A mão de Deus

É necessário realmente zonas de deformação para absorver as desacelerações, mas apesar de as células de sobrevivência serem já bastante elaboradas, haverá ainda muito para fazer.
A fibra de carbono ainda é mais cara que o aço e a produção é cara por causa do tempo de cozedura e preço do autoclave, manufactura, além de limitada em termos de escala.
Existem muitos materiais que não são explorados (ligas de memória, nanotecnologias) mas acredito que num futuro próximo sejam aplicadas. Se virmos bem, a tecnologia está a avançar muito rapidamente mas acho q a prioridade dos construtores, depois da grande aposta em sistemas de segurança desde meados de 90 até há bem pouco tempo, é a redução de emissões e a criação de trens motrizes mais eficientes e ecológicos (não tenho dúvidas da introdução em grande escala de motores eléctricos).

Lembrei-me agora do Think, aquele carro eléctrico q agora é da Ford, lembro-me de ver um tipo a bater com uma marreta no pára-choques de espuma e depois aquilo a voltar a ficar ok outra vez...
 
O conceito de "carro tanque" é tão 80's.

Estamos no século das estruturas de deformação programada, há quem queira andar para trás?

Já se tentou isto no Smart, por duas vezes até, e os resultados foram francamente maus.

ps: sim, o Smart é um carro mau no que toca à segurança. O 1º Fortwo (City Coupé) teve umas tremidas 3 estrelas e o modelo de 2007 teve apenas 4. Já em termos de segurança para peões (!) deve ser o pior modelo alguma vez testado pelo Euroncap.
Não se trata de andar para trás, mas de avançar um bom bocado...

Repara que na F1 encontram-se reunidos os dois conceitos, o da célula de sobrevivência e a deformação como forma de absorver e dissipar a energia dos acidentes!

O que "proponho" é o alargamento desse conceito para os automóveis, comboios, aviões...
 
Porque o que conta, para alem da existência de danos externos, é o evitar de danos internos....

A aceleração é a variação da velocidade ao longo do tempo. A "desaceleração" é portanto uma aceleração em sentido contrario ( travagem)

Agora imagina passar dos 100km/h num segundo...
E esses mesmos 100Km/h em 2 segundos...

O simples facto de teres mais tempo de colisão diminui drasticamente a aceleração ( "desaceleração") a que o corpo está sujeito

O aumentar o tempo de colisão é precisamente um dos papeis das estruturas de deformação programada, ao mesmo tempo que afastam componentes estruturais dos ocupantes e dissipam a energia por todo o carro, para que não seja toda absorvida pelo nosso corpo..


Uma estrutura rígida transferiria TODA a energia da colisão directamente para os ocupantes...

Quanto mais se deforma programada mente um carro melhor, longe vão os tempos em que quanto mais duro era o carro melhor era a ideia de segurança.,..

Em relação a aumentar o tempo de colisão estamos a falar em quantidade de tempo insignificante, milésimos de segundo, não é por aí.

Dissipar a energia concordo mas seria fundamental estar a associada a uma célula de sobrevivência rígida, sem este pormenor não serve de muito a dissipação de energia num embate a uma velocidade mais elevada.
 
Podiam era desenvolver alguns estudos q já foram feitos e q podiam trazer certamente bastante riqueza p nosso pais pois temos essa materia prima em abundancia ( apesar de pagarem p nos livrarmos dela): cortiça

Já vi diversos programas em q a utilização da cortiça (ou um derivado) em zonas do automovel diminuia em 30% os efeitos de uma colisão (isto desde q utilizando tb os outros dispisitivos de segurança, claro). Ora 30% significa a diferença entre a vida e a morte ou entre a incapacidade total e uma incapacidade transitoria...
E nem é um produto caro. Logo, talvez mais vantajoso q gel de polimero XPTO ou espuma extramegabuéexpansora desenvolvida pela Nasa[:D]
 
