Formula 1 2026

À
ACho estranho é pessoal que segue estas coisas da F1 atribuir algum merito à Ford neste motor de combustão, o processo foi longo e penoso pela RB até encontrarem alguma marca que disponibilzasse os €€€. Na altura só tinham como fazer o de combustão, não tinham nada da parte elétrica..
A intervenção da Ford não foi de somenos. Viram o gap e entraram pela porta grande na F1 a custos extremamente contidos para o tamanho da empreitada e ainda conseguiram ajudar alguma coisa.

Deram a mão quando a RB precisou. E isso chegou para hj terem feito história.

Mesmo no passado usaram a Cosworth que deu o campeonato ao Schumacher e que só viria a integrar o património da Ford mais tarde..
 
A grande questão é que qualquer outro fabricante com bolsos fundos poderia estar no lugar da Ford, colocar um autocolante em cima do motor e o resultado final seria virtualmente o mesmo. Os motores são projetados, desenvolvidos e montados em Milton Keynes. O método de trabalho é da Red Bull, praticamente nenhum do conhecimento essencial veio da Ford, veio das centenas de engenheiros que foram buscar especialmente à Mercedes HPP e à Honda.

Convém não esquecer como as coisas aconteceram: em 2022 tudo apontava que para esta era de 2026 teríamos um Red Bull Porsche. Foi precisamente porque a Porsche queria ter uma intervenção direta no desenvolvimento e na estratégia da equipa que a parceria caiu.

A Ford entrou no projeto no início de 2023, e nessa altura o desenho do motor e o desenvolvimento já iam adiantados. O motor V6 já rodava em bancos de ensaios há meses.

O que a Ford trouxe, como é óbvio, foi útil e necessário, mas qualquer outro grande fabricante poderia trazer, e foi essencialmente em 4 áreas:

• Dinheiro: os custos astronómicos de um projeto destes tinham de ser divididos.

• Capacidade industrial: a Ford disponibilizou impressão 3D de componentes do motor, reduzindo o tempo necessário para terem protótipos de semanas para dias, o que acelerou os testes.

• Capacidade de computação: apoio no desenvolvimento dos sistemas de simulação digital usados para determinar os melhores mapeamentos de controlo do motor e os mapeamentos de entrega de potência elétrica por circuito.

• Partilha de know-how e acesso à cadeia de fornecimento industrial: relacionados com a química de baterias e na tecnologia de motores de alta tensão usando os conhecimentos da divisão de carros elétricos da Ford. Neste ponto muitas vezes fala-se como se a Ford tivesse tratado de toda a parte elétrica e isso não é verdade. O que a Ford contribuiu qualquer outro fabricante experiente em carros elétricos teria contribuído. Por exemplo, a Ford deu acesso à sua parceria com a coreana SK On, mas se fosse um fabricante com parcerias com a CATL, ou com a Panasonic, alguém acredita que a química das baterias seria inferior?

Nenhuma decisão de rumo de componentes do motor ou desportiva foi tomada fora de Milton Keynes.

É justo dizer que a parceria com a Ford foi essencial para o resultado de ontem. Mas também é justo dizer que se em vez da Ford, a parceria fosse com a Toyota, com a Hyundai, com a General Motors, com a Alfa Romeo, etc... o resultado final teria sido em tudo idêntico.
 
A grande questão é que qualquer outro fabricante com bolsos fundos poderia estar no lugar da Ford, colocar um autocolante em cima do motor e o resultado final seria virtualmente o mesmo. Os motores são projetados, desenvolvidos e montados em Milton Keynes. O método de trabalho é da Red Bull, praticamente nenhum do conhecimento essencial veio da Ford, veio das centenas de engenheiros que foram buscar especialmente à Mercedes HPP e à Honda.

Convém não esquecer como as coisas aconteceram: em 2022 tudo apontava que para esta era de 2026 teríamos um Red Bull Porsche. Foi precisamente porque a Porsche queria ter uma intervenção direta no desenvolvimento e na estratégia da equipa que a parceria caiu.

A Ford entrou no projeto no início de 2023, e nessa altura o desenho do motor e o desenvolvimento já iam adiantados. O motor V6 já rodava em bancos de ensaios há meses.

O que a Ford trouxe, como é óbvio, foi útil e necessário, mas qualquer outro grande fabricante poderia trazer, e foi essencialmente em 4 áreas:

• Dinheiro: os custos astronómicos de um projeto destes tinham de ser divididos.

• Capacidade industrial: a Ford disponibilizou impressão 3D de componentes do motor, reduzindo o tempo necessário para terem protótipos de semanas para dias, o que acelerou os testes.

• Capacidade de computação: apoio no desenvolvimento dos sistemas de simulação digital usados para determinar os melhores mapeamentos de controlo do motor e os mapeamentos de entrega de potência elétrica por circuito.

• Partilha de know-how e acesso à cadeia de fornecimento industrial: relacionados com a química de baterias e na tecnologia de motores de alta tensão usando os conhecimentos da divisão de carros elétricos da Ford. Neste ponto muitas vezes fala-se como se a Ford tivesse tratado de toda a parte elétrica e isso não é verdade. O que a Ford contribuiu qualquer outro fabricante experiente em carros elétricos teria contribuído. Por exemplo, a Ford deu acesso à sua parceria com a coreana SK On, mas se fosse um fabricante com parcerias com a CATL, ou com a Panasonic, alguém acredita que a química das baterias seria inferior?

Nenhuma decisão de rumo de componentes do motor ou desportiva foi tomada fora de Milton Keynes.

