação dos resultados.

Só laborando nas duas perspectivas de combate se pode evoluir de forma abrangente face a este problema.

Preferíamos todos, claramente, que a componente prevenção evitasse que os acidentes acontecessem. Mas essa componente está essencialmente dependente da mentalidade e comportamento humanos e da forma displicente como, apesar de milhões de campanhas, esclarecimentos e regras punitivas, continuamos a ver o automóvel e, no geral, as regras.

Só deixaremos de passar sinais vermelhos se isso for imposto e impossibilitado electronicamente. Só deixaremos de fazer manobras perigosas se os carros forem suficientemente "inteligentes" e impeçam literalmente as mesmas. Só deixamos de estacionar em cima do passeio quando o carro procurar um local correcto e nos disponibilizar duas rodas extra para nos levar à porta de casa.

Mas, depois, e civicamente cheios de lacunas, lá virá o discurso do cercear da liberdade individual (ainda nos lembramos das inúmeras discussões em torno da limitação de fumar em determinados locais...) porque algo limita a vontade de ... errar...

Por isso, e porque continuaremos humanos, a errar, e a querer errar, mais ou menos conscientemente, seria uma irresponsabilidade descurar a outra vertente do problema, a da atenuação dos resultados.

É por isso que não devemos apenas com um pé, também nesta questão, senão certamente iríamos coxear! [;)]
 
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