Tópico Ford...

Eu gosto bastante desta nova versão. Dizes que ficou colado ao novo Fiesta, mas depois referes que não rompe visualmente com o modelo precedente?

Exato. O Fiesta tb não o fez. Salvaguardando as traseiras, claro está, que ficaram mais convencionais.

As 3 gerações Focus precedentes eram completamente diferentes em tudo entre elas. Este focus mantem os traços gerais da versão anterior, tirando como disse a traseira, que como o Fiesta adotou um estilo mais consensual.

Desta nova geração, prefiro a traseira já que nos anteriores foi sempre um aspeto que, a meu ver, nunca foi bem resolvido apesar de original.

A dianteira, acho que piorou. Mantendo os rasgos à la Aston, ficou menos assertiva e aquela bocarra escancarada... não sei não.

A Lateral também prefiro, sem 3ª janela no caso do hatch.
 
Entretanto lá pelas Américas, a Ford está a reestruturar todo o line-up. De ligeiros só ficam o Mustang e o Focus Active. Isto porque 90% dos lucros da Ford US advém dos comerciais e pick-ups/SUVs.
 
Última edição:
Entretanto lá pelas Américas, a Ford está a reestruturar todo o line-up. De ligeiros só ficam o Mustang e o Focus Active. Isto porque 90% dos lucros da Ford US advém dos comerciais e pick-ups/SUVs.

2018-Ford-Fusion-red-color-on-road-Full-HD-wallpaper.jpeg


Para os norte-americanos, escolher um carro da Ford será mais complicado caso não goste de pick-up ou SUVs. A marca confirmou os planos de eliminar boa parte de sua gama atual, como os Fiesta hatch e sedan, Focus, Fusion e Taurus, para focar no que realmente dá lucro no país: SUVs, crossovers e pick-up. Na prática, isso significa que a Ford terá só dois carros nos EUA: o esportivo Mustang e o Focus Active (versão aventureira do novo Focus). De acordo com o The New York Times, a marca está perdendo dinheiro com Fiesta, Focus e Fusion.


“Ao longo dos próximos anos, o portfólio de ligeiros da Ford nos Estados Unidos irá passar para dois modelos: o líder do segmento Mustang e o novo Focus Active, que chega no ano que vem", disse a empresa no relatório financeiro do primeiro trimestre.


A nova estratégia da Ford também inclui novos tipos de motorização, como incluir sistemas elétricos nos carros com maior margem de lucro, como a F-150, o Mustang e os SUVs Explorer, Escape e Bronco. A empresa começará a sua gama de carros elétricos com um desportivo de alto desempenho previsto para 2020. E ainda planeja colocar 16 modelos EV no mercado até 2022.


“Estamos comprometidos em tomar todas as atitudes apropriadas para aumentar o lucro e maximizar os retornos de nosso negócio a longo prazo", disse Jim Hackett, presidente e CEO da Ford, no relatório financeiro divulgado. "Se pudermos aumentar nosso lucro reduzindo as partes que dão menos retorno, nós iremos. Se o retorno financeiro apropriado não estiver no horizonte, iremos mudar o investimento para onde possamos ganhar."


A notícia de que a Ford está revendo sua gama para eliminar sedans e focar em SUVs e crossovers não significa que não terão novos produtos. A marca irá explorar o que chama de "espaços em branco" - que seriam veículos que combinam os melhores atributos de carros e SUVs.


Não há uma previsão de quando a Ford deixará de vender C-Max, Fiesta, Focus, Fusion, e Taurus nos EUA. Porém, a empresa diz no relatório: "Por exemplo, até 2020, quase 90% da gama Ford nos EUA serão de pick-up, SUVs e veículos comerciais." É relativamente cedo. E ainda não sabemos como isso pode afetar o Brasil. O futuro do Fusion já era questionado há um tempo e, com o anúncio do fim para os EUA, a marca pode trazê-lo da Europa e encerrar a produção mexicana. Outro ponto importante é que, embora tenha falado somente dos EUA no momento, não sabemos quais são os planos de Hackett para os outros mercados onde a Ford atua.

AY9kMoY8.jpg
 
Decisão bastante arriscada.

O que o chefe não quer fazer é gastar dinheiro no desenvolvimento de novos "pequenos" carros.

Acho má decisão deixar de vender modelos como o Focus e o Fusion que é o nosso Mondeo.

É perfeitamente possivel fazer estes carros partilhando diversos componentes com os carros maiores, nomeadamente a base mecânica, cortando nos custos por aí e não abandonando boa parte dos clientes e dando quota de mercado a asiáticos e alemães.
 
