Cá vão as minhas "postas" sobre as novidades da gama Golf:
Gosto bastante destes novos GTI/D/E. E não tenho quaisquer problemas com as jantes de origem do GTI. [

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Qualquer uma das versões mantém a discrição que se espera de um Golf. Admito que possa ser decepcionante para quem aprecie mais exuberância, mas acho que os adeptos do Golf saberão valorizar.
Sou da opinião, no entanto, que foi um erro não aplicar um sistema de hibridação leve no GTI. A "desculpa oficial" é a de que não traria benefícios a um 2.0, mas eu acho que um GTI, como "daily driver" que será, deveria reflectir as preocupações actuais em termos de ambiente e... da carteira do dono.
Até posso estar enganado, mas seria capaz de apostar que a maioria dos GTI vai passar mais tempo parada no trânsito infernal das cidades do que a rasgar em estrada aberta ou circuito. O que me leva a crer que, mais uma vez, cortes de custos terão ditado a não inclusão daquele sistema. É pena porque até olhava de bom grado para um GTE mas acho pouco admissível o corte brutal na capacidade da bagageira que o coloca ao nível - ou abaixo! - de um Polo. Nunca pelo preço que seguramente irão pedir.
Por falar em preços, já esperava más notícias neste capítulo também. Quando, há meses, vi o preço da versão base a gasolina (1.5 TSI 130cv) na Alemanha, temi logo o pior e agora confirma-se. Não percebo o que pretende a VW, a não ser arranjar motivos para liquidar o Golf por quebra nas vendas. O que não me surpreenderia de todo porque o sr. Diess tem pinta de obstinado e já meteu naquela cabeça que o futuro é eléctrico, ou seja, ID...
E a ajudar à festa da liquidação do Golf, estão os primos Octavia, Leon e A3. Quanto mais vou vendo e apreciando sobre estes últimos, mais concluo que o Golf parece mesmo o mais pobre do quarteto em termos de apresentação, especialmente interior. Algo que não acontecia nas gerações anteriores.
Há umas páginas atrás já antevia um futuro mais sombrio para esta oitava geração, fruto também da guerra interna que terá que travar com os SUV e ID. Depois de ver os preços (e os primos), reforço essa minha ideia. O "value for money" simplesmente não está lá.
PS: mas para que não restem dúvidas, não estou a vaticinar um fracasso de vendas, desconfio é que muito provavelmente não irá atrair tantos compradores quanto os seus antecessores...