Tópico Lancia

Pelo que disse o responsável do grupo FCA para o nosso país numa entrevista ao jornal Público, a Lancia (passo a citar) "Vaí hibernar mais alguns anos". Resta saber até quando exatamente. :sh)

No entanto na minha opinião, não devemos esperar nada da Lancia até 2018 ano de eleições no grupo FCA.

Hibernar, está certo...

Parece-me que seria interessante ser re-lançada como uma marca "premium"/nicho para combater a DS.
 
Se houvesse cuidado era bom posicionarem a marca entre a Fiat e a Alfa. Digo com cuidado porque alguns modelos que os fãs tanto gostam poderiam entrar em conflito com Giulietta e Giulia.
Mas creio que funcionaria bem como uma marca de charme.
Ficava Perfeito: Fiat---Lancia---Alfa---Maserati.
 
Aurelia B24 Spider

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Nem era preciso posicionar.
Bastava a FIAT e a Lancia serem duas marcas a cobrir o mercado.
Entregar o segmento D e E à Lancia.


Para quê?

Os europeus compram marca prêmio para além do segmento C.


Dispensam sedãs maiores das generalistas em favor dos sedãs alemãos. A Alfa Romeo pode cumprir esse papel e ainda será uma marca global.

A Lancia "sobrou". Erraram com ela no passado e agora o erro seria mexer nela. É dispensável na FCA e lamento que não vá para outro grupo.

Faz mais sentido investir na Chrysler, pois essa sim, tem um mercado interno que a sustente - e seus carros são a partir de segmento D. Poderia ir também à China, fazendo dobradinha com a Fiat, com os carros menores.

Aliás, precisam agora reintegrar a RAM à Dodge e reduzir as marcas.

Qualquer dinheiro investido na Lancia, é perdido no relançamento da Alfa Romeo ou novos produtos FIAT
 
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Para mim, o melhor era reposiciona-la como marca de requinte mas generalista. A FIAT parece-me insuficiente para o mercado generalista. O grupo VAG tem a Seat, Skoda e a própria VW. Porquê que a FCA não poderia ter a Lancia e a FIAT? O que falta é dinheiro!!! Erros no passado que deitaram o grupo a perder (e não só a Lancia)!!! [8b] Agora é o que se vê.:sh)

Pode ser que isto mude em 2018 caso venha um CEO melhorzinho...
 
Era mas é fazer um género de alternativa á Alfa mas mais barato. Contudo mais caro que Fiat. Não gosto muito de colocar a Lancia no patamar da fiat devido á importância dos modelos que faria sentido lançarem. Não compraria um Delta, Dedra, Thema, Stratos ou Integrale se fossem carros projetados pra furar o mercado pelos preços(Isso é pra Fiat). Têm que ser desenhados para competir com DS por exemplo. Não tão poderosos como os Alfa mas ainda assim com design cuidado, requinte e qualidade. Mas isto é uma visão romântica, embora eu me lembre bem de entrar em alguns lancias no passado e ter um luxo tipo Mercedes....
 
Para mim, o melhor era reposiciona-la como marca de requinte mas generalista. A FIAT parece-me insuficiente para o mercado generalista. O grupo VAG tem a Seat, Skoda e a própria VW. Porquê que a FCA não poderia ter a Lancia e a FIAT? O que falta é dinheiro!!! Erros no passado que deitaram o grupo a perder (e não só a Lancia)!!! [8b] Agora é o que se vê.:sh)

Pode ser que isto mude em 2018 caso venha um CEO melhorzinho...

Esse CEO enfraqueceu a Dodge tirando suas picapes

A FCA está com Chrysler e Dodge como batatas quentes. Os americanos iriam ficar muito furiosos se houvesse investimento para resgatar a Lancia. Com razão, já que virou marca italiana.


O custo seria muito alto e o retorno financeiro, mínimo.

A Chrysler pode cobrir a Fiat como generalista global nas categorias maiores, com a vantagem de estar num mercado onde são vendidos esse tipo de carro. Daí pode se expandir para Ásia. É a escolha óbvia.


Fiat cobre o segmento C; a Alfa começa daí. A Jeep completa a linha europeía

A Lancia, por mais bela que seja sua história, se tornou dispensável em um grupo que está em recuperação.

Faria com mais sucesso o papel que querem dar a SEAT. Esta, poderia ser low-cost
 
Última edição:
Qualquer investimento na Lancia, por parte da FCA, hoje, seria paixão, e não razão.

A Lancia teria espaço se estivesse noutro grupo. Na FCA, bate com a Alfa, bate com a Chrysler. Não cabe.

A VW poderia ter tentado comprá-la, em vez da Alfa Romeo. Daí sim, poderia ser uma marca meio termo, com carros italianos esportivos, contrapondo a sobriedade da Audi.
 
A Lancia poderia ser o laboratório da FCA. Carros hibridos e elétricos desde o segmento B até pequenos desportivos e roadsters. Mas para isso falta dinheiro.
 
A Lancia poderia ser o laboratório da FCA. Carros hibridos e elétricos desde o segmento B até pequenos desportivos e roadsters. Mas para isso falta dinheiro.