Podiam era desenvolver alguns estudos q já foram feitos e q podiam trazer certamente bastante riqueza p nosso pais pois temos essa materia prima em abundancia ( apesar de pagarem p nos livrarmos dela): cortiça

Já vi diversos programas em q a utilização da cortiça (ou um derivado) em zonas do automovel diminuia em 30% os efeitos de uma colisão (isto desde q utilizando tb os outros dispisitivos de segurança, claro). Ora 30% significa a diferença entre a vida e a morte ou entre a incapacidade total e uma incapacidade transitoria...
E nem é um produto caro. Logo, talvez mais vantajoso q gel de polimero XPTO ou espuma extramegabuéexpansora desenvolvida pela Nasa[:D]

Pode não ser um produto caro, mas depois tem de levar tratamento adequado e para além de ter de ser moldado, por isso deve logo inviabilizar a sua utilização.
Já se sabe que os construtores querem é ter o maior lucro possivel... :(
 
Pode parecer estranho mas já vi um estudo que defendia a utilização de madeira em zonas de deformação, e do que vi desses testes, o comportamento até era porreiro!
 
Ovo? Deixa cair um ovo no chão de uma altura de 20 cm e vê o que acontece..

De facto, como já disseram, a física não admite milagres. Numa colisão há sempre variações de velocidade e a melhor maneira de evitar lesões é prolongar esta variação no máximo período de tempo.

Trocado por miúdos: o carro ideal ao colidir, desacelera de forma contínua durante o máximo de tempo, sem contudo deformar a zona do habitáculo. Daí os carros actuais serem rígidos na zona do habitáculo e "moles" à frente e atrás.

Um carro infinitamente rígido não teria qualquer dano na sua estrutura, mas a desaceleração seria tão violenta que os órgãos internos das pessoas rebentariam...
 
Uma célula individual para cada passageiro? Isso depois dá muito trabalho aspirar o carro por dentro já para não falar do facto de, quem gosta de conduzir com uma mão no volante e outra nas pernas da passageira do lado, como é? Faz um buraco no ovo? [:D]
 
Em relação a aumentar o tempo de colisão estamos a falar em quantidade de tempo insignificante, milésimos de segundo, não é por aí.

Dissipar a energia concordo mas seria fundamental estar a associada a uma célula de sobrevivência rígida, sem este pormenor não serve de muito a dissipação de energia num embate a uma velocidade mais elevada.

Em relação ao que evidenciei a bold do teu post:

È precisamente por ai!!!
Se duplicares o tempo de colisão, passas para METADE a energia da colisão que é passada aos ocupantes....

O tempo de colisão é muito pequeno, logo um igual pequeno aumento do tempo de colisão contribui para diminuição DRÁSTICA da energia da colisão aos ocupantes...


Mas isto não é empírico, está mais do que demonstrado fisicamente que é assim, e não há qualquer maneira de alterar este facto...

Aumentar o tempo de colisão, dissipar a energia por todo o carro e evitar a invasão de destroços na célula de sobrevivência dos passageiros são os métodos mais eficazes da protecção que são precisamente as funções das estruturas de deformação programadas....

podem ainda ser melhoradas mas o conceito base é este, e pode ser complementado com outros mecanismos de protecção para alem dos airbags..


Estruturas rígidas servem somente para evitar a invasão do espaço de sobrevivência por destroços resultantes da colisão, manter a forma básica da estrutura, e nada mais.

Não sei qual a tua formação em física...
Mas esta problema é exemplificado de forma muito simples pela mecânica newtoniana ou clássica...

"F=ma", e, "a=dV/dT" logo ao aumentar "T" diminui "a", logo o produto "F=ma" diminui sendo "F" a força resultante

em Português:
O somatório das forças resultantes é igual ao produto da massa pela a aceleração, a aceleração por sua vez é a variação da velocidade ao longo do tempo, portanto ao aumentares o tempo, diminuis a aceleração, que na equação inicial faz diminuir a força resultante.
 
