Tópico dos aviões

Porque é que a TAP só desceu os precos depois da liberalizacao do mercado nos Acores?

Não sei. acredito que se aproveitavam da exclusividade que tinham.

Não sou a favor da exclusividade, porque leva a abusos.
O que queria mostrar é que não podemos fazer as festas que se fazem porque X ou Y voam para certos destinos, quando a rota deixa de dar o lucro que querem vão-se embora com a rapidez com que apareceram.
Já outros são obrigados a manter a rota...
 
Não sei. acredito que se aproveitavam da exclusividade que tinham.

Não sou a favor da exclusividade, porque leva a abusos.
O que queria mostrar é que não podemos fazer as festas que se fazem porque X ou Y voam para certos destinos, quando a rota deixa de dar o lucro que querem vão-se embora com a rapidez com que apareceram.
Já outros são obrigados a manter a rota...
É mesmo para isso que existe concorrência. Para não haver abusos. Quando uma empresa está numa rota a abusar dos preços pode e deve aparecer outra com preços mais baratos para lhe fazer concorrência. O mercado pode não justificar tantas empresas a operar num determinado trajecto mas as que operam oferecem valores com competitivos.
 
Não sei. acredito que se aproveitavam da exclusividade que tinham.

Não sou a favor da exclusividade, porque leva a abusos.
O que queria mostrar é que não podemos fazer as festas que se fazem porque X ou Y voam para certos destinos, quando a rota deixa de dar o lucro que querem vão-se embora com a rapidez com que apareceram.
Já outros são obrigados a manter a rota...

Nenhuma companhia é obrigada a manter os voos entre Ponta Delgada e Lisboa neste momento. Acabaram as obrigações de serviço público.
 
No caso de Ponta Delgada a situação por acaso foi ao contrário! [:D]

Com o mercado regulado a SATA e a TAP dividiam o mercado entre si com acordos de code-share. A TAP voava maioritariamente para a Terceira e a SATA para Ponta Delgada. Para o Pico voava apenas a TAP, para Santa Maria apenas a SATA e para a Horta era mais ou menos dividido igualmente entre as duas.

Com a liberalização das rotas para Ponta Delgada e Terceira, a TAP regressou em força a Ponta Delgada. Passou de algumas frequências semanais (salvo erro eram 4) para 2 diárias que salvo erro vão passar a 3 em breve.

Por outro lado, abandonou as rotas para o Pico e Horta, ficando estas a cargo da SATA. Claro que a notícia não caiu muito bem, mas não houve nada semelhante à guerra do Porto.
 
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A concorrencia fez baixar tanto os precos que há concorrentes que vao ter de sair para nao operar com prejuízo. Isso acontece em todos os mercados concorrenciais.

A Ryanair vende os bilhetes de ida e volta para Ponta Delgada a 95 euros (ida a 9 de Setembro, volta a 16 de Setembro). A TAP para os mesmos horários dos voos da Ryanair custa 136 euros (uma diferenca de 40%). O melhor ainda era ver o preco dos voos antes da liberalizacao, porque os precos que a TAP pratica agora sao muito mais baratos devido, lá está, á concorrencia.

Não esqueçamos que a "concorrência" da Ryanair tem muito que se lhe diga, rotas subsidiadas e dumping.
 
Última edição:
Sim, sem dúvida.
Mas a questão aqui é que assim se vê que uma companhia low cost, anda nos limites do lucro em algumas rotas, e assim que algo muda, eles ou saem ou alteram as suas políticas.
Uma companhia de bandeira nacional que se vê obrigada a serviço público não tem essas liberdades.

Viu-se a guerra que aconteceu com a redução de rotas no Porto... [;)]

Se a Tap deixasse de voar para as ilhas (açores ou madeira) havia de ser bonito.

Não misturemos as coisas, no Porto deixou-se de fazer serviço público apesar de continuarmos a contribuir para a existência da companhia aérea mais ou menos nacional e pública que oferece vôos mais baratos de Vigo do que do Porto, por exemplo. Duplamente prejudicados, pagamos e não temos serviço!
É só uma questão de equidade, nada mais.

Só coloquei estes dois posts porque acho que há alguma contradição no que dizes.
 
Não misturemos as coisas, no Porto deixou-se de fazer serviço público apesar de continuarmos a contribuir para a existência da companhia aérea mais ou menos nacional e pública que oferece vôos mais baratos de Vigo do que do Porto, por exemplo. Duplamente prejudicados, pagamos e não temos serviço!
É só uma questão de equidade, nada mais.

Só coloquei estes dois posts porque acho que há alguma contradição no que dizes.

Não é misturar. É tentar ver outros pontos de vista.
O Presidente da CM do Porto lutou e bem pela sua cidade.
Mas este caso dos Açores só prova que nem tudo dá lucro e quando não há lucro há que terminar rotas. E que as low cost não são nenhuma sétima maravilha.
São uma vantagem grande em alguns destinos, mas noutros nem por isso.

