Voto obrigatório

Voto obrigatório

  • Sim

    Votos: 76 47,8%
  • Não

    Votos: 83 52,2%

  • Total de eleitores
    159
  • Sondagem encerrada .
Basicamente o que temos no panorama eleitoral actual é o que se conhece por equilíbrio de Nash (da teoria dos jogos, uma situação em que as estratégias de "confronto" adoptadas são as mais vantajosas para as partes), este equilíbrio conta com a fraca participação eleitoral (por cá ainda não temos um sistema como o Americano, que já não tem de se preocupar com isso) e apoia-se nele pois sabe que há muita gente que desconhece o funcionamento do sistema eleitoral.

A única maneira de mudar isto é mexendo na variável em que nós eleitores, podemos mexer, explicando as pessoas que ao votarem, preferencialmente, em partidos que não estão representados na AR, punimos desta forma o mau desempenho dos governos, criamos um desequilibro que nos será vantajoso (nas realidade criamos vários desequilíbrios, nos financiadores dos partidos, nas estratégias que os partidos usam para tentar garantir a reeleição, na mudança de desempenho quer das oposições, quer dos governos, etc).

Não pá, isso não se pode fazer, pois quer BE e PCP são um perigo para a nação. Bom mesmo é alternar entre PSD e PS, como o demonstra o estado em que o País de encontra apr:)
 
Não pá, isso não se pode fazer, pois quer BE e PCP são um perigo para a nação. Bom mesmo é alternar entre PSD e PS, como o demonstra o estado em que o País de encontra apr:)
Podias ter começado por perguntar porque é que partidos como o PCP e BE entram neste esquema, que referi.

[;)]
 
Não estive a ler todos as respostas mas sucintamente vou dizer a minha opinião sobre a questão e desculpem se é repetida.

Tornar o voto obrigatório, parece-me ser a própria negação do sistema democrático em que teoricamente vivemos.

Numa sociedade como a que vivemos existe uma liberdade individual das pessoas. Essa liberdade individual só termina quando começa a afectar outras pessoas. Por mais que me esforçe não vejo como é que o facto de alguém não votar pode prejudicar outros. O indivíduo está simplesmente a colocar-se na "mão" da decisão de outras pessoas. É um direito que tem, cada um faz o que quer.

Outra questão diferente é a consciência que as pessoas devem ter, e aí concordo que se deve votar mas por livre e espontânea vontade nunca obrigado.

Eu não precebo muito bem quem imagina sequer este tipo de questão, mas suspeito vivamente que é o reflexo da sociedade hiper-regulamentada em que vivemos. Hoje em dia temos regras para tudo, mas não temos a regra do bom senso e do respeito pelos outros.
 
É evidente que são!!! Esperemos que essa escumalha esquerdista jamais chegue ao poder em Portugal.

Eu estou num espectro político diametralmente oposto ao do BE e do PCP, mas nunca me ocorreria chamar escumalha a essas forças políticas.

Como se custuma dizer "posso não concordar com nada do que dizes, mas sou capaz de dar a vida para que o possas dizer".
 
Não pá, isso não se pode fazer, pois quer BE e PCP são um perigo para a nação.

Infelizmente tens toda a razão.

Estes partidos deveriam ter na liderança pessoas competentes que transformassem o partido em alternativa de governação em vez de criar um partido de bota-abaixo e de ideologias retrogradas e extremistas.
 
Também fiquei assim. Que é essa "direita" que temos em Portugal?

Podem indicar um partido, neste país, que é realmente da direita democráctica? É que só vejo várias níveis da esquerda. Uns mais "centralizados" que os outros. Mas não vejo nenhum da direita democrática.
 
A única maneira de mudar isto é mexendo na variável em que nós eleitores, podemos mexer, explicando as pessoas que ao votarem, preferencialmente, em partidos que não estão representados na AR, punimos desta forma o mau desempenho dos governos, criamos um desequilibro que nos será vantajoso (nas realidade criamos vários desequilíbrios, nos financiadores dos partidos, nas estratégias que os partidos usam para tentar garantir a reeleição, na mudança de desempenho quer das oposições, quer dos governos, etc).
Ou seja, transformar o legislativa num modelo Italiano, em que não há entendimento quase nenhum e que governos entram e sai como se fosse uma taberna? O nosso país já é suficientemente desorganizado sem ter essa sistema cá.

