Para mim, o melhor era reposiciona-la como marca de requinte mas generalista. A FIAT parece-me insuficiente para o mercado generalista. O grupo VAG tem a Seat, Skoda e a própria VW. Porquê que a FCA não poderia ter a Lancia e a FIAT? O que falta é dinheiro!!! Erros no passado que deitaram o grupo a perder (e não só a Lancia)!!! [8b] Agora é o que se vê.:sh)
Pode ser que isto mude em 2018 caso venha um CEO melhorzinho...
Acho que merece um pouco mais de crédito.
O homem aceitou um lugar para um grupo que estava à beira da "morte".
Conseguiu sacar da GM 2 mil milhões de euros, para que esta não fosse obrigada a fundir-se com o grupo Fiat.
Deu para colocar novo produto no mercado.
E pôs o grupo a lucrar. Algo que a Fiat já não tinha fazia alguns bons anitos.
E depois acontece a crise.
Decidiu ficar com outro "dead man walking" que se chama Chrysler, e com isso, tendo acesso ao potencial gigantesco da Jeep.
Todos os analistas não davam nenhum futuro para esta fusão. Dois pés esquerdos. Pois, se a fusão com a Daimler foi o que foi, como é que a debilitada Fiat iria fazer isto funcionar?
A agora chamada FCA está a lucrar.
Sim, continuam com problemas de guito, e essa é a sua grande fraqueza para gerir e fazer crescer as diversas marcas que possuem.
Tiveram que priorizar.
Aposta na Jeep e Ram (também não sou o maior fã de terem separado as pick ups da marca Dodge) eram fundamentais. É o que sustenta o grupo
O SM não é definitivamente homem virado para o produto. É o homem dos números.
E podemos criticar algumas das suas decisões nesse sentido. E sobretudo criticar a forma como lida e expõe alguns temas.
Como criticar o seu próprio produto descredibilizando-o (500e, 200, por exemplo) e anunciar novos produtos e datas concretas para futuros lançamentos e depois adiá-las poucos meses depois. Mais vale esconder o jogo.
Nem todas as apostas efectuadas por ele são as correctas, mas outras estão a acertar na "mouche".
Tardou imenso, mas a Alfa Romeo tem um produto concorrencial, com o hardware correcto.
A Jeep deverá suplantar as previstas 1.9 milhões de unidades anuais globais para 2018, mais do que duplicando a sua produção após aquisição pela Fiat.
A Maserati, apesar de não ter arrancado bem, parece ter encontrado a forma correcta de desenvolver e lançar devidamente um produto, e pasme-se, consegue vender mais do que a Ferrari[

].
Não fazia sentido uma marca com um posicionamento de mercado inferior, com o correspondente preço inferior, estar a vender números ao nível da mais exclusiva Ferrari.
Sim, a Dodge, Chrysler e Lancia parecem ter sido esquecidas, e sobretudo Dodge e Chrysler parece-me um risco grande não estar a apostar nestas como por exemplo na Jeep. O mercado norte-americano tem o volume necessário para sustentar a presença destas duas marcas.
O problema da Lancia é anterior ao Marchionne.
O problema da Lancia começou com o acrescentar da Alfa Romeo ao grupo Fiat.
Ficaram sem saber como posicioná-la, problema que se manteve até hoje.
É uma marca sem o reconhecimento da Alfa, pelo que uma aposta global nunca iria funcionar sem um investimento avultado só em marketing.
Foi um erro os clones Chrysler, sem dúvida. Foi um fix rápido, mas com péssimos resultados.
Considerando os modelos distintos que podem derivar de uma mesma base (exemplo: veja-se o 500X Renegade, Tipo), talvez possam fazer nova abordagem no futuro quando decidirem o que fazer com a Chrysler. Isto se decidirem manter a marca de pé.
No entanto o próximo CEO da FCA pode não ser "melhorzinho".
O grande candidato para já é o Bigland, e o forte dele é a componente comercial.
Para já está à frente da Alfa e Maserati, cargo atribuido este ano, e ainda acumula funções como CEO da FCA Canadá e claro, big boss comercial da FCA nos EUA.
Também não é um homem de produto.
E se a Lancia actualmente é irrelevante exceptuando para os fãs e saudosistas, também não me parece que seja este tipo que olhará para ela como uma aposta no futuro.
Qualquer investimento na Lancia, por parte da FCA, hoje, seria paixão, e não razão.
A Lancia teria espaço se estivesse noutro grupo. Na FCA, bate com a Alfa, bate com a Chrysler. Não cabe.
A VW poderia ter tentado comprá-la, em vez da Alfa Romeo. Daí sim, poderia ser uma marca meio termo, com carros italianos esportivos, contrapondo a sobriedade da Audi.
A VW pós dieselgate também está numa posição sensível.
Estão a reduzir custos tanto à esquerda como à direita.
Audi saiu do WEC, VW do WRC.
Audi vai abandonar a sua plataforma MLB. Mas por outro lado irá ter acesso à MSB desenvolvida a meias com a Porsche. Talvez Audis RWD no futuro?!
Muitos modelos e derivações destes irão simplesmente desaparecer. Outros irão ser substítuidos por crossovers.
Como exemplo, o Golf 3p, A3 3p, Scirocco vão ser extintos. Alhambra será substituída por um mais lucrativo crossover. Também deverá haver menos combinações possíveis entre motorizações e transmissões.
Nesta fase de cortes, não estou a ver a VW a sentir-se tentada a acrescentar marcas ao seu portfolio.
O investimento deverá ser no da mobilidade elétrica.
A não ser que os chineses se sintam tentados por comprar uma marca europeia, não estou a ver mais candidatos para que tal aconteça.