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O Vitória depois dos jogo com o Porto quebrou... já não dá para muito mais, a equipa já está muito fatigada, muito por ter sido feita uma aposta que deu frutos sempre num 11 estável, mas esta derrota em nada tira o brilho desta excelente época.
Relativamente à UEFA... sou vitoriano mas acho que passava a oportunidade, porque ir à UEFA não é só ir, requer algum investimento e o Vitória deve manter o rigor orçamental que tem e não se aventurar, porque de passos maior que as próprias pernas já estamos fartos.
Por muito que gostasse de ver o Vitória na UEFA, acho que preferia que não se fosse, e continuar a dar pequenos passos para estabilizar o Vitória a todos os níveis.
Excelente visão aprapr
apr
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Há que ser realista...
É como numa empresa as coisas têm de ser minimamente planeadas e com o máximo rigor, porque aventurar-se todas podem, mas depois não se dão conta que a aventura não devia ter sido feita.
Primeiro tem que se estabilizar as finanças, formando equipas de baixo custo mas no entanto extremamente competitivas, como foi feito este ano (apostar em bons jogadores das divisões inferiores e jovens, de modo a poder valorizá-los e conseguir importantes encaixes financeiros com transferências, algo que o Vitória sempre teve dificuldade em fazer), para assim atingir igualmente o 2º objectivo que é consolidar bem e cada vez mais um Vitória de 1ª. Quando já estiver tudo mais equilibrado aí já se podem pensar outros vôos.
Uma equipa, uma ideia
É o grande 'intruso' no topo do Campeonato. Depois de uma época na berma do precipício, o Setúbal renasceu sem construir castelos na areia.
Sente-se que a equipa luta, em cada jogo, contra dois adversários: o que está à sua frente e as suas próprias limitações. Sem superestrelas, com jogadores de 'carne e osso', prova como fazer uma boa equipa é algo demasiado complicado para ser apenas uma questão de dinheiro.
Construída cirurgicamente por Carvalhal, este Vitória tem a força das boas ideias. Os golos de Pitbull, as defesas de Eduardo, mais Elias, Auri, Sandro, Janício... Pelo caminho, no Inverno, ficaram Mattheus e Edinho.
Os pilares estão na segurança defensiva. A melhor forma de começar a construir uma equipa no futebol moderno. Depois, é começar a esticar as linhas - os diferentes sectores do onze - em campo, sem nunca perder os elos de ligação entre elas. É esta a base do projecto Carvalhal, um treinador renascido. Na 'montanha-russa' que é a vida dos treinadores, a questão agora é saber como capitalizar este momento.
O actual Vitória é um sonhador inteligente. Porque nunca tira os pés da relva. Vendo o jogo como dinâmica, cumpre o princípio de, quando ataca, 'aumentar' o campo (a distância da linha defensiva até à atacante), e de, quando defende, o 'encurtar' (voltando a aproximar sectores) para o adversário atacar em menos espaço. É, por isso, que não existe futebol ofensivo e futebol defensivo. Existe futebol equilibrado. Futebol de 'harmónio'. O resto é um potente remate com a bota esquerda do Pitbull.
E já não é pouco...
O Estrela da Amadora empatou (0-0) com o V. Setúbal, no Estádio do Bonfim, e garantiu a permanência na Liga principal do futebol português. Os sadinos mantêm-se na sexta posição, com os mesmos 42 pontos do Belenenses (5.º).
Caso Meyong
Para amanhã está igualmente prevista o anúncio da decisão do Conselho de Justiça da FPF relativa ao avançado camaronês do Belenenses Meyong, que foi utilizado de forma irregular (jogou por três clubes na mesma época, enquanto os regulamentos só permitem dois). As conclusões do relator do recurso do clube - contestou o castigo da subtracção de seis pontos aplicado pela CD - vão ser agora apreciadas pelo Conselho. O desfecho deverá ser anunciado de seguida. São dois os cenários nesta fase do processo: CJ ratifica a perda de seis pontos (três pela infracção e outros tantos pela derrota no jogo com a Naval) ou o castigo é anulado. A verificar-se esta situação, o CJ como que reconhece razão ao Belenenses, que considera que a FPF errou por ter emitido a licença de inscrição do atleta, a qual pressupõem a sua utilização.
Pois é o campeonato está feito e por mal ou bem, como se queira interpretar a o lugar na UEFA está garantido.
Porém espelho-me nas declarações do "presidente" do Vitória hoje à radio, que pode ser ouvida aqui, objectivo, realista e muita coerência nestas palavras, não é só o ir à UEFA, é também analisar o que de lá advém.
«O Vitória fez este ano um belíssimo campeonato, vai, mais uma vez, à UEFA e ganhou a Taça da Liga. Num ano difícil para o clube e para a cidade, há que dar os parabéns à equipa», considerou Carvalhal, prosseguindo: «Temos 18 jogadores de campo, já vamos em 43 jogos, alguns com prolongamento, por isso é natural que a equipa se vá um pouco abaixo na ponta final. Mas hoje demos a volta por cima e conseguimos mais uns pontinhos para melhorar a classificação».