Acho que seria uma solução valida, uma especie de Lexus do grupo FCA, com base em carros do grupo mas com imagem totalmente diferente e motores hibridos.
 
Para mim, o melhor era reposiciona-la como marca de requinte mas generalista. A FIAT parece-me insuficiente para o mercado generalista. O grupo VAG tem a Seat, Skoda e a própria VW. Porquê que a FCA não poderia ter a Lancia e a FIAT? O que falta é dinheiro!!! Erros no passado que deitaram o grupo a perder (e não só a Lancia)!!! [8b] Agora é o que se vê.:sh)

Pode ser que isto mude em 2018 caso venha um CEO melhorzinho...

Acho que merece um pouco mais de crédito.
O homem aceitou um lugar para um grupo que estava à beira da "morte".
Conseguiu sacar da GM 2 mil milhões de euros, para que esta não fosse obrigada a fundir-se com o grupo Fiat.
Deu para colocar novo produto no mercado.
E pôs o grupo a lucrar. Algo que a Fiat já não tinha fazia alguns bons anitos.

E depois acontece a crise.
Decidiu ficar com outro "dead man walking" que se chama Chrysler, e com isso, tendo acesso ao potencial gigantesco da Jeep.
Todos os analistas não davam nenhum futuro para esta fusão. Dois pés esquerdos. Pois, se a fusão com a Daimler foi o que foi, como é que a debilitada Fiat iria fazer isto funcionar?

A agora chamada FCA está a lucrar.
Sim, continuam com problemas de guito, e essa é a sua grande fraqueza para gerir e fazer crescer as diversas marcas que possuem.
Tiveram que priorizar.
Aposta na Jeep e Ram (também não sou o maior fã de terem separado as pick ups da marca Dodge) eram fundamentais. É o que sustenta o grupo

O SM não é definitivamente homem virado para o produto. É o homem dos números.
E podemos criticar algumas das suas decisões nesse sentido. E sobretudo criticar a forma como lida e expõe alguns temas.
Como criticar o seu próprio produto descredibilizando-o (500e, 200, por exemplo) e anunciar novos produtos e datas concretas para futuros lançamentos e depois adiá-las poucos meses depois. Mais vale esconder o jogo.

Nem todas as apostas efectuadas por ele são as correctas, mas outras estão a acertar na "mouche".

Tardou imenso, mas a Alfa Romeo tem um produto concorrencial, com o hardware correcto.
A Jeep deverá suplantar as previstas 1.9 milhões de unidades anuais globais para 2018, mais do que duplicando a sua produção após aquisição pela Fiat.
A Maserati, apesar de não ter arrancado bem, parece ter encontrado a forma correcta de desenvolver e lançar devidamente um produto, e pasme-se, consegue vender mais do que a Ferrari[:D].
Não fazia sentido uma marca com um posicionamento de mercado inferior, com o correspondente preço inferior, estar a vender números ao nível da mais exclusiva Ferrari.

Sim, a Dodge, Chrysler e Lancia parecem ter sido esquecidas, e sobretudo Dodge e Chrysler parece-me um risco grande não estar a apostar nestas como por exemplo na Jeep. O mercado norte-americano tem o volume necessário para sustentar a presença destas duas marcas.

O problema da Lancia é anterior ao Marchionne.
O problema da Lancia começou com o acrescentar da Alfa Romeo ao grupo Fiat.
Ficaram sem saber como posicioná-la, problema que se manteve até hoje.
É uma marca sem o reconhecimento da Alfa, pelo que uma aposta global nunca iria funcionar sem um investimento avultado só em marketing.
Foi um erro os clones Chrysler, sem dúvida. Foi um fix rápido, mas com péssimos resultados.

Considerando os modelos distintos que podem derivar de uma mesma base (exemplo: veja-se o 500X Renegade, Tipo), talvez possam fazer nova abordagem no futuro quando decidirem o que fazer com a Chrysler. Isto se decidirem manter a marca de pé.

No entanto o próximo CEO da FCA pode não ser "melhorzinho".
O grande candidato para já é o Bigland, e o forte dele é a componente comercial.
Para já está à frente da Alfa e Maserati, cargo atribuido este ano, e ainda acumula funções como CEO da FCA Canadá e claro, big boss comercial da FCA nos EUA.
Também não é um homem de produto.

E se a Lancia actualmente é irrelevante exceptuando para os fãs e saudosistas, também não me parece que seja este tipo que olhará para ela como uma aposta no futuro.




Qualquer investimento na Lancia, por parte da FCA, hoje, seria paixão, e não razão.

A Lancia teria espaço se estivesse noutro grupo. Na FCA, bate com a Alfa, bate com a Chrysler. Não cabe.

A VW poderia ter tentado comprá-la, em vez da Alfa Romeo. Daí sim, poderia ser uma marca meio termo, com carros italianos esportivos, contrapondo a sobriedade da Audi.

