Tópico dos aviões

Hoje fiz o último voo de negócios deste ano, o 47º. Ainda falta um, para ir para Portugal de férias de Natal. Bati o recorde que era de 45 o ano passado. E hoje o COO enviou um mail a dizer que a política de viagens da empresa vai mudar para pouparem dinheiro, mas que passa a ser permitido marcar Premium Economy para longo curso [kiss] Como eu não tenho qualquer problema em justificar as minhas viagens, está pra mim [:cool:] Ainda por cima o Premium Economy da Lufthansa é um luxo.
 
Este caso foi apontado por muitos como um indício de que a gestão de responsabilidades no cockpit não foi bem efectuada. Há quem defenda que o problema tem a ver com os aviões de hoje em dia, autênticas PlayStations, e que os pilotos perderam a capacidade de manter o avião a voar em casos críticos, onde o computador também falha.

Independentemente da razão, há também quem defenda que a Air France tem uma tendência a encapotar acidentes e incidentes que põem a descoberto problemas na formação dos seus pilotos, ou de manutenção das aeronaves, ajudada pelo facto da Airbus ser semi-francesa.

Isto é um tema polémico e o meu comentário foi em jeito de brincadeira. A probabilidade de algo acontecer é obviamente infíma, a questão é: será maior na Air France do que, por exemplo, na KLM, Lufthansa, Swiss, British, Iberia?

Digo apenas isto: no meu último voo dos Estados Unidos para a Europa, com a Lufthansa, apanhámos bastante turbulência e os pilotos levaram o avião (A340-600) bastante mais alto que o normal, certamente para tentar evitar as altitudes mais problemáticas. Isto foi exactamente o início do problema neste voo da Air France, com um avião praticamente igual. O resultado é que eu não consegui dormir descansado enquanto eles não voltaram para um nível de voo normal, sem turbulência, com medo de voltar a acontecer um problema semelhante e não saber se a tripulação saberá reagir bem. Acho que se pode resumir que, na minha opinião, em qualquer companhia pode acontecer uma coisa destas. Veja-se o Eurowings (empresa subsidiária da Lufthansa) que se atirou contra os Alpes por causa do co-piloto que se quis suicidar...
 
Isso de encapotar acidentes ou problemas acontece em quase todas as áreas, é sempre mais fácil culpar um piloto ou engenheiro do que uma grande empresa. Como no caso da VW em que é só contradições e muitos outros.

Os americanos que gostam muito de apontar os dedos aos outros nunca esclareceram bem o que se passou com o voo da American Airways que se despenhou no Pentágono. Se formos por aí, então é como disse, mais vale nem sair de casa.

Todos os dias voam milhões de pessoas, as probabilidades de algo acontecer numa grande companhia aérea são muito pequenas, eu acho que é mais provável sermos atropelados no destino de férias do que morrer na viagem de avião.
 
Última edição:
Hoje fiz o último voo de negócios deste ano, o 47º. Ainda falta um, para ir para Portugal de férias de Natal. Bati o recorde que era de 45 o ano passado. E hoje o COO enviou um mail a dizer que a política de viagens da empresa vai mudar para pouparem dinheiro, mas que passa a ser permitido marcar Premium Economy para longo curso [kiss] Como eu não tenho qualquer problema em justificar as minhas viagens, está pra mim [:cool:] Ainda por cima o Premium Economy da Lufthansa é um luxo.

Ainda não consegui encontrar uma Premium Economy que pareça justificar o overprice face à Económica.

Tudo bem, quando a empresa paga, é outra coisa. Agora do nosso bolso...
 
Ainda não consegui encontrar uma Premium Economy que pareça justificar o overprice face à Económica.

Tudo bem, quando a empresa paga, é outra coisa. Agora do nosso bolso...

Nesta imagem dá para ver a diferença entre Premium Economy e Economy da Lufthansa. Em voos de 9-10 horas faz muita diferença, sobretudo para quem faz voos destes todos os meses.

Lufthansa-Premium-Economy-Inauguration-Flight-Frankfurt-Washington-Dulles-Boeing-747-8-14.jpg
 
Eu realmente sou um sortudo, em 26 voos este ano, diria que metade foram em aviões duvidosos sem autorização para voos na europa (por não cumprirem com regulamentação de manutenção), um deles q fez aterragem de emergência uma semana depois de andar nele...
Custa mais a primeira vez, depois, uma pessoa deixa de se preocupar.[:D]
tenho de mudar de emprego:sh)
 
Também estive num voo que aterrou de emergência duas semanas depois do acidente em Barajas da Spanair em 2008, no mesmo modelo de avião e na mesma companhia. Algumas pessoas entraram um pouco em pânico, uma pessoa fica com o ritmo cardíaco um pouco acelerado mas tudo se resolve.

Aqueles MD-80 estavam mesmo a precisar de reforma.
 
Última edição:
Voltar
Superior