Depois de ter protagonizado sensacional época no V. Setúbal, Carlos Carvalhal vai abandonar o comando técnico dos sadinos no final da época. A Grécia, mais precisamente o Asteras Tripolis, está à sua espera.
Quercus critica projecto "Nova Setúbal"
Abate de 1.200 sobreiros é "atropelo flagrante"
A associação ambientalista questiona a legalidade do projecto imobiliário Nova Setúbal, insistindo que o mesmo não tem qualquer sentido no que respeita a ordenamento do território e desenvolvimento sustentável.
11:35 | Quarta-feira, 6 de Ago de 2008
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Mário Cruz/Lusa
Activistas da Quercus durante a manifestação promovida esta manhã
A Quercus classifica de "atropelo flagrante" à lei a pretensão de uma construtora de abater 1.200 sobreiros no Vale da Rosa, a fim de ali ser construída a mega-urbanização Nova Setúbal, com 7.500 apartamentos para 30.000 habitantes, além de um centro comercial e do novo estádio do Vitória de Setúbal.
Numa acção de protesto no local, Susana Fonseca e Domingos Patacho, da associação ambientalista Quercus, questionaram a legalidade do projecto por considerarem que este deveria ter sido sujeito a Estudo de Impacto Ambiental (EIA), já que vai obrigar à desafectação de uso de solo agrícola numa área superior a 50 hectares.
"Não se percebe como é que em 2001 o ministro da Agricultura Capoulas Santos e o do Ambiente José Sócrates consideraram o Plano de Pormenor da Nova Setúbal - que só foi aprovado em Março de 2008 - de imprescindível utilidade pública apenas para permitir o abate de 700 sobreiros em povoamento protegido legalmente", frisaram.
A Quercus - que a 25 de Julho último interpôs uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa para impedir o abate de 1.200 sobreiros - considera que o despacho daqueles dois ministros é "nulo", uma vez que não previu a realização de uma avaliação de impacto ambiental do projecto, nem alternativas de localização à sua construção.
A associação ambientalista pretende impedir o abate dos sobreiros, alegando tratar-se de uma espécie protegida pela legislação nacional, e considera que a imprescindível utilidade pública só deve ser atribuída a projectos de relevância nacional, como escolas ou hospitais.
Para a Quercus, o projecto Nova Setúbal não tem qualquer sentido no que respeita a ordenamento do território e desenvolvimento sustentável, uma vez que prevê a concentração de 30 mil habitantes - o que representa um aumento de cerca de 30% relativamente à actual população da cidade -, além de incluir o novo estádio do Vitória de Setúbal e um centro comercial. Considera ainda que a área tem características paisagísticas únicas, nomeadamente a mancha de sobreiro que "não merece ser destruída com investimento imobiliário e comercial".
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Mário Cruz/Lusa
A Quercus considera que a área em causa tem características paisagísticas únicas, nomeadamente a mancha de sobreiro que "não merece ser destruída com investimento imobiliário e comercial"Susana Fonseca e Domingos Patacho referiram ainda não serem contra o Vitória de Setúbal, apenas contra o local onde está projectada a construção do novo estádio, que consideram ter sido tratada de forma "pouco transparente". Considera ainda a Quercus que a atribuição de utilidade pública a todo o Plano de Pormenor de Nova Setúbal e não apenas a determinados empreendimentos em causa é "ilegal" e que o Tribunal de Contas devia pronunciar-se previamente sobre os contratos subjacentes ao Plano de Pormenor, o que não aconteceu até ao momento.
Num documento divulgado hoje durante a acção de protesto, a Quercus refere que inicialmente o projecto Nova Setúbal previa o abate de 1.700 sobreiros, dos quais apenas 700 foram considerados como povoamento. Contudo, a 29 de Maio último a promotora da urbanização, a Pluripar, solicitou junto da circunscrição florestal do Sul o abate de 1.192 sobreiros, considerando apenas 577 em povoamento e 615 dispersos.
O organismo da administração central, que tem 90 dias para viabilizar ou não o abate dos sobreiros, ainda não se pronunciou e solicitou mais dados à construtora, nomeadamente documentos que comprovem que não era necessário a realização de Estudo de Impacto Ambiental, bem como o mapeamento exaustivo da localização de sobreiros.
Durante a conferência de imprensa dos dirigentes da Quercus, vários populares acorreram ao local, alguns dos quais manifestaram-se favoráveis à nova urbanização, proporcionando uma troca de palavras, por vezes acesa, entre os moradores e os ambientalistas.
Contra a urbanização estão António Pateia e Fernando Alverca, o primeiro detentor de uma exploração de ovelhas e o segundo de uma exploração de cabras, que já foram contactados pela construtora para abandonarem o local, mediante o pagamento de uma indemnização, uma hipótese que recusaram
Eu para ser sincero nunca pensei que o Vitória fizesse uma temporada como fez, ainda mais depois da última ter sido tão fraca e com todos os problemas que houve.
Mas contra todas as expectativas a época foi excelente e ficou demonstrado que mesmo com poucos recursos é possível serem feitas excelentes equipas.