Última edição:
Não se trata de andar para trás, mas de avançar um bom bocado...

Repara que na F1 encontram-se reunidos os dois conceitos, o da célula de sobrevivência e a deformação como forma de absorver e dissipar a energia dos acidentes!

O que "proponho" é o alargamento desse conceito para os automóveis, comboios, aviões...
E o mesmo se passa em qualquer automóvel.

As estrutura de deformação programada terminam antes do habitáculo, e este sim, quer-se indeformável. Claro que os materiais não são os mesmos que os de um F1 (€€ oblige) mas o conceito e os objectivos são os mesmos.
 
E o mesmo se passa em qualquer automóvel.

As estrutura de deformação programada terminam antes do habitáculo, e este sim, quer-se indeformável. Claro que os materiais não são os mesmos que os de um F1 (€€ oblige) mas o conceito e os objectivos são os mesmos.
Estamos, então, a dizer a mesma coisa!
 
Basta perguntar ao Capitao Kirk, Picard ou Chaneway da Star Trek como é q as pessoas da Enterprise n ficam estampados nas parades qd passam para a velocidade WARP! [:D] Eles falam de uns amortecedores de inercia...

Sei disso pq estive nos últimos meses a ver todas as temporadas do STAR Trek Enterprise nova geração; Voyager e Deep Space Nine.
 
O que tu queres é uma utopia:


Só se conseguiam resultados seguros para o corpo humano se montásses uma célula de sobrevivência oval dentro do veiculo em si, veiculo esse que se deformaria programadamente...


O problema é que essa deformação necessitava de atrasar de tal modo a desaceleração, que só se se aumentásse o tamanho do veiculo para algo muito grande é que o conseguia fazer...
 
Em relação ao que evidenciei a bold do teu post:

È precisamente por ai!!!
Se duplicares o tempo de colisão, passas para METADE a energia da colisão que é passada aos ocupantes....

O tempo de colisão é muito pequeno, logo um igual pequeno aumento do tempo de colisão contribui para diminuição DRÁSTICA da energia da colisão aos ocupantes...


Mas isto não é empírico, está mais do que demonstrado fisicamente que é assim, e não há qualquer maneira de alterar este facto...

Aumentar o tempo de colisão, dissipar a energia por todo o carro e evitar a invasão de destroços na célula de sobrevivência dos passageiros são os métodos mais eficazes da protecção que são precisamente as funções das estruturas de deformação programadas....

podem ainda ser melhoradas mas o conceito base é este, e pode ser complementado com outros mecanismos de protecção para alem dos airbags..


Estruturas rígidas servem somente para evitar a invasão do espaço de sobrevivência por destroços resultantes da colisão, manter a forma básica da estrutura, e nada mais.

Não sei qual a tua formação em física...
Mas esta problema é exemplificado de forma muito simples pela mecânica newtoniana ou clássica...

"F=ma", e, "a=dV/dT" logo ao aumentar "T" diminui "a", logo o produto "F=ma" diminui sendo "F" a força resultante

em Português:
O somatório das forças resultantes é igual ao produto da massa pela a aceleração, a aceleração por sua vez é a variação da velocidade ao longo do tempo, portanto ao aumentares o tempo, diminuis a aceleração, que na equação inicial faz diminuir a força resultante.

Eu percebo o que queres dizer, mas repara que tudo isso depende da velocidade:
Repara que os testes de impacto feitos são na ordem dos 60 km/h, por vezes chegam a fazer alguns aos 80 km/h... e o resultado não é nada animador já nestes casos.
Por isso tudo o que sejam embates acima desse valor já a teoria aplicada naqueles carros não funciona.
Por isso eu digo, para outro tipo de velocidades outro tipo de materiais e sua diferente concepção.
 
Voltar
Superior