A VW pós dieselgate também está numa posição sensível.
Estão a reduzir custos tanto à esquerda como à direita.
Audi saiu do WEC, VW do WRC.
Audi vai abandonar a sua plataforma MLB. Mas por outro lado irá ter acesso à MSB desenvolvida a meias com a Porsche. Talvez Audis RWD no futuro?!
Muitos modelos e derivações destes irão simplesmente desaparecer. Outros irão ser substítuidos por crossovers.
Como exemplo, o Golf 3p, A3 3p, Scirocco vão ser extintos. Alhambra será substituída por um mais lucrativo crossover. Também deverá haver menos combinações possíveis entre motorizações e transmissões.

Nesta fase de cortes, não estou a ver a VW a sentir-se tentada a acrescentar marcas ao seu portfolio.
O investimento deverá ser no da mobilidade elétrica.

A não ser que os chineses se sintam tentados por comprar uma marca europeia, não estou a ver mais candidatos para que tal aconteça.
 
Crash, deixe-me dizer que não concordo com quase tudo o que disse. Mas de longe o que menos concordo é com a sua afirmação que diz que a Lancia não importa a ninguem excetuando os fãs e saudossitas e que não é uma marca de futuro. A Lancia sim, tem futuro. Agora, se não hà dinheiro para revitalizar todas as marcas e tem de se deixar algumas para fora isso é outra coisa...

O mercado sente a falta da Lancia e a prova é que nas revistas não falta especulações sobre a marca. Até na imprensa britânica. Quando a Rover ou a Saab (p.e.) faliram não vi tanta gente a falar e não vi tantos artigos em revistas como vejo para a Lancia.

Volto a dizer: Ainda espero um ressurgir da Lancia! Agora, como e quando não sei. Mas não faltam alternativas. O grupo Fiat não me parece tão forte em todas as "gamas" como o grupo VW (por exemplo) logo ainda há espaço.

Quanto ao CEO, nesta última decada, não faltaram promessas de lançamentos. O próprio rebadge com a Chrysler foi, como disse, um erro. Se ele fosse tão bom teria previsto isto. Há anos que se promete um plano para salvar a Alfa e esse plano foi adiado durante o reinado dele por muito tempo. Até demais! Por este facto, vai ser mais difícil reeguer a Alfa, por esta tb estar um pouco esquecida depois de anos de erros. O que se sabe acerca dos números é o que ele diz (já não seria a primeira vez que uma empresa esconde prejuízo). Ele fez muitos erros, inadmissíveis para alguém que governa um dos maiores grupos automóvel do mundo. (Nestes últimos anos parece que ele aprendeu umas coisas e que está melhor um bocado)
Por isso digam o que quiserem, mas não acho que ele tenha sido minimamente bom.
 
Nós ás vezes falamos sobre estas coisas ao de leve mas a Exor é uma empresa gigante e que á partida não faz as coisas assim á sorte. De dinheiro devem perceber eles, visto que são uma empresa de investimento.
E quando sair de lá o SM, não se esqueçam que ele também faz parte da Exor e se não me engano é CEO de algo mais que a FCA. Deve ir para lá outro gajo igual, que quer é saber de dinheiro, investimentos etc...
E a cena é tão simples como isto. Os estudos de mercado dos gajos não lhes dão confiança pra investir na Lancia. Ponto. Vocês vêem a Lancia no mercado americano? pra quÊ? Eu não me admirava nada que em 2018 saísse um comunicado a dizer que a Lancia irá hibernar. Claro que fico com pena porque gosto de carros mas estas mega empresas vivem de lucros.
 
Lancia Astura Cabriolet 4th Series - 1938

Coachwork by Pininfarina

The Lancia Astura is a passenger car produced between 1931 and 1939. Lancia replaced the Lambda model with two models: the four-cylinder Artena and the larger, V8-powered Astura. Both of these models were introduced at the Paris Motor Show in 1931.

The Astura chassis was used by various coachbuilders to create Coupes, Convertibles and Sedans. Only offered in long-wheelbase, the fourth-series was built between 1937 and 1939 with 423 units.

Featuring special coachwork by Pininfarina, this Astura is the only one produced and has had only two owners from new. The first owner kept the car until 1974 when he sold it to the current owner. The Astura Pininfarina won the first prize at 2016 Paleis Het Loo Concours in the ‘Special Coachwork Pre-war’ category.

Zoute Concours d'Elegance
The Royal Zoute Golf Club
Zoute Grand Prix 2016
Knokke - Belgium
Oktober 2016

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Última edição:
A Lancia está a padecer dos mesmos problemas que a Chrysler e a Dodge. Falta de novos carros. Aposto que se o Marchionne e a Exor pudessem livravam-se da Chrysler e da Dodge mantendo a Jeep e Ram. E faziam o mesmo com a Lancia. Quanto ao saudosismo pela Lancia, infelizmente acho que é comparável ao saudosismo pela Saab ou Rover ou outras marcas que ficaram para a história.
E o Marchionne de carros percebe pouco. É é muito bom na gestão da parte financeira e a esmifrar o mais que pode dos produtos antes de os substituir. Nas contas trimestrais sai sempre bem na fotografia mas no longo prazo estão-se a ver as consequências.
 
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