As viagens da TAP de Vigo serem mais baratas do que do Porto está relacionada com taxas pagas e com procura de mercado. Qualquer empresa em qualquer parte do mundo faz promoções em mercados que não domina a tentar conseguir angariar clientes. E é isso que a TAP faz. Não vejo qualquer problema.

O problema é as pessoas misturarem serviço público com direitos.
 
Qualquer empresa PRIVADA em qualquer parte do mundo faz promoções em mercados que não domina a tentar conseguir angariar clientes. E é isso que a TAP faz. Não vejo qualquer problema.

O problema é as pessoas misturarem serviço público com direitos.

Acrescentei ali uma palavra para dar mais sentido à frase.
Eu sou daqueles que defende uma TAP privada precisamente para evitar este tipo de situações e deixar o mercado trabalhar.
Mas já que os meus impostos estão a servir para pagar as contas da TAP, acho só lógico ser bem servido.
Como disse atrás, é uma questão de equidade...
 
Conforme disse aí atrás, vou fazer Lisboa - Porto na Ryanair, para depois apanhar outro voo noutra companhia. A pessoa que vou visitar pediu-me que lhe levasse 2 coisas para matar saudades de Portugal: 4 latas de conservas (meia desfeita da Ramirez [:D] ) e um saco de laranjas.

No voo que vou fazer a partir do Porto vou despachar a mala para o porão, mas no doméstico não. A minha pergunta é: as latas de conservas, que pesam 120 g e terão um volume de 120 ml cada, passam no controlo? Existe alguma regra ou ficará ao critério da pessoa que apanhar?
 
Conforme disse aí atrás, vou fazer Lisboa - Porto na Ryanair, para depois apanhar outro voo noutra companhia. A pessoa que vou visitar pediu-me que lhe levasse 2 coisas para matar saudades de Portugal: 4 latas de conservas (meia desfeita da Ramirez [:D] ) e um saco de laranjas.

No voo que vou fazer a partir do Porto vou despachar a mala para o porão, mas no doméstico não. A minha pergunta é: as latas de conservas, que pesam 120 g e terão um volume de 120 ml cada, passam no controlo? Existe alguma regra ou ficará ao critério da pessoa que apanhar?

«Português desvia avião com latas de de atum. Ramirez pondera abrir fábrica na Síria e no Iémen.»
 
O Presidente da CM do Porto lutou e bem pela sua cidade.

O presidente da CM do Porto fez uma figura ridícula ao querer regionalizar a questão de como a TAP deve gerir a sua rede de rotas.

A TAP é uma companhia de modelo hub e esse hub é Lisboa. Da mesma forma que a Air France tem hub em Paris ou a British Airways em Londres. Ninguém anda a discutir longo cursos ou até médio cursos a partir de Lyon ou de Edimburgo.

Isto não impede que haja rotas directas do Porto para vários destinos, incluindo até algumas de longo-curso que se mantêm desde que haja uma boa maximização as aeronaves mas favorece naturalmente à concentração da maioria das rotas no hub e à necessidade de uma ponte área.

Já basta todos os anos de gestão política de rotas que colocaram a TAP na situação financeira que conhecemos.
 
O presidente da CM do Porto fez uma figura ridícula ao querer regionalizar a questão de como a TAP deve gerir a sua rede de rotas.

A TAP é uma companhia de modelo hub e esse hub é Lisboa. Da mesma forma que a Air France tem hub em Paris ou a British Airways em Londres. Ninguém anda a discutir longo cursos ou até médio cursos a partir de Lyon ou de Edimburgo.

Isto não impede que haja rotas directas do Porto para vários destinos, incluindo até algumas de longo-curso que se mantêm desde que haja uma boa maximização as aeronaves mas favorece naturalmente à concentração da maioria das rotas no hub e à necessidade de uma ponte área.

Já basta todos os anos de gestão política de rotas que colocaram a TAP na situação financeira que conhecemos.

Não concordo, obviamente.
A TAP pode ser uma companhia do modelo que quiser se for privada. A partir do momento em que é pública entendo que tem de prestar serviço público e como tal não pode ter um comportamento diferenciador e claramente prejudicial, ainda para mais não se entendendo a eliminação de rotas que iam cheias!

Se tivesse sido completamente vendida como pensado inicialmente, podia fazer o que bem lhe desse na telha. A concorrência no Porto funciona e os anos de gestão política com um passivo de 500 milhões de Euros continuam a ser pagos por TODOS!
 
Acrescentei ali uma palavra para dar mais sentido à frase.
Eu sou daqueles que defende uma TAP privada precisamente para evitar este tipo de situações e deixar o mercado trabalhar.
Mas já que os meus impostos estão a servir para pagar as contas da TAP, acho só lógico ser bem servido.
Como disse atrás, é uma questão de equidade...

