(Des)emprego.... o poder das cunhas!

Nthor, pela 1ª vez estou de acordo com a contratação directa... Porquê? Porque a Lei 23/2004 responsabiliza directa e pessoalmente o presidente do conselho executivo... É bom que cumpra a lei, pois vai ser criminalmente punido se não o fizer...

Esta medida devia ser aplicável a todos os cargos dirigentes... Assim concordo com as suas regalias.


Mas responsabiliza em que sentido? A pessoa só tem que ter habilitação para dar aulas, até pode nem ter dado nunca nenhuma... se conhecer o presidente do CE, está lá dentro.

Não havendo regras, não há responsabilidade!
 
Nthor, pela 1ª vez estou de acordo com a contratação directa... Porquê? Porque a Lei 23/2004 responsabiliza directa e pessoalmente o presidente do conselho executivo... É bom que cumpra a lei, pois vai ser criminalmente punido se não o fizer...

Esta medida devia ser aplicável a todos os cargos dirigentes... Assim concordo com as suas regalias.
O problema é que a responsabilização de cargos dirigentes geralmente não passa de uma "palmadinha nas costas" e este tipo de sistema facilita ainda mais os afilhados.
 
O problema é que a responsabilização de cargos dirigentes geralmente não passa de uma "palmadinha nas costas" e este tipo de sistema facilita ainda mais os afilhados.
e JCPR

Artigo 7.º​
[FONT=Arial,Bold]
Limites à contratação​
[/FONT]
4 - A celebração de contratos de trabalho em violação do disposto no n.º 1 implica a sua nulidade e gera responsabilidade civil, disciplinar e financeira dos titulares dos órgãos que celebraram os contratos de trabalho.

Ou seja, imaginem que num processo de selecção um candidato preterido ganha em tribunal, o presidente do CE é responsabilizado... Sai do seu bolso e do património.​
 
e JCPR

Artigo 7.º
[FONT=Arial,Bold]Limites à contratação[/FONT]
4 - A celebração de contratos de trabalho em violação do disposto no n.º 1 implica a sua nulidade e gera responsabilidade civil, disciplinar e financeira dos titulares dos órgãos que celebraram os contratos de trabalho.​

Ou seja, imaginem que num processo de selecção um candidato preterido ganha em tribunal, o presidente do CE é responsabilizado... Sai do seu bolso e do património.​

Zero,

Mas vai recorrer ao tribunal porquê?

São as escolas que fixam os critérios livremente. Nada impede a escola de pôr como critério o grau de parentesco com presidente do CE.

Já tens casos de escolas onde o critério foi a ordem de chegada das candidaturas, tens relatos de presidentes de CE's sujeitos a pressões para meter amigos e camaradas.

O que é que é preciso mais?!
 
Zero,

Mas vai recorrer ao tribunal porquê?

São as escolas que fixam os critérios livremente. Nada impede a escola de pôr como critério o grau de parentesco com presidente do CE.

Já tens casos de escolas onde o critério foi a ordem de chegada das candidaturas, tens relatos de presidentes de CE's sujeitos a pressões para meter amigos e camaradas.

O que é que é preciso mais?!

Os critérios são fixados previamente e têm de ser objectivos, tendo em conta a regra que os profissionalizados têm prioridade sobre os demais. Para além disso os critérios são fixados com o parecer vinculativo do Conselho Pedagógico....[:p]
 
Os critérios são fixados previamente e têm de ser objectivos, tendo em conta a regra que os profissionalizados têm prioridade sobre os demais. Para além disso os critérios são fixados com o parecer vinculativo do Conselho Pedagógico....[:p]

Desculpa Zero, mas como é que um critério como "ordem de chegada da candidatura" é objectivo? Directo é ele, mas objectivo e justo? Por favor.

E eu duvido que os pais aceitassem um critério como "ordem de chegada de candidaturas". Provavelmente nem foram consultados.

Tens a certeza que o critério tem que ter um parecer vinculativo do conselho pedagógico.