Viva, não pondo em causa as motivações desta decisão, a Ford lá terá as suas razoes, preocupa-me o facto de estarmos a assistir a uma uniformização nunca antes vista, na definição dos modelos, em pouco tempo pouco mais restará do que SUV's mesmo com motorizações eléctricas ou alternativas.
De qualquer forma, pelo menos para já, para nós europeus, não haverá grandes mudanças no line up da marca e ainda bem.
A Ford é um fabricante demasiado grande e global, que se pode dar ao luxo de ter gamas e modelos bem diferentes nos quatro cantos do mundo.
Curiosamente, quando se assiste a uma progressiva redução de modelos nos construtores generalistas, é nos fabricantes ditos Premium, que reside a esperança de manutenção da diversidade de modelos e segmentos, basta ver a quantidade de modelos diferentes (Coupés, Cabrios, Sedans, etc.) que têm a BMW ou Mercedes por exemplo
 
A Ford confirmou finalmente o motor 1.5 Dragon Ti-VCT flex de três cilindros e a nova transmissão manual MX65 para o Ka. O propulsor tem 137 cv e 16,1 kgfm e usa bloco de alumínio, duplo comando de válvulas e correia imersa em óleo.


O propulsor já é oferecido pela marca no Ecosport, a novidade é que ele passará a ser produzido na fábrica de Taubaté - SP. O motor era importado da Índia até então.

https://revistaautoesporte.globo.co...otor-15-e-novo-cambio-manual-confirmados.html
 
Claro , eu entendo perfeitamente isso, ainda para mais neste segmento.

Mas fico triste de na Europa um Focus começar com 85Cv, ou um Up! GTI ter 115Cv, e depois um banal KA no Brasil ter quase 140Cv (mas OK, começa nos 85Cv) .


Este bloco deverá ser o mesmo (com algumas alterações) que vai estrar no Focus e Fiesta (150,182 e 200Cv).
 
Viva, não pondo em causa as motivações desta decisão, a Ford lá terá as suas razoes, preocupa-me o facto de estarmos a assistir a uma uniformização nunca antes vista, na definição dos modelos, em pouco tempo pouco mais restará do que SUV's mesmo com motorizações eléctricas ou alternativas.
De qualquer forma, pelo menos para já, para nós europeus, não haverá grandes mudanças no line up da marca e ainda bem.
A Ford é um fabricante demasiado grande e global, que se pode dar ao luxo de ter gamas e modelos bem diferentes nos quatro cantos do mundo.
Curiosamente, quando se assiste a uma progressiva redução de modelos nos construtores generalistas, é nos fabricantes ditos Premium, que reside a esperança de manutenção da diversidade de modelos e segmentos, basta ver a quantidade de modelos diferentes (Coupés, Cabrios, Sedans, etc.) que têm a BMW ou Mercedes por exemplo

Espero que esse dia nunca chegue...
 
Mais que isso não faria sentido porque as vendas seriam residuais ou inexistentes.
Para um produto low-cost, as configurações possíveis têm de ser em menor número.

Além disso é preciso ver se o 1.5 cumpriria as normas europeias.

No Ka brasileiro só há duas opções de motor, igual na Europa.

Há 15 anos já existia o 1.6 de 95cv para o Ka mk1 nas versões normais. Na época era qualquer coisa

67msko.jpg


11298797106_b1990f1bbc_b.jpg
 
Última edição:
O Ka atual tem outro objetivo em relação ao KA de há 16 anos atrás. O KA de há 16 anos atrás tinha como objetivo concorer diretamente com os melhores do segmento A daquela altura: 106, Y, Lupo, Twingo, etc. O de hoje é apenas um alternativa de low cost (não se até que ponto uma marca como a Ford sai beneficiada em ter na sua gama um veículo assim, mas isso é outra conversa). E num veículo assim essas motorizações mais exóticas estão desde logo riscadas.
 
O Ka atual tem outro objetivo em relação ao KA de há 16 anos atrás. O KA de há 16 anos atrás tinha como objetivo concorer diretamente com os melhores do segmento A daquela altura: 106, Y, Lupo, Twingo, etc. O de hoje é apenas um alternativa de low cost (não se até que ponto uma marca como a Ford sai beneficiada em ter na sua gama um veículo assim, mas isso é outra conversa). E num veículo assim essas motorizações mais exóticas estão desde logo riscadas.

O carro já existia noutros mercados antes de vir para a europa, inclusive o que vende cá é fabricado na Índia.

Ao contrário do anterior que foi feito em parceria com a Fiat, este actual aproveita a base do Fiesta mk7, e umas quantas peças de outros modelos, alguns já desactualizados.

Pelo que tenho visto nas estradas, parece não estar a vender mal, tendo em conta que é um produto low-cost e não ser agressivo em termos comerciais como o Fiesta.
 
O Ka atual tem outro objetivo em relação ao KA de há 16 anos atrás. O KA de há 16 anos atrás tinha como objetivo concorer diretamente com os melhores do segmento A daquela altura: 106, Y, Lupo, Twingo, etc. O de hoje é apenas um alternativa de low cost (não se até que ponto uma marca como a Ford sai beneficiada em ter na sua gama um veículo assim, mas isso é outra conversa). E num veículo assim essas motorizações mais exóticas estão desde logo riscadas.