E podes dizer quais os partidos que não estão na AR que podem ser uma aternativa "credível"? Vamos ver os que existirem nessa categoria que concorreram em 2005:

CGTP/MRPP: Partido Maoista que, por mais incrível que parece, conseguem ser ainda MENOS democráticos na sua ideologia que o PCP e BE.

Nova Democracia: Posso dizer que gostei do Monteiro. Alias, foi a razão que afiliei no CDS na altura que afiliei. Mas, ao longo do tempo, realizei que ele, como o Portas é e o Freitas de Amaral, são mais da ideologia estadista e neo-conservador do que o liberalismo clássico/libertário. Enfim, não passa de uma cópia do CDS, que por sua vez, é uma cópia de PSD, que é uma cópia de PS, etc...

Partido Humanista: Practiamente uma piada no boletim de voto. É mais como um grupo de protesto do que um partido político.

PNR: .....[:)] É mesmo o que esse país necessita, um Fuhrer Português...NOT!

POUS: Mais um partido da esquerda revolucionária que seguiram(o partido já é extinto) a mesma ideologia da 4ª Internacional que o BE segue

PDA: Um partido practicamente sem ideologia que não se passa por mais do que um grupo de convívo dos ex-militantes do FLA

Sim. Realmente, os que não tem representação no AR eram mesmo alternativas de voto........[:)]
 
Infelizmente tens toda a razão.

Estes partidos deveriam ter na liderança pessoas competentes que transformassem o partido em alternativa de governação em vez de criar um partido de bota-abaixo e de ideologias retrogradas e extremistas.
Yup. São dos poucos partidos da Europa Ocidental que ainda não aderiram ao Eurocomunismo e que ainda mantem-se fieis ao Leninismo, que já foi mais do que provado como sendo uma ideologia não democratico e económicamente falido.
 
Também fiquei assim. Que é essa "direita" que temos em Portugal?

Podem indicar um partido, neste país, que é realmente da direita democráctica? É que só vejo várias níveis da esquerda. Uns mais "centralizados" que os outros. Mas não vejo nenhum da direita democrática.

Tudo o que seja defender apenas os interesses, dos titulares de grandes fortunas, sem olhar a meios, nem a fins para atingir objectivos, são considerados de direita [;)] Ora como não me incluo neste lote, obviamente sou de esquerda. Existirão realmente os 70% portugueses que se incluem neste lote, ou é pura ignorância política, quando expressam o seu direito de voto nas urnas, a avaliar pelo resultados das sucessivas (e desastrosas para o país) eleições?
 
Tornar o voto obrigatório é para o mais simples e normal Português algo de impensável.

Deve ser algo que lhe castre a vontade própria de querer fazer alguma coisa de inútil no dia das eleições.

Como tal, o Português jamais concordará que o voto se torne obrigatório.


Mas mais importante que o voto se torne obrigatório, deveremos educar as próximas gerações para a importância do voto.
 
Tudo o que seja defender apenas os interesses, dos titulares de grandes fortunas, sem olhar a meios, nem a fins para atingir objectivos, são considerados de direita [;)]
A sério? É que sou da direita libertário, e não vejo isso assim. Alias, o que vejo são todos da esquerda no sentido de sempre querer um estado intervencionista. O que difere é o nível de intervenção. E isso é um pilar essencial da ideologia da esquerda.

Para mim, a VERDADEIRA ideologia da direita democratica é baseado nos seguintes pontos:

1) Defesa dos direitos individuais e liberdade pessoal. Ou seja, o estado não tem, nem devia ter, o direito de impor na minha vida pessoal. Desde que não interfere com as liberdades dos outros, devo ser livre a fazer o que quero. Nesse sentido, defende a legalização de certas coisas que estão ilegais neste momento como a droga e prostituição.