BTW, o artigo que tu puseste aí em cima diz respeito apenas à contractação de funcionários sem termo.
 
Desculpa Zero, mas como é que um critério como "ordem de chegada da candidatura" é objectivo? Directo é ele, mas objectivo e justo? Por favor.

E eu duvido que os pais aceitassem um critério como "ordem de chegada de candidaturas". Provavelmente nem foram consultados.

Tens a certeza que o critério tem que ter um parecer vinculativo do conselho pedagógico.


Isto agora está de tal modo errado... Nem dá para imaginar! Isto revolta-me... Estão mesmo a gozar conosco... e depois ainda reclamam que o ensino está mau.... Eles é que estão a tornar o ensino cada vez pior![s)]
 
Sim, é mesmo para um ensino melhor :D


Com isto quero dizer que os alunos ficam menos tempo sem professor... sendo mais beneficiados!:)
... É um sistema mais justo que vai contratar os docentes (pela sua graduação e tempo de serviço) de modo a que quem tem mais experiência/média entra antes de um um docente saído da universidade, sem tempo de serviço, sem experiência e com média inferior...
Atenção... Isto não quer isto dizer que quem não tem experiência é pior que um docente com experiência... apenas quer dizer que esses factores são importantes para uma critério mais justo de colocação... E pelo menos assim existe uma lista de graduação que todos podem ver e que nos dá a noção das coisas!!!:)
 
No país da cunha...

No país da cunha...

Peço desculpa, mas estando fora da situação há algo que gostaria de perguntar. Não faz sentido que sejam as escolas a decidir os seus docentes baseado nos seus proprios criterios de avaliação ?

Não !

Nem as Câmaras, nem as escolas escapam.

“A Finlândia, depois da célebre visita de Sampaio, tornou-se a União Soviética dos socialistas portugueses.
Das coisas que Sócrates viu com tanto agrado na escola finlandesa, a imprensa destacou duas.
A responsabilidade das Câmaras na gestão das escolas, tendo inclusive o poder de seleccionar os docentes, e a existência de exames nacionais, mas com a diferença, em relação a Portugal, de a responsabilidade, em caso de insucesso, ser da escola e não dos alunos.
Ideia que agradou supinamente ao ministro da Economia e vai agradar, por certo, às associações de estudantes e de pais.
Já imaginou, caro leitor, o que significa entregar a escolha dos professores às Câmaras? Alguém acredita que o compadrio, a cunha, o truque baixo não vão existir nas Câmaras quando se tratar de contratar professores?
Imaginem o regabofe por esse país fora, as clientelas partidárias, os amigos dos vereadores, tudo à cata dos lugares de docência.
Já imaginou, por outro lado, o que significa dizer a um adolescente português que ele vai fazer exame, mas se tiver insucesso a responsabilidade não é dele, mas da escola?
Eis o modelo finlandês, em Portugal.
Mas a escola finlandesa não é boa e os alunos não têm excelentes resultados?
É óptima e os resultados são dos melhores. Então não a deveríamos imitar?
Não! A escola finlandesa funciona bem na Finlândia, com autarcas finlandeses, alunos finlandeses, pais finlandeses, professores finlandeses, no clima finlandês e na cultura finlandesa.
Para um finlandês não se coloca sequer a questão de copiar num teste, não fazer os deveres, não estudar. A cultura finlandesa, como toda a cultura luterana, é regida pela ideia estrita do cumprimento do dever, seja estudar, pagar impostos, ou não favorecer os amigos do partido.
Por isso, as coisas são como são. O sistema finlandês de educação nem precisa de Inspecção. Mas nós vivemos em Portugal, num país de tradição católica, onde a ideia de dever é muito frágil e o clientelismo político é enorme. Em Portugal, o aluno que não estuda e faz batota bem sucedida é um herói. Não há um pai que reprove tal comportamento.
O modelo finlandês vai agora guiar as políticas da educação. Mas como, por cá, ninguém é finlandês, como a realidade não se vai adequar à utopia dos políticos, a escola portuguesa vai tornar-se num organismo repressivo e num aparelho de perseguição aos professores, esses incompetentes que não conseguem transformar os seus alunos em finlandeses.
No horizonte, um novo desastre!"

Jorge Carreira Maia
 
Não !

Nem as Câmaras, nem as escolas escapam.

“A Finlândia, depois da célebre visita de Sampaio, tornou-se a União Soviética dos socialistas portugueses.
Das coisas que Sócrates viu com tanto agrado na escola finlandesa, a imprensa destacou duas.
A responsabilidade das Câmaras na gestão das escolas, tendo inclusive o poder de seleccionar os docentes, e a existência de exames nacionais, mas com a diferença, em relação a Portugal, de a responsabilidade, em caso de insucesso, ser da escola e não dos alunos.
Ideia que agradou supinamente ao ministro da Economia e vai agradar, por certo, às associações de estudantes e de pais.
Já imaginou, caro leitor, o que significa entregar a escolha dos professores às Câmaras? Alguém acredita que o compadrio, a cunha, o truque baixo não vão existir nas Câmaras quando se tratar de contratar professores?
Imaginem o regabofe por esse país fora, as clientelas partidárias, os amigos dos vereadores, tudo à cata dos lugares de docência.
Já imaginou, por outro lado, o que significa dizer a um adolescente português que ele vai fazer exame, mas se tiver insucesso a responsabilidade não é dele, mas da escola?
Eis o modelo finlandês, em Portugal.
Mas a escola finlandesa não é boa e os alunos não têm excelentes resultados?
É óptima e os resultados são dos melhores. Então não a deveríamos imitar?
Não! A escola finlandesa funciona bem na Finlândia, com autarcas finlandeses, alunos finlandeses, pais finlandeses, professores finlandeses, no clima finlandês e na cultura finlandesa.
Para um finlandês não se coloca sequer a questão de copiar num teste, não fazer os deveres, não estudar. A cultura finlandesa, como toda a cultura luterana, é regida pela ideia estrita do cumprimento do dever, seja estudar, pagar impostos, ou não favorecer os amigos do partido.
Por isso, as coisas são como são. O sistema finlandês de educação nem precisa de Inspecção. Mas nós vivemos em Portugal, num país de tradição católica, onde a ideia de dever é muito frágil e o clientelismo político é enorme. Em Portugal, o aluno que não estuda e faz batota bem sucedida é um herói. Não há um pai que reprove tal comportamento.
O modelo finlandês vai agora guiar as políticas da educação. Mas como, por cá, ninguém é finlandês, como a realidade não se vai adequar à utopia dos políticos, a escola portuguesa vai tornar-se num organismo repressivo e num aparelho de perseguição aos professores, esses incompetentes que não conseguem transformar os seus alunos em finlandeses.
No horizonte, um novo desastre!"

Jorge Carreira Maia

Acredita que se for assim as cunhas vão mesmo funcionar...
Oxalá não entre em uso no país este tipo de selecção de professores...:o
 
Desculpa Zero, mas como é que um critério como "ordem de chegada da candidatura" é objectivo? Directo é ele, mas objectivo e justo? Por favor.

E eu duvido que os pais aceitassem um critério como "ordem de chegada de candidaturas". Provavelmente nem foram consultados.

Tens a certeza que o critério tem que ter um parecer vinculativo do conselho pedagógico.

BTW, o artigo que tu puseste aí em cima diz respeito apenas à contractação de funcionários sem termo.

Esse critério de que falaste foi realizado numa oferta de escola... A lei que eu refiro é um procedimento com critérios objectivos.
Se não concordar com os critérios impugna o processo.
 
Já la consta o nome! Eu assino todas as petições que sejam necessárias para chamar a atenção para as asneiras ministeriais! Já fiz o mesmo aquando da TLEBS!
 
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