No Brasil não é exótica, os concorrentes não são muito diferentes disso com 15cv para mais ou para menos (exceto modelos mais antigos como o Micra que ainda não recebeu a nova geração europeia e ainda está nos 110cv). O que muda é a utilização que claro, é citadina, mas num país de dimensões continentais fazem muita auto estrada. Caixa auto e alguns cv são quase obrigatórios.

A redução de custos também faz com que as marcas adoptem os mesmos motores em vários segmentos. Esse motor do Ka está no Ecosport (que chega aos 182cv na versão Titanium), estará no Focus, no Fiesta etc.
 
No Brasil não é exótica, os concorrentes não são muito diferentes disso com 15cv para mais ou para menos (exceto modelos mais antigos como o Micra que ainda não recebeu a nova geração europeia e ainda está nos 110cv). O que muda é a utilização que claro, é citadina, mas num país de dimensões continentais fazem muita auto estrada. Caixa auto e alguns cv são quase obrigatórios.

A redução de custos também faz com que as marcas adoptem os mesmos motores em vários segmentos. Esse motor do Ka está no Ecosport (que chega aos 182cv na versão Titanium), estará no Focus, no Fiesta etc.

Isso dos motores servirem para todos ou quase todos por cá também é assim, principalmente nos carros a gasóleo. Actualmente é quase tudo corrido a 1.5/1.6l, com potências desde os 75 a mais de 150cv.
A gasolina já há mais variedade, mas por exemplo os 1.0 estão em quase toda a gama, e no caso de Portugal, os 1.5/2.0 já são carros bastante "raros".

Quanto às caixas auto, por cá ainda não dominam, e só estão mais presentes de segmento D para cima. Mas nota-se nos últimos anos os carros mais pequenos a ficarem mais potentes e "caros", que normalmente até são usados como carro para ambiente urbano.
E cada vez mais se estão a fixar nas cilindradas intermédias.
 
Isso dos motores servirem para todos ou quase todos por cá também é assim, principalmente nos carros a gasóleo. Actualmente é quase tudo corrido a 1.5/1.6l, com potências desde os 75 a mais de 150cv.
A gasolina já há mais variedade, mas por exemplo os 1.0 estão em quase toda a gama, e no caso de Portugal, os 1.5/2.0 já são carros bastante "raros".

Quanto às caixas auto, por cá ainda não dominam, e só estão mais presentes de segmento D para cima. Mas nota-se nos últimos anos os carros mais pequenos a ficarem mais potentes e "caros", que normalmente até são usados como carro para ambiente urbano.
E cada vez mais se estão a fixar nas cilindradas intermédias.

Os 1.0 turbo estão a aparecer aqui também em muitos segmentos. E os 1.0 comuns ainda existem no segmento A e B, mas estão a vender cada ano menos, normalmente para empresas de telefonia/internet, rent a car.

Sorte dos Europeus as caixas auto não dominarem. No segmento C só há essa opção por aqui e o B vai pelo mesmo sentido.
 
Os 1.0 turbo estão a aparecer aqui também em muitos segmentos. E os 1.0 comuns ainda existem no segmento A e B, mas estão a vender cada ano menos, normalmente para empresas de telefonia/internet, rent a car.

Sorte dos Europeus as caixas auto não dominarem. No segmento C só há essa opção por aqui e o B vai pelo mesmo sentido.

Mas olha que por cá as caixas auto estão em crescendo, mesmo os carros sendo mais caros.
A questão é que nos segmentos mais baixos o preço é um factor importante, daí as caixas manuais, motores mais fracos e não ter faróis led/xenon ou teto de abrir ainda é muito comum, permite economizar uns milhares de €.

Eu vejo alguns vídeos do Brasil, e é engraçado perceber as diferenças.
Por exemplo no modelo do meu, apesar de ser um carro global, a abordagem aí não tem nada a ver!
 
O Ka atual tem outro objetivo em relação ao KA de há 16 anos atrás. O KA de há 16 anos atrás tinha como objetivo concorer diretamente com os melhores do segmento A daquela altura: 106, Y, Lupo, Twingo, etc. O de hoje é apenas um alternativa de low cost (não se até que ponto uma marca como a Ford sai beneficiada em ter na sua gama um veículo assim, mas isso é outra conversa). E num veículo assim essas motorizações mais exóticas estão desde logo riscadas.

O primeiro KA também era um carro low-cost, era um carro muito simples. Mas ser low-cost não tem qualquer mal, eu gosto do conceito de low-cost, simplicidade e fiabilidade a baixo custo.

O KA+ atual é um dos melhores carros do segmento A/B que se podem comprar pelo preço. Para mim melhor que o KA+ só o Sandero, fica ali entre os dois segmentos.
 
Voltar
Superior