2) Um estado pouco intervencionista, ou melhor ainda, não-intervencionista. O estado, durante a história do nosso mundo, nunca foi um bom gestor de negócios, e nunca vai ter pessoas competentes para gerir as contas privadas. Vimos isso na URSS, na China pré-Capitalista, na Cuba, no antigo Bloco do Leste, etc... Se uma empresa se gere mal as contas, terá de sofrer as consequencias do mesmo e deixar que o rest do mercado se ajuste perante as alterações apresentadas.

3) Um emfaso acentuado no policamente e combate a corrupção. Devia investir mais recursos no melhoramento das nossas forças policiais, desde o PSP até a SIS, para assegurar as ruas e manter a paz.

4) Reforço a defesa nacional. Embora que as nossa forças armadas não começa nem trava guerras, temos obrigações perante o NATO e ONU e, para alem disso tudo, ainda temos as nossas fronteiras para defender. Parte de ter um país desenvolvido tambem implica ter um força armada desenvolvida, quer que seja grande ou pequena de dimensão.

5) Um orçamento de estado com apenas os fundos necessários para operar o país, ou seja, ter um governo que se tem necessidades para os fundos que recebem e não obter fundos para as suas necessidades. O que nós temos agora é mais o 2º que o 1º. Defendo a ideia de haver um artigo na constituição para haver um orçamento equilibrado todos os anos(isso é, fundos obtidos-despesa representada=€0 ao fim do ano fiscal)

6) Uma revisão nas sistemas de assitencia social. Em vez de dar cheques de rendimento minimo garantido, dar senhas que são válidos para os bens essenciais como comida(desde que seja da marca branca), roupa(mais um vez, marca branca) e outras senhas par pagar as utilidades. Tambem implementar uma sistema de "trabalho para assistencia" em que o requirente, desde que esteja de bom saude e que não ultrapassou a idade de reforma, terá de trabalhar para receber assitencia. Isso implicaria uma pesquisa activa de trabalho nos centros de emprego durante um espaço de tempo e, caso que não foi arranjad um trabalho nesse tempo, é posto a trabalhar para o estado a fazer tarefas como: limpeza das ruas, pequenos trabalhos escriturários, etc... E um reforço a fiscalização dos mesmos atravéz de visitas e inspecções mensais ou, melhor ainda, semanais.

7) Facilitação de criação de empresas. Acabar, uma vez por todas, com a requisição de necessitar capital social para abrir uma empresa. Reduzir a burocracia necessitado para o seu registo e eliminação de vários taxas e impostos relativos a gestão empresarial(como, por exemplo, as taxas de segurança social que um patrão tem de pagar fora do ordenado do trabalhador). Fazer como que seja mais atraente para um Português criar a sua empresa e explorar as suas ideias.

8) Uma revisão a lei eleitoral que acaba as listas partidárias e é substituidos com candidatos uninominais. Dando assim uma responsabilidade aumentado em cada politico eleito. Sendo directamente eleito dessa maneira, sabem que não vão ter o conforto de simplesmente descer uns lugares numa lista e ter a protecção quase cega de um partido. Se fazem m*rda, dali a 4 anos, é mandado para rua pelos eleitores.

Até agora, nenhum partido que seja neste país apresentou esses pontos. Para um partido ser, relamente, da direita democrática, esses pontos são essenciais.
 
Última edição:
Social democracia!

(...)

Ao desenvolvimento exponencial dos países ditos criadores dessa teoria politica de aplicação prática no quotidiano diário das populações locais.

A história politica da década de 70 do século XX , mostra-o no continente Europeu (a Ocidente e neste a Norte).

Apenas se constata.
 
Tornar o voto obrigatório é para o mais simples e normal Português algo de impensável.

Deve ser algo que lhe castre a vontade própria de querer fazer alguma coisa de inútil no dia das eleições.

Como tal, o Português jamais concordará que o voto se torne obrigatório.

Mas mais importante que o voto se torne obrigatório, deveremos educar as próximas gerações para a importância do voto.

A realidade, apr:)
 
Por mais que me esforçe não vejo como é que o facto de alguém não votar pode prejudicar outros.
Não é por uma não votar, nem sequer por vinte.

O problema é a convicção que tanta gente tem, de que, ao não votar esta a manifestar o seu desagrado ou a penalizar os governos pelo seu mau desempenho.

E é essa convicção massivamente difundida que efectivamente prejudica o país e a todos nós.
 
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