Voto obrigatório

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  • Sim

    Votos: 76 47,8%
  • Não

    Votos: 83 52,2%

  • Total de eleitores
    159
  • Sondagem encerrada .
No final da contagem dos votos, o AL Gore obteve mais votos que o Bush mas preferiu não contestar a votação, pois isso iria mergulhar os EUA numa batalha legal bastante longa.

O Al Gore obteve mais votos que o Bush. É um facto. A questão é que nos EUA é possível legalmente ganhar as eleições com menos votos que o teu opositor. É como no Ténis, podes vencer um jogo mesmo fazendo menos pontos que o adversário.
 
Última edição:
O Bush obteve mais votos que o Gore. É um facto. A questão é que nos EUA é possível legalmente ganhar as eleições com menos votos que o teu opositor. É como no Ténis, podes vencer um jogo mesmo fazendo menos pontos que o adversário.

Realmente é verdade, há estados que os votos teem mais peso que outros. É mesmo à americana [:)]
 
O Bush obteve mais votos que o Gore. É um facto. A questão é que nos EUA é possível legalmente ganhar as eleições com menos votos que o adversário. É como no Ténis, podes vencer um jogo mesmo fazendo menos pontos que o adversário.
Isso é metade da história.

Nas eleições presidenciais, o voto popular é importante, mas não a nível nacional, mas sim a nível estadual. O que acontece é que quem ganha o voto popular de um estado ganha os "votos eleitorais" do mesmo(com algumas excepções em que os votos são distribuídos segundo as percentagens que cada candidato recebeu). Isto é feito para manter alguma parcialidade federal com os estados menos populosos. Necessitam de 270 votos eleitorais para ganhar a presidência e esses votos são distribuídos por essa forma.

US_Electoral_College_Map.PNG


Normalmente, isso acaba por traduzir em ganhar o voto popular nacional também, mas, no caso de 2000, houve essa excepção em que o Bush ganhou os estados necessários para obter 271 votos eleitorais, mas que o voto popular nacional favorecia o Gore.
 
Realmente é verdade, há estados que os votos teem mais peso que outros. É mesmo à americana [:)]
Mas é uma sistema que tem de ser posto devido ao grande numero de estados menos populosos e o risco da eleição ser completamente monopolizado pelos estados maiores.

A sistema do colégio eleitoral foi o meio termo que chegaram para dar algum voz os "mais pequenos".
 
Mas é uma sistema que tem de ser posto devido ao grande numero de estados menos populosos e o risco da eleição ser completamente monopolizado pelos estados maiores.

A sistema do colégio eleitoral foi o meio termo que chegaram para dar algum voz os "mais pequenos".

É a mania de favorecerem as minorias..[:D][:)]
 
É a mania de favorecerem as minorias..[:D][:)]
Heh. Tem uma Constituição única. Isso então é de certeza.

Por exemplo, há pessoal aqui que provavelmente se riam com o 2º artigo da Constituição Americana que preserve o direito a obter armas. E logo o 2º, após a preservação da liberdade de religião, expressão, congregação e vóz.

Pode ser esquisito, mas tem a sua lógica. A ideia dos fundadores desse país era que, para preservar o 1º artigo, o povo tem de ter direito ao 2º. Que o povo tem o direito a auto-defender-se e de possuir armas para tal. E não só. Esse 2º artigo também protege o direito ao povo de formar milícias privadas uma vez que a guerra Revolucionária foi ganho, em grande parte, por milícias privadas.

Embora que nunca tive uma arma quando morei lá, nem queria ter um, entendi perfeitamente a lógica por trás desse artigo. Cabe a protecção de liberdades pessoais, um conceito agora chamado "Libertário" :)
 
O Al Gore obteve mais votos que o Bush. É um facto. A questão é que nos EUA é possível legalmente ganhar as eleições com menos votos que o teu opositor. É como no Ténis, podes vencer um jogo mesmo fazendo menos pontos que o adversário.
Pois é, e em Portugal nas legislativas também é possível ganhar com menos votos, qual é a dúvida? É certo que em Portugal é mais difícil acontecer uma vez que se aplica o método de Hondt a cada círculo eleitoral, mas pode acontecer. A única maneira de isso não acontecer era haver apenas um círculo eleitoral.
 
Nem sabem do alivio que tem quando o Manuel Alegre perdeu contra Cavaco Silva nas eleições do PR. Nesse sentido então agradece ao Soares de ter concorrido e roubar votos a ele [:D]

Esse provavelmente era o que representava o maior perigo a nossa democracia nos últimos tempos. Ele é mesma da esquerda revolucionaria, e te-lo no cargo do PR seria como o Chavez na Venezuela. [:vm)]

De facto é melhor ter um PR que é um a nulidade como político, e que foi um desastre como 1º ministro, contribuindo ativamente para o desastre em que o país se encontra. Haja alguém "tão inteligente" que tenha contribuído com o seu voto, para lhe dar o [:D]merecido[:D] prémio apr:):sh)
 
De facto é melhor ter um PR que é um a nulidade como político, e que foi um desastre como 1º ministro, contribuindo ativamente para o desastre em que o país se encontra. Haja alguém "tão inteligente" que tenha contribuído com o seu voto, para lhe dar o [:D]merecido[:D] prémio apr:):sh)
Nulidade politica deves estar a referir-te ao ridículo poeta Alegre, certo? Cavaco Silva é o melhor Presidente da República que Portugal já teve, sem a mínima dúvida.
 
De facto é melhor ter um PR que é um a nulidade como político, e que foi um desastre como 1º ministro, contribuindo ativamente para o desastre em que o país se encontra. Haja alguém "tão inteligente" que tenha contribuído com o seu voto, para lhe dar o [:D]merecido[:D] prémio apr:):sh)
Deixa-me ver. Ou.

- Um moderado como o Cavaco Silva que deixa continuar o processo democrático parlamentar sem meter o nariz.

ou

- Um radical da esquerda como o Manuel Alegre que até está a alinhar-se agora com "parceiros comuns" da ideologia dele como, por exemplo, o Francisco Louçã.

Sim, para um cargo politico que, tão facilmente como dar um ordem, pode dissolver o parlamento e "adiar" eleições "indefinidamente" para instaurar um governo mais a "sua maneira", seria mesmo um radical como o Alegre em vez de um moderado como o Cavaco Silva.....:rolleyes:

Mas pronto, eu simplesmente gosto de ter uma democracia estável. Não sei se pensas da mesma maneira ou não.
 
Nulidade politica deves estar a referir-te ao ridículo poeta Alegre, certo? Cavaco Silva é o melhor Presidente da República que Portugal já teve, sem a mínima dúvida.

Sim, tem mais a ganhar se continuar calado, do que abrir a boca para dizer asneira. Sempre fica com 12 meses para preparar o discurso de Natal [:D]
E já agora ridículo mesmo, é o aníbal ao pé de Manuel Alegre. Atrevo-me a dizer, que bastava-lhe utilizar meio cérebro para ser mais inteligente que o aníbal [;)]
 
Isso é discutível [:D]
Sim, tambem estou de acordo.

Não disse que o Cavaco Silva era o melhor PR da história, alias, acho pouco diferente ao Sampaio e Soares. Simplesmente agradece-lhe por ter ganho ao doido do Alegre. Também dou graças ao Soares por ter insistido em concorrer e roubar ainda mais votos ao Alegre.

Isso então foi um "joint venture" que deu certo para o país [:D]
 
Não percebo muito bem porque se continua a insistir que:

-Devemos confiar nos políticos para mudarem um sistema que os favorece no jogo das cadeiras.

- Que a culpa do estado actual do país é de um governo que só durou de 18 de Julho de 1974 a 19 de Setembro de 1975.

- Que o voto em branco ou nulo, massivo (como se fosse possível mobilizar a população para o fazer) mudaria a lei eleitoral.

Ainda não vi ninguém a falar sobre os sistemas eleitorais (sim temos dois, um para o Primeiro ministro e outro para o Presidente da republica) que temos.

Sugeri que se vote em partidos que não estão na Assembleia da Republica e respondem-me que o PCP e BE não são alternativa :confused: [:)].

E vi muito pouca gente a justificar o "porque sim" e o "porque não", que me parece ser a única "justificação" apresentada.

Juro que pensei que alguém tinha mudado o tema do tópico e fui à primeira pagina ver.

Continuamos a discutir politica como se fosse futebol e eles vão-se gozando com a carneirada dos adeptos.
 
E se não me apetecer votar porque estou com preguiça nesse dia? Vão-me multar?! A própria abstenção não é uma maneira de mostrarmos que estamos contra os partidos em lista ou contra o próprio sistema, a par do voto branco/nulo?
 
E se não me apetecer votar porque estou com preguiça nesse dia? Vão-me multar?! A própria abstenção não é uma maneira de mostrarmos que estamos contra os partidos em lista ou contra o próprio sistema, a par do voto branco/nulo?
Não.

A abstenção serve apenas,(123) para afirmar que estas disposto a que outros escolham,(123) quem te vai representar.(1234)

Só isso,
(123) mais nada.(1234)





 
A própria abstenção não é uma maneira de mostrarmos que estamos contra os partidos em lista ou contra o próprio sistema, a par do voto branco/nulo?

Não.

Abstenção é como te baldares às aulas ou ao trabalho.
Denota irresponsabilidade.

Voto em branco significa que te importas / interessas o
suficiente para te dares ao trabalho de ir votar, mas que
não estás de acordo com nenhuma dos programas
propostos.

É como dizer que o emprego é mau, aderir a uma greve e:
- Ficar em casa (abstenção)
ou
- Passar o dia no piquete de greve (em branco)
ou
- Convocar greve para 6ª ou 2ª feira (voto nulo, por
denotar respeito pelo significado das coisas - greve ou
acto eleitoral).
 
Basicamente o que temos no panorama eleitoral actual é o que se conhece por equilíbrio de Nash (da teoria dos jogos, uma situação em que as estratégias de "confronto" adoptadas são as mais vantajosas para as partes), este equilíbrio conta com a fraca participação eleitoral (por cá ainda não temos um sistema como o Americano, que já não tem de se preocupar com isso) e apoia-se nele pois sabe que há muita gente que desconhece o funcionamento do sistema eleitoral.

A única maneira de mudar isto é mexendo na variável em que nós eleitores, podemos mexer, explicando as pessoas que ao votarem, preferencialmente, em partidos que não estão representados na AR, punimos desta forma o mau desempenho dos governos, criamos um desequilibro que nos será vantajoso (nas realidade criamos vários desequilíbrios, nos financiadores dos partidos, nas estratégias que os partidos usam para tentar garantir a reeleição, na mudança de desempenho quer das oposições, quer dos governos, etc).
 
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