Tu continuas sem perceber como é que o mercado funciona mas a malta dá-te uma ajudinha...

Imagina que queres ir a New Jersey, saindo do Porto, vais à e-Dreams (que até pode nem ser o local onde encontras os melhores negócios...) e obténs estes resultados:

attachment.php



O exemplo mais barato, obriga-te a ir a Frankfurt, o da TAP apenas tens de vir até Lisboa e poupas 3 horas em cada sentido mas gastas quase o dobro na aquisição do bilhete. Ou seja, a Lufthansa rouba um possível passageiro à TAP nesse percurso. O mercado concorrencial em todo o seu esplendor... [:p]
 

Anexos

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Caro DeCeIi,

- não percebo o que queres provar com este exemplo abaixo pois esqueces-te que se eu comprar bilhete pela Lufthansa, pago na mesma pela TAP com os meus impostos - por ventura até mais para estar a manter uma companhia pouco competitiva (cerca de 500 milhões de dívida).

- até percebo qualquer coisita de mercados e fica-te mal essa arrogância acerca do conhecimento dos mesmos, num outro tópico em que falamos disto acabaste por ir amarrar o burrinho. Ainda me lembro de estares a dizer que a TAP tinha de cativar os Espanhóis - muito bem, uma empresa semi-pública a prejudicar intencionalmente parte do país!
Analisar esta situação sem tomar em linha de conta o facto de a TAP ser (meia) pública é, no mínimo, distorcer os factos!

- o mercado concorrencial funciona bem entre privados, o que de facto me chateia é temos ou não serviço público? Se temos então que nenhuma parte do país seja penalizada - não estou a querer tirar protagonismo nenhum a Lisboa, isto não é uma guerra Lisboa-Porto, é tão somente uma questão de equidade. E a verdade é que há claramente prejuízo para o Norte!
Se não temos então deixe-se o mercado funcionar - e ele funciona!


As histórias de como funcionam as companhias de aviação, os hub's e afins, as economias de escala da centralização de operações numa base, etc são perfeitamente válidas mas sublinho - eu estou a pagar pela TAP, como empresa pública e contra a minha vontade, e não sou servido por ela, pago por ela na mesma se for noutra companhia!
Este é mais um exemplo das coisas feitas às três pancadas à velha maneira Portuguesa fruto das politiquices. O Neeleman tem mais é de rentabilizar a empresa mas caímos na mesma asneira, ou é privada ou é pública.


Vamos pôr as coisas ao contrário para ver se percebes:

Imagina que fechavam todos os hospitais em Lisboa e tinhas de vir ao Porto para ser atendido na urgência. Como isto não tem nexo nenhum, até porque as urgências aí até estão sempre cheias e ainda te dava uma coisinha na A1, acabavas por ir à urgência de um hospital privado e pagavas por isso. Ou seja, pagavas o hospital do Porto com os teus impostos, não usufruías dele e ainda tinhas de pagar para ser atendido noutro hospital. Assim postas as coisas, parece-te lógico? Existe equidade?



Tu continuas sem perceber como é que o mercado funciona mas a malta dá-te uma ajudinha...

Imagina que queres ir a New Jersey, saindo do Porto, vais à e-Dreams (que até pode nem ser o local onde encontras os melhores negócios...) e obténs estes resultados:

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O exemplo mais barato, obriga-te a ir a Frankfurt, o da TAP apenas tens de vir até Lisboa e poupas 3 horas em cada sentido mas gastas quase o dobro na aquisição do bilhete. Ou seja, a Lufthansa rouba um possível passageiro à TAP nesse percurso. O mercado concorrencial em todo o seu esplendor... [:p]
 
Última edição:
O que te queixas podem queixar-se todos os portugueses não residentes na grande Lisboa porque necessariamente têm que se dirigir a Lisboa por escala ou por terra para a maior parte das ligações internacionais. Não é um argumento válido porque nenhuma companhia de avião, pública ou privada, pode funcionar nesses moldes em que as rotas são definidas exclusivamente por um hipotético serviço público. O Porto não é nenhuma região ultraperiférica ou com condicionalismos geográficos que exijam que se mantenham rotas subsiadas.

Ou melhor, poderia. Com dinheiro dos contribuintes.

Acontece que a TAP não pode ser financiada com dinheiro dos contribuintes há já vários anos. E daí a premência da sua privatização dado que vivia no ridículo do seu principal accionista não a poder capitalizar e andar a rolar dívida que um dia, sim, será paga por todos nós (a não ser que alguém ficasse com ela).

Regionalizar a questão a "estão a prejudicar o Porto" não faz efectivamente qualquer sentido para além de alimentar as hostes dessa guerrilha regionalista que muitos gostam de praticar.
 
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