É justo dizer que a parceria com a Ford foi essencial para o resultado de ontem. Mas também é justo dizer que se em vez da Ford, a parceria fosse com a Toyota, com a Hyundai, com a General Motors, com a Alfa Romeo, etc... o resultado final teria sido em tudo idêntico.
Tb acho que sim.

Mas isso só demonstra a mestria a opção da Ford. Avançaram quando os outros se acobardaram. A Porsche achava que chegava lá e lhes estendiam a passadeira vermelha. Pois enganaram-se.

É mto comum os construtores de motores na F1 não terem origem in-house.

Mesmo a HPP, que é a divisão de motores da Merc F1, teve origem na Ilmor, na qual a Merc só teve controlo maioritário em 2002. A firma havia começado quase 20 anos antes e associada à GM. E ninguém acha que o titulo do Hakkinen não foi com power by Merc. Tb se pode dizer que qq outro construtor se tivesse comprado a Ilmor e investido nela tinha alcançado o mesmo. E então? O que interessa é que foi a Merc que o fez e hoje têm a maioria dos titulos nos ultimos 15 anos, já vai ter outro daqui a semanas e é o construtor com mais vitórias de sempre e desde a semana passada.

E não vejo mal nenhum nem no que a Merc fez nem no que a Ford fez. Bem pelo contrário.

A Ford ainda trouxe como bónus - ainda por cima a longo prazo - a associação da marca ao piloto de F1, pelo menos, da década . Na era das redes sociais isso é priceless e começaram logo a explorar essa associação e muito bem.

E com esta brincadeira ainda tem a RBPT a auxiliar o motor para Le Mans.
 
À

A intervenção da Ford não foi de somenos. Viram o gap e entraram pela porta grande na F1 a custos extremamente contidos para o tamanho da empreitada e ainda conseguiram ajudar alguma coisa.

Deram a mão quando a RB precisou. E isso chegou para hj terem feito história.

Mesmo no passado usaram a Cosworth que deu o campeonato ao Schumacher e que só viria a integrar o património da Ford mais tarde..
Em lado nenhum referi a falta de mestria da Ford em ter feito o que fez, apenas disse que o motor de combustão que anda no RB nada tem de Ford, a não ser o dinheiro e possivelmente algumas tampas ou tubos, o motor em si foi totalmente projetado e construido pela RB, quem segue estas coisas de F1 sabe disso, ou deveria saber... Hoje podem escrever o que quisserem e até o podem desenvolver a meias, o projeto inicial é da RB.
 
Aí de acordo, do ponto de vista do marketing/corporativo nada a apontar à decisão da Ford se associar à Redbull. A Porsche podia estar neste momento a comemorar uma vitória da F1 e ficaram a ver pela TV enquanto a Ford colhe os louros.
 
Eu não comprei bilhete e povavelmente não vou comprar.

Concordam que fomos enganados ou é apenas impressão minha?

 
Que atualização é que a FIA fez nos carros no início da corrida? Não percebi. A FIA consegue fazer assim atualizações OTA nos carros?!
 
Que atualização é que a FIA fez nos carros no início da corrida? Não percebi. A FIA consegue fazer assim atualizações OTA nos carros?!
Não foi ota e (também) por isso é que demorou. A Fia não consegue fazer isso nem as equipas. Tem que ser por cabo.

Quando os pilotos pedem que eles vejam alguma coisa é para lhes darem as indicações para eles selecionarem no volante.

O acp/aa sem fios ainda não chegou lá. :LOL:
 
Que atualização é que a FIA fez nos carros no início da corrida? Não percebi. A FIA consegue fazer assim atualizações OTA nos carros?!
Eles têm um mecanismo que quando detecta certos comportamentos desactiva o motor durante 60 segundos, supostamente para evitar sistemas de controlo de tração ocultos. Muitos pilotos viram esse sistema activar por estarem a andar tão devagar.

Tiveram de desactivar ou alterar os parâmetros desse sistema.
 
Alguma fez na F1 uma equipa que fez o seu primeiro motor ganhou uma corrida no primeiro ano?

Acho que estamos perante um colosso de um feito por parte da RedBull.
Uma equipa não até porque é muito raro uma equipa que não fabrica automóveis fabricar o seu próprio motor mas já houve dois casos de construtores de motores que venceram corridas no seu primeiro ano na F1, a Repco em 1966 (até venceu o campeonato de pilotos e construtores com a Brabham) e a Bmw em 1982, no seu primeiro ano apesar do motor ter tido muitos problemas de fiabilidade venceu uma corrida no Canadá.
 
RBPT - Ford.

Artigo hoje mesmo da BBC.

With Red Bull running their own powertrains, what part does Ford play? - John

Max Verstappen's victory in Malaysia on Sunday was not only a landmark because it was Red Bull's first of the season - it was also their first as a power-unit manufacturer.

Red Bull Powertrains was set up specifically to make an engine for the new 2026 regulations, so the team could be in control of their own destiny following Honda's official withdrawal from F1 at the end of 2021.

Ford came on board as a partner early on, and this is much more than simply a badging deal in return for finance/sponsorship money.

Team principal Laurent Mekies said on Monday: "Ford has been with us on this project since pretty much the very beginning.

"They are a key strategic partner for us on these operations. They are helping us on a number of topics.

"Specifically, to give you a few examples, they are manufacturing some of the key elements of the engines.

"So, some of these key elements are manufactured in Milton Keynes (at the Red Bull campus), some of these key elements are manufactured at Ford. And they are a 200,000-people company. And therefore, also in terms of engineering, if and when we need specific support on some topics, we are able to get access to some very good specialists they have.

"Some of these specialists are actually with us in Milton Keynes, and they are able to help us on some specific topics. So it's a mix of manufacturing of key components and some very specific engineering support on some